terça-feira, 26 de maio de 2009

Comunicação face a face: um desafio.

Diálogo e comunicação face a face sempre foram um desafio para as empresas. E desconfio que isso se deve ao fato de que para se conversar é precio lidar com uma questão pouco considerada na maioria das organizações: as emoções humanas.

Então, como é a "conversa" na sua empresa? Há conversa? E como se cuidam das emoções humanas no dia a dia corporativo?

Mandem seus comentários! Todos os posts serão bem-vindos.

6 comentários:

alessandro disse...

Aqui na minha empresa a comunicação é de cima para baixo no melhor estilo 'manda quem pode e obedece quem tem contas a pagar".
Abção,
A.

Maurette disse...

Meu caro, quem dera que se cuidassem das emoções humanas no dia a dia corporativo! Penso que, na grande maioria das empresas, as emoções são vistas como algo "inevitável", mas seria melhor que não existissem. Quando alguma emoção "perturba" a rotina do trabalho e as pessoas mais próximas ao "emocionado" em questão não conseguem lidar com ela, costuma aparecer alguém, em geral não qualificado para isto mas "capacitado" para dar "soluções" e age "gerencialmente" com relação ao "problema".
Sei que são muitas aspas. Mas apesar de todas as tendências mais modernas de gestão apontarem para a necessidade de permitir que os seres humanos se comportem como tal no trabalho, as empresas ainda estão muito aquém disso; são engessadas nesse particular e no fundo consideram um "deslize" uma pessoa manifestar esse lado.
Na minha empresa não havia canal para isso. O que acabava prevalecendo, entre os companheiros, era um grande espírito de camaradagem, uma outra camada de relacionamento que ia além do profissional e servia para que nos protegêssemos mutuamente nessas horas. Mas não se iluda; as empresas se sentem muito desconfortáveis com a humanidade das pessoas. Pelo menos esse é o meu sentimento, de modo geral, pelo que vivi e pelo que observo.
Bjs
Maurette

Luiz Antônio Gaulia. disse...

Alessandro, isso me lembra a tarefa infinita sisifiana (Mito de Sísifo)- é preciso entender que a dinâmica social produz mudanças e que cenários aparentemente estanques vão mudar por força de novos hábitos - as redes sociais, por exemplo.
Maurette, concordo..essa é a riqueza dessa discussão, buscar um novo patamar de evolução corporativo que reconheça as emoções como parte integral humana permitindo uma organização mais saudável. As emoções não precisam ser vistas como "fraquezas" - este modelo de análise sem visão do todo é muito retrógrado. O mundo demanda novos modelos gerenciais.

Anônimo disse...

Amigo:
O segredo de resultados consistentes ao longo do tempo tem muito a ver com a comunicação transparente face a face. Para que isso aconteça é necessário o COMPROMETIMENTO do principal executivo e de todos os seus subordinados diretos.

Mauro Segura disse...

Gaulia. Concordo muito com você. A comunicação face-to-face nas empresas é um desafio. E acredito que a tendência é piorar. A tecnologia e as mídias sociais aumentaram muito o diálogo e a colaboração dentro do mundo corporativo. Acho que ninguém questiona isso. Por outro lado, esses mesmos recursos tornaram a comunicação mais ágil e sem carga emocional. Estamos todos com pressa o tempo todo. Fica mais fácil falar por email do que pegar o telefone e falar. Ter um encontro face-to-face real é ainda mais difícil. Enfim, a dinâmica atual da sociedade está tornando a comunicação presencial cada vez mais rara. Vai piorar...
Abçs prá você. Mauro Segura.

Luiz Antônio Gaulia. disse...

Mauro, quero acreditar que a tecnologia não vai nos desumanizar e que a velocidade, que nos tira o tempo para relacionamentos mais próximos, pode diminuir um pouco nos próximos anos: a crise atual está sendo um pit stop nessa correria. Afinal, o "csrecimento" que estávamos vendo não se sustenta - era um progresso sobre um vazio da especulação financeira. O momento pede portanto nosso aprendizado: relações humanas, intrapessoais e interpessoais, funcionamento de redes sociais e sustentabilidade. Vale a pena tentar reverter a tendência. Abraço grande!