domingo, 17 de fevereiro de 2008

Comunicação, Saúde e Segurança.


Não sabemos conversar sobre a morte. O universo corporativo gira em torno de palavras e discursos que consagram a determinação, a coragem, a certeza e a competência dos profissionais numa espiral contínua em busca da vitória, da conquista de novas metas e desafios. Dessa forma, quando acidentes acontecem são poucas as organizações que sabem falar sobre o tema. Principalmente quando pessoas morrem.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, entre 1971 e 2000 (30 anos)
morreram, no Brasil, mais de 120 mil pessoas, e outras 300 mil ficaram inválidas, todas vítimas dos mais de 30 milhões de acidentes de trabalho registrados no período. Estes são dados oficiais - podemos imaginar um acréscimo nestes números com a parte dos empregos informais e adicionar ainda as vítimas dos acidentes de trânsito - outra calamidade nacional.

É neste cenário que compartilho a pergunta: como a comunicação pode (e deve) trabalhar a questão da perda, da morte, dentro das empresas? Como abordar o tema da prevenção dos acidentes, da qualidade de vida e trabalhar uma cultura organizacional que saiba equilibrar a corrida pela competitividade e pelo crescimento com o "cuidar da vida humana"?

Ainda voltarei ao tema, pois não possuo as respostas que gostaria. Mas fica a proposta para pensarmos, afinal, estamos em tempos onde a "sustentabilidade" está na moda e a saúde e a segurança das pessoas é premissa para quem quer ser realmente sustentável.



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