domingo, 9 de junho de 2013

Quando a fumaça comunicava o progresso.


  Quando leio que o “crescimento chinês” ainda está servindo de motor para a economia do mundo me lembro que fumaça já foi, no Ocidente, sinal de progresso. Durante a Revolução Industrial a queima de carvão movimentou manufaturas e fábricas e utilizou mão de obra de crianças e camponeses em busca das luzes da cidade e do tal progresso. Poluição fazia parte da produção.


 
 Num evento na Bolsa do Rio, recentemente, reparei nos lindíssimos vitrais do salão de eventos. Datados de muitas décadas depois da Revolução Industrial na Inglaterra eles estão lá atestando nosso salto industrial tardio e em modelos ambientalmente caóticos. Nas paredes laterais, as cores da poluição fumegante sendo expelida por chaminés, máquinas e navios a vapor ainda confirma, em detalhada beleza artística, que poluir era sinal de pujança econômica aqui nas terras do gigante adormecido.
 Desequilíbrio perdoado em nome de uma economia que desconsiderava por completo ser parte integral e inseparável do ambiente. Isto sem falar dos impactos sociais da poluição na saúde dos empregados das indústrias...igualzinho na China de hoje cujas nuvens de fuligem industrial chegam a atingir o Japão. Graças a Deus, as coisas estão mudando. Não de forma rápida como as mudanças climáticas parecem nos exigir, mas mudando com novos modelos de produção, novas pesquisas nas áreas de energia limpa e novas maneiras de pensar o progresso de forma sistêmica.

sábado, 18 de maio de 2013

A "visão negativa" na comunicação.

Será que as campanhas "contra" alguma coisa funcionam mesmo? Campanha antitabagismo, campanha contra a corrupção, contra as drogas etc. Será que a mensagem do contra alguma coisa, com uma pegada negativa, consegue impactar uma pessoa além da proposta de trabalhar um conflito ou uma negatividade inerente a um relacionamento?

Tenho me perguntado se uma proposta de trabalhar uma visão de um futuro ao invés de trabalhar um viés de culpa, medo e conflito contra uma determinada ameaça (drogas, armas, violência contra a mulher etc.) não é bem mais eficiente como estratégia comunicativa.

Gosto de campanhas que nos ajudam a pensar, refletir e não dão respostas prontas. Quando trabalhamos com a mudança de hábitos e comportamentos estamos lidando com emoções e também modelos mentais e culturais que não são fáceis de serem mudados.Por isso, estimular as pessoas a concluir alguma coisa  por si mesmas, me parece muito mais inteligente do que "ser do contra" com mensagens óbvias, estimulando o conflito entre o certo e o errado. Mesmo porque muitas vezes o certo de hoje será o errado de amanhã...e vice-versa.





sábado, 11 de maio de 2013

Experiência de marca.

Com a tecnologia facilitando as coisas, o que há tempos era caro e difícil, tudo vai ficando simples. Um aparelho de telefone com linha, por exemplo, que há 20 anos era um objeto e um serviço que aqui no Brasil beirava a cifra de US$ 1.000 hoje saem por oitenta reais  - um aparelinho celular mais uma conta de cartão.

Some-se a essa facilidade tecnológica a necessidade cada vez maior de grandes (e pequenas) marcas se relacionarem de forma personalizada com seus clientes, consumidores, empregados e admiradores e pronto! Temos aqui o ápice do marketing de massa,  agora one-to-one tornado realidade! Aconteceu recentemente com a Coca-Cola com suas latinhas com nomes e está acontecendo com a FIAT, com a possibilidade de dezenas de combinações e detalhes personalizados de seus carrinhos.


Contudo, na Holanda, a Heineken é quem dá um bom exemplo dessa personalização através de sua Heineken Brand Experience. Além de "sentir" a marca numa espécie de bar temático, o cliente leva uma garrafinha com seu nome estampado, num rótulo personalizado.Claro que relacionamento não é só isso, mas fica simpático e sedutor uma grande marca tentar trabalhar e entregar seu produto de maneira individualizada para cada cliente, não é?

sábado, 4 de maio de 2013

Empreendedorismo esperança.

“O colorido desse caos é absolutamente indispensável
à composição da nação sonhada”
(Frase de Caetano Veloso e nome da sala temática da Exposição ‘A Ventura Republicana’ no Museu da República, aberta em 1996.)


Brasileiro é empreendedor. Dizem que nossa profissão é a esperança. Eu discordo. Acredito que seja o empreendedorismo nato pois a nossa história nos exigiu criatividade, jogo de cintura e... empreendedorismo! Claro, que tudo feito com muita fé na vida.

Uma prova dessa qualidade nacional é José Anatolio, o "Antônio", dono da primeira "Shopin Bike" da cidade do Rio de Janeiro. A loja sobre rodas seria um verdadeiro "mar de utensílios" se estivesse sobre as ondas. Mas como ela gira pelos asfaltos da cidade - através da força dos braços de Antônio - trata-se de  uma verdadeira montanha de mercadorias coloridas e cacarecos úteis para o dia-a-dia de nossas casas,  armazenados e vendidos sobre duas rodas.



Esta é a Shopin Bike (*). A ideia, nascida após um incêndio, é digna de uma boa matéria jornalística. Antônio é um exemplo, daqueles que mereciam estar nos comerciais intitulados "O Melhor do Brasil é o Brasileiro" - que eram veiculados há alguns anos. Imaginem que Antônio não pode ficar doente, senão a "lojinha" não fatura. Antônio não tem nem como ir ao banheiro (já pensaram nisso?). Antônio também não tem linha de financiamento "amigável" do BNDES e por isso arrasta solitariamente os 200 quilos de sua carroça, digo, sua bicicleta, pelas ruas da cidade.

O que mais impressiona em Antônio é a sua resiliência para vencer os obstáculos (da vida e das calçadas). Além, é claro, de seu sorriso quando se relaciona com a sua freguesia. Atendimento nota dez, ao gosto do cliente? Atributo de valor da marca da Shopin Bike.

Antônio e a sua Shopin Bike: empreendedorismo esperança, uma tecnologia socioeconômica original do Brasil.

(*) Fotografia feita por Lucas Gaulia Drummond, estudante de jornalismo da UFRJ.

sábado, 27 de abril de 2013

Sustentabilidade é saber cuidar.

Esta semana reunimos o Comitê de Sustentabilidade da Estácio para a sua terceira reunião de 2013. Participantes das diretorias de Ensino, Gente & Gestão, Suprimentos, Comunicação Interna, Saúde  & Segurança  e Operações,  compartilharam planos e caminhos com  representantes do IFC - International Finance Corporation, da Olhar Cidadão e também da FBDS - Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável.



Há muito o que se fazer quando falamos dessa tal sustentabilidade. Mas o primeiro passo deve ser o de buscar uma definição simples do conceito, para que todo mundo consiga entender qual o papel de cada um nessa construção cotidiana e coletiva. Por isso, minha definição para sustentabilidade é saber cuidar. Simples? Sim. Difícil? também!Mas certamente um desafio fascinante!

terça-feira, 23 de abril de 2013

A marca de duas beldades.

A elegância e a potência  na quadra e nas pistas, no esporte e na indústria automobilística se reuniram: Maria Sharapova, tenista russa e campeã do torneio de Stuttgart na Alemanha e a Porsche, marca mítica de carrões esportivos e luxuosos, firmaram um acordo de três anos. Agora a beldade das quadras de tênis vai ser a embaixadora mundial da marca alemã. Quando os atributos da marca se alinham, personagem e produto se encontram em sintonia para ganhar em valor e admiração. Isso é essencial para o branding e para a reputação.