terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Comunicação face a face 3

Ainda sobre o tema, uma frase de Fritjof Capra:
"O papel crucial da linguagem na evolução humana não foi apenas a capacidade de trocar idéias,
mas o aumento da capacidade de cooperar".

Comunicação face a face 2

Continuo pesquisando sobre a qualidade da conversa nas empresas. Acabei por encontrar um livro (sempre eles!) fascinante sobre o assunto. Compartilho com vocês: "Conversação" de Theodore Zeldin - eleito um dos cem mais importantes pensadores da atualidade pela Magazine Littéraire e professor convidado em Harvard e na University of Southern California. Já havia lido um outro livro dele ("Uma História Íntima da Humanidade") e agora registro um pequeno trecho, sobre as conversas, a comunicação face a face, nas empresas.

Para pensar em conjunto com os gestores de RH, equipes de endomarketing, lideranças de todas as áreas, algumas das idéias do professor Zeldin:
  • "O que o trabalho faz com nossas conversas e, no processo, o que faz conosco?
  • A boa conversa tornou-se o critério de qualidade dos nossos relacionamentos particulares, e agora também se transformou num aspecto central do nosso trabalho.
  • Cada vez mais, trabalhar consiste em falar.
  • Antigamente, havia cartazes nas fábricas dizendo: "Trabalhe mais. Fale menos." Mas hoje, quando se telefona para alguém no escritório, sempre se encontra todo mundo em reunião.
  • Qual a profissão que pode nos proporcionar as conversas mais encantadoras e surpreendentes?

domingo, 27 de janeiro de 2008

Comunicação face a face


Compartilho trecho de um artigo da Professora Lynda Graton, da London Business School e especialista em comportamento organizacional. Como acredito que o início de um sistema de comunicação eficiente é através da qualidade das conversas possíveis dentro e fora das organizações, segue abaixo um parágrafo esclarecedor a respeito do tema:


"Conversations lie at the heart of managerial work. Managers talk. It is through talk that they teach and inspire, motivate and provide feedback, plan and take decisions. Conversations lie at the heart of how companies develop new ideas, share knowledge and experience, and enhance individual and collective learning. Yet, in most companies, very little attetion is paid to the quality of conversations. As a result, a vast majority of conversations tend to be dehydrated, ritualised talk that add no value to anyone."


("Improving the Quality of Conversations" - Organizational Dynamics, Lynda Graton and Sumantra Ghoshal)

sábado, 19 de janeiro de 2008

Agenda


The Amsterdam Global Conference on Sustainability and Transparency
May 7 - 9, 2008, Amsterdam

Join a thousand international participants in Amsterdam for the best global sustainability networking opportunity of the year.

Next May the spotlight will be on sustainability reports users.
Be the first to:
- hear the results of the GRI Readers’ Choice Survey, cutting edge research on the sustainability readers’ views on sustainability reporting today;
- find out which sustainability reports have won a GRI Readers’ Choice Award;
- learn from global leaders about the latest developments in the debates surrounding sustainability and reporting; and
- share your sustainability reporting experiences with a diverse array of global participants.

Whether you’re a sustainability reporting organization, a reader of these reports or a sustainability practitioner, the conference offers you an internationally renowned program, quality debate, and practical tools to ensure sustainability reporting leads to transparency, accountability and improved sustainability performance. More informations:http://www.globalreporting.org

The International Employee Communication Summit
Best Practices, Case Studies and Strategies for Internal Communication.
June 4 - 6, 2008, London

Internal Comms is changing at a breathtaking pace as companies embrace revolutionary new tools and strategies to engage and motivate their employees.
We have gathered some of the world's top communicators to talk about the hottest issues of the day: Engagement, social media, online communication, measurement, strategic communication planning and much more. More informations: http://www.ragan.com

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Gestão de Riscos.

Os negócios sempre preferem perspectivas otimistas. Cenários negativos,assustam. Muito certo. Qualquer investidor quer garantias para seu dinheiro. Mas as crises não têm hora para aparecer. As notícias ruins, também não. E ninguém sabe ao certo, quando uma simples notícia vira crise.

O jornal O Globo publicou no dia 10/01/2008 duas boas ilustrações sobre o tema. Uma delas foi: "Empresas são multadas por reduzir embalagens de biscoitos e salgados" citando marcas conhecidas do grande público:Nestlé, Pepsico, Marilan e Cipa. A matéria falava sobre "multas após conclusões de processos nos quais as empresas eram acusadas de reduzir a quantidade de alimentos nas embalagens".

A outra, na mesma página, foi um Comunicado de Recall aos Propietários de Veículos da Marca Chevrolet. Um anúncio da GM a respeito de revisão de veículos Omega 2008, importados, com possibilidade de vazamento de combustível.

Ninguém tem bola de cristal, mas, relembrando crises de imagem de outras empresas (2007 deixou exemplos lamentáveis sobre isso, com destaque para as companhias aéreas), sou favorável a gestão de riscos. Na dúvida, vale uma comunicação pró-ativa antes de se tornar público. Antes que o estrago venha a ser maior. Pode não resolver, mas ajuda a preservar a reputação da empresa.

Mudar o mundo.


Toda empresa possui uma essência. Um jeito de ser que se percebe ao passar pela portaria, ao falar com a mocinha na recepção. É o tal "clima"; ambiente, estilo, alguma coisa meio instintiva que sentimos nos olhares das pessoas que estão na reunião com a gente.Tudo comunica, como já escreveu meu amigo Paulo Nassar, da ABERJE.

Conheci algumas empresas de "alma" nestes últimos anos. Elas têm a alma dos fundadores. O desafio é sempre manter a chama acesa, mesmo que eles não estejam mais presentes no dia-a-dia da gestão.

Numa visita recente à Natura, em Cajamar (SP), pude comprovar mais uma vez que a essência da empresa é o que a faz diferente das outras. Participei do Painel de Engajamento de Stakeholders, conversei com diversas pessoas de diferentes áreas e cargos e visitei a fábrica.

É uma satisfação descobrir que existem empresas que buscam gerar riqueza, respeitando o meio ambiente e estão preocupadas com as pessoas, com as relações humanas - com o mundo. A Natura é uma delas, de verdade.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Funcionário dá Ibope?

Magazine Luiza, Gerdau Açominas, Ambev, HSBC e Wal Mart.
O que estas empresas têm em comum?
Um canal de televisão corporativo onde os funcionários são os protagonistas e as estrelas das notícias.

Com uma qualidade de programação que dá inveja a muitas emissoras abertas, independente de seus mercados de atuação, estas organizações trouxeram seus funcionários para a telinha e os colocaram no centro das atenções. As pessoas que fazem a missão da empresa se concretizar merecem ter suas histórias e exemplos de sucesso divulgados e estas empresas descobriram que seus funcionários dão o maior Ibope.

Mas não é só isso. Treinamentos à distância, transmissões segmentadas por diretorias e áreas geográficas, mensagens da Presidência, divulgação de resultados e celebração de conquistas importantes também fazem parte da programação corporativa. Além disso, um canal de televisão é uma ferramenta de grande impacto para esclarecer momentos de mudança cultural envolvendo fusões e aquisições. Como no caso da televisão da Arcelor Mittal - gigante da siderurgia mundial.

Puxe a cadeira, veja alguns dos episódios e confira este outro exemplo da comunicação corporativa em versão "televisiva": http://www.arcelormittal.tv/episodes/