terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sustentabilidade: o futuro não é mais como era antigamente?

Definitivamente não. Mas fiquem calmos, leitores (as). Como estamos falando de futuro, tudo pode mudar e esta é a nossa única certeza: mudança. Para o bem ou para o mal, a escolha é sempre nossa. Não existem os culpados, só existe a nossa responsabilidade: diante do planeta, do país, da cidade e das organizações das quais participamos. E é nelas que eu quero me focar.

Públicas ou privadas – as organizações humanas são as alavancas capazes de construir outra realidade para o mundo no que diz respeito às dimensões econômicas, ambientais e sociais. A articulação entre governo, empresas, cidadania, instituições educacionais e imprensa, entre outras, é uma fórmula poderosa para encontrarmos soluções conjuntas para os desafios que temos pela frente.

Mudanças climáticas, biodiversidade em risco, hábitos e processos ambientalmente devastadores, lixo, escassez de água, necessidades energéticas, centros urbanos em crescimento caótico, produção de alimentos, educação, saúde e lucros.

Não é uma agenda pequena, não será simples dar conta. Mas nunca foi fácil enfrentar desafios envolvendo tanta gente junta (se a Terra é nossa única “espaçonave”, vamos precisar nos relacionar com gente que pensa diferente, age diferente, entende diferente). Mas isso a globalização já tinha nos mostrado que seria o principal desafio. E é aqui onde a comunicação entre em cena.

Através do diálogo participativo, através de canais interativos (e a web já nos ampliou esses horizontes de contato) e através de relacionamentos de longo prazo vamos ser capazes de encontrar o caminho de um futuro melhor. Pronto, alguns vão me achar por demais utópico – tudo bem. Gosto de sonhar, pois adoro mais ainda transformar sonhos em realidade. E trabalhar com comunicação para a sustentabilidade tem me dado esta satisfação. Tem me dado esta possibilidade de ver mudanças importantes acontecendo.

Tenho encontrado empresas buscando novos caminhos, aprendendo com erros e fazendo as coisas acontecerem de maneira inovadora em diversos setores. Gente comprometida dentro das organizações realizando dia após dia, mudanças importantes. Desde o setor de mineração, energia até o setor farmacêutico, bancário e cosmético. E a comunicação como fio condutor dessa evolução vai costurando novas redes sociais e possibilitando a troca de experiências, de contato, de entendimento entre pessoas diferentes e necessidades múltiplas.

Portanto, sim, é através de um modelo mais sustentável de negócios que vamos fazer com que o futuro seja outro. Com mais qualidade nas ações e nas relações, melhor aproveitamento de recursos, menos desperdício, menos injustiças sociais e maior respeito ao meio ambiente.

Um belo legado às gerações que ainda estão por vir.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Quanto vale uma idéia?

Só vi hoje, numa pilha de jornais abandonada na escada do prédio onde moro, uma edição do Estado de São Paulo, que circulou no último dia 04 de fevereiro. Antes que vocês pensem que estou economizando uns trocados, lendo velharia abandonada pelas escadas, explico: eu ainda compro meus jornais prediletos nas bancas, ok? Mas não é todo dia que consigo ler tudo...não há horas suficientes num dia para dar conta de tanta informação (aliás, isso pode ser um próximo post).

Bom, retornando ao assunto principal. Transcrevo aqui o texto do anúncio publicado na referida edição do estadão pela agência Fischer América e que me chamou a atenção. Em tempos de crise, quanto valem as idéias inovadoras? Leiam e compartilhem, achei um primor de criação, otimismo e inspiração.

“Hoje ele está no cartão de aniversário de algum menino de oito anos em Buenos Aires e tatuado no braço de algum dançarino de strip-tease no Brooklin. É parodiado por algum humorista mexicano e levado a sério por algum doutor em Harvard. É, ao mesmo tempo, ímã de geladeira e longa-metragem de Hollywood. E continua a ir de um lugar ao outro do planeta mais rápido do que muitas conexões de internet - o que, aliás, faz desde muito antes de existir a própria internet.”

“Ele tem um dos logotipos mais conhecidos, admirados e valiosos da história e ganha mídia espontânea sempre que algum garoto entra correndo pela sala com os braços para cima e um lençol amarrado no pescoço.”

“Já foi propaganda política ajudando a derrubar Hitler e Hiroito e modelo publicitário de uma grande campanha de cartões de crédito. Já inspirou milhões de crianças, milhares de produtos e centenas de novos personagens.”

“Ao longo dos seus 70 anos sobreviveu a guerras reais e imaginárias, a terroristas da Al-Qaeda e até aos vindos do espaço. Ultrapassou a morte do seu primeiro intérprete e a um trágico acidente que deixou tetraplégico o maior de todos eles. Não é um pássaro nem um avião. É, sim, uma das maiores marcas de uma das maiores e mais bem-sucedidas campanhas de todos os tempos. É o último filho de Krypton, Kal-El, Homem de Aço. É o Super-Homem. É o império.”

“Mas, como todas as grandes marcas e campanhas, houve um momento em que ela existia apenas como uma idéia. Houve um período em que o famoso Superman voava apenas dentro da cabeça de dois adolescentes de 16 anos: Jerry Siegel e Joe Shuster. Período esse em que era considerado, pelo menos até alguns meses atrás, como o da pior crise econômica da história. A mais longa recessão do século XX: a década de 30 nos Estados Unidos. A Grande Depressão. Foi justamente nesse período, visto como catastrófico, que alguém criou e que outro alguém viu uma grande oportunidade.”

“Mais ou menos como funciona hoje a criação de uma agência de publicidade, os dois adolescentes trabalhavam em dupla. Juntos criavam e depois um ficava responsável pelo texto e o outro, pela arte. E foi justamente assim que nasceu a idéia de um extraterrestre do bem, alguém que, num período de incertezas, crise e desemprego, pudesse ser forte e capaz. Mesmo frágil e desastrado quando usava óculos, era indestrutível e poderoso no momento em que vestia sua capa.”

“Sem dúvida, era uma grande idéia. Mas era preciso que alguém a fizesse voar. Como em todas as crises, não faltou quem dissesse não.”

“Quem é que vai querer isso num momento desses¿” “Não é tempo de investir!” “As pessoas têm problemas mais sérios para tratar!” Até que, no fim da década de trinta, com o desemprego em torno dos 15% e a economia ainda em plena crise, uma empresa conhecida como Detective Comics resolveu comprar e investir no projeto.

Nascia, então, um dos maiores ícones da cultura pop. Assim, a Detective Comics caminhava para se transformar na DC Comics de hoje. Assim, Jerry e Joe viram uma grande idéia ficar muito maior. Em plena crise, em plena depressão, um produto da imaginação transformava-se em um dos maiores personagens, em uma das maiores marcas e franchings da história. Tudo isso usando a cueca por cima da calça.”

“Fica, então, uma certeza: as crises podem ser cruéis, mas as boas idéias são invencíveis.”

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Invasão de engenheiros...

Quero dar minha opinião sobre o artigo “Invasão de Engenheiros” da Você RH, edição jan/fev 2009. Esclareço desde já que admiro muito os engenheiros pelos seus cálculos de pontes, usinas, máquinas e controles. O mundo precisa deles e eu conheço pessoas fantásticas que estão nessa profissão. Mas, como a matéria diz, eles são objetivos, assertivos e “conhecem sistemas de automação da produção” e, como também registra o artigo, ainda precisam aprender a lidar (e falar) mais com gente (“números x palavras”).

Precisam aprender a falar mais com gente, é uma frase sensacional, não é não? Se máquinas não falam, pessoas falam. E mais ainda, sentem, sofrem, se entusiasmam, se envergonham, se alegram, se motivam e se comunicam, conversam, trocam experiências, sentimentos, percepções.

E é aí onde moram os maiores riscos: numa gestão modelo mecanicista, de tempo e movimento, comando e controle – que considera pessoas como peças de uma engrenagem (aliás a letra "o" no título da matéria é uma roldana, uma peça de ferro). Modelo que entende gente de carne e osso como "recursos", assim como outros recursos - computadores, instalações prediais, resmas de papéis ou ferramentas. Ou seja, alerta vermelho!

Não vou generalizar, pessoas são diferentes, engenheiros são diferentes (como eu já disse, tenho bons amigos na profissão). Mas se o olhar da técnica, da racionalidade e dos processos mecânicos e frios for o que prevalecer na gestão de pessoas, sob a direção de engenheiros, confesso: não acredito que a área funcione, nem que a empresa seja um bom local para se trabalhar.

Portanto, muita atenção às tendências.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Voando para conquistar você.

Este título é o slogan atual da OceanAir, companhia aérea que disputa mercado com a TAM, Gol, Trip e a novata Azul. Sua estratégia gira no apelo de preços menores e "pontualidade" - item difícil para qualquer empresa de aviação, pois o cenário nacional não mudou muito e a Infraero, bem, minha percepção é de que não funciona como devia.

O caso é que após três viagens seguidas pela Gol e três jornadas de atraso extremamente cansativos, resolvi fazer um test drive, ops, um "fly test" com a OceanAir.

Hhhhmmm, não devia. Na ida para São Paulo até que a coisa funcionou direitinho, mas na volta....Bom, fui parar no assento 20A, lá no fundão da aeronave - ao lado do motor. Moçada: impraticável o barulho da engenhoca, um negócio de ensurdecer qualquer um. Mas o pior não foi isso, foi o calor! Um negócio senegalesco, gente se abanando, bafão geral. Sinceramente, não pode exisitir um serviço assim. O engraçado (trágico) é que a aeromoça me disse, literalmente: "É, aqui no fundo fica quente mesmo". E coloca quente nisso!

Tive que escrever, né? Promessa não cumprida. Reputação aranhada na "hora da verdade" - aquela onde a linha de frente, a aeromoça no caso, fica cara a cara com o cliente e não tem o que dizer, nem o que defender. Lamentável. Não vou mais de OceanAir. Nem de Gol.

Vou de Azul, pois a TAM, apesar de estar num momento de mudança e compromisso forte com qualidade, com show de serviços e simpatia, ainda me dá calafrios ao decolar ou aterrisar em Congonhas. Espero que eu não tenha que ir dirigindo...

Recado final: não é fácil voar para conquistar clientes.