quinta-feira, 9 de abril de 2009

Limites.

"Os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento".

Li a frase acima e tive que correr para escrever este post. A frase é de Ludwig Wittgenstein, filósofo austríaco que estudou a linguagem - como um "espelho" do mundo. Fiquei fascinado pois não conhecia muito...(ok, confesso, nada) a respeito deste pensador. Rs, rs.

Na sequência das últimas postagens aqui no BG, convido vocês leitores (as) a refletir exatamente como as organizações se comunicam, que palavras utilizam e como dialogam internamente (e externamente) a fim de entendermos o universo na qual as organizações vivem.Quais seus sonhos, seus horizontes, suas barreiras.

Compliquei? Então, simplifico: as palavras que a organização usa são as palavras com a quais ela molda a própria realidade e com as quais ela entende o funcionamento do mundo. Nem pior ou melhor que outras, apenas mais limitadas ou mais abertas, mais expansivas ou mais estreitas que outras. Como diz a TIM, em sua recente campanha: "É tempo de mentes sem fronteiras" - concordam?

Por isso, num processo seletivo, por exemplo, escutem bem as palavras que a empresa utiliza para se apresentar. Vocês podem ter surpresas, se estiverem atentos: as palavras podem revelar que aquele talvez não seja um lugar ideal para se trabalhar. Ou ao contrário, pode ser um ótimo lugar (enquanto houver uma sintonia de palavras e de linguagem).

Para mudar de cenário, numa paquera se vocês realmente escutarem e entenderem a outra pessoa e as palavras que ela diz, do jeito que diz, descobrirão muito sobre os limites do mundo dela. Isso poderá ser ruim ou maravilhoso. Um banho de água fria para a relação ou (melhor dos mundos) a mais inebriante das paixões.

Então, combinado: vamos ficar atentos às palavras. É um tempo demente sem fronteiras ou de mentes sem fronteiras.

Um comentário:

Henrique Paulatti disse...

É por artigos interessantes e inteligentes como esse que continuo acessando o seu blog. Grande abraço, Henrique Paulatti.