quinta-feira, 7 de maio de 2009

Onde ficam os “sentimentos”?

Conversei com um supervisor de uma indústria química multinacional e ele me confessou que sentia (isso mesmo sentia) que muitas vezes as equipes de diferentes diretorias comportavam-se como se cada uma fosse de uma empresa diferente, como se cada uma tivesse metas independentes e houvesse uma espécie de competição interna para mostrar quem era o melhor. Era a mesma empresa mas as pessoas se odiavam, disse ele. Os números estavam bons – apesar da crise, mas o “clima” (clima interno, esta entidade onipresente nas salas, corredores e refeitórios) estava péssimo.

Perguntei se ele já havia tentando abordar este assunto com a liderança, compartilhar o sentimento com outros. A resposta foi um “não” bastante temeroso no seu tom. Compreensível.

Para Daniel Goleman, autor de ”Mentiras essenciais. Verdades simples. A psicologia da auto-ilusão” para se fazer parte de um grupo “o preço tácito da admissão consiste em concordar em não notar a própria sensação de mal-estar e de dúvida, e certamente não questionar qualquer coisa que seja um desafio ao modo do grupo fazer as coisas”. Como mudar isso?

Sugiro a "cura pela fala"...

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