domingo, 16 de novembro de 2008

Tudo comunica.

O título deste post é baseado no livro do Paulo Nassar ("Tudo é Comunicação") e, em tempos de crise anunciada, temida, propagandeada e contagiosa - tempos em que veremos o corte de gastos, de investimentos e de postos de trabalho - é bom lembrar que tudo comunica.

O que quero dizer com isso? Ora, bolas, se grandes, médias ou pequenas empresas tinham compromissos assumidos com posturas éticas, modelos de gestão mais sustentáveis, projetos de gestão de mudança, programas de capacitação e desenvolvimento humano e ações de endomarketing, motivação e qualidade de vida, esta crise pode ser a a desculpa perfeita para jogar muita coisa no fundo da gaveta ou mesmo na lata do lixo e assim, perder-se histórico, conhecimento, esforço e energia (quanto custam esses intangíveis?). Esta crise pode ser a desculpa para organizações que só estavam querendo "aparecer bonito na foto" sem ter em sua essência, o comprometimento real com o que pregavam em tempos de vacas gordas.

Já vi isso acontecer antes com projetos estruturados, calculados que foram abandonados de um dia para o outro, sem qualquer explicação lógica condizente. É nessa hora que vamos comprovar se os valores das empresas serão praticados de verdade. Nas relações com todos os stakeholders, diante da crise - que não é a primeira nem será a última, e na transparência com que se farão os cortes...

E para lembrar o que está dentro desse "tudo" uma lista, pequena, mas significativa - pois a comunicação da crise não pode se tornar uma crise de comunicação, pois os riscos à imagem e à reputação da empresa chegarão com muito mais ônus quandoa situação se acalmar novamente.Portanto, é bom registrar: tudo comunica!

• O tom de voz da telefonista, a recepção da empresa;
• A postura do vigia e a entrada da fábrica;
• A conservação do prédio da sede;
• A periodicidade dos veículos de comunicação internos e externos;
• O "Bom dia, equipe" ou a falta dele;
• A entrevista na televisão e a matéria publicada na revista de negócios;
• A qualidade do serviço;
• A forma de desligar/demitir os funcionários;
• A (re) negociação com fornecedores e clientes;

• O cancelamento dos projetos de responsabilidade social;
• As promessas descumpridas.

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