quinta-feira, 12 de março de 2009

Consumo e publicidade 2.

O Instituto ALANA é uma ONG que luta pela valorização do homem, da educação e da cultura. No seu site ela levanta a bola de um tema que (como escrevi no post abaixo) deveria estar na pauta de empresas anunciantes e na minha opinião, na campanha criada pela ABA para o dia do consumidor.

Vejam um trecho sobre "consumismo infantil" e a abordagem do instituto (e tenham uma idéia da dor de cabeça que muitas empresas vão enfrentar, aliás já estão enfrentando):

"Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia, um hábito mental forjado que se tornou umas das características culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a consumir de modo inconseqüente. As crianças, ainda em pleno desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo com as graves conseqüências relacionadas aos excessos do consumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade e violência, entre outras. Nesse sentido, o consumismo infantil é uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral."

Bom, a questão já está na mesa da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância sanitária) e do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). A regulamentação da publicidade de alimentos e bebidas no Brasil, principalmente destinados à criançada vai acontecer - na mesma linha da restrição ao fumo, no mínimo. Ou seja, estamos num excelente momento para que empresas que vivem da propaganda (agências) e seus clientes que tem na propaganda uma alavanca importante para seus negócios (a propaganda não é a alma do negócio?) mostrem que estão dispostas a evitar exageros e excessos prejudiciais, mas que também possuem atividades empresariais que geram empregos e produzem bens necessários ao dia-a-dia das pessoas.

Acho o trabalho da ALANA, a princípio, importante. Mas levar o "consumismo" como ideologia me parece por demais exagerado. Se for assim, a outra opinião, sobre o "não-consumismo" ou seja lá o que for, também é uma ideologia e por consequência: uma tentativa de forjar novo "hábito mental".

O debate é merecido, mas vamos evitar "a caça às bruxas". Conheço muito fumante, por exemplo que se sente um criminoso por ir fumar seu cigarrinho no hall de escadas ou na calçada do prédio (e vejam que a propaganda de cigarros sofreu uma gigantesca restrição - mas os fumantes estão aí).

Acredito numa comunicação responsável, na mudança de hábitos e na responsabilidade de cada cidadão. Deixo claro também que as crianças são sempre manipuláveis, infelizmente, pelos adultos que agem de má fé.

Visitem:http://www.alana.org.br/

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