quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Frase para o Ano Novo

De Peter Drucker, para pensarmos: “Compreender que cada qual vê a mesma realidade de maneira diferente já constitui, em si, comunicação.”

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

VALE se comunicar?

Continuando a escrever sobre se as empresas líderes sabem ou não se comunicar,
compartilho o case de uma mineradora brasileira, ex-estatal, que transformou-se em exemplo de comunicação empresarial após sua privatização.
Estou falando da Companhia Vale do Rio Doce que, agora, chama-se VALE.
A empresa acabou de fazer uma transformação completa em sua marca - um processo que coroa toda uma evolução comunicativa.
Um trabalho de inteligência, estratégia e, certamente, vanguarda.
Recomendo uma visita ao hotsite para conhecer mais deste case de comunicação empresarial e comprovar, mais uma vez, que quem está no topo precisa saber se comunicar.
Parabéns ao time VALE!
http://www.vale.com/marca/hotsite_ptb/ext/umsonome.asp

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Quem está no topo sabe se comunicar?


Foi divulgado o resultado da quinta edição de Valor Carreira com as melhores empresas em Gestão de Pessoas. Qual o principal destaque? Nas companhias com maior engajamento, 81% dos funcionários se dizem informados sobre a situação dos negócios. E por engajamento, entendemos aquela mísitca que faz com que um profissional esteja entusiasmado, confie na empresa e se identifique pra valer com os valores e as crenças da organização.

Outros pontos relevantes: empresas que dão voz ( e ouvidos ) aos empregados e têm maior atenção ao seus relacionamentos internos são organizações com maior índice de satisfação e compromisso de seus profissionais. São também empresas inovadoras, na maioria das vezes - afinal, conversas produtivas são o combustível da inovação.
Ou seja, comprovando o que os comunicadores empresarias estão cansados de saber: quem quer realemnte chegar no topo precisa saber se comunicar. Em primeiro lugar com seus empregados, depois com todos os seus stakeholders.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

160 mil capas diferentes de uma mesma publicação.


Imaginem uma revista com 160 mil capas diferentes numa mesma edição.
Loucura? Não. Tecnologia, inovação, criatividade, ousadia...diferenciação.
A Revista alemã Cícero ( http://www.ringier.de/160000bilder/) na sua última edição chegou nas bancas com nada menos do que 160 mil capas diferentes, uma para cada exemplar em circulação. Para isso ser possível, a revista teve acesso ao acervo gráfico da agência Reuters.
Cada capa tem como fundo 50 milhões de fotos que formam uma única imagem.

E a contracapa? Quem soube aproveitar a oportunidade foi a também alemã BMW (abreviatura de Bayerische Motoren Werke, em português: Fábrica de Motores da Baviera) , fabricante de automóveis e motocicletas que trouxe 160 mil versões diferentes de seu anúncio sobre o lançamento de um novo modelo de carro da empresa.

E que tal imaginar algo parecido numa publicação institucional, para valorizar o público interno, por exemplo, numa ação de endomarketing? Numa celebração de 100 anos?
Uma capa com a foto de cada funcionário estampada, personalizada.

O céu é o limite. Alguém se arrisca?

sábado, 17 de novembro de 2007

Comunicação externa online. Comunicação interna offline.

No último dia 14 de novembro, o jornal O Globo publicou parte de uma pesquisa da PricewaterhouseCoopers e da Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês):
o jornalismo online está crescendo em audiência global e a participação do leitor também.
O que significa isso?
Na parte que quero comentar, aqui, a de que os leitores ganharão cada vez mais "voz" imediata, maior participação e interatividade.
Uma tendência mundial para jornais e revistas publicadosa na web.
E dentro das empresas?
Bom, no Brasil, ainda temos muito o que evoluir. Fora das organizações cujo core business é a alta tecnologia (e mesmo em muitas delas), a participação e a interatividade dos funcionários nas Intranets (redes internas) é um desafio.
Enquanto um funcionário, de sua própria casa, pode interagir com seus sites de notícias preferidos, mandando comentários, críticas e sugestões, participando na construção e no desdobramento das notícias publicadas, na maior parte das empresas isso está longe de acontecer.
Algumas empresas ainda pensam seus conteúdos digitais de uma forma impressa,
onde uma área publica e, teoricamente, o funcionário - obediente - lê.
Doce ilusão.

A questão é como tornar esses ambientes virtuais atraentes aos funcionários, leitores sedentos por informações, por métodos mais ágeis de trabalho e busca de soluções compartilhadas?
Minha recomendação (dentro das possibilidades culturais de cada organização):
estimular a interatividade. Dar melhor condição para um funcionário interagir com o assunto que mais lhe interesse, facilitando a colaboração entre equipes.

É uma quebra de paradigma, com certeza.
Mas o futuro, exige novos modelos de trabalho.
E uma Intranet conduzida pelo funcionário é um desafio necessário e estimulante para empresas que possuem a inovação como um de seus valores.
E todas as outras empresas que possuam uma Intranet, também.

Afinal, a comunicação interna não pode ficar offline de um mundo que está cada vez mais online.

domingo, 11 de novembro de 2007

Problemas de comunicação?

Compartilhando:
no You Tube um bom exemplo de "ruído" na comunicação:

http://www.youtube.com/watch?v=gmOTpIVxji8

(Vídeo: What are you sinking about?)

Planejando o "é pra ontem".


Tenho trabalhado com diferentes empresas nestes últimos tempos. Em muitas delas, as equipes de comunicação estão sobrecarregadas e o corre-corre da entrega não deixa ninguém pensar.

Uma avalanche de tarefas têm soterrado a estratégia e os prazos
a serem cumpridos ficaram mais importantes do que o sentido.
Ninguém entende direito o que está fazendo.
A meta é fazer, mostrar serviço - numa visão ainda muito mecanista. Todos correndo contra o relógio. Atrasados, como sempre.

O que posso sugerir para amenizar a pressão do "é pra ontem" é
pensar estrategicamente, junto com a área demandante da comunicação e responder as perguntas básicas:
- Onde estamos?
- Onde queremos chegar? O que queremos que aconteça?
- Porque estamos fazendo isso?
- Com quem vamos falar?
- O que é o mais importante a ser dito?
- Porque as pessoas vão acreditar na nossa comunicação?
- Como vamos mensurar os resultados?

Enfim, se queremos fazer a diferença, é preciso trabalhar de maneira diferente.
O que é muito difícil, mas sempre vale a pena tentar. O resultado será melhor para todos e a equipe de comunicação não vai fazer hora-extra.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Sua MARCA é o que você comunica.


Qual a sua identidade? Você se veste de azul ou de preto? Ou de bolinhas verdes?
Você gosta de esportes individuais, tipo golfe ou coletivos como o basquete?
Você sorri ao encontrar com as pessoas? Como você atende o telefone?

Você chega atrasado nos seus compromissos?
Cumpre suas promessas?
Seus vizinhos comprariam um carro usado de você?
Sua casa é cercada de flores e jardins ou possui muros altos e grades elétricas?

E o que será que estas perguntas têm a ver com o título deste texto?
Eu acredito que tudo. Afinal, em todos os movimentos que fazemos estamos comunicando alguma coisa. Até mesmo ao não fazermos movimento nenhum.

Em todos os movimentos, nossa identidade está sendo percebida.

Nossa reputação está sendo formada. No coração e na mente das pessoas com as quais convivemos.

E com as empresas? A mesma coisa!
A construção das marcas é influenciada pelos anúncios nos jornais e nas revistas, pelas embalagens dos produtos, pelos produtos, pelas fachadas dos prédios e das fábricas, pelo sorriso da recepcionista, pela qualidade do serviço, pelo discurso do CEO, pelo estande na feira de negócios, pelos comentários sobre a empresa na comunidade do orkut...

Uma construção variada, constante e interligada.

E por isso mesmo, necessariamente integrada (ao menos em teoria).

terça-feira, 6 de novembro de 2007

"Se você perder dinheiro da empresa ao tomar más decisões, serei compreensivo. Se perder a reputação dela, serei implacável" - Warren Buffett

Após as notícias que circularam sobre a Cisco e sobre a BRA, revisitei as páginas de:
"A Empresa Transparente" escrito por Don Tapscott e David Ticoll.
Um livro para administradores, investidores e, é claro, comunicadores.

Transcrevo abaixo dois trechos, para dar um gostinho da leitura e recomendo o livro inteiro:

"Segredos corporativos surgem quando executivos sabem coisas que os funcionários ignoram. Zonas cegas surgem quando quando funcionários sabem algo que os executivos ignoram."

"Onde houver segredo ou mistério, o vício e a patifaria não estarão longe".

domingo, 4 de novembro de 2007

PEOPLE PEOPLE PEOPLE

PEOPLE PEOPLE PEOPLE
Make the most difference always.
Bids on price are fine PEOPLE will buy on price alone,
but as the market gets tighter and the margins squeezed there is only one differentiator:
THE QUALITY OF THE PEOPLE YOU EMPLOY!

O trecho acima foi retirado do site de Tom Peters (que eu recomendo: www.tompeters.com)
e por isso deixei no original em inglês.

A discussão é antiga e eu que já fui Gerente de Comunicação Interna sou meio suspeito para defender o "público interno". Mas a frase só reforça o que eu acredito.

Um grande negócio, um excelente serviço (público ou privado), uma grande empresa, uma poderosa marca começam com um time profissional de primeira.

Os melhores RPs, os "embaixadores" da marca da empresa são seus funcionários.
Este é o começo da história para qualquer empreendimento de sucesso.

E, como começar um processo virtuoso dessa natureza?
Comunicação - mas, sou novamente muito suspeito para falar nisso.

Então, completo esta postagem com outro trecho, de gente que entende.
E desta vez, em português:
"A comunicação com os empregados deve ser considerada tão importante quanto a realizada com consumidores. Isso é pensar estrategicamente no negócio." (Paulo Nassar - ABERJE)

sábado, 3 de novembro de 2007

O que é um "Diálogo Aberto"?

Tenho visto em algumas empresas uma interessante proposta de comunicação direta.
Encontros entre a liderança e as equipes, independentemente dos níveis da hierarquia.
Ótima iniciativa, parabéns aos comunicadores que conseguiram implementar este tipo de reunião dentro das organizações nas quais trabalham.
Contudo, algumas destas reuniões têm um nome curioso: "Diálogo Aberto".
No meu ponto de vista este título é redundante.
Não existe diálogo "fechado". Portanto, é condição de qualquer diálogo a abertura para o outro.
Para ouvir o outro e nesta troca saudável de opiniões encontrar solução conjuntas para a melhoria contínua de processos.
Ou é assim ou não se trata de um diálogo, mas de um monólogo.
Ou pior: trata-se da leitura de regras ou informações.

Fica então a sugestão: que tal um "Encontro para o Diálogo" ou mesmo "Diálogo & Conhecimento" ou outros títulos que façam mais sentido?

E só para lembrar, não sei de quem é a frase, mas vale o registro:
"Dois monólogos não fazem um diálogo".

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O silêncio também fala.

Não dá pra ficar calado - principalmente num mundo de interatividade crescente. Principalemnte quando boatos e denúnicas correm soltas, inundando os corredores da empresa. O silêncio nunca foi boa estratégia de comunicação. Se não há o que falar de imediato, peça um tempo para apresentar a versão oficial dos fatos. Pedir um pouco de prazo para esclarecer alguma situação, não é ruim. Pelo contrário. É inteligência. E o público respeita.

Porque o silêncio, esse intangível, pode causar danos tangíveis no valor e na reputação de marcas, produtos, programas, profissionais. Um intangível capaz de causar greve, boicote, investigações, quebra de contrato.

Portanto, uma recomendação: use a voz da organização de maneira correta. Ninguém precisa gritar para chamar a atenção. Especialmente com boas notícias. É fácil falar das boas notícias. É tentador ficar em silêncio diante das más notícias. Mas...não se pode silenciar quando as coisas não vão bem. Pois com o silêncio, elas podem piorar.

O silêncio é um mau conselheiro. Porque ele diz muita coisa, mesmo sem querer.

Obrigado, Van Gogh!



Meu amigo Carlos Parente, Diretor de Comunicação da Avon,
vai lançar no próximo dia 06 de novembro, em São Paulo, o seu livro "Obrigado, Van Gogh!".

O livro é uma coletânea de artigos de comunicação e pelo que conheço deste profissional que é o Parente, vai ser uma leitura imperdível.


Estarei lá na Livraria Cultura e vou levar meu exemplar, devidamente autografado.

Rádio Corredor, Rádio Peão e outros Bichos da Comunicação.


Escrevi "Rádio Corredor, Rádio Peão e outros Bichos da Comunicação. A Comunicação Interna nas Organizações" quando ainda estava na CSN - Cia. Siderúrgica Nacional.
Primeiro gerenciando a Comunicação Interna e depois a Comunicação de Marketing.

Uma escola. Aprendi muito, em conjunto com uma equipe profissional fantástica.
Aliás, equipe é tudo.
Ninguém realiza absolutamente nada sozinho.

A proposta é uma segunda edição, com várias atualizações.
O projeto está nos planos para 2008.

Algumas perguntas sobre jornalismo e comunicação.

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Perguntas de uma estudante de Comunicação Social.


Profissão?
COMUNICADOR ORGANIZACIONAL
Formação?

JORNALISTA e PUBLICITÁRIO

1- Cada vez mais o marketing e a notícia andam próximos, seja na cultura, na política, nos esportes, etc. Você acha que essa união é boa? Por quê?


Não concordo com esta generalização de que cada vez mais o marketing e a notícia andam juntos.

Alguns veículos fazem um “sensacionalismo” com as notícias, de acordo com seu perfil editorial e comercial.

Outros veículos, ao contrário, trazem análises, reportagens, comentários dentro de suas propostas jornalísticas.

2- O que você pensa do jornalista marketeiro?

Penso na liberdade de expressão, seja ela como for. Faz parte da democracia a liberdade de imprensa e nela encontramos os jornalistas marqueteiros e também outros. Cabe ao leitor decidir o que ele deseja ler, o que quer comprar.

Liberdade de expressão é fundamental, sempre.

3- Que tipo de jornalista você se define?

Me especializei em comunicação organizacional. Não é jornalismo de redação, não é publicidade de agência, nem RP. É a comunicação para as empresas, os negócios, para facilitar a dministração.

O que me fascina hoje é a comunicação dentro das organizações, das instituições. Envolve comportamento humano, psicologia, diálogo, emoção e também foco em resultados, motivação, engajamento, renovação.

4- Como vê o jornalismo e o mercado hoje? Mudou alguma coisa?

A pressão do mercado sempre existiu e é benéfica para a evolução e a inovação, para a livre concorrência.As empresas precisam do lucro para continuar existindo.

Um mercado onde o Estado seja o grande “cacique” acaba sendo um mercado censurado, reprimido. Um mercado onde haja liberdade para muitas opções, diferentes pontos de vista, é sempre mais interessante, mais benéfico ao leitor.

5- A área de Comunicação Organizacional cresce a cada dia, e muitos jornalistas acabam seguindo essa carreira. O que esse mercado espera do profissional?

As organizações, públicas ou privadas, precisam de comunicadores que entendam a dinâmica do negócio e entendam também de relações humanas. Empresas com culturas internas diferentes demandam profissionais diferentes.

Uma organização fechada vai buscar um comunicador pouco criativo, obediente, que apenas envie informações. Não vai funcionar, mas este será um problema interno a ser resolvido no tempo de evolução daquela organização.

Uma organização aberta, que seja baseada no diálogo, onde a liderança utilize a comunicação como ferramenta de gestão e de engajamento, vai exigir um comunicador holístico, com maior entendimento da psicologia humana. Capaz de estimular as redes de comunicação que envolvem todo o negócio e dessa forma consigam agregar valor à marca. O termo está batido, mas é isso: o uso da comunicação de maneira estratégica influencia no valor da marca, da organização como um todo.

O importante é lembrar que comunicar não é informar. Enviar dados não basta.


É preciso interatividade...mas, novamente, cabe a cada organização decidir o que deseja.E o papel da liderança nesse sentido é fundamental. As organizações seguem seus líderes, buscam nele a diretriz comportamental que represente os valores da organização.