segunda-feira, 18 de maio de 2009

Publicidade e sedução.


A publicidade sempre buscou seduzir corações e convencer a mente sobre alguma necessidade que justificasse a compra de um produto ou um serviço. Afinal "propaganda sempre foi a alma do negócio" e suas técnicas persuasivas sempre atingiram os diversos "públicos-alvo" (targets) de maneira criativa, planejada e estrategicamente direcionada.

Contudo, é ético construir marcas seduzindo crianças? Formar "mercado" futuro é influenciar crianças a consumir através de apelos muitas vezes erotizados? Perguntas como estas forma feitas durante a mesa redonda "Criança a alma do Negócio. A influência da publicidade na educação infantil" realizada hoje, na PUC do Rio de Janeiro, e promovida pela Rebouças&Associados e o Instituto Alana.

Como um dos exemplos, o outdoor acima, da Marisol, retirado de circulação por seu estímulo sexual subliminar (subliminar ?) e que resultou num termo de ajuste de conduta da empresa.

E você leitor (a) o que tem a dizer? Consumo é ato político ou puramente econômico? Para vender mais, vale tudo?

2 comentários:

Anônimo disse...

Para complementar, só para falarmos mais sobre consumo e técnicas de persuasão...conheçam Paco Underhill - "guru" das compras e CEO da Envirosell. Visitem: www.envirosell.com

Mateus Garcia disse...

Assisti um documentário com o mesmo nome "Criança a alma do negócio" e fiquei impressionado com o lado obscuro da publicidade. As mudanças no comportamento das crianças, influenciadas diretamente pelas peças publicitárias, está transformando estas crianças em bichos estranhos, que não sabem o que é uma batata no supermercado, mas conhecem o símbolo da Motorola.
Acredito que as propagandas direcionadas às crianças deveriam deixar de existir. Mesmo sendo publicitário, acredito que todo o trabalho de comunicação pode ser feito de forma responsável e não é o que está acontecendo com o atual volume de publicidade direcionado às crianças.