quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Não mate o mensageiro.

O título deste post vem do excelente texto de Jack Welch e Suzy Welch publicado na revista Exame (edição 934) - a que está com o Obama na capa...hhmmm, desculpem, referência ruim, o Obama atualmente está em todas, né? Por isso, colei a capa aí em cima.

No texto, qualquer executivo tem uma aula de como se relacionar com a imprensa em tempos bicudos (ou não). Sempre tenho escrito por aqui que comunicação não é "mão-única" e não dá para ser feita somente quando se quer ou somente quando só temos notícias boas (atualmente , então...). Portanto, se a empresa realmente quer ter um relacionamento com a imprensa, prepare-se: isso demanda continuidade, proatividade e, exige -sim, exige, transparência.

Não sou eu quem fala, é o próprio Jack Welch, do alto de sua inegável experiência corporativa como ex-CEO da GE. Destaco dois trechos pequenos, mas lapidares, para ninguém me processar por cópia não autorizada:

"(...) Sua única escolha é lidar com a mídia da mesma forma que ela lida com você: de maneira proativa. Para saber o que ocorre quando você não faz isso, é só observar o que se passou recentemente no setor financeiro. Todos os bancos que disseram muito pouco sobre o que sabiam, ou disseram tarde demais o que tinha de ser dito, acabaram, moídos pela mídia."

"Mas, antes de tomar alguma atitude, pergunte a você mesmo (...) você disse a verdade, toda a verdade e só a verdade?Por mais maluca que pareça a idéia nos dias de hoje, muita gente acha que pode controlar o fluxo de informações em meio a uma crise pública."
E para saber mais sobre Jack Welch:http://www.welchway.com/

2 comentários:

Mauro Segura disse...

Gaulia. Excelente seu post. Muitas empresas gastam fortunas com media training, outras criam mencanismos rigorosos de controle e outras limitam exageradamente o número de porta-vozes. Tudo isso perde valor na hora da verdade. Uma boa parte do relacionamento com a imprensa é bom senso, transparência, camaradagem e honestidade. O artigo é excelente. Gostei tanto que vou colocar no meu blog também. Achei muito relevante. Abraços. Mauro.

Luiz Antônio Gaulia. disse...

Mauro, é isso mesmo. A "hora da verdade" acontece quando o dvendedor encontra o cliente no balcão e entrega (ou não) o produto prometido. No caso da comunicação institucional, entregamos o cumprimento de nossos valores. Com a imprensa não seria diferente: ou é ou não é...rs. Ou se tem uma relação profissional, contínua ou não. E Jack Welch melhor do que ninguém chancela essa opinião. Abração.