sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Gestão de Riscos.

Os negócios sempre preferem perspectivas otimistas. Cenários negativos,assustam. Muito certo. Qualquer investidor quer garantias para seu dinheiro. Mas as crises não têm hora para aparecer. As notícias ruins, também não. E ninguém sabe ao certo, quando uma simples notícia vira crise.

O jornal O Globo publicou no dia 10/01/2008 duas boas ilustrações sobre o tema. Uma delas foi: "Empresas são multadas por reduzir embalagens de biscoitos e salgados" citando marcas conhecidas do grande público:Nestlé, Pepsico, Marilan e Cipa. A matéria falava sobre "multas após conclusões de processos nos quais as empresas eram acusadas de reduzir a quantidade de alimentos nas embalagens".

A outra, na mesma página, foi um Comunicado de Recall aos Propietários de Veículos da Marca Chevrolet. Um anúncio da GM a respeito de revisão de veículos Omega 2008, importados, com possibilidade de vazamento de combustível.

Ninguém tem bola de cristal, mas, relembrando crises de imagem de outras empresas (2007 deixou exemplos lamentáveis sobre isso, com destaque para as companhias aéreas), sou favorável a gestão de riscos. Na dúvida, vale uma comunicação pró-ativa antes de se tornar público. Antes que o estrago venha a ser maior. Pode não resolver, mas ajuda a preservar a reputação da empresa.

Um comentário:

Anônimo disse...

E falando em prejuízo de imagem, reportagens trouxeram à tona problemas que causaram até mutilações em consumidores do carro FOX da Volkswagen. No sábado, O GLOBO publicou a notícia cujo título "Volks sabia, mas não avisou" trouxe um estrago para a marca. Como mensurar a falta de transparência e de comunicação neste caso? Acho que basta consultar o jurídico e ver as ações de indenização que vão acontecer em série, não é?