sábado, 27 de junho de 2009

Frase para pensar. E a comunicação nisso?

"Nenhum homem deseja ser apenas um dente de um engrenagem"
(James F. Lincoln - fundador da Lincoln Electric Company, 1895 - citado em "Estudo de movimentos e de tempos, de R.M. Barnes - Editora Edgard Blucher )

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Face-a-face em prol da vida.

Mulheres - Diálogos sobre Segurança Pública é um encontro diferente promovido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal. Diferentes histórias, dramas, classes, jeitos de falar, sentir. Escuta, participação, quebra de preconceitos, entendimento; a palavra como convite à paz.

Faz frio lá fora mas um sensível calor humano invade o auditório do Canoas Parque Hotel (RS). A dinâmica é a última, de um total de sete, realizada com a particpação de mais de duzentas mulheres brasileiras revelando um detalhado painel sobre suas percepçõesa respeito da segurança pública.

Um ponto em comum: a dor da violência, esta sim, única hiper democrática. Atingindo a todas (os) no coração como seta, flecha certeira e brutal. Da "drogadição" - o crack como um monstro engolindo a juventude, os filhos; aos estupros dentro e fora dos lares, os roubos, os assassinatos, o machismo patológico e seus espancamentos, o desemprego, a falta de hospitais ou o excesso de filas para um simples pronto socorro, a lentidão da Justiça, a falta de amparo dos "brigadianos" (PM) - entre despreparo, corrupção e o próprio desespero psicológico dos policiais. Ou mesmo a violência da intolerância, dos preconceitos, dos pequenos desrespeitos cotidianos. Tudo junto.

Um quadro que poderia deixar-nos perto do desespero, mas aqui não. Essas mulheres tem força, são de luta, são movidas pela luta pela paz - contradição possível, pois humana, demasiadamente humana e feminina. Acolhedora de bons e ruins, pois, esperança: somos seres humanos. Seres em evolução infinita.

Mulheres revela em Canoas, e nos encontros feitos por outras cidades do Brasil, uma força transformadora baseada num amor maternal idêntico ao do planeta, da Terra mãe, o berço da vida. De toda a vida. Há esperança e há futuro possível, melhor.

Vamos em frente, com o diálogo, a conversa sem barreiras, confiante na palavra da (o) outra (o) permitindo pontes onde havia abismos e encontrando unidades comuns na diversidade. Um face-a-face em prol da vida para promover não somente mudanças culturais, mas aproximar pessoas diferentes, universos distantes. E assim, abrir novos horizontes para a condição humana, para a realidade brasileira. Um diálogo capaz de unir o que antes estava fragmentado. Construir o que nem era sonhado.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Churrasquinho, sustentabilidade e comunicação: a visão do todo.

Estive hoje numa mesa redonda sobre Comunicação e Sustentabilidade promovida pela ESPM RJ. Que bom que o tema chegou nesta casa que é uma referência da propaganda, do marketing e da comunicação. Precisamos de novos modelos educacionais para dar conta dos desafios inéditos da humanidade e um movimento de aprendizado e de troca de conhecimentos como o evento de hoje é uma passo muito promissor.

Quero deixar aqui apenas alguns itens de nossa discussão: sustentabilidade, numa definição prática, é saber responder o que as nossas atividades de hoje estão impactando na vida futura? O que estamos fazendo hoje (como empresários, consumidores, cidadãos, governantes, empregados etc) que pode afetar e colocar em risco o futuro da vida no planeta?

Difícil responder? Então, vamos ao segundo item: visão do todo. Visão do conjunto, um olhar mais amplo sobre um ato qualquer...como o de comprar carne pro churrasco. É isso mesmo, ou você acredita que o nosso churrasquinho de fim de semana não tem relação com a sustentabilidade? Tem e muito. Pergunta: você sabe a procedência da carne que compra? Será que o boizinho que você vai comer não era de uma pastagem feita às custas de queimadas na Amazônia e que impactam no aquecimento global e nas mudanças climáticas? Ahn, nunca pensou nisso, então, tá na hora.

Sei que é difícil mudarmos hábitos (sou fã de churrasco), mas não é tão difícil descobrir se a carne que compramos tem origem certificada ou tem procedência suspeita. Dá um pouco de trabalho, mas será que não vale a pena pensar no futuro? Ou basta encher a barriga de carne e cerveja e tudo bem? E este tipo de olhar, sobre toda a cadeia produtiva e a rede de relações existentes pode ser utilizada para qualquer segmento: cimento, bebidas, tecelagem, informática...

Voltando ao caso do churrasco: que tal descobrirmos como trabalham frigoríficos como Bertin, Marfrig, JBS entre outros grandes produtores de carne bovina? Afinal, neste caso específico, o Greenpeace, numa análise elaborada, publicou em seu site (www.greenpeace.org.br) uma grave denúncia - a de que a destruição da floresta amazônica está relacionada com as ações e as omissões de grandes empresas e marcas conhecidas. Deste e de outros ramos.

Assim, chegamos ao outro ponto que faz conexão com o título do post. Se para nos certificarmos da origem do que estamos consumindo precisamos ter a visão do todo, também precisamos de informação. Pronto: "Alô, comunicação"!

As empresas estão sabendo comunicar seus avanços e recuos (por que não?) nos processos de aprendizado da sustentabilidade? Quero crer que sim, sou otimista (apesar de bastante crítico). Basta ver que grandescompanhias já estão nesse movimento. Só no Brasil já são mais de 4 mil publicando relatórios no modelo da GRI - Global Reporting Initiative, além de estimularem processos internos de capacitação e educação para a sustentabilidade e realizarem encontros com especialistas e painéis de debates com diferentes stakeholders.E o desafio é que médios e pequenos empresários, além de governos e ONGs também comuniquem suas trajetórias. Ao ver os stakeholders ("acionistas sociais"?) não como críticos mas como referências importantes na construção de um novo modelo de negócio, de gestão de empresas, existe um campo promissor para avanços.

E se você ainda não acredita que comunicação tem a ver com sustentabilidade, lembre-se de Bertold Brecht, escritor e dramaturgo alemão: "Se dois bois conversassem entre si, eles não iriam tão facilmente para o matadouro".