sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Algumas perguntas sobre jornalismo e comunicação.

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Perguntas de uma estudante de Comunicação Social.


Profissão?
COMUNICADOR ORGANIZACIONAL
Formação?

JORNALISTA e PUBLICITÁRIO

1- Cada vez mais o marketing e a notícia andam próximos, seja na cultura, na política, nos esportes, etc. Você acha que essa união é boa? Por quê?


Não concordo com esta generalização de que cada vez mais o marketing e a notícia andam juntos.

Alguns veículos fazem um “sensacionalismo” com as notícias, de acordo com seu perfil editorial e comercial.

Outros veículos, ao contrário, trazem análises, reportagens, comentários dentro de suas propostas jornalísticas.

2- O que você pensa do jornalista marketeiro?

Penso na liberdade de expressão, seja ela como for. Faz parte da democracia a liberdade de imprensa e nela encontramos os jornalistas marqueteiros e também outros. Cabe ao leitor decidir o que ele deseja ler, o que quer comprar.

Liberdade de expressão é fundamental, sempre.

3- Que tipo de jornalista você se define?

Me especializei em comunicação organizacional. Não é jornalismo de redação, não é publicidade de agência, nem RP. É a comunicação para as empresas, os negócios, para facilitar a dministração.

O que me fascina hoje é a comunicação dentro das organizações, das instituições. Envolve comportamento humano, psicologia, diálogo, emoção e também foco em resultados, motivação, engajamento, renovação.

4- Como vê o jornalismo e o mercado hoje? Mudou alguma coisa?

A pressão do mercado sempre existiu e é benéfica para a evolução e a inovação, para a livre concorrência.As empresas precisam do lucro para continuar existindo.

Um mercado onde o Estado seja o grande “cacique” acaba sendo um mercado censurado, reprimido. Um mercado onde haja liberdade para muitas opções, diferentes pontos de vista, é sempre mais interessante, mais benéfico ao leitor.

5- A área de Comunicação Organizacional cresce a cada dia, e muitos jornalistas acabam seguindo essa carreira. O que esse mercado espera do profissional?

As organizações, públicas ou privadas, precisam de comunicadores que entendam a dinâmica do negócio e entendam também de relações humanas. Empresas com culturas internas diferentes demandam profissionais diferentes.

Uma organização fechada vai buscar um comunicador pouco criativo, obediente, que apenas envie informações. Não vai funcionar, mas este será um problema interno a ser resolvido no tempo de evolução daquela organização.

Uma organização aberta, que seja baseada no diálogo, onde a liderança utilize a comunicação como ferramenta de gestão e de engajamento, vai exigir um comunicador holístico, com maior entendimento da psicologia humana. Capaz de estimular as redes de comunicação que envolvem todo o negócio e dessa forma consigam agregar valor à marca. O termo está batido, mas é isso: o uso da comunicação de maneira estratégica influencia no valor da marca, da organização como um todo.

O importante é lembrar que comunicar não é informar. Enviar dados não basta.


É preciso interatividade...mas, novamente, cabe a cada organização decidir o que deseja.E o papel da liderança nesse sentido é fundamental. As organizações seguem seus líderes, buscam nele a diretriz comportamental que represente os valores da organização.









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