domingo, 29 de junho de 2008

Starbucks - Velha nova logomarca - 3

Blogs, chats e outras ferramentas de comunicação digitais estão sendo usadas cada vez mais por empresas de diferentes setores, tamanhos, estilos.

No processo de se (re) aproximar de seus públicos de interesse e resgatar o princípio básico de "ouvir" o cliente, a Starbucks, por exemplo, lançou um blog para conversar com seus simpatizantes, opositores e demais públicos que visitem este espaço virtual ou frequentem as suas lojas. É o My Starbucks Idea (http://mystarbucksidea.force.com/home/home.jsp) que está aberto para receber idéias, sugestões, votações, discussões.

Evidentemente nunca, nenhuma ferramenta virtual, impressa ou eletrônica vai poder substituir a relação humana. Quando a "hora da verdade" acontecer (aquele momento quando o consumidor está frente a frente com o pessoal de vendas ou do atendimento) é que a satisfação do cliente vai ser garantida ou não, conforme os velhos e bons manuais do marketing nos ensinam. Lei imutável dos negócios, apesar de toda a tecnologia disponível...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Starbucks - Velha nova logomarca - 2

A nova marca da Starbucks resgata de maneira mais aparente e completa a figura da sereia. Muito próxima do visual utilizado em 1971, a sereia é a imagem símbolo da companhia porque remete a atributos como magia, encanto, sedução e prazer - exatamente o que o café servido na Starbucks e a experiência de entrar numa loja da rede buscam transmitir aos seus clientes.

O que a Starbucks não contava eram os protestos de um grupo cristão de San Diego, nos EUA, que reclama da posição da sereia. Diz o grupo protestante que o desenho lembra uma mulher de pernas abertas - o que contraria a moral e os bons costumes do grupo.

O quanto estes protestos poderão afetar a rede, só o futuro dirá. De qualquer maneira é bom lembrar: reputação e marca andam juntas e qualquer mudança deve ser sempre muito bem estudada e testada. Prudência ainda é a melhor conselheira.
Enquanto isso, que tal um cafézinho?




Starbucks - Velha nova logomarca - 1

A Starbucks está com nova logomarca. A logo com a sereia e o círculo verde foi substituída por uma versão em estilo retrô - resgatando o desenho original e antigo da empresa.

A mudança não é por acaso. A Starbucks estava perdendo o rumo e o mercado, empacada em burocracia e cada vez mais distante do cliente. Por isso, o fundador Howard Schultz voltou ao cargo de CEO da rede (a mudança da marca para um estilo mais retrô busca comunicar esse resgate da tradição e da qualidade no serviço da Starbucks).

Palavras, palavras...

Um mundo de palavras. Publicadas, pronunciadas, esquecidas, marcadas, censuradas, transmitidas, trocadas, cruzadas, escritas...
Mas existe um ranking das mais comentadas? Sim, existe.


Trata-se do site 10x10. Nele, o visitante pode ver quais são as 100 palavras mais comentadas a cada hora no mundo. As palavras são acompanhadas por fotos e ao clicarmos nelas, podemos saber sobre notícias com as quais aquela palavra está relacionada.

Acesse e confira:http://www.tenbyten.org/10x10.html

domingo, 22 de junho de 2008

Admirável Tempo Novo

Começa hoje o 34º Congresso Estadual de Recursos Humanos, promovido pela ABRH - Rio, com o tema: "Admirável Tempo Novo - A (R) Evolução Humana para uma Gestão Transformadora". O encontro vai falar sobre os principais questões da área de RH e estimular uma reflexão sobre a evolução humana e seus impactos nas organizações.

Estas reflexões serão divididas por cada um dos dias, em núcleos "Eu - A Pessoa", "Nós - A Organização" e "Todos Nós - O Planeta". Uma proposta bastante interessante para qualquer profissional conhecer e particpar, mesmo porque as relações humanas, assim como a comunicação, não são um assunto restrito a determinado departamento ou área.

Uma das palestras agendadas será feita por Peter Senge, professor e pesquisador do MIT - Massachusetts Institute of Technology e autor do famoso "The Fifth Discipline: The Art & Practice of the Learning Organization", onde escreveu sobre as organizações que sabem aprender. As idéias do livro, publicado em 1990, continuam necessárias para uma grande maioria de corporações, públicas ou privadas. Visite os endereços a seguir e (re) descubra as sempre atuais idéias de Peter Senge, sem deixar de comparecer ao evento:
http://www.infed.org/thinkers/senge.htm e http://www.perspectivas.com.br/g13.htm


Também estão confirmadas as presenças do professor do IBMEC de São Paulo Eduardo Gianetti da Fonseca - economista, cientista social e autor de livros como ”Beliefs in Action” e "Felicidade” entre outros e de Flávio Guimarães - Diretor da Chemtech, empresa eleita como a Melhor Empresa para Trabalhar na América Latina, em 2008, pelo Great Place to Work® Institute, Inc. (http://www.chemtech.com.br/lportal/web/guest/home)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Blog do CEO

O HSBC emprega 284.000 pessoas no mundo e, no Brasil, aproximadamente 28.000 profissionais. Para a empresa, uma das suas mais importantes missões é cultivar a imensa diversidade de talentos e promover o comprometimento com seus valores e objetivos empresariais. Para isso, o HSBC possui um sistema de comunicação interna integrado. Entre os veículos existentes, os destaques ficam para a HSBC TV e o Blog do CEO.

A TV foi criada em 2004 e até hoje funciona em formato jornalístico, realizando transmissões semanais. Pela TV, os colaboradores espalhados pelo Brasil ficam sabendo das estratégias de negócio, melhores práticas, produtos e novos serviços, mensagens corporativas, eventos especiais e ações de marketing interno.

Já o Blog do CEO, primeiro blog de um presidente de empresa no Brasil, via intranet, estimula os colaboradores a comentar artigos postados pelo CEO. Este canal é muito bem aceito entre os colaboradores uma vez que conta com um ingrediente fundamental: possui credibilidade. Como o blog publica não somente elogios e congratulações, mas também reclamações, problemas, situações incoerentes nos processos de gestão e críticas construtivas por parte dos leitores, o canal conquistou a admiração dos colaboradores.

Não é à toa que, apesar da recente troca de CEO no HSBC Brasil, o blog foi mantido e continua falando abertamente sobre tudo. Ou seja, é assim, um forte freio à proliferação da "rádio fofoca". Mal comum à diversas empresas.

Para falar sobre o "A tecnologia a serviço da comunicação interativa: Blog do CEO" a Aberje - Rio recebeu, no dia de hoje, Juliana Vale Marques, Diretora de Endomarketing do HSBC, no auditório da FIRJAN. O encontro teve casa lotada e foi mais uma vez organizado por Paulo Henrique Soares, Gerente Geral de Comunicação da Vale, Diretor da Aberje - Rio.

E por falar na Aberje Rio, no dia 14 de agosto, acontecerá o 2º Congresso de Comunicação Empresarial, que vai abordar temas como Branding, Sustentabilidade e Comunicação Digital. Vale a pena conferir a programação, visitando: http://www.aberje.com.br/

sábado, 14 de junho de 2008

"Made in" ou "Made by"?

A globalização trouxe grandes transformações para indústrias, negócios, povos e...marcas. Muitas empresas já transferiram suas fábricas e operações para países asiáticos e africanos e, para buscar "mão de obra" (este termo é um horror) barata, incentivos fiscais e diminuição de custos operacionais.

Mas o impacto desse processo na garantia da qualidade da produção pode atingir a percepção de valor das marcas. Até o final do século XX, o Made in trazia o conceito de "Fabricado em" como uma qualificação da origem onde aquele produto havia sido feito. Atualmente, um novo conceito começa a fazer parte das reuniões de marketing, comunicação e estratégia. É o Made by que classifica o produto através da assinatura do seu criador. Mais uma garantia de que aquela determinada marca, apesar da possibilidade de ter sido feita em qualquer país do mundo, tem a assinatura original garantida (não vamos levar em conta neste post os piratas e suas cada vez melhores falsificações).

Na indústria da moda e das grifes de luxo a alteração já começou. A francesa Longchamps já adotou esta estratégia e o Made by Longchamp esta substituindo o Made in France. A proposta é esquecer o local de fabricação e ressaltar a assinatura da criação dos produtos. Em tempos de globalização o lugar onde a produto foi fabricado pode diminuir o valor da marca se, por exemplo, um determinado país produtor tenha trabalho escravo ou infantil.

Nenhum consumidor moderno deseja adquirir marcas caríssimas, sinônimos de status e diferenciação e descobrir, mais tarde, que a bolsa, a carteira, o tênis ou o perfume que compraram foram feitos por escravos, crianças subnutridas ou presos políticos torturados.

A questão que fica é a contradição entre a estratégia de fabricação para baixar custos destes produtos em países subdesenvolvidos ou dominados por ditaduras e, ao mesmo tempo, manter o valor de seus artigos e suas marcas. Garantir a assinatura original de um Made by traz vantagens significativas, principalmente para marcas com uma imagem de tradição, mas retirar a referência do local de origem de determinado produto pode levantar dúvidas sobre a responsabilidade social da empresa.
S e quiser saber mais sobre este tema, acesse: http://www.longchamp.com/fr/univers-longchamp-16.html

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Marca, fascínio e magia - 4

No turbilhão de marcas, nomes, apelos, mensagens e propaganda que vivemos nestes tempos ultra interativos (serão mesmo ?), a conquista da mente do cliente já tornou-se a conquista pelo coração do cliente. Conquistar a alma é um passo mais difícil...ok?

Mas como conquistar o share of mind e o share of hearth? Posicionar produtos de maneira a se destacar? Qual o segredo? Na dinâmica do mercado não existem fórmulas prontas. Seres humanos não possuem manuais de funcionamento técnico (mesmo que alguns engenheiros assim gostariam). Somos mutantes, diversos, variáveis. Por isso, marketing é antes de tudo, emoção.

O que vale, contudo, é um posicionamento adequado. E posicionamento é o lugar que podemos ocupar na mente (e no coração ) do cliente. É a primeira lembrança, por exemplo, que ele terá caso, diante de uma vitrine de loja ou da gôndola do supermercado, ele se pergunte: Qual sabão em pó vou comprar? Qual o remédio para dor de cabeça que eu escolho? Qual o tênis?

Caso a pergunta já venha com a resposta, o posicionamento atingiu em cheio seu objetivo - ocupar aquele espaço na memória do consumidor. Bons exemplos?
- "Vou comprar uma Gillette" (como sinônimo de lâmina de barbear);
- "Vamos tirar uma "Xerox" (sinônimo de fotocópia);
- "Coloca um Band Aid" (bandagem adesiva);
- "Passa um "Bombril" (palha de aço).

Outros casos de sucesso são as Havaianas e o All Star. Marcas que estão numa trajetória que merecem ser acompanhadas. Havaianas, por exemplo, não são "sandálias" apenas, mas uma borracha de grife, item de moda, acessório de valor. O "tênis" All Star, também: as pessoas não calçam mais um tênis, elas usam um All Star.Sutil e valiosa diferença para uma marca.

Conheça mais sobre estes produtos visitando os endereços:http://www.havaianas.com.br/ e http://www.converse-allstar.com.br/home/default.aspx . E se quiser, consulte o livro: "Posicionamento" de Al Ries e Jack Trout, um clássico sobre o tema.



sexta-feira, 6 de junho de 2008

Marca, fascínio e magia - 3

Recebi uma indicação de um amigo que trabalha com propaganda para ler "Brand Simple". Fui pesquisar e não pude deixar de postar por aqui...

O livro é escrito por Allen Adamson, diretor da Landor Associados, empresa especializada na construção de marcas e que possui clientes globais em diversos setores. A idéia geral do livro mostra que marcas de sucesso são reconhecidas por sua simplicidade na transmissão de uma idéia, um lugar original na mente do consumidor.

Sobre Allen Adamson, Philip Kotler, o mestre do marketing, escreveu:
"Allen Adamson reminds us that a product is out there but a brand is in our mind. A great brand is based on a simple idea that is unique and relevant. He supplies guidelines and dozens of examples that will inspire the reader who is hoping to develop a breakthrough brand idea.”
É ler para saber. Fica a dica...ahn, além do livro, o blog: http://www.brandsimple.com/blog/

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Marca, fascínio e magia - 2

O tema é inspirador. Pelo que as marcas e as idéias, atributos e sentimentos a elas associadas nos transmitem não há como ficarmos indiferentes.

Meu post de ontem apresenta uma visão de mundo. Quero colocar um pouco de pimenta nessa discussão. No mundo globalizado, fabricar e gerenciar imagens por meio das quais as pessoas se relacionam com um produto se tornou a chave do sucesso. O livro "Sem Logo", da jornalista canadense Naomi Klein apresenta outra ótica deste universo de marcas. Não é um lançamento, mas vale a pena revisitar.

Entre o fascínio e a magia das marcas, o outro lado da moeda: as promessas não cumpridas, os paradoxos das empresas e a cortina de fumaça e glamour da publicidade institucional., nem sempre condizentes com a realidade do negócio. Veja mais em: http://www.naomiklein.org/no-logo

Marca, fascínio e magia.

A humanidade sempre viveu criando símbolos para tentar traduzir e representar suas aspirações, seus medos, suas crenças e conquistas. Para representar nações, reinos, grupos, movimentos, organizações e sentir-se parte de algo maior, definindo sua identidade coletiva e individual.

As marcas de hoje continuam sendo os símbolos que nos permitem obter um senso de pertencimento. Não somente as empresas, públicas ou privadas, e seus produtos de consumo possuem marcas, mas também as religiões, os movimentos sociais, as ONGs e os políticos. As marcas estão entre nós e exercem fascínio e magia.

Nos EUA, por exemplo, os candidatos à presidência tem logomarcas que utilizam em suas campanhas. Nomes e estilos, assinaturas e cores tentam gerar impacto, lembrança e transmitir ao eleitorado uma imagem política para influenciar na hora do voto.
Mas não há novidade nisso. Em 1999, o guro Tom Peters, considerado um dos mestres da administração moderna, juntamente com Michael Porter e Peter Senge, já falava em seu livro "Brand You" (http://wowstore.tompeters.com/store/brandyou50) que "no passado você poderia trabalhar sem ser notado, mas de maneira segura". Hoje isso mudou e continua mudando.
Leia outros artigos,

domingo, 1 de junho de 2008

Liberdade de expressão.

Hoje é o Dia da Imprensa, data de nascimento do jornal Correio Braziliense (1808), editado em Londres pelo exilado brasileiro Hipólito José da Costa Furtado de Mendonça (1774-1823).

O Correio tinha edição mensal e seu editor produzia sozinho as 100 páginas, em média, de cada exemplar que circulavam clandestinamente no Brasil. Na época, o único jornal impresso permitido em nosso país era a Gazeta do Rio de Janeiro, veículo oficial da Corte de D.João VI.

Ou seja, a data de hoje homenageia a liberdade de expressão. Por isso, indico uma visita ao You Tube para quem quiser ver o filme "Vírgula", da agência África para a ABI - Associação Brasileira de Imprensa e que considero um obra prima da publicidade brasileira.

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=JxJrS6augu0&feature=related