domingo, 27 de abril de 2008

Vida, vício, virtude.

A Casa do Saber, a Casa Fiat de Cultura e o SESC SP estão promovendo um ciclo de encontros para falar de valores que dão sentido às nossas ações. Entre diversos convidados como os filósofos Renato Janine Ribeiro,Ruwen Ogien e Marcelo Perine, também estão os jornalistas Marcelo Coelho e Eugênio Bucci.

Destaco aqui o tema "Intolerância" da palestra de Eugênio Bucci: "Mais que ' tolerar ', esse péssimo verbo para designar o ato de aceitação, cada um de nós está desafiado a se interessar espontaneamente pelo semelhante - que é tanto mais semelhante quanto mais diferente puder ser. A intolerância, que em outros tempos já foi um sinal de preconceito ou mesmo de repúdio violento ao outro, agora é o signo de tragédias íntimas ou planetárias. Contra essa tragédia, só nos resta o diálogo. Vivemos o tempo em que o diálogo adquiriu a dimensão de virtude vital".

A palestra "A Intolerância" está prevista para o dia 30 de abril no Rio de Janeiro, 06 de maio em Belo Horizonte e dia 08 de maio em São Paulo. No Rio, o encontro será realizado na Academia Brasileira de Letras e transmitido ao vivo pela internet: http://www.academia.org.br/

Mais informações, acessem:www.sescsp.org.br/ e http://www.casafiatdecultura.com.br/

domingo, 20 de abril de 2008

Relatório de Sustentabilidade Natura 2007.


Já está disponível no site da Natura (http://www.natura.net/), na área reservada aos investidores, o novo Relatório de Sustentabilidade 2007 da empresa.

Tive o prazer de participar da elaboração deste projeto, através da Report e em conjunto com a Modernsign, a Assertiva e o Professor Lélio Lauretti da ABRASCA.

Trata-se de um exemplo de como se deve montar um processo de relato e de demonstrar a qualidade da integração de resultados econômicos, sociais e ambientais na cultura e no cotidiano operacional da empresa.

Desde o painel de stakeholders para análise conjunta do relatório do ano passado, até os processos de levantamento de informações e entrevistas com equipes, o projeto teve intensa colaboração e participação de dezenas de profissionais de diferentes áreas e setores. Profissionais das unidades de Cajamar, Alphaville, Itapecerica da Serra e Benevides, além de entrevistas com pessoal sediado fora do Brasil. As equipes de Inovação e Sustentabilidade, além da Comunicação e Assuntos Corporativos merecem os parabéns por terem conduzido mais esta publicação, que deverá ser benchmarking em sustentabilidade.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Crenças e vínculos.


O autor e especialista em gestão, Jim Collins,
considerado o sucessor do guru Peter Drucker, escreveu em seu best seller "Built to last: successful habits of visionary companies": "As pessoas têm uma necessidade humana de pertencer a algo de que possam se orgulhar. Elas necessitam de valores e de um objetivo que dê
significado às suas vidas e aos seus trabalhos. Elas precisam estar ligadas a outras pessoas, compartilhando com elas crenças e aspirações em comum".

Os seres-humanos são movidos por suas crenças e por significados. Daí, a importância da comunicação como construtora de vínculos. Vínculos que se formam quando temos algo em comum com o grupo ao qual pertencemos. Quando somos parte de uma "comunidade", de uma unidade comum. Precisamos encontrar sentido no que estamos fazendo e é através da "ação em comum" - comunicação, que empresas, sejam públicas ou privadas, podem construir elos entre seus negócios, suas pessoas, fornecedores, clientes e demais públicos de interesse.

Tudo isso parece meio óbvio, mas é uma premissa das empresas "feitas para durar".

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A marca do carro, a marca do produto.

A indústria automobilística é uma inquestionável força econômica do mundo. Basta ver os engarrafamentos diários nas grandes metrópoles do planeta. O carro que nós dirigimos, fala muito sobre a gente. Assim como nossas roupas, corte de cabelo, nosso vocabulário, nossos hábitos de consumo. De certa forma, somos o que consumimos. E as marcas que consumimos fazem parte da nossa personalidade.


Então, por que não ganhar dinheiro divulgando o produto que você consome usando seu próprio veículo? Na Inglaterra, essa tendência já está circulando nas ruas. Muitos motoristas estão adesivando seus automóveis com marcas de cervejas, chocolates, roupas, chicletes...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Depois do Nano, Jaguar e Land Rover.

Você compraria um carro indiano? Pense duas vezes antes de responder, pois agora, duas marcas de peso começam a ter sua história escrita de forma diferente. Talvez inovadora, quem sabe?

A Jaguar e a Land Rover, marcas inglesas que estavam nas mãos da Ford americana, foram vendidas ao grupo Tata, da Índia. O grupo possui negócios em siderurgia, tecnologia da informação, telecomunicações, consultoria e ainda a montadora Tata Motors. A mesma que apresentou recentemente ao mercado o carro Nano, o mais barato do planeta.

A pergunta continua: existe algum impacto na marca depois de uma operação como esta? Será que um comprador de um Jaguar se importa se o carro é indiano, inglês ou norte-americano? A reputação de uma marca sobrevive à mudanças provocadas por novos proprietários?

Bom assunto para continuarmos a falar neste blog.


2020

Navegando pela web dei de cara com a "Being Human: Human-Computer Interaction in the year 2020" uma pesquisa da Microsoft ( http://research.microsoft.com/hci2020/download.html) sobre como os computadores e humanos vão interagir no futuro.

A pesquisa aponta algumas tendências interessantes.Vivemos hoje na chamada Era da Mobilidade, mas em 2020 estaremos na Era da Onipresença com milhares de computadores interagindo com os usuários, em ambientes digitais mais personalizados.

Nesta nova era, seremos cada vez mais capazes de usar aparelhos móveis para interagir com objetos no mundo real, e esses aparelhos serão como “extensões” de nossos braços e nossas mãos. Com o uso de silicone e materiais biologicamente “amigáveis”, novas formas de inputs e outputs implantáveis em nossos corpos deverão existir e facilitar a nossa interatividade neste tempo "hypermegablastercibernético". Um tempo onde, de acordo com a pesquisa, os robôs serão máquinas autônomas com capacidade de aprender por conta própria.

Pela pesquisa da Microsoft, 2020 promete. Imaginar este admirável mundo futuro nos empolga e desafia nossa imaginação. Mas, aqui no Brasil, temos que usar o melhor de nossa imaginação para encontrarmos soluções para problemas urgentes como a epidemia de Dengue e Febre Amarela que já assola vários estados, prejudicando novos negócios e investimentos.


sexta-feira, 11 de abril de 2008

AGENDA

O novo encontro do Comitê ABERJE Rio acontece no próximo dia 15 de abril . A convidada desta vez é Judy Rodgers, diretora da Imagens Vozes e Esperança – IVE, para falar sobre comunicação e mudança.

Se palavras (e imagens) têm poder, a mídia mundial e seus profissionais têm muita responsabilidade no que divulgam. Para o IVE, o equilíbrio ao noticiar, sem exageros e sensacionalismos na divulgação de imagens violentas ou trágicas, pode promover uma nova história: mais rica em possibilidades do que em problemas. O IVE tem como propósito fortalecer o papel da mídia como agente de benefício do mundo. Ao gerar conteúdo construtivo e assim aumentar a capacidade da humanidade para ações que promovam a vida, a mídia tem forte influência para o futuro do planeta.

“Estamos num momento da história em que a humanidade necessita de um sentido sobre o que é melhor para o mundo, que tipo de futuro pode haver diante de nós e o que devemos fazer juntos para criar esse tipo de futuro. (A mídia) Pode fazer muito para esclarecer isso” diz Judy Rodgers.
Mais informações sobre o Comitê ABERJE Rio no site http://www.aberje.com.br/.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Comunicação para a mudança - 3

Case de change management brilhante, eu não conhecia a história da Pastilha Valda, criada em 1902 pelo farmacêutico Henri Cannone.

O produto existe até hoje e sua comunicação, bem como sua estratégia de marketing mix, evoluiu, enfrentando mais de um século de mudanças no comportamento dos consumidores.

Quem quiser conhecer um pouco mais desta história, deve visitar o site e ver a transformação das embalagens, dos anúncios e da identidade Valda: http://www.valda.com.br/








domingo, 6 de abril de 2008

Comunicação para a mudança - 2


Fiquei curioso e fui buscar algumas referências importantes sobre change management e o uso da comunicação de maneira estratégica, a fim de ampliar a abordagem sobre o tema.

Resgatei o case da Mantecorp, que depois de 17 anos como joint-venture da Shering Plough tornou-se novamente um laboratório nacional e independente. Além de uma completa "revolução" na identidade visual - que marcou a nova etapa histórica da empresa, a Mantecorp teve na liderança o melhor exemplo para evitar fofocas de corredor e diminuir ansiedades. O fundador da empresa e o vice-presidente garantiram que seus empregados não seriam os últimos a saber sobre a novidade.

Vale a pena visitar o site da empresa e ler a matéria: "Informação supera a angústia da mudança" publicada no Valor Econômico (17/12/2007) e disponibilizado pela assessoria de imprensa do laboratório.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Comunicação para a mudança.


Hoje conversei com uma economista, amiga minha, que fez uma pós-graduação em comunicação empresarial. Falamos sobre comunicação para a mudança. Ela, trabalhando numa empresa de petróleo e eu, atualmente, trabalhando com comunicação e sustentabilidade para clientes da área de cosméticos, papel e celulose e mineração.

Mais do que relatar, a sustentabilidade exige a mudança na forma de gestão. Ou isso acontece ou nós comunicadores seremos apenas produtores de relatórios. E só produzir relatórios não é alterar a maneira de fazer negócios, mudança tão necessária para que o equilíbrio entre as dimensões financeiras, sociais e ambientais aconteçam de fato. As mudanças climáticas em curso no planeta exigem isso. Um enorme desafio para empresas, governos e cidadãos.

Mas como seria um passo a passo para se fazer a comunicação para a mudança acontecer de fato? Como ir além da produção de relatórios, de folhetos explicativos?
Ir além das matérias no “jornalzinho” da empresa?

Bom, para qualquer processo de mudança existem aspectos ao qual devemos prestar atenção antes de montarmos nossos planos e processos de comunicação. Citarei três deles, para começo de conversa (aceito opiniões diferentes e complementos pois, como já disse, quando se trata de ser-humano não há manual técnico imutável):
  • Toda mudança sempre vai parecer uma ameaça. Essa percepção faz parte da natureza humana: nós buscamos segurança, sempre. E mudar mexe no status quo, no que já é conhecido e altera hábitos e rotinas. Qual a solução? Explicar a mudança antes dela ser implantada, minimizando dúvidas muito antes da famosa “rádio corredor” realizar o estrago, com a fofoca conquistando corações e mentes e distorcendo fatos;
  • A tendência das pessoas é perceber primeiro as diferenças e ressaltar os pontos negativos. É a tal história do copo meio cheio, meio vazio. Como valorizar a parte cheia do copo? Só a liderança vai conseguir fazer isso: é o líder maior da organização que vai precisar falar (isso mesmo, falar!) sobre a mudança dentro da organização. O líder deverá esclarecer - com toda transparência, o que será bom e o que será ruim no processo de mudança. E a comunicação vai apoiar essa fala, divulgando o discurso oficial para que todos – literalmente todos dentro da organização, saibam o que vai acontecer. Canais de mão dupla serão necessários, pois as perguntas e dúvidas, opiniões e comentários, positivos ou negativos, deverão ser respondidos, aceitos e incentivados para que a mudança aconteça pra valer;

  • Em todo processo de mudança existem aliados escondidos entre os descrentes. Essa é a boa nova para a liderança e uma grande vantagem para o processo de comunicação fluir. Descobrir quem são os profissionais que podem se tornar multiplicadores de boas novas é ampliar a eficiência da comunicação para a mudança. Nada melhor do que uma opinião favorável, de um membro da própria equipe, de um mesmo nível hierárquico para “mudar o rumo da prosa”. Ou seja, esse multiplicadores podem transformar a rádio corredor em aliada! Olho neles, pois serão os primeiros a vestir a camisa da comunicação para a mudança.