sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Comunicação interna como ferramenta de gestão.

É possível montar uma equipe de projetos sem se conversar? É possível descobrir o que o outro pensa sem perguntar? É possível administrar sem comunicação?

Acredito que não existe fórmula mágica. Seja em tempos de crise ou em tempos de estabilidade, na pujança ou nas vacas magras, qualquer organização precisa utilizar a comunicação interna como ferramenta de gestão.

Não estou defendendo a tagarelice, nada disso. Defendo o óbvio: bons negócios começam pelo entendimento mútuo, pelo escutar e pelo ouvir a opinião do outro lado da mesa de negociação. Entender os diferentes pontos de vista: do acionista, do cliente, do fornecedor e... dos empregados!

Perceber que é dentro da fábrica ou no balcão da loja, no SAC da empresa ou na área de logística ou em qualquer lugar da organização, quem não sabe direito o que está fazendo, para que está fazendo ou para quem está fazendo o que faz, não está dando o resultado e a contribuição que poderia dar.

Então, é ferramenta estratégica de gestão ou não?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Varejo.


A rede de mercados Hortifruti (http://www.hortifruti.com.br/) está com uma linha de comunicação de grande sucesso - ao menos no boca a boca e nos comentários (não sei se o impacto nas vendas está acompanhando, mas não importa, vamos ficar com o lado criativo e diferenciado em relação aos concorrentes).

Desde que criou a campanha "Cascas' parodiando a revista Caras e colocando seus produtos com o mesmo glamour das celebridades, o Hortifruti estava dando o que falar. A partir do final de ano passado, ela inovou novamente e criou uma linha de comunicação baseada nos sucessos de bilheteria. Com o tagline "Aqui a natureza é a estrela",a empresa promoveu seus legumes, frutas e verduras a astros de cinema. Outdoors como "Dona Couve seus dois maridos", "E o coentro levou" e "O quiabo veste Prada" (veja acima) chamaram a atenção de pedestres e consumidores.
O último outdoor em veiculação traz "Horta de Elite" - numa analogia com o polêmico Tropa de Elite e direito à imagem de um tomate com uma boina idêntica à do personagem Capitão Nascimento. Engraçadíssimo.
Além disso, no final de 2008, a empresa aproveitou e lançou uma promoção no You Tube, chamada "Hortitube" onde convidava as pessoas a fazerem seus filmes e promoverem de maneira criativa seus hortifrutigranjeiros preferidos.
Já fui três ou quatro vezes em lojas diferentes da empresa e a "hora da verdade" também transmite o alto astral das campanhas. Até hoje não encontrei loja suja, com gente de mau-humor atendendo a clientela. Portanto, vale a pena esperar na fila do caixa para levar estes produtos bem cuidados e de excelente qualidade para casa.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Comunicação gráfica 2.


A crise vai afetar as marcas? O apelo para "fazer caixa" a qualquer preço poderá mexer com reputações?

Muito provável e, natural. Acontece que muitos clientes, consumidores, empregados, fãs e leitores (calma que já explico) também vão perceber as entrelinhas das mudanças de postura e posicionamento e sentirem-se, de certa forma, enganados. Quando marcas resolvem "mudar" sua personalidade acabam traindo os admiradores fiéis e não conquistando novos adeptos.

É o que acontece agora com o New York Times (www.nytimes.com) ao aceitar publicidade na primeira página e ganhar um apelo mais comercial. Afinal, este tradicional jornalão norte-americano sempre se destacou dos concorrentes exatamente por não ter este tipo de anúncio (entre outras coisas). Ou seja...a comunicação "gráfica" dessa vez está enviando outros sinais ao público.

Mal comparando, é como se o Estadão (www.estadao.com.br) começasse a ter na capa uma coluna de fofocas. Você, como leitor (a), não iria achar que é outro jornal? Ou mesmo um jornal de fofocas, tentasse migrar para a área de análise política para conquistar outros clientes...não ia dar certo, ia?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Comunicação gráfica...


Está valendo de tudo para as organizações e suas equipes se fazerem entender. Li, agora à noite, na revista de bordo TAM Nas Nuvens, matéria sobre Dan Roam, consultor de empresas norte-americano, e seu livro: "The Back of the Napkin: Solving Problems and Selling Ideas with Pictures" (traduzindo: O outro lado do guardanapo - resolvendo problemas e vendendo idéias com figuras).

A obra dá exemplos de empresas como a Microsoft e o Wal-Mart estão traduzindo o pensamento corporativo em imagens com grande eficácia para explicar conceitos novos, inovações ou o funcionamento de sistemas. Ilustrações fáceis de entender, de lembrar e de compartilhar entre as equipes.

Nada de novo para, por exemplo, os publicitários que já faziam seus roughs onde fosse necessário quando as idéias chegavam. Ou mesmo para artistas, que traçavam seus esboços nas toalhas de bares e cabarés. Mas não importa, o que vale é a conexão, o que vale é a... comunicação!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Arquitetura que comunica 2.


A futura (ao menos projetada) loja conceito da Louis Vuitton, no Japão, vai ser a loja de referência para clientes vivenciarem a experiência da marca em sua totalidade:essência, estilo, tradição, passado e...futuro!

Uma arquitetura capz de transmitir o conceito e o posicionamento do luxo, do requinte e da vanguarda em elegância que a marca controlada pelo grupo LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton administra. É, mais uma vez...tudo comunica.

Arquitetura que comunica.


A comunicação está em todo movimento que uma empresa faz, qualquer um. Na arquitetura, uma fábrica pode representar o conceito de valor que sua marca deseja transmitir (assim a Natura, por exemplo, com seu prédio em Cajamar (SP) tem extensas partes envidraçadas (reforçando o valor da transparência praticado pela empresa).

Um prédio na Ucrânia, outro exemplo, foi além. Colocou em sua lateral um imenso jogo de palavras cruzadas cujas respostas são reveladas à noite. Confira a foto acima (me lembrou um pouco o prédio da Nestlé, na cidade de São Paulo, que tempos atrás adesivou suas janelas com os produtos da empresa).

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Não mate o mensageiro.

O título deste post vem do excelente texto de Jack Welch e Suzy Welch publicado na revista Exame (edição 934) - a que está com o Obama na capa...hhmmm, desculpem, referência ruim, o Obama atualmente está em todas, né? Por isso, colei a capa aí em cima.

No texto, qualquer executivo tem uma aula de como se relacionar com a imprensa em tempos bicudos (ou não). Sempre tenho escrito por aqui que comunicação não é "mão-única" e não dá para ser feita somente quando se quer ou somente quando só temos notícias boas (atualmente , então...). Portanto, se a empresa realmente quer ter um relacionamento com a imprensa, prepare-se: isso demanda continuidade, proatividade e, exige -sim, exige, transparência.

Não sou eu quem fala, é o próprio Jack Welch, do alto de sua inegável experiência corporativa como ex-CEO da GE. Destaco dois trechos pequenos, mas lapidares, para ninguém me processar por cópia não autorizada:

"(...) Sua única escolha é lidar com a mídia da mesma forma que ela lida com você: de maneira proativa. Para saber o que ocorre quando você não faz isso, é só observar o que se passou recentemente no setor financeiro. Todos os bancos que disseram muito pouco sobre o que sabiam, ou disseram tarde demais o que tinha de ser dito, acabaram, moídos pela mídia."

"Mas, antes de tomar alguma atitude, pergunte a você mesmo (...) você disse a verdade, toda a verdade e só a verdade?Por mais maluca que pareça a idéia nos dias de hoje, muita gente acha que pode controlar o fluxo de informações em meio a uma crise pública."
E para saber mais sobre Jack Welch:http://www.welchway.com/