sexta-feira, 13 de março de 2009

Consumo e publicidade 4.


Gilles Lipovetsky é filósofo, pesquisador e professor da Universidade de Grenoble na França. Autor de "O império do efêmero", "O luxo eterno" (este em parceria com Elyette Roux -especialista em gestão de marcas) entre outros.

Em "A felicidade paradoxal" encontrei um trecho que considero útil nessa análise sobre consumo e publicidade que estou fazendo nesta série de posts.

Lipovetsky escreve: "O consumidor tria e seleciona as solicitações que o assaltam, prestando atenção apenas ao que está em ressonância com seus interesses, suas expectativas, suas preferências. O apreciador de praias é pouco receptivo aos visuais que celebram as estâncias alpínas; se você não gosta de uísque, nenhum anúncio jamais o convencerá a comprá-lo. A publicidade propõe, o consumidor dispõe: ela tem poderes, mas não tem todos os poderes. E se ela provoca frustrações, é apenas nos limites do que corresponde aos gostos do consumidor".

Fica aí, mais um item para ser discutido. Esse poder todo da publicidade...é claro que na questão da propaganda dirigida às crianças, a análise deve ser mais profunda. Mas uma coisa é certa: a criança olha para todos os lados com curiosidade constante e vontade de conhecer. Com ou sem os apelos do marketing, o mundo continuará com seus problemas, suas brutalidades.

A criança está inserida neste mundo: difícil controlar todos os estímulos negativos (que por sinal, sejam considerados positivos ou negativos, são sempre estímulos culturais da própria sociedade).

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