sábado, 8 de março de 2008

Cultura Organizacional. E a comunicação com isso?

Como se "capta" a cultura de uma organização? Como se divulgam os "valores"?

Numa primeira observação, basta circular e ver as pessoas no trabalho, vendo quais as coisas que as pessoas fazem melhor. Como elas se comportam nas reuniões e fora delas. Como as lideranças interagem com a equipe. Depois, que tal conversar com os concorrentes e sentir as diferenças? É um bom começo.

Cultura organizacional não é uma entidade fantasma que emana do retrato do fundador, na parede do salão do conselho, mas é quase como se fosse. Se a empresa tem uma "alma", ao traduzir a sua essência para o mundo real é preciso que a comunicação saiba utilizar as ferramentas integradas que dispõe e criar outras se necessário. Mas, fundamentalmente, deve incentivar e organizar encontros de comunicação para esclarecer, cara a cara, o significado da empresa.

Se as pessoas trabalham somente para pegar o contra-cheque no final do mês, atenção, há problemas. O ser-humano se move por perspectivas, pela construção de alguma coisa maior, uma obra, uma realização, um sentimento de prazer pela missão cumprida. Pelo reconhecimento. E o ingrediente mais importante nisso tudo é a sinceridade. É, isso mesmo, sinceridade que significa "sem cera" ou seja: real, sem fingimento, hipocrisia, conversa fiada.

A cultura já existe "no ar", no ambiente. Ao discutir com as pessoas que vivem a cultura, que fazem esta "ilusão" tornar-se um negócio concreto, a organização fortalece seus vínculos. Ganha em produtividade. Em confiança, sinceridade. Até peporque algumas pessoas vão descobrir que não tem nada em comum com aquele local de trabalho. Muito normal. Sadio.

Mas, se o contrário acontecer, a organização corre o risco de criar um ambiente oposto. Tornar-se um crematório de valores, ao invés de uma fábrica de talentos, alavanca de potencialidades.

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