terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ricochete.


A Wilson criou uma bola de basquete "verde". Feita com 40% de borracha de pneu usado a nova bola chama-se Rebound (Ricochete) e é um lançamento focado nas exigências ambientais atuais. A Wilson inovou também ao "embalar" a bola numa caixa de papelão (reciclado, lógico).


Acho que bola de basquete não precisa de embalagem. Mas, tudo bem, a empresa marcou um golaço...ops...um cestaço!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

You Tube é a nova MTV?


Será que eu estou enganado?

O site do Yout Tube que começou como um local de publicação para vídeos amadores, onde pessoas desconhecidas colocavam suas criações, tornou-se um canal para vermos produções consagradas. Não é? Se não, porque a Warner Music(http://www.timewarner.com/corp/aboutus/our_company.html) estaria processando o You Tube para tirar do ar os clipes da Madonna, Metalica, Led Zeppelin entre outros?

Ao alcance de um clique, trechos de filmes, clipes musicais e grandes produções apresentados no You Tube incomodam bastante outros gigantes da mídia. A Musiv Television que se cuide, pois a moçadinha mais nova (que a própria MTV define como "Geração P" de programadores, capazes de personalizar seu entretenimento de acordo com seus gostos particulares) está migrando para a web e o You Tube é um dos canais mais utilizados.

A briga vai ser boa. A MTV não está parada e ela mesma já possui sites próprios para competir com o You Tube. Um deles, por exemplo, é o http://dance.mtv.com/para bailarinos amadores exibirem seus vídeos e suas apresentações.

Outr exemplo, que ainda não está disponível para o Brasil, é o da http://www.hulu.com/tv - site que possui conteúdos exibidos "oficialmente" por grandes emissoras e estúdios. Não é da MTV mas é outra resposta ao sucesso de audiência do You Tube.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

MARCAS GORDUROSAS?

O Ministério da Saúde adverte: gordura trans afeta a reputação das marcas de alimentos.

A gordura trans existe em uma enorme quantidade de alimentos industrializados e é utilizada para dar mais consistência aos produtos e deixá-los mais frescos por mais tempo. Acontece que a ingestão em excesso dessa gordurinha – que existe em biscoitos e salgadinhos (deixando-os mais crocantes) e margarinas e sorvetes (deixando-os mais cremosos) pode aumentar o colesterol ruim, provocar entupimento dos vasos sanguíneos e favorecer o surgimento de problemas cardiovasculares.

Portanto, até 2010, a proposta do Ministério da Saúde é que o Brasil tenha os mesmos índices de consumo recomendados pela OMS-Organização Mundial de Saúde (no máximo dois gramas por dia para um adulto). Difícil, hein? Mas como nenhuma marca vai querer ficar com aspecto gorduroso na foto, a indústria brasileira de alimentos vai ter de reduzir a gordura trans nos seus produtos. Por isso, não é à toa que várias marcas já começaram a estampar em suas embalagens a informação: ZERO GORDURA TRANS.

E olho vivo nas marcas gordurosas!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Parceria Kellogg´s 2.

Tudo seria as mil maravilhas no mundo dos sucrilhos se não fosse a premiação "Bad Company Awards" da CI - Consumers International - The Global Voice of the Consumers, ONG global de defesa dos direitos dos consumidores.

A ONG colocou a Kellogg 's e a Lego (fabricante das pequeninas peças de construção que se encaixam umas nas outras formando todo tipo de figura) no pódio da crise. Não a financeira que abala o mundo, mas na crise de imagem - igualmente destrutiva. Numa parceria, as duas empresas criaram os "legos" comestíveis: açucarados, tipo goma e coloridos. Uma idéia que parecia super interessante do ponto de vista da turma de marketing, mas que deu muita dor de cabeça para os advogados. A CI verificou o óbvio: a criançada não ia distinguir entre uma quadradrinho comestível e outro que é só brinquedinho intragável. O resultado poderia ser que pais e mães vissem seus filhos sufocando com pecinhas Lego, o que iria causar a destruição das marcas (se bem que pais e mães mais atentos não iriam nem comprar uma balinha dessas).

Bom, a Kellogg 's que produziu os quitutes também não percebeu o estrago potencial e embarcou na parceria. De acordo com as informações do site da Consumers International, a Lego e a Kelloggs vão retirar do mercado o produto.

Veja mais sobre a CI, acesse: http://www.consumersinternational.org/

E visite também o site da Lego:http://www.lego.com/eng/info/default.asp?page=facts

Parceria Kellogg´s.

A Kellogg's fabricante dos famosos sucrilhos e dona do personagem Tony The Tiger (de quem sou fã desde criancinha) está com uma promoção em conjunto com os Computadores Positivo até dia 28 de fevereiro de 2009. A parceria nacional, dará um Mobo (que nome é esse?) – computador portátil da Positivo – para os quatro primeiros participantes que tiverem a pontuação necessária na Arena Digital Sucrilhos.

A pontuação poderá ser trocada por "recompensas" como papéis de parede para celulares e também videogames.

Acesse e conheça mais: http://www.sucrilhos.com.br.







quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Twitter.


Você já conhece o Twitter? Vale uma espiada. É uma espécie de blog para recados rápidos e conexões imediatas com amigos, redes de trabalho e troca de informações. A pergunta que move o site é: "O que você está fazendo?".

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Direitos Humanos.


Há 60 anos era assinada a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ou seja, hoje é uma data importante para a humanidade e para nosso futuro. Como qualquer lei, norma ou diretriz, tudo fica muito "perfeito" no papel e no discurso, mas na prática a coisa muda de figura e as dificuldades de entendimento entre as pessoas se fazem mais presentes.

Todos nós devemos conhecer e nos engajar na defesa dos artigos publicados na declaração: empresas, sociedade, governos e cidadãos. Trata-se de uma verdadeira luta entre a civilização e a barbárie, entre o esclarecimento e o obscurantismo - luta diária, construção contínua.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Valor.


"Curativos cirúrgicos, hastes flexíveis, absorventes higiênicos e filtro solar.Quem chega à farmácia ou supermercado com uma lista de compras como essa? No Brasil, milhões de pessoas chamam esses produtos por Band-Aid, Cotonetes, Modess ou Sundown, independentemente da marca ou do fabricante. Isso comprova que, mais do que fazer parte da rotina dos brasileiros, a Johnson&Johnson é referência em produtos de higiene, saúde e bem-estar."

Assim, começa o texto do Almanaque Johnson&Johnson 75 anos de Brasil que tive o prazer de receber recentemente. Amigos (as), registro: é realmente uma valor e tanto ter marcas que são sinônimos de produtos e ter uma imagem tão simpática e confiável na mente das pessoas. A J&J é isso, e muito mais. Afinal, no Brasil, a "família" J&J é grande e diversa: Johnson&Johnson Medical, Janssen-Cilag, Johnson&Johnson Produtos de Consumo e Vistakon - todas empresas com grande credibilidade. O que não é fácil de ser conquistado nem de ser mantido.

Mas a empresa tem uma base "do bem": seu credo traduz seus valores de forma ímpar e certeira. Criado em 1943, consegue ter mais de seis décadas de atualidade e modernidade (e olha que tem muita empresa mais nova que ainda não se encontrou em termos de princípios corporativos). Consegue citar todos os mais importantes stakeholders da organização e definir o que a empresa precisa cumprir para cada um deles (lembrem-se, em 43 não se falava em "sustentabilidade" nem"públicos de interesse" como hoje em dia).
Veja um trecho:"Somos responsáveis perante as comunidades nas quais vivemos e trabalhamos, bem como perante a comunidade mundial. Devemos ser bons cidadãos."

Show de bola, nãó é? E quem quiser, deve ler o texto completo. Uma aula!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Nova campanha.

Já escrevi neste blog sobre o Banco HSBC e o fantástico Blog do CEO que eles possuem, além de outros veículos integrados de comunicação interna como a televisão corporativa e os informativos impressos. São um exemplo e admiro muito a empresa por causa disso e dou os parabéns à equipe e à liderança.

Contudo, a última campanha do HSBC intitulada "Crianças" que está sendo veiculada na tv aberta, para vender previdência privada, me chamou a atenção por outro motivo. É muito provável que eles tenham pré-testado o filme e ele tenha sido aprovado pelos participantes do teste. Mas para mim, aqueles simpáticos velhinhos fazendo uma monte de criancices como cabra cega, luta de espada e outras situações infantis me remeteram mais a um surto de Alzheimer que acometeu os idosos. Eu não fecho um plano de previdência do HSBC para ficar daquele jeito na minha velhice.

Gente, sinceramente, reparem na turma. Precisa apresentar uma velhice "feliz" daquela maneira? Entendo como deve ser difícil aprovar uma campanha, mas nesse caso, sou muito mais a abordagem de um Banco Real que qualifica esse público como pessoas que atingiram a "maturidade". Gente que mantém uma vida útil, produtiva e conectada com o mundo real.
A sensação no "Crianças" é de que a aposentadoria é coisa de gágá, de gente que se infantilizou.
Ora, todo mundo pode ser criança, manter-se sincero, espontâneo, de olhar curioso e vívido para as coisas da vida - isso independe de idade ou da aposentadoria. Acho que acertariam em cheio se os velhinhos estivessem brincando com seus netos - aí, sim, show! Mas do jeito que ficou aquela sequência, causou-me desconforto. Não conheço velhinhos que fazem isso que o filme mostra (mesmo reconhecendo a "licença poética" dos criativos da JWT que bolaram o filme). Acho que foram infelizes na criação.

Confiram, o filme já está no You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=LQqaIAAUCwI
E vejam mais, no Portal da Propaganda: http://www.portaldapropaganda.com/

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A batalha do SAC.

As novas regras para funcionamento do SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor entraram em vigor ontem. Minha opinião sobre isso: quando o "cacique" chamado Governo, precisa entrar para definir normas e regras para uma variedade de empresas e negócios completamente diferentes uns dos outros, a coisa tende a desandar. Muitos políticos nunca viram uma folha de pagamento pela frente e muitos deles não fazem idéia do que é a livre iniciativa, a competição e também não são bons exemplos no bom atendimento aos clientes deles - os contribuintes e eleitores!

Por favor, entendam: sou 100% favorável ao atendimento de excelência ao cliente - seja na pré-venda de um serviço ou produto, seja durante a venda, no pós-venda e mesmo no cancelamento de um serviço ou devolução de mercadoria. Cliente é cliente, deve ser tratado como "rei" pois é quem paga a conta e é o motivo de existir de qualquer negócio. O motivo de existir de toda a empresa. E o pessoal do marketing sabe muito bem disso (acho que numa empresa orientada para atender ao cliente todo mundo é "pessoal de marketing").

Sei que não é fácil, nunca foi, mas é assim que deve ser:quem não sabe servir ao cliente, fecha. Lei de mercado! Mas essas regras, no meu entender, são por demais rigorosas...uma espera máxima de 60 segundos é um tempo realmente curto para sequer entender o que deseja o cliente do outro lado da linha não é, não? Um funcionamento de call center 24 horas, sete dias por semana, também encarece os custos operacionais de qualquer negócio e em tempos de crise, sei lá...a coisa pode ficar mais difícil para a empresa.

Portanto, o Ministério da Justiça capitaneando essa normatização rigorosa (queria que as empresas se adaptassem ao novo modelo em apenas dois meses!), mesmo que coberto de boas intenções na defesa dos direitos do consumidor, precisa ser lembrado de que a maior punição para uma empresa que não cumpre o que promete é a perda do cliente. Assim como para o político é a perda do voto do eleitor e para os cofres do governo, a perda de arrecadação.

Outra coisa, isso tudo pode acabar criando uma "indústria de indenizações". Por isso, que tal acompanharmos essa história, pois isso ainda vai dar muito o que falar?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Casas Bahia.

A maior rede varejista de eletrodomésticos e móveis do Brasil, a Casas Bahia já foi estudada como case em Harvard e apontada também por C. K. Prahalad (professor e autor de "A Riqueza na Base da Pirâmide") como exemplo de negócio focado no nicho econômico das classes C e D, de baixa renda).

Com o bordão "Dedicação total a você", a Casas Bahia soube conquistar a "freguesia" com um estilo próximo de relacionamento. Contudo, nem mesmo uma referência como ela está livre de acontecimentos que podem manchar sua reputação e sua trajetória.

Depois do trágico e inacreditável incidente onde um segurança de umas das lojas da rede, em São Paulo, assassinou um cliente dentro do estabelecimento, ontem, foi a vez de um encarte publicado nos jornais do Rio de Janeiro, levar novamente o nome da rede às manchetes policiais.
Um preço errado causou tumulto e muita reclamação por parte de clientes. Lamentável, sob todos os aspectos.

domingo, 23 de novembro de 2008

Blog do VP.

Não é todo dia que a gente encontra a palavra da alta liderança disponível, abertamente e por isso, compartilho com vocês o Blog do VP da Alesat Combustíveis. O espaço não é recente, mas eu é que só o visitei pela primeira vez, hoje. Para mim, foi uma boa descoberta: principalmente porque mostra o lado humano da organização: um VP que escreve, vai ao cinema e comenta sobre filmes, fala sobre fraudes nos combustíveis e dá dicas de leitura entre outros assuntos. Ou seja, uma pessoa acessível.

Espero que por dentro da organização, a comunicação interna também seja transparente e aberta ao diálogo. Tudo indica que sim e o próprio blog é um ótimo sinal. Outra boa indicação: recentemente, a ALE recebeu o Prêmio do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - IBGC, na categoria Empresas Não-Listadas.

Fica aí a dica! Acesse:http://www.jucelinosousa.com.br/

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Uso do e-mail.

Amigos (as), é sempre bom lembrar algumas dicas de uso do e-mail, esse canal instantâneo de entrega de opinião (rs). No corre-corre do fazer e do entregar, eu mesmo preciso me policiar para não dar um "send" sem o devido tempo para respirar.

Bom, o que tenho feito para não mandar e-mails que possam dar interpretações erradas por parte de quem recebe? Compartilhando, dicas simples...
  • Antes de responder qualquer e-mail respire fundo e releia o que escreveu;
  • Confira a quem você está enviando a mensagem, para não mandar recado para a pessoa errada;
  • Confira o histórico do e-mail, o rastro de conteúdo da mensagem pode ter itens que não interessam aos novos destinatários;
  • Nunca utilize letras MAIÚSCULAS. Elas passam a sensação de que você está berrando lá do outro lado;
  • Tente humanizar sua abordagem, seja educado sempre - a tendência do texto é ficar frio e racional demais. Lembre-se que tem gente do outro lado da tela!
  • Evite e-mails muito grandes, onde uma legião de gente está copiada. Imagine se todo mundo mandar textos longos? Ninguém vai ter mais tempo para nada (já não temos, não é mesmo?);
  • De preferência, mande um e-mail sobre cada assunto em separado
  • Não mande anexos que ninguém pediu...eles sobrecarregam a memória das outras máquinas. Que tal mandar apenas um link de acesso?
  • Que tal usar o telefone para falar com aquela pessoa, ao invés de achar que se ela recebeu o e-mail e o assunto está resolvido?
  • Lembre-se, e-mail não é um "Ufa, mandei!" (e o macaquinho foi pro colo do vizinho...rs).

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Humanos. Não, coisas!


Fui ver a mostra "Corpo Humano: Real e Fascinante" e, realmente, é de espantar. Admiro muito os médicos, nunca seria um deles. Sou comunicador. Por isso, aqui escrevo minhas impressões...

Vivemos tempos que pedem cada vez mais transparência nos governos, nas empresas e nas estruturas funcionais sobre as questões financeiras, ambientais e sociais e, assim, a mostra está em sintonia com os dias de hoje. Ponto a favor.

Não por acaso estamos buscando a descoberta detalhada de tudo que nos cerca – a começar pelo nosso corpo e os microscópicos mistérios da nossa genética: a combinação dos cromossomos, a possibilidade de montagem de clones. É a nova onda da inovação: biotecnologia, nanotecnologia, robótica. Aliás, muitas empresas têm atualmente projetos de branding para “(re) descobrir seu DNA”, captar sua “alma”.

Num primeiro olhar no site do evento, eu já ousaria uma reflexão: a organização diz que é uma oportunidade para se explorar os mistérios da própria existência através de 16 corpos e 225 órgãos verdadeiros que “revelam - em todos (isso mesmo: todos) os seus aspectos - o funcionamento do corpo humano e seus sistemas”. Interessante - nada escapa, portanto. E eis aqui, minha primeira inquietação.

Ora, leitores (as), a exposição não cumpre esse papel por um motivo simples: não basta vasculhar vísceras, órgãos, veias e nervos sob lente mecanicista para garantir o conhecimento da vida humana. A vida que habita o corpo não se explica na mesma lógica do liga e desliga das máquinas. Não se explica através das ordens de comando e controle que registradoras, tratores ou robôs podem ter. A “perfeição” do corpo não é como a sincronia de um relógio, de um motor de um carro, de um computador. Ela tem algo de divino, de misterioso e infinito – pois inexplicável, em constante mutação, evolução, dinâmica e milagre. Sem envolver qualquer religião, mas simplesmente perguntando-se “Como vive? Come, respira, anda, fala, pulsa e vive?” Ora, então vamos criar vida por aí? Enchendo sacos plásticos de vísceras com pulmões artificiais, corações – como se fosse coisa fácil. Como se a técnica, mais um pouco, pudesse dar conta disso.

A tendência de querer explicar e comprovar que, assim como um balanço contábil com seus cálculos segmentados em linhas organizadas, bem descritos e calculados, é possível esclarecer o milagre da vida, é irreal. E quando olhamos aqueles corpos fatiados milimetricamente sobre pedestais e vitrines é isso que, parece, querem nos transmitir. ”Veja, vocês são assim” – nada muito divino, nada misterioso; tudo comum, um amontoado de glândulas iguais, iguais como sapos dissecados, como bactérias sob lentes.

Tão irreal quanto as prestações de contas e empréstimos hipotecários em papéis vendidos a instituições financeiras, que culminaram em uma crise mundial das finanças. Se tudo era tão transparente e fácil de ser visto, esquadrinhado, o que deu errado? Com esta mesma lógica, busca-se explicar o humano - retalhado em tiras finas, em cortes perfeitos, onde até fiapos de cabelos e cílios ainda estão lá, nos corpos e seus orifícios. Há algo de opressor naquela exposição. Não sem razão, diz o boato corrente de que são corpos de perseguidos pela ditadura do partido totalitário que comanda a China. Será?

A dissecação daqueles mortos tenta mostrar a perfeita matemática das engrenagens: músculo, osso, nervo e sangue; vasos, veias e artérias; nódulos, órgãos, pele. Quase uma comparação com porcas, parafusos, fusíveis, chips, fios, baterias.

Não adianta. Nem os balanços matemáticos foram capazes de salvar as contas de maneira confiável, nem a mostra poderá chegar ao completo funcionamento do corpo humano. Não sob a ótica do velho Século XX, mecanicista, coercitivo, manda-obedece.

Se queremos saber de tudo e saber como manter o funcionamento de cada pulsação sanguínea, cada bombeamento do coração, cada respirar dos pulmões, além da questão da transparência (nunca se falou tanto nisso) – não podemos nos esquecer do sagrado. Repito: não basta encher tudo de sangue, ar e comida para que a “máquina” humana funcione. É preciso ir além – e nós não temos esta resposta.

Como explicar a vida? A vida não tem explicação, quando chegamos aos limites humanos. Onde termina o homem? Ali naquele salão, onde corpos de gente que não conhecemos estão expostos à curiosidade mórbida (sim, de certa forma, mórbida) de cada um dos visitantes, eu inclusive? É ali que terminamos ou começamos?

Aparentemente são corpos dissecados, um manual de juntas, tendões e carnes aberto aos detalhes. Mas qual! Por que viviam?

Não somos máquinas, já havia dito isso em uma de minhas palestras. Mas fica mais fácil olhar a vida através do critério prático-funcional do “tempo e movimento”, insistindo na tese de que peças e objetos têm muito em comum conosco. Naqueles retalhos de pessoas, fica registrado justamente isso.

O perigo é banalizar, objetificar. Porque cada pedaço cortado parece carne no açougue. E aqui, a maior inquietude: gostaria de saber quem foram aqueles corpos... O que sonharam? De onde vieram? Nomes? Vidas?

E o que as sociedades, as empresas e os governos mais precisam hoje, para reatar laços de confiança desmontados, é precisamente o oposto: resgatar o mítico, a visão do extraordinário, o ritual de grupo em torno de emoções humanas – nas conquistas, nas celebrações, nos lutos. O respeito à vida como patrimônio sagrado e insubstituível. Resgatar os afetos, valorizando não o fazer a qualquer preço – que transforma todos em “recursos”, em “contribuintes” ou em números de CPF - mas atentar para o “como”. Como estamos fazendo as coisas acontecerem. Como estamos desumanizando as relações e, com isso, sacrificando vidas todos os dias. As nossas próprias inclusive. Sem perdão, sem atenção, nos pequenos desleixos diários, nos pequenos desrespeitos. Sem chance ao diálogo, na mudez da violência. Nas grandes truculências contra gente indefesa, na soberba dos poderosos e nos abusos de autoridade diante de pessoas comuns, nos crimes hediondos que acontecem diariamente.

Por isso, visitar a exposição "Corpo Humano: Real e Fascinante" é uma aula fundamental para nos alertar: nós somos aqueles corpos! Para perceber que não somos robôs, somos humanos. E não podemos virar objetos, não podemos ver os outros como coisas, carnes expostas a esperar na fila da vida.

E que nossas histórias devem muito aos que vieram antes de nós – assim como aquelas pessoas que hoje são corpos mortos plastificados, expostos aos nossos olhares. E que a vida humana tem futuro, pois nosso respeito deve considerar não somente os vivos de hoje, mas as futuras gerações – legando uma herança de respeito aos direitos humanos, ao planeta e a crença no divino que há na vida.

domingo, 16 de novembro de 2008

Tudo comunica.

O título deste post é baseado no livro do Paulo Nassar ("Tudo é Comunicação") e, em tempos de crise anunciada, temida, propagandeada e contagiosa - tempos em que veremos o corte de gastos, de investimentos e de postos de trabalho - é bom lembrar que tudo comunica.

O que quero dizer com isso? Ora, bolas, se grandes, médias ou pequenas empresas tinham compromissos assumidos com posturas éticas, modelos de gestão mais sustentáveis, projetos de gestão de mudança, programas de capacitação e desenvolvimento humano e ações de endomarketing, motivação e qualidade de vida, esta crise pode ser a a desculpa perfeita para jogar muita coisa no fundo da gaveta ou mesmo na lata do lixo e assim, perder-se histórico, conhecimento, esforço e energia (quanto custam esses intangíveis?). Esta crise pode ser a desculpa para organizações que só estavam querendo "aparecer bonito na foto" sem ter em sua essência, o comprometimento real com o que pregavam em tempos de vacas gordas.

Já vi isso acontecer antes com projetos estruturados, calculados que foram abandonados de um dia para o outro, sem qualquer explicação lógica condizente. É nessa hora que vamos comprovar se os valores das empresas serão praticados de verdade. Nas relações com todos os stakeholders, diante da crise - que não é a primeira nem será a última, e na transparência com que se farão os cortes...

E para lembrar o que está dentro desse "tudo" uma lista, pequena, mas significativa - pois a comunicação da crise não pode se tornar uma crise de comunicação, pois os riscos à imagem e à reputação da empresa chegarão com muito mais ônus quandoa situação se acalmar novamente.Portanto, é bom registrar: tudo comunica!

• O tom de voz da telefonista, a recepção da empresa;
• A postura do vigia e a entrada da fábrica;
• A conservação do prédio da sede;
• A periodicidade dos veículos de comunicação internos e externos;
• O "Bom dia, equipe" ou a falta dele;
• A entrevista na televisão e a matéria publicada na revista de negócios;
• A qualidade do serviço;
• A forma de desligar/demitir os funcionários;
• A (re) negociação com fornecedores e clientes;

• O cancelamento dos projetos de responsabilidade social;
• As promessas descumpridas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Vale "mal-acostumar" o cliente (Pense no cliente 4).

O título desse post foi tirado de um capítulo do livro: "O Brasil que encanta o Cliente" de Robert Meir e Alexandre Volpi e que conta casos de onze empresas. Entre elas, a do Fleury - Centro de Medicina Diagnóstica.

Tendo o foco no cliente no "coração da empresa", o Fleury tornou-se uma referência no bom atendimento aos clientes. Para isso, a diferença com os concorrentes já começa na seleção das pessoas que trabalham na casa, principalmente as da "linha de frente" - de contato direto com quem paga pelo serviço (sendo que eu considero que não existe pessoal da linha de frente, mas que toda uma equipe deve saber, entender e se comportar para encantar o cliente!). O espírito servidor do negócio é repassado aos novos contratados numa especial recepção da diretoria, seguida de uma espécie de estágio de três meses e a um forte programa de treinamento contínuo.

Além da seleção atenta e bem cuidada, a autonomia que os empregados do Fleury ganham para improvisar quando estão se relacionando com os clientes, também faz a diferença. Como no caso de uma recepcionsita que acompanhou uma senhora de idade nos exames, em uma das unidades e que, assim, tranquilizou a paciente. Nota dez!

Outra postura, aprovada pelos clientes - pois foi resultado de uma consulta da Fleury aos próprios, foi a retirada dos adesivos de propaganda dos carros do Fleury que faziam a coleta domiciliar. Mais uma prova de que vale a pena pensar no cliente, de que vale mal-acostumar o cliente! É isso aí: começando sempre pelo cliente interno (empregados) para depois se cumprir as promessas feitas aos clientes externos, eu acredito que fica muito mais fácil para uma marca tornar-se valorizada, reconhecida e admirada.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Pense no cliente 3.


Ainda sobre a Johnston & Murphy, para uma empresa durar tanto tempo além de qualidade - isso outros concorrentes podem imitar, a palavra chave é RELACIONAMENTO. Com quem? Com os clientes!

Gente, estou sendo repetitivo porque parece óbvio, mas na prática eu receio que tem muita empresa que não sabe como fazer isso...nem sabe que o cliente é o maior patrimônio! Entendo que tem empresa que quando a coisa vai mal corre para o governo e pede uma ajuda em forma de empréstimos a juros diferenciados (mas isso já é outra história).

Bom, em 1996, a J&M lançou seu website construído para permitir não só a compra de produtos, mas ter maior interatividade com seus clientes. A marca da J&M passou a ser comercializada também em aeroportos, estações de trens e em ruas famosas onde executivos e homens de negócios bem sucedidos circulam. Em 2000 a empresa completou a renovação de seu branding e rejuvenesceu sua imagem. Afinal, uma sapataria de 1850 pode muito bem ser vista pela juventude como "sapato pra velho"...alô equipe de marketing! Perigo à vista.

Por último, ainda numa prática que considero muito saudável à perenidade do negócio, a empresa permite que seu cliente experimente seus sapatos por 10 dias (isso mesmo) e, caso não fique satisfeito, a sapataria engole o prejuízo recebendo o calçado de volta, sem qualquer ônus ao cliente. Ou seja, isso é saber servir, surprender. Assim, não dá vontade para conhecer ou experimentar essa marca?

Bom, só por curiosidade, a Johnston & Murphy confecciona os sapatos dos presidentes norte-americanos desde 1850. De Ulysses S. Grant a Theodore Roosevelt, passando por Woodrow Wilson,Franklin D. Roosevelt, Harry S. Truman, Dwight D. Eisenhower, John F. Kennedy, Jimmy Carter, Ronald Reagan, Bill Clinton e George W. Bush.
Pergunta: Será que Barack Obama vai calçar um?

Pense no cliente - 2


O que faz uma sapataria surgida em 1850 atuar até hoje num mercado extremamente competitivo como o de sapatos masculinos? Fundada em 1850 pelo sapateiro William Dudley, a Johnston & Murphy, é um exemplo de...serviço ao cliente! Nada de novo nesse front, na verdade a mágica dessa sapataria está em fazer bem feito, cada vez melhor e sempre pensar no cliente – como conquistá-lo, encantá-lo, mantê-lo satisfeito, surpreendê-lo e cativá-lo.

Con­siderada a fabricante mais antiga de calçados masculinos dos Estados Unidos a empresa segue uma lei básica: cada sapato deve ser feito meticulosamente e sua qualidade precisa ser impecável. Ou seja: para se posicionar como a melhor em qualidade, só sendo a melhor em qualidade!

Devido a essa obsessão à extrema quali­dade e ao valor que seu nome reflete, a Johnston & Murphy é uma marca reconhecida por clientes que desejam um excelente calçado e um excelente inves­timento! Gente que se identifica com a trajetória da Johnston & Murphy que se transformou num estilo de vida. Sua marca busca transmitir a imagem de quem chegou ao “topo”, ao sucesso.
Mas, a J&M quer vir além...

Pense no cliente.

A crise chegou para assustar, mas quando nos relacionamos com algumas empresas, a gente confere que não se precisa de crise para o valor da marca ir pelo ralo. Garçons que não sabem atender, recepcionistas que não sabem informar, call centers que não respondem, serviços de entrega que não entregam...tem muita promessa sendo descumprida por aí. Portanto, a lém da crise mundial, a crise no atendimento ao cliente é uma praga permanente.

Empresas baseadas numa cultura de serviços, de atendimento e satisfação ao cliente (interno e externo) - buscando a excelência na prestação de serviços entre cada área, podem realizar uma travessia mais confiante em tempos nebulosos. Sou suspeito, confesso, pois estou influenciado por Karl Albrecht. Estou relendo "A Revolução nos Serviços - Como as empresas podem revolucionar a maneira de tratar seus clientes". Fascinante e esclarecedor: é preciso ter em mente que "todo mundo tem um cliente - ou vários" e que se o seu cliente não está gostando do seu serviço...você não vai bem, nem nunca irá. Com crise ou sem crise...

Por isso, em tempos tempestuosos, vou falar nos próximos posts de bons exemplos empresariais, de marcas que sabem "atender as expectativas" dos clientes e ir além, sem ficar chorando porque a coisa vai mal...nada disso. O momento pede o melhor do marketing! Pois assim como o sucesso nunca é definitivo, a tempestade sempre passa e é nesses momentos difíceis que boas marcas sabem superar as expectativas de seus CLIENTES!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A realização da sombra.

Fiquei com a palestra do Diretor de Comunicação da IBM, Mauro Segura, na cabeça e acabei levando a análise do lado "dark" das empresas e da comunicação interna para uma ótica mais psicológica ( já me desculpem os psicológos pela minha audácia, mas aviso que o post aqui será de um curioso sobre o tema, ok?).

Fui buscar em Carl Jung, no livro: "O Homem e seus Símbolos" uma base mais científica para minha percepção. Sempre entendi (e comprovei, nas empresas) que a existência de uma "rádio corredor" ou uma "rede de fofocas" internas é um canal poderoso de formação ou deformação de opinião. Em grande parte, isso se deve à falta de transparência ou de uma comunicação interna ativa, atenta e atuante (pronto inventei os 3A´s dos comunicadores...rs). Ou seja, temos uma lado oficial - "consciente" e exteriorizado e um lado oculto - "inconsciente" que é um influenciador poderoso dentro da organização.

Jung fala sobre essa "realização da sombra" (no caso da comunicação, os canais paralelos que, como não são percebidos ou levados em consideração pela empresa tornam-se uma espécie de força inconsciente poderosa, uma sombra a "comandar do invísivel" o dia-a-dia da organização. Diz Carl Jung em seu livro: "A sombra representa qualidades e atributos desconhecidos ou pouco conhecidos do ego - aspectos que pertencem sobretudo à esfera pessoal e que poderiam ser conscientes. (...) Só há uma atitude que parece alcançar algum resultado: voltar-se para as trevas que se aproximam, sem nenhum preconceito e com a maior singeleza, e tentar descobrir qual o seu objetivo".

Ou seja, tudo a ver com o reconhceimnto dos canais paralelos de comunicação interna das organizações, essas redes sociais existentes e meio caóticas - pois incontroláveis, e suas possíveis contribuições ao negócio da empresa. O que não dá mais para fingir é que essa comunicação paralela, esse lado "dark" não existe na vida corporativa. Existe e as empresas podem se beneficiar dele. O que não quer dizer que seja fácil, ok?Pois é um ambiente novo, diferente e muitas vezes revelará falhas que somente a maturidade da liderança poderá encarar de frente para mudar. E evoluir. Inovar.

A IBM Brasil parece estar nessa trajetória, vamos ficar na torcida!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Encontro Aberje - Regional Rio de Janeiro

Participei hoje do encontro da Aberje no Rio de Janeiro que aconteceu no auditório da Coca-Cola. Casa cheia. Mais de cem pessoas para ouvir Mauro Segura, Diretor de Comunicação da IBM Brasil com a palestra: "Uma nova comunicação interna".

Entre as principais questões colocadas, algumas me chamaram mais atenção: a) que toda empresa tem seu lado "dark" ou seja, as redes de comunicação paralelas e incontroláveis que acontecem em conjunto com a comunicação oficial estão deixando a antiga rádio-corredor obsoleta e b) o caos que as novas opções de redes sociais estão produzindo nas organizações com seus blogs, wikis, fóruns (jams) estão produzindo uma sensação de descontrole nunca antes experimentada.

Na IBM, gigante global de prestação de serviços (agora eles têm até um Banco IBM, vejam, essa eu não sabia, mas estava lá no power point apresentado) esse lado oculto está sendo influenciado por uma equipe plugada 24/7 (rs, rs) através de novas opções de veículos e liberação de blogs e wikis internos que chegam a 10 mil e 50 mil, respectivamente. Um universo paralelo que na verdade é o universo real que faz a estratégia da empresa acontecer.

O que podemos aprender com a Big Blue? Que a época dos controles acabou, pois as pessoas estão cada vez mais montando redes e colaborando entre si e que cabe aos comunicadores serem os mais atuantes "influenciadores culturais" das organizações. Show de bola!

E para quem quiser, Mauro Segura possui um blog(lógico)! Eis aí o caminho: http://www.aquintaonda.blogspot.com/

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A maneira como fazemos as coisas...

Um artigo muito interessante de Thomas L. Friedman, do The New York Times, que li recentemente, fala sobre Dov Seidman, CEO da LRN - consultoria que "ajuda empresas a realizarem negócios de maneira ética".

Para ser breve, quero resgatar apenas uma frase fundamental do artigo, que traduz não só uma ética necessária para qualquer organização, instituição, indivíduo ou governo, mas também representa uma visão de longo prazo e de qualidade de relações - ou seja, de sustentabilidade.

"Num mundo hiperconectado, países, governos e companhias também têm caráter, e esse caráter (como fazem o que fazem, como cumprem suas promessas, como tomam decisões, como se relacionam com clientes, ambiente, comunidades onde estão inseridos) é agora o seu destino".

Para ler mais sobre Dov Seidman acesse o link a seguir e confira, em inglês, uma entrevista conduzida por Thomas Friedman, vale a pena: http://www.lrn.com/ceo-insights/dov-seidman-with-thomas-friedman-of-new-york-times-at-national-press-club.html

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A escolha do nome.


O nome da nova companhia aérea, a voar a partir de dezembro no Brasil, é Azul - mesmo porque a empresa norte-americana chama-se Jet Blue lá fora.

Mas o mais original foi que o nome concorreu com sugestões de mais de 110 mil internautas. O nome "Azul" não foi o mais votado, entre outros como "Samba", "Abraço", "Alegria", "Brasileira", "Céu" mas ficou numa lista dos dez nomes possíveis e que ainda não tinham depósito ou registro no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) - órgão que controla os pedidos de marcas e patentes no Brasil.

Particularmente, gosto de Azul...não veria com bons olhos uma empresa aérea, voando pós-apagão aéreo (com tantas más lembranças ainda vivas e dolorosas), chamando-se, por exemplo "Samba". Em qualquer atraso, ia ser piada pronta: "Atrasou? Pronto...sambou!". ou coisa pior. Azul é uma excelente opção.

Mas a escolha por votação aberta aos futuros clientes, não é inovação da Azul. A estratégia lembra o que a operadora Intelig Telecom fez em 1999, quando convidou as atrizes Adriane Galisteu, Deborah Secco e Letícia Spiller para vestirem camisetas com nomes diferentes.
Na época, na votação, ganhou Intelig e seu número 23...lembram?


Crise? Tudo Azul!

A mais nova companhia aérea a operar no Brasil antecipou para dezembro o início das suas viagens. É a Azul Linhas Aéreas chegando em meio a uma crise financeira mundial, mas apostando no mercado verde-amarelo.

Será a confirmação da história dos que "vendem lenços, enquanto outros choram?"Aguardem até dezembro...



terça-feira, 14 de outubro de 2008

Agenda.


Marca nos pés.


A Reebok é outra empresa global cuja fundação remonta ao longíquo ano de 1890, na Inglaterra, quando um associado do British Bolton Primrose Harries, um clube atlético, o senhor William Foster desenvolveu um tênis com pregos no solado para que corredores conseguissem maior velocidade.
O nome Reebok entretanto, só apareceu em 1958 quando os netos de Foster assumiram a empresa. De lá pra cá, a própria marca se rejuvenesceu e se preparou para um mundo "sem fronteiras". Reparem na imagem acima: a bandeirinha da Inglaterra sumiu e o próprio nome ficou reduzido à três letrinhas - mais fácil para qualquer consumidor entender: seja na Inglaterra, no Brasil ou na Índia.




Garrafa da moda.


A Coca-Cola é uma marca global cujo sucesso é uma história com dezenas de estratégias vitoriosas de marketing e também alguns tropeços clássicos - como todo bom negócio. A garrafa da Coca-Cola é um desses cases vitoriosos. Transformado em objeto quase mítico, ícone do consumismo, seu design possibilita que a garrafinha seja reconhecida até no escuro. Uma inovação poderosa - uma vez que sua tradicional garrafa de vidro com contornos femininos foi criada em 1915.

A Coca, diante da concorrência acirrada de um mundo cheio de novos sabores, continua se renovando - e como sempre fez, trouxe artistas para "criar" novas vestimentas para suas garrafinhas. Foi assim com Andy Warholl e, está sendo assim agora com gente da moda, estilistas famosos. Como é o caso do italiano Roberto Cavalli que assina coleção com tiragem de 300 mil garrafas exclusivas para o mercado europeu. Confira na foto!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Leão rejuvenescido.


Sou fiel e leal consumidor do Matte Leão - marca centenária que surgiu no Paraná, e tem nas praias do Sul e do Sudeste um dos maiores pontos de venda no Brasil. Desde que a Matte Leão mudou o tamanho do copo de mate, a bebida é um sucesso de vendas não só no verão mas também no inverno. Coisas geniais do marketing.

Recentemente, após ser adiquirida pela Coca Cola, a fabricante de chás Leão Júnior mudou o visual da marca e redesenhou o famoso leão. Uma merecida plástica neste produto, que como eu já disse sou bebedor convicto. Meu único receio: mexerem na fórmula!

Na imagem acima, a nova "cara" do leão: mais jovem e pronto para disputas de participação em um mercado onde atuam a própria Coca e a Nestlé (com Nestea) e a Unilever (com a Lipton) e ainda em novos segmentos, como chás secos.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Solução em comum para nosso futuro.


Ao longo de 2008 tive a oportunidade de trabalhar na elaboração dos relatórios de sustentabilidade de empresas que trabalham em segmentos completamente diferentes como Natura e Vale. Confesso que foram projetos que me enriqueceram como pessoa e profissional pois pude mergulhar fundo nestas organizações e, em diversas ocasiões, através de conversas, reuniões e entrevistas nos diferentes níveis hierárquicos, comprovar a busca permanente da melhoria de processos, a redução de impactos ambientais e sociais das operações, do entendimento maior de questões nunca antes percebidas.

No meu entender, sustentabilidade é uma questão de relacionamento. Através das relações diárias, nos níveis micro (família, bairro, cidade) e níveis macro (universidade, trabalho, país) podemos construir um futuro melhor para as gerações que ainda estão por nascer, nossos herdeiros. Ou seja, ir muito além da publicação do relatório. Mesmo que já tenhamos relatórios dirigidos para investidores, relatórios on-line, versões pocket para empregados, versões em papel jornal e “rádio” relatórios para comunidades ou mesmo wikis relatórios colaborativos (como a Natura já está tentando viabilizar); precisamos entender a sustentabilidade como um processo contínuo de aprendizado e de gestão inovadora.

E é aqui que a “escuta” das exigências de todos os públicos que interagem com a organização se faz necessária. Na verdade, o processo de relato é apenas uma parte de um jeito de planejar e executar baseados na sustentabilidade, onde a visão de longo prazo e a qualidade das relações tornam-se premissas para melhores negócios. Para negócios sem “culpa” pelos seus lucros, pois não serão margens obtidas às custas de impactos ambientais negligentes, irresponsáveis, nem tampouco impactos sociais não previstos e devidamente cuidados.

Nesta perspectiva de relações mais saudáveis e transparentes, de diálogos e interação constante com públicos diferentes, desde empregados diretos ou prestadores de serviços, aposentados e familiares, clientes, fornecedores, acionistas, investidores, governos, cientistas e ONGs entre outros, é onde a visão estratégica da comunicação se faz necessária. Porque a empresa não está mais no centro das relações, ela faz parte de uma rede, meio caótica, incontrolável – onde cada “nódulo” entre esses fios da rede é um ponto de contato importante e dele pode sair uma crise, uma oportunidade, um novo negócio, um conflito ou a melhor solução em comum para nosso futuro...

Na foto acima, de Edú Simões, o cacique da comunidade Parketejê “Capitão” no dia de sua entrevista para o relatório da Vale. O case “No Ninho dos Gaviões” faz parte do relatório de sustentabilidade da empresa e pode ser lido através do site da http://www.vale.com.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Blogosfera.


O site Technorati fez uma pesquisa e constatou mais de 130 milhões de blogs criados desde 2002. Foram mais de sete milhões de blogs lançados somente nos últimos quatro meses!

Isso é uma revolução democrática, ao meu ver. Lembrando que nem tudo que se publica tem o devido valor de pesquisa, de veracidade, de busca de fontes confiáveis e que também já existem milhares de sites desatualizados na blogosfera. Além disso, há uma enorme, gigante, quantidade de informação circulando - o que aumenta o ruído, pois estamos sobrecarregados de tantos estímulos nos atingindo, "tudo ao mesmo tempo agora" - como já cantou a banda Os Titãs.

Ou seja, como tudo na vida humana, lado bom e ruim convivendo - duas faces da mesma moeda. É a vida. Eu, reitero: prefiro esta intensa liberdade de opinião, de expressão, mesmo que virtual. Democracia se faz dando voz (e ouvidos!) aos que querem se expressar.

E, para as empresas, reescrevo uma frase que escutei de um amigo da Natura, bem de acordo com este mundo onde reputações podem ser atingidas também via virtual, também através de blogs com alto Ibope: "A empresa não é o que ela acha que é...ela é o que o Google diz que ela é!"




quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Comunicação criativa.


Nesta quarta-feira participei do Comitê de Comunicação Digital promovido pela ABERJE e tive o prazer de escutar Steve Crescenzo, especialista norte-americano em comunicação interna e mídias digitais.

É sempre prazeroso escutar profissionais com diferentes históricos e diferentes clientes falar sobre como empresas e líderes, que sempre quiseram ter o controle e a centralização das informações, têm como desafio conviver com uma geração de profissionais cada vez mais conectados, interativos, opinativos e exigentes. Gente que, segundo o palestrante, edita, publica, cria e monta suas próprias redes e grupos relacionamentos e troca de informações. Pessoas que desejam fazer isso também dentro das organizações – o que é uma oportunidade de ouro para as empresas na sua gestão do conhecimento. Como foi o caso da empresa Tecco Energy e a montagem de um espaço digital interativo com blog (“Daily News History”), chats comentando notícias na imprensa (“How we see it”) e o Tecco Tube – inspirado no You Tube, onde funcionários aparecem em vídeos explicando situações diárias de trabalho, compartilhando projetos, idéias ou mesmo respondendo dúvidas sobre ações específicas, metas, clientes...

Segundo Steve, o momento é muito rico para os comunicadores. Hoje possuímos uma quantidade grande de plataformas de comunicação que permitem maior criatividade. O que facilita soluções ideais para cada tipo de organização. Há modelos e combinações possíveis para todos os gostos, tamanhos e culturas! E é por isso que Steve disse que a “comunicação corporativa” está dando lugar à “comunicação criativa”.

Dessa forma, uma das regras básicas, segundo Steve, quando uma empresa decide mergulhar na interatividade colaborativa deste universo digital é lembrar da “entertainment expectation”. Ou seja, a expectativa de entretenimento que o usuário busca, porque a comunicação das empresas pode ser séria, mas não precisa ser maçante, cheias de frases feitas ou até mesmo tão formal que transmita mau - humor.

Afinal, um grande negócio pode ter boas doses de alegria. Que o diga a Disney, corporação criada a partir do desenho de um ratinho.

Na foto acima, Steve Crescenzo, meu amigo Paulo Nassar da ABERJE e Eraldo Carneiro da Petrobrás, patrocinadora do Comitê. Para saber mais sobre as idéias do palestrante, acesse: http://www.stevecrescenzocomm.com/

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Relatórios de Sustentabilidade - Vale.

Dia 26 de setembro é o lançamento oficial do Relatório de Sustentabilidade 2007 da Vale, o primeiro no modelo da GRI.

É uma grande satisfação ter participado deste projeto, em conjunto com profissionais de primeiro time desta mineradora "verde-amarela e global". Um trabalho de aprendizado e mudança de gestão que ainda tem muito caminho pela frente, mas que conta com a dedicação de pessoas comprometidas com um valor fundamental: "Respeito à Vida".




domingo, 14 de setembro de 2008

Inovação - 2


A The Feast será uma conferência em Nova York (EUA) que vai reunir profissionais, pesquisadores e empreendedores para falar sobre inovação. Entre outros temas, serão discutidos projetos como agricultura vertical (vertical and indoor farming), ecologia médica, criatividade produtiva além de design, marketing sustentável e marcas ambientalmente amigáveis (eco-friendly brands).

Algumas empresas que estarão presentes ao encontro merecem uma visita aos seus endereços eletrônicos:
http://www.behance.com/
http://www.verticalfarm.com/
http://www.ideo.com/thinking/focus/going-to-market/

Inovação: pensando...dentro da caixa!


Escutei mais uma vez, numa conferência, o já batido: “pensar fora da caixa” para traduzir o que as empresas estão buscando: inovação. A tal “quebra de paradigmas” (termo também já bastante conhecido) que muitas organizações perseguem, mas poucas conseguem praticar.

Afinal, inovação exige: abertura mental, colaboração entre diferentes pessoas, visão multidisciplinar e, principalmente, risco. E risco, convenhamos, num mundo inseguro onde os negócios globais estão uma verdadeira briga de cachorro grande, não são fáceis de serem aceitos. Ainda mais como um processo de aprendizado contínuo, de reinvenção do processo de trabalho para se conseguir chegar (ou não) a um patamar original e diferenciado em relação aos concorrentes.

Mas, às vezes, as boas idéias são mais simples do que se imagina. Como por exemplo: fazer melancias...quadradas - como essas aí da foto. E acredite, não são obras de complexa engenharia genética ou complicados sistemas biotecnológicos. São apenas frutas que crescem, desde pequeninas...dentro de caixas! Uma solução de agricultores japoneses para dar mais espaço nas prateleiras de supermercados do país que tem grandes talentos, mas pequeno espaço geográfico.

Inovação, vamos falar mais sobre isso...

domingo, 7 de setembro de 2008

Comunicação Empresarial Internacional

Terceira turma do Curso de Comunicação Empresarial Internacional da Universidade de Syracuse (USA) e da ABERJE, da qual tenho a grata satisfação de participar e compartilhar experiências. A foto foi tirada por Simon Collister, PR and Social Media Professional (Edelman - UK).

terça-feira, 26 de agosto de 2008

OS NOVOS RENASCENTISTAS.

Jornalista, publicitário ou RP qual o melhor perfil profissional para um comunicador empresarial? Afinal, as faculdades de comunicação não estão formando batalhões de jovens dentro destas “caixinhas” que não se comunicam umas com as outras? Pois então, no meu entender, o que um verdadeiro comunicador empresarial precisa é conhecer e dominar as três competências.

As empresas não podem mais abrir mão de gente capacitada que saiba transitar pelo universo do jornalismo, da publicidade e das relações públicas. Nenhuma delas dá conta sozinha das demandas cada vez mais complexas do mundo dos negócios. Infelizmente, poucas faculdades já estão preparando a garotada para ter esta visão geral da comunicação de maneira integral. Depois, ficará difícil falar e pensar em comunicação integrada – exigência da atualidade.

E completo: não basta apenas conhecer as cadeiras tradicionais da comunicação social. Um comunicador de primeira linha tem mais alguns desafios como conhecer o universo do marketing e entender as relações humanas sob o ponto de vista da psicologia e da antropologia. Tudo formando um grande conjunto sob o guarda-chuva da administração e suas melhores práticas. O mundo competitivo e sem fronteiras com o qual as empresas estão lidando tem portas abertas para um profissional deste gabarito. O que ainda não é fácil de encontrar.

Indo um pouco mais além dessas expertises, o comunicador empresarial ideal vai precisar analisar cenários dinâmicos, saber planejar as ações e também arregaçar as mangas. Fazer a coisa toda andar quando necessário para garantir a entrega. Equilibrando teoria e prática, equilibrando sonho e realização. E entendendo ainda a diversidade cultural, os diferentes modelos mentais, hábitos e costumes de um mundo global.

Ou seja, o comunicador empresarial moderno é realmente um profissional “mestiço” – como a própria Associação BRasileira de Comunicação Empresarial -ABERJE vem definindo há tempos. Um mestiço que tenha em mente as técnicas e os saberes desse mix variado de ofícios, mas também saiba escutar seu coração. Porque o futuro não vai mais permitir somente as metas quantitativas e numéricas.

Cada vez mais a qualidade das relações fará a diferença entre uma empresa e outra, pois quando falamos de relações humanas passamos necessariamente pelo mundo das emoções e dos afetos. Dos sentimentos. Quem sabe, valores intangíveis que passarão a ser contabilizados nos próximos anos num mundo órfão da da sustentabilidade?

Valores que farão do comunicador empresarial não apenas um profissional multidisciplinar, mas antes de tudo, um humanista com amplos horizontes e por conseqüência, ilimitadas possibilidades. No meu entender, profissionais que poderemos chamar de “os novos renascentistas”. Gente que nenhuma empresa vai querer abrir mão ou deixar escapar para a concorrência.

domingo, 17 de agosto de 2008

Gestão da Comunicação Empresarial.

A Faculdade Prudente de Moraes, em Itu, SP, realiza sua primeira Pós-Graduação Lato sensu em Gestão da Comunicação Empresarial.

O curso traz para a sala de aula conceitos teóricos e as melhores práticas do cotidiano das organizações. Os módulos agrupam desde Ferramentas de Marketing, Economia, Responsabilidade Social, Ética e Cultura Organizacional até Comunicação on-line, Media trainning e Relacionamento com a comunidade numa abrangente capacitação para profissionais da área.

Na foto, a primeira turma que reúne profissionais de diferentes formações e com a qual compartilho conhecimentos, pois tenho a responsabilidade de orientar a disciplina Ferramentas de Marketing.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

COMUNICAÇÃO PARA A MUDANÇA

“Não existe nada permanente, exceto a mudança”.(Heráclito de Éfeso)

Os tempos atuais trouxeram para o mundo incertezas maiores do que poderíamos prever. O 11 de Setembro marcou o fim de uma era e a possibilidade de ocorrências incontroláveis faz cada vez mais parte de nossa rotina.

O consumo desenfreado nos torna cúmplices do aquecimento global, através de uma industrialização produtiva inconseqüente. Crescimento econômico não basta. O equilíbrio entre as dimensões ambientais, sociais e econômicas é a meta. Difícil – pois ninguém sabe direito como mudar as regras do jogo, sem quebrar toda a banca. Em nossos planejamentos, precisamos considerar ameaças de terrorismo, riscos de pandemias (no Brasil, temos de volta a febre amarela), mercados nervosos, especuladores de plantão. Em alguns países, presenciamos o fortalecimento de governos autoritários e suas quebras de contratos, alteração de regras.

Podemos dizer que largamos as mãos de um trapézio inseguro, mas de certa forma conhecido, e voamos na direção de outro trapézio – desconhecido. Estamos bem no meio do vácuo entre um lado e o outro.

Alguns estudiosos apontam esta fase da história humana como uma grande oportunidade global. Outros apontam para a derrocada definitiva de sistemas econômicos, modelos políticos e estruturas morais tradicionais. Tudo está sendo questionado, transformado. A comunicação inclusive.

Hoje temos ferramentas de interatividade que conectam milhares de pessoas. Acessamos ambientes de informação e troca de conhecimentos de dia e de noite. As fronteiras entre interior, periferia e os centros urbanos desapareceram. Cidadãos do mundo ligados em sites editam vídeos, enviam opiniões e manifestos. Movimentos organizados globalmente mantém uma vida virtual pulsando em paralelo ao mundo concreto. Não há mais privacidade, por conseqüência há mais escândalos sendo descobertos.

Estamos cada vez mais interligados, informados e dependentes de uma grande rede de relações. Mesmo que a quantidade de opções de relacionamento não significa maior qualidade nas relações humanas, as portas estão abertas e os canais sintonizados.Nenhuma geração viveu isso, até hoje.

E as empresas têm uma enorme oportunidade para mergulhar neste cenário, neste novo mundo e solidificarem suas reputações. Ao refazer modelos que tinham as pessoas como “públicos-alvo” ou “target”, olhando de maneira mais humana seus negócios, poderão melhorar seus relacionamentos e fazer parte desta grande rede que se cria. Menos hierárquica, mais próxima.Menos autoritária, mais afetuosa.

Não há mais como fingir que tudo será como antes. A nostalgia somente nos traz descrença no futuro, quando a verdade é de que o futuro é feito por nós, cada um de nós, nas nossas rotinas. É o nosso futuro comum que está batendo às portas e todos estamos sendo convocados. Se a "humanidade é uma família que ainda não se conhece" como escreveu o historiador Theodore Zeldin, prazer em conhecer, vamos conversar, precisamos entender nossos pontos-de-vista e descobrir que temos muito mais em comum do que podemos imaginar.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

EMPRESAS.

As empresas não são máquinas.

São corpos humanos.

Máquinas têm parafusos, peças, botões de liga e desliga.

Máquinas não têm voz, apenas fazem barulho.

Máquinas não têm veias, têm circuitos.

Máquinas não têm sentimentos, apenas programação.

Corpos humanos são feitos de carne, sangue e emoção.

Corpos possuem cérebros.

E também corações, vontades, desejos, sonhos.

No corpo mora a alma.

E toda empresa tem uma alma.

Porque empresa não é galpão, usina, computador, fax, conta bancária.

Empresa é gente.

Ser - humano.

Pessoa.

E quando o corpo de uma pessoa sente dor é porque a alma está ferida.

Como curar essa ferida?

Escutando a voz interior.

Falando sobre o que aflige, o que incomoda, machuca.

A palavra é que cura.

Em doses homeopáticas, gota a gota, com cuidado na escolha.

No tom.

Com atenção, afeto.

Porque não somos máquinas, nem números, nem recursos.

Somos espíritos morando em corpos.

E nossa trajetória não é mecânica, nem possui manual de instruções.

Não cabe numa planilha.

É uma jornada de erros, acertos, aprendizados.

De encontros.

Assim, uma empresa é feita de sonhos, sentimentos, desejos, entusiasmo e alma.

Do encontro de pessoas unidas por uma razão, uma crença, uma visão de futuro.

E isso é a única coisa que realmente faz diferença, quando olhamos para as organizações.

Para as que estão mortas por dentro - porque valorizam apenas seus móveis e utensílios e deixam suas pessoas a empilhar pedras e tijolos numa rotina vazia e maçante.

E para as outras: organizações que compartilham idéias, dores, erros, acertos e vitórias, permitindo que suas pessoas façam coisas extraordinárias.

Alimentando sonhos.

Alimentando a alma.

"Mão de obra" para o "chão de fábrica"...

Deve ser altamente motivador ser reconhecido e denominado como um trabalhador do "chão de fábrica", vocês não concordam? E deve ser mais estimulante ainda ser considerado "mão de obra" que vai trabalhar no "chão de fábrica".

Estas terminologias são bastante usadas por muitos profissionais, incluindo comunicadores e diretores de recursos humanos. Já vi inclusive curso de "Comunicação para o chão de fábrica" - o que deve criar dois mundos dentro das empresas: o da administração - provavelmente o pessoal da "cobertura de fábrica" e aqueles outros...do chão de fábrica.

Integração de equipes assim fica difícil, pois a divisão já está no discurso.

Na minha avaliação, esses termos são ultrapassados e desqualificam o profissional. Mão de obra e chão de fábrica são uma dose dupla de desprestígio, convenhamos. Por isso, atenção, ao tentar classificar uma categoria profissional dentro da sua empresa, cuidado para não criar uma barreira e desqualificar as pessoas.

Todo mundo tem nome, sobrenome, profissão e responsabilidades. E sentimentos, orgulho, vaidade...ou não?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Estão falando da sua empresa...2

De onde pode surgir uma crise de imagem? Como podemos monitorar temas sensíveis que podem atingir os negócios da empresa?

Um Plano de Gerencimento de Crises demanda, antes de tudo, um trabalho integrado de diferentes times. Parece óbvio, mas na realidade poucas empresas fazem isso. Áreas como comunicação e imprensa, marketing, relações com investidores, relações governamentais, meio ambiente, saúde e segurança e planejamento estratégico são presenças obrigatórias neste tipo de projeto. Analisar cenários em conjunto deve ser uma constantemente - elegendo temas sensíveis e relevantes para os negócios, relacionados diretamente com a marca e seus atributos.

Contudo, temas "populares", mesmo que não sejam diretamente ligadas ao core business, também merecem atenção.Nunca se sabe de onde pode vir uma ameaça à reputação da empresa.

Na foto, ativistas da organização Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) vestem biquínis amarelos e se 'enjaulam' em protesto recente na Alemanha, contra um suposto "tratamento abusivo às galinhas" criadas para a rede de fast food KFC.



domingo, 20 de julho de 2008

Estão falando da sua empresa...

A reputação de uma empresa demora anos para ser reconhecida, respeitada, valorizada.Mas demora apenas um clique para ser atingida, questionada, colocada em dúvida.

Hoje, milhares de ilustres internautas montam redes sociais, sites, blogs e fóruns sobre temas variados. Milhares já circulam pelo Second Life, interagem pelo LinkedIn, pelo Naymz, Plaxo e Flickr. Ambientes virtuais que se referem à empresas - públicas ou privadas, seus produtos e serviços. Seus profissionais. Suas marcas!

Clientes fiéis e clientes desiludidos, consumidores apaixonados ou ex-consumidores enganados.Empregados entusiasmados ou ex- empregados ressentidos. Aposentados nostálgicos e felizes ou aposentados magoados com o plano de previdência. Todos eles estão por lá.Uma fonte riquíssima de pesquisa de opinião, de informações.

Por isso, a pergunta que não quer calar: sua empresa monitora estes ambientes?Sua assessoria de imprensa já pensou em incluir alguns dos principais blogs existentes no seu clipping diário de notícias?Você já buscou no Orkut o nome da empresa onde trabalha, trabalhou ou quer trabalhar?Sua área comercial já conferiu quantos usuários comentam a qualidade do produto naquela comunidade XYZ?

É, o mundo digital não dorme...funciona noite e dia, todo dia, toda hora.Por isso, que tal conferir como anda sua reputação neste novo e fascinante mundo virtual.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Felicidade Interna Bruta.


Em oposição ao Produto Interno Bruto - PIB, um conceito de desenvolvimento social chamado Felicidade Interna Bruta - FIB (criado no Butão - pequeno país asiático) está ganhando espaço num mundo preocupado com a vida, a sustentabilidade das relações e o futuro.

Os quatro pilares da FIB são a promoção de desenvolvimento sócio-econômico sustentável e igualitário, a preservação e a promoção de valores culturais, a conservação do meio-ambiente e o estabelecimento de boa governança.

A Icatu Hartford, aproveitando de maneira inteligente o conceito, em sua nova ação de comunicação, pergunta:ter dinheiro é suficiente para ser feliz?

Achei excelente a estratégia de marketing e comunicação. Mas confira você, acessando:

terça-feira, 15 de julho de 2008

Novos nomes, novas caras - 2.

Outra estratégia de comunicação brilhante é a da VW, com a comunicação para o Novo Gol: seu objetivo, entre outros, é separar o Gol do Palio e do Mille da Fiat (empresa do ano que arrebentou nas vendas de seus modelos mais populares). E dar um upgrade na imegem do carro.

A presença da estonteante Gisele Bundchen chama atenção pela beleza (o design do Novo Gol é realmente magnífico) e a figura de Silvester Stallone, com a cara mais amassada do que nunca, confere que a máquina não mudou por dentro ("Ainda é o Gol"). "O fator beleza ficou mais preponderante e as pessoas ficaram na dúvida quanto ao DNA do carro. Por isso, queremos mostrar que ele ganhou beleza sem perder a sua essência”, diz Marcelo Serpa, diretor de criação da Almap BBDO, agência de publicidade responsável pela campanha.

A idéia de trazer a "mulher mais bonita" e o "homem mais forte" acerta em cheio no conceito de comunicação: “Novo Gol. Lindo como nunca. Gol como sempre".

Novos nomes, novas caras.

Mudança nos nomes e nas embalagens da Coral. Para alavancar sua comunicação com clientes as tintas Coral vão mudar de nome e de cara. Coralatex, por exemplo, vai se chamar Rende Muito e a linha Coralplus atenderá por Decora.

A mudança, no meu entender, segmenta as duas linhas por públicos diferentes. O público C e D, com "Rende Muito" que é um nome bem mais popular do que Coralatex; e a "Decora" que populariza mas ainda mantém um tom mais "chique" - para não afastar a antiga "freguesia".

segunda-feira, 14 de julho de 2008

MTV - art breaks.

Emissora criada no início dos anos 80, a MTV marcou a passagem da transmissão massificada dos canais abertos para o universo da televisão a cabo. A mostra Art Breaks: A MTV e a Cultura Visual Contemporânea, acontece no espaço cultural Oi Futuro, no Rio de Janeiro, e é realizado pela produtora Tecnopop. A exposição apresenta a influência das vinhetas veiculadas entre os clipes musicais da MTV e seus impactos no cenário cultural do final do milênio.

Projetados em mosaicos interativos e em sequências temáticas, os art breaks convidam o visitante a um mergulho nos aspectos simbólicos dessas produções. Criações de artistas gráficos, animadores e publicitários que radicalizaram no uso da livre experimentação, as vinhetas mostram uma complexidade de estilos, técnicas, misturas e influências completamente inovadoras para a televisão. O impacto dessa comunicação continua atual. Por isso, a criatividade e a amplitude de mais de 200 art breaks da MTV apresentados na mostra, merecem ser (re) vistas.

Vale observar que a própria construção, desconstrução e reconstrução da marca da MTV é outra inovação para o mundo corporativo televisivo e as vinhetas apresentam essas transformações numa rica e imensa multiplicidade. As possibilidades de interpretação artística da marca tornaram a logo da MTV admirada por diferentes públicos telespectadores da emissora.

A Art Breaks fica exposta até 17 de agosto e a entrada é franca.
Conheça mais em: www.oifuturo.org.br

domingo, 13 de julho de 2008

Rolling Stones. A marca...do vinho?

A marca Rolling Stones representa mais do que uma banda de rock.

Por trás da famosa "boca com a língua para fora" existe um conglomerado de empresas. Nomes poucos conhecidos como Promopub, Promotone e Musidor são empreendimentos diversificados dos roqueiros sessentões e que ficam ligados à holding Rolling Stone Inc. Nesses negócios Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Woods e Charlie Watts contam com a ajuda de um príncipe europeu (Rupert Loewenstein) administrador considerado um gênio das finanças e pilar fundamental das "pedras rolantes" quando estão fora do glamour dos palcos.

E quanto vale a marca Rolling Stones? Não consegui descobrir (aceito ajuda!), mas li que os Stones já faturaram com suas letras mais do que o U2, Michael Jackson, Bruce Springsten entre outros famosos do mundo da música e do entretenimento.

Uma visita ao site oficial da banda, que tem tradução para alemão, espanhol, russo, português e chinês comprova a organização que faz dessa marca um ícone mundial de admiração e consumo. Um banner animado divulga a venda do DVD com o documentário Shine a Light, dirigido por Martin Scorcese, último filme da banda. E a loja virtual vende camisetas, bonés, bermudas e cartazes, peças tradicionais de merchandising disponíveis para compra pelos fãs. O melhor de tudo, entretanto, é que a loja oferece ainda uma seleção de vinhos com o rótulo Rolling Stones. Realmente, Mick Jagger sabia o que estava querendo quando escreveu "(I Can't Get No) Satisfaction".

Com certeza, um case de estudo obrigatório para alunos de marketing e comunicação.

"Lidere com a linguagem"

Steve Chandler é autor de diversos livros sobre liderança e motivação. É dele o título acima. Formado pela Universidade do Arizona em redação criativa e ciências políticas também é um palestrante bastante solicitado por empresas com grande número de clientes citados na revista Fortune 500.

Em um de seus últimos livros ( "Motivando para o Sucesso") Chandler destaca o uso da linguagem e das palavras diferentes como alavancas de mudança organizacional. Quero destacar aqui dois trechos, pois eles complementam a sequência de posts que tenho feito sobre este tema. Acredito cada vez mais que a comunicação face a face e o uso de palavras novas, ao invés dos jargões corporativos repetidos e viciados, cria realidades novas. Confira:

"As palavras significam coisas. As palavras que formam pensamentos criam algo. As escrituras dizem: "No Princípio era o Verbo". E há muita verdade nisso.
As palavras dão início ao movimento das coisas.
As palavras comunicam imagens, energia, emoções, possibilidades e medos"
"Quando sugerimos palavras diferentes para os gerentes usarem nas reuniões com o seu pessoal, tudo começou a mudar (as equipes vivam resmungando e viviam desmotivadas). Os funcionários se tornaram automotivados. Com o avanço da reviravolta psicológica, os gerentes começaram a abrir as reuniões perguntando se alguém gostaria de fazer um agradecimento - "Quem quer prestar um reconhecimento ou agradecer a alguém agora?" -, e a conversa começou a se inclinar para a valorização,
não mais para as reclamações e críticas."
Se você quer conhecer mais sobre as obras de Chandler, acesse: www.stevechandler.com

terça-feira, 8 de julho de 2008

Para que serve um jornal?

Resgatei um trecho do texto sobre o papel da imprensa, muito válido para os tempos atuais. Um texto importante pois um texto inteligente não tem data de validade, vale ao longo dos anos - apesar das mudanças de cenários políticos e econômicos.

No caso, o "Para que serve um jornal" foi publicado pelo Correio Braziliense em 19 de setembro de 1999 - ou seja, no século passado! (rs). Vale a leitura, para quem não conhece:

Para que serve um jornal

Um jornal serve para servir. Servir principalmente a uma cidade. Um jornal se for só papel serve para cobrir o chão quando pintamos a casa ou embrulhar peixe no mercado. Um jornal se for só negócio serve apenas para crescer em lucros, máquinas e construções. Um jornal se for mero símbolo, tradição e história serve para discursos pomposos mas ocos de compromisso com a vida. Um jornal grife funciona só para o marketing ou propaganda de empresa líder de mercados. Mas o que faz um jornal servir é algo além da mercadoria ou da imagem que projeta.

Um jornal não tem senhores, domínios, posses ou posessões. Um jornal serve quando não é escravo até do seu próprio sucesso. Então pra que serve um jornal, mesmo? Um jornal serve para publicar o que se fala, refletir o que se publica, aprofundar o que se opina sobre o publicado e ampliar TODAS as opiniões sobre o dito e o refletido.

Um jornal serve para servir ao seu eixo principal de credibilidade: o leitor. Um jornal serve para ir além da notícia quando busca suas relações, seu contexto, as circunstâncias que geraram o fato e até avaliar suas consequências. Um jornal serve para pensar. (...)

Leia o texto na íntegra, acessando o Blog do Noblat: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_Post=104511&a=119

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Mudar o rumo da conversa.

A comunicação também está virando uma commodity?
Sim, o risco é grande. Afinal, quem já não participou de uma reunião onde se repetem palavras e jargões corporativos e as coisas parecem que não saem do lugar. Nestes ambientes, a inovação fica só no discurso e qualquer tentativa de transformação cai na "normalidade corporativa" -um buraco negro a tragar o empreendedorismo e o entusiasmo das pessoas.

Por isso, uma ação da IBM merece destaque. A campanha "Pare de Falar. Comece a Fazer." mostra como em muitas organizações se fala sobre mudança, mas as coisas ficam mesmo do jeito que estão.

Visite e veja no You Tube os filmes da IBM:
EMBROMATION BINGO - http://br.youtube.com/watch?v=DbXOqMditkA
INOVAÇÃO - http://br.youtube.com/watch?v=qLJAEcZTtuo
IDEIANDO - http://br.youtube.com/watch?v=G0lKqn9LJ94&feature=related

Depois, não deixe de visitar: http://www.paredefalarcomeceafazer.com.br/ que completa a ação de marketing e comunicação da empresa. Nota mil!

Falar diferente.

"Vocabulários alternativos são instrumentos de mudança"

(Richard Rorty - "Contingência, ironia e solidariedade" - Martins Fontes, 2007)

Fazer diferente.

"Sem aprender não há como mudar. Somente ao aprender os indivíduos ou as organizações podem agir de uma outra forma, adaptar seus processos, repensar velhos paradigmas, inovar. Mas, afinal, o que é inovar senão fazer diferente, diferente do que existe hoje, diferente em relação ao modo como era feito antes?"

(Saulo Bonassi -Diretor de Educação da Symnetics)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A chatice é insustentável.

As questões que envolvem nosso futuro comum pedem urgência, atenção. Mas não é por isso que precisamos falar sobre a sustentabilidade através de documentos complicados, textos técnicos e herméticos, pesadões. Afinal, chatice é insustentável.

Por isso, ser criativo é fundamental. Assim, já que os problemas atuais demandam soluções inovadoras para os desequilíbrios ambientais, sociais e financeiros do mundo, algumas empresas estão buscando novos caminhos para velhos dilemas. Novas e originais propostas.

Por exemplo: a Tetra Pack, com suporte da Google Maps, numa iniciativa inédita na Internet brasileira, disponibilizou o Rota da Reciclagem. O Rota é um endereço eletrônico que indica os pontos de coleta seletiva, as cooperativas e os locais de entrega voluntária de materias para reciclagem em todo o Brasil.

Outra empresa, a inglesa Friends Provident, que atua na área de seguros de vida e pensão, lançou seu relatório de sustentabilidade com um design inovador, muitas fotos, interatividade e um jogo de palavras cruzadas no final.

domingo, 29 de junho de 2008

Starbucks - Velha nova logomarca - 3

Blogs, chats e outras ferramentas de comunicação digitais estão sendo usadas cada vez mais por empresas de diferentes setores, tamanhos, estilos.

No processo de se (re) aproximar de seus públicos de interesse e resgatar o princípio básico de "ouvir" o cliente, a Starbucks, por exemplo, lançou um blog para conversar com seus simpatizantes, opositores e demais públicos que visitem este espaço virtual ou frequentem as suas lojas. É o My Starbucks Idea (http://mystarbucksidea.force.com/home/home.jsp) que está aberto para receber idéias, sugestões, votações, discussões.

Evidentemente nunca, nenhuma ferramenta virtual, impressa ou eletrônica vai poder substituir a relação humana. Quando a "hora da verdade" acontecer (aquele momento quando o consumidor está frente a frente com o pessoal de vendas ou do atendimento) é que a satisfação do cliente vai ser garantida ou não, conforme os velhos e bons manuais do marketing nos ensinam. Lei imutável dos negócios, apesar de toda a tecnologia disponível...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Starbucks - Velha nova logomarca - 2

A nova marca da Starbucks resgata de maneira mais aparente e completa a figura da sereia. Muito próxima do visual utilizado em 1971, a sereia é a imagem símbolo da companhia porque remete a atributos como magia, encanto, sedução e prazer - exatamente o que o café servido na Starbucks e a experiência de entrar numa loja da rede buscam transmitir aos seus clientes.

O que a Starbucks não contava eram os protestos de um grupo cristão de San Diego, nos EUA, que reclama da posição da sereia. Diz o grupo protestante que o desenho lembra uma mulher de pernas abertas - o que contraria a moral e os bons costumes do grupo.

O quanto estes protestos poderão afetar a rede, só o futuro dirá. De qualquer maneira é bom lembrar: reputação e marca andam juntas e qualquer mudança deve ser sempre muito bem estudada e testada. Prudência ainda é a melhor conselheira.
Enquanto isso, que tal um cafézinho?




Starbucks - Velha nova logomarca - 1

A Starbucks está com nova logomarca. A logo com a sereia e o círculo verde foi substituída por uma versão em estilo retrô - resgatando o desenho original e antigo da empresa.

A mudança não é por acaso. A Starbucks estava perdendo o rumo e o mercado, empacada em burocracia e cada vez mais distante do cliente. Por isso, o fundador Howard Schultz voltou ao cargo de CEO da rede (a mudança da marca para um estilo mais retrô busca comunicar esse resgate da tradição e da qualidade no serviço da Starbucks).

Palavras, palavras...

Um mundo de palavras. Publicadas, pronunciadas, esquecidas, marcadas, censuradas, transmitidas, trocadas, cruzadas, escritas...
Mas existe um ranking das mais comentadas? Sim, existe.


Trata-se do site 10x10. Nele, o visitante pode ver quais são as 100 palavras mais comentadas a cada hora no mundo. As palavras são acompanhadas por fotos e ao clicarmos nelas, podemos saber sobre notícias com as quais aquela palavra está relacionada.

Acesse e confira:http://www.tenbyten.org/10x10.html

domingo, 22 de junho de 2008

Admirável Tempo Novo

Começa hoje o 34º Congresso Estadual de Recursos Humanos, promovido pela ABRH - Rio, com o tema: "Admirável Tempo Novo - A (R) Evolução Humana para uma Gestão Transformadora". O encontro vai falar sobre os principais questões da área de RH e estimular uma reflexão sobre a evolução humana e seus impactos nas organizações.

Estas reflexões serão divididas por cada um dos dias, em núcleos "Eu - A Pessoa", "Nós - A Organização" e "Todos Nós - O Planeta". Uma proposta bastante interessante para qualquer profissional conhecer e particpar, mesmo porque as relações humanas, assim como a comunicação, não são um assunto restrito a determinado departamento ou área.

Uma das palestras agendadas será feita por Peter Senge, professor e pesquisador do MIT - Massachusetts Institute of Technology e autor do famoso "The Fifth Discipline: The Art & Practice of the Learning Organization", onde escreveu sobre as organizações que sabem aprender. As idéias do livro, publicado em 1990, continuam necessárias para uma grande maioria de corporações, públicas ou privadas. Visite os endereços a seguir e (re) descubra as sempre atuais idéias de Peter Senge, sem deixar de comparecer ao evento:
http://www.infed.org/thinkers/senge.htm e http://www.perspectivas.com.br/g13.htm


Também estão confirmadas as presenças do professor do IBMEC de São Paulo Eduardo Gianetti da Fonseca - economista, cientista social e autor de livros como ”Beliefs in Action” e "Felicidade” entre outros e de Flávio Guimarães - Diretor da Chemtech, empresa eleita como a Melhor Empresa para Trabalhar na América Latina, em 2008, pelo Great Place to Work® Institute, Inc. (http://www.chemtech.com.br/lportal/web/guest/home)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Blog do CEO

O HSBC emprega 284.000 pessoas no mundo e, no Brasil, aproximadamente 28.000 profissionais. Para a empresa, uma das suas mais importantes missões é cultivar a imensa diversidade de talentos e promover o comprometimento com seus valores e objetivos empresariais. Para isso, o HSBC possui um sistema de comunicação interna integrado. Entre os veículos existentes, os destaques ficam para a HSBC TV e o Blog do CEO.

A TV foi criada em 2004 e até hoje funciona em formato jornalístico, realizando transmissões semanais. Pela TV, os colaboradores espalhados pelo Brasil ficam sabendo das estratégias de negócio, melhores práticas, produtos e novos serviços, mensagens corporativas, eventos especiais e ações de marketing interno.

Já o Blog do CEO, primeiro blog de um presidente de empresa no Brasil, via intranet, estimula os colaboradores a comentar artigos postados pelo CEO. Este canal é muito bem aceito entre os colaboradores uma vez que conta com um ingrediente fundamental: possui credibilidade. Como o blog publica não somente elogios e congratulações, mas também reclamações, problemas, situações incoerentes nos processos de gestão e críticas construtivas por parte dos leitores, o canal conquistou a admiração dos colaboradores.

Não é à toa que, apesar da recente troca de CEO no HSBC Brasil, o blog foi mantido e continua falando abertamente sobre tudo. Ou seja, é assim, um forte freio à proliferação da "rádio fofoca". Mal comum à diversas empresas.

Para falar sobre o "A tecnologia a serviço da comunicação interativa: Blog do CEO" a Aberje - Rio recebeu, no dia de hoje, Juliana Vale Marques, Diretora de Endomarketing do HSBC, no auditório da FIRJAN. O encontro teve casa lotada e foi mais uma vez organizado por Paulo Henrique Soares, Gerente Geral de Comunicação da Vale, Diretor da Aberje - Rio.

E por falar na Aberje Rio, no dia 14 de agosto, acontecerá o 2º Congresso de Comunicação Empresarial, que vai abordar temas como Branding, Sustentabilidade e Comunicação Digital. Vale a pena conferir a programação, visitando: http://www.aberje.com.br/