quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A escolha do nome.


O nome da nova companhia aérea, a voar a partir de dezembro no Brasil, é Azul - mesmo porque a empresa norte-americana chama-se Jet Blue lá fora.

Mas o mais original foi que o nome concorreu com sugestões de mais de 110 mil internautas. O nome "Azul" não foi o mais votado, entre outros como "Samba", "Abraço", "Alegria", "Brasileira", "Céu" mas ficou numa lista dos dez nomes possíveis e que ainda não tinham depósito ou registro no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) - órgão que controla os pedidos de marcas e patentes no Brasil.

Particularmente, gosto de Azul...não veria com bons olhos uma empresa aérea, voando pós-apagão aéreo (com tantas más lembranças ainda vivas e dolorosas), chamando-se, por exemplo "Samba". Em qualquer atraso, ia ser piada pronta: "Atrasou? Pronto...sambou!". ou coisa pior. Azul é uma excelente opção.

Mas a escolha por votação aberta aos futuros clientes, não é inovação da Azul. A estratégia lembra o que a operadora Intelig Telecom fez em 1999, quando convidou as atrizes Adriane Galisteu, Deborah Secco e Letícia Spiller para vestirem camisetas com nomes diferentes.
Na época, na votação, ganhou Intelig e seu número 23...lembram?


Um comentário:

Mauro Segura disse...

Prezado Gaulia. Concordo com você em relação ao nome da Azul. Acho um excelente nome, simples e fácil de guardar.
Porém o motivo do comentário é outro. Eu participei intensamente da estratégia de lançamento da Intelig, pois eu era o líder de marketing da Intelig na época. A Intelig foi criada para se diferenciar das grandes operadoras de telecom da época. O foco era criar uma companhia nova, totalmente voltada para o cliente. O conceito era simples: o cliente era tão importante, que ele próprio escolheria o nome da nova empresa de telecom. A campanha foi um sucesso e praticamente 1 milhão de pessoas votaram na escolha do nome. Os dois primeiros anos de vida da Intelig foram excelentes. No primeiro ano ganhamos o prêmio Caboré. O problema da Intelig foi a falta de integração na sociedade dona da empresa (os sócios eram France Telecom, Sprint e National Grid), o que fez a empresa perder o rumo e estratégia nos anos seguintes. Abcs.