quarta-feira, 29 de julho de 2009

Pedir licença.

Imaginem chegar na casa dos outros e entrar sem pedir licença. No mínimo falta de respeito, não é mesmo? É por isso que empresas que instalam operações em diferentes regiões do Brasil e do mundo devem fazer bonito logo na chegada: pedir licença.

E o que fazemos primeiro quando chegamos na casa de estranhos? Ora, nos apresentamos. Dizemos quem somos e o que estamos fazendo ali. Igualzinho antes do casamento quando o noive vai conhecer a família da noiva. Postura que serve para todo e qualquer empreendimento:uma loja gigante de varejo, uma fábrica, uma usina, uma refinaria ou um porto inteiro. A apresentação inicial e a forma como se chega podem fundar as bases de um relacionamento - bom ou ruim. De uma percepção favorável ou desfavorável.

E isso, prezados (as) leitores (as) é só o comecinho da história. Porque em matéria de relacionamentos é sempre fundamental pensar e trabalhar no longo prazo. Empreendimentos são como promessas de casamento: na doença e na saúde, torcendo sempre pela saúde e sem direito a divórcio, ok?

domingo, 26 de julho de 2009

Corrida contra o tempo?


Confesso que não gosto de deixar meu blog sem novidades por tantos dias, mas o ritmo da vida está frenético. Será que o relógio está correndo mais rápido com seus ponteiros? Há teorias sobre o assunto. Será que a marcha pelo progresso ou a busca pelo crescimento não nos obrigam a correr contra o tempo?

Tenho minhas teses. Visitando Pernambuco, neste trabalho de planejamento de comunicação no qual estou mergulhado nas últimas semanas, acredito que sim: progresso e crescimento afetam a velocidade do viver. Ao menos no modelo industrial econômico atual (o caminho até a sustentabilidade é bastante longo).

Suape é exatemente isso: um complexo industrial portuário que agrupa hoje, mais de noventa empresas numa espécie de condomínio de empreendedores. Desde grandes companhias como a Transpetro e a Refinaria Abreu e Lima, o Estaleiro Atlântico Sul, a Petroquímica Suape e a Bunge até outras empresas que chegam para mudar a realidade territorial. E que mudança! No meu entender o que está acontecendo aqui em Pernambuco é o início de um novo tempo no Brasil: o nordeste ganha mais peso na economia e equilibra a diferença com o "sul maravilha".

O fato é que é fascinante visitar a região e encontrar gente de primeira linha pensando num futuro mais sustentável diante de tantos novos projetos que mexem não só na economia, mas também no meio ambiente e nas relações sociais de maneira profunda. Mas que ninguém se iluda: tem muito chão pela frente e muita comunicação a ser feita: os interlocutores são variados e as culturas idem. O mundo está vindo para Pernambuco, acreditem. O Brasil já veio.

Agora, é questão de acertar os ponteiros com o futuro e a sustentabilidade, que tem que ser pontual. Sincronizada com o tal progresso, transversal nos modelos de gestão que estão sendo criados. A sustentabilidade, ela sim, é a única que não pode chegar atrasada nessa corrida contra os ponteiros do relógio.

sábado, 18 de julho de 2009

Perenco e Petroecuador. Quebra de contratos?

Para quem desejar, convido para a leitura em: http://comunicaopolticaegovernamental.blogspot.com/ post sobre a crise entre o goveno do Equador, a estatal Petroecuador e a francesa Perenco. Para refletir.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sustentabilidade:Edgard Morin na ABL.

Amanhã estarei na Academia Brasileira de Letras para ouvir Edgard Morin. Formado em Direito, História e Geografia, autor de dezenas de livros, Edgard Morin é um filósofo cuja força de seu pensamento influencia diferentes áreas do conhecimento humano.

Sua abordagem sobre a "complexidade" é, no meu leigo entender, a defesa de que não há solução para nossos desafios globais (econômicos, ambientais, sociais, culturais e religiosos) senão através de um pensar complexo. Um pensar capaz de reunir conhecimentos transdisciplinares - que nosso modelo educacional atual não resolve, pois ao invés de agregar disciplinas, pelo contrário, mantém sua fragmentação. Assim, profissionais formados em psicologia, em economia, sociologia ou matemática entre diversas outras disciplinas, acabam por ficar independentes e distantes uns dos outros, com "mentes míopes" (veja entrevista na Revista Cult 111 feita por Marcelo Fiorini - http://www.revistacult.com.br/). Ora, o mundo atual demanda uma visão complexa, holística e em rede para que possamos dar conta de seus problemas.

Ou seja, entendo que Edgard Morin defende a sustentabilidade utilizando outras palavras, mas defendendo a mesma causa: nosso futuro comum através de uma visão do todo, transdisciplinar. Afinal, sustentabilidade é o equilíbrio entre diferentes dimensões das atividades humanas que impactam no meio ambiente, nas relações sociais e na economia influenciando para o bem ou para o mal o legado que vamos deixar para as futuras gerações.

Sobre esta necessidade de expandir fronteiras culturais e visões de mundo, escrevi sobre o novo perfil dos comunicadores a que chamei de "novos renascentistas" em artigo publicado recentemente no site da ABERJE (http://www.aberje.com.br/). Mas, o post aqui é sobre Edgar Morin na ABL e diante de quem eu recolherei minhas pretensões filosóficas e ficarei quietinho ouvindo da platéia, como humilde aprendiz.

Vejam mais em: http://www.academia.org.br/

sábado, 11 de julho de 2009

Planejando a comunicação.

Quinta-feira passada fui convidado pelo meu amigo Carlos Parente para conversar com seus alunos no curso Planejamento de Comunicação Interna promovido pela ABERJE no Rio de Janeiro. Parente foi diretor da Avon e é gerente de comunicação e sustentabilidade da Alpargatas, além de professor e autor do livro "Obrigado Van Gogh", de leitura imperdível para qualquer profissional, seja ou não da área de comunicação. Ou seja, minha responsabilidade foi grande para fazer bonito. Acredito que me sai bem pois não vi ninguém dormindo na sala enquanto eu falava, o que já é uma vitória.

E meu recado foi simples: não existe planejamento de comunicação eficiente que seja feito dentro de uma sala da empresa. Para se planejar a comunicação (esse movimento relacional humano) é preciso ir conversar com as pessoas. E através do "com / versar", ou seja, versar em conjunto sobre algum tema, contruir um plano que inclua as diferentes áreas da empresa, seus diferentes níveis hierárquicos e seu diversificado universo de percepções profissionais.

Um comunicador precisar ir escutar as pessoas para as quais as suas ações de comunicação estão sendo traçadas. Isso é o começo de um bom plano de comunicação, pelo menos no meu entender. E se você, leitor (a), discordar, seu comentário é muito bem-vindo. Quero escutar (ops, ler) você.

sábado, 4 de julho de 2009

Torre de Babel.

"Lidar com gente é a coisa mais difícil que existe" me disse um engenheiro recentemente, quando visitei uma obra em Pernambuco.

Entendi a dificuldade dele pois ser um gestor não é somente executar metas bem calculada no papel. Isso funciona na teoria. Na prática, a gestão de pessoas, grupos e times de trabalho requer de um líder a capacidade de ser um comunicador educador.

Como um verdadeiro mestre em sala de aula capaz de facilitar a descoberta pelos alunos de seus potenciais e com isso criar um ambiente incentivador da realização. Realização esta repleta de significado para quem a produz, uma vez que não é uma imposição à força baseada na ordem, mas uma motivação estimulada permanentemente a partir do que cada um descobre como talento transformado em atitude.

E isso acontece quando o líder facilita esse autoconhecimento por parte de sua equipe e sua comunicação é feita de maneira holística reunindo atributos racionais, cognitivos e afetivos. Ao dar esse impulso às pessoas que trabalham ao seu lado, qualquer gestor pode gerar resultados grandiosos - além dos traçados nas frias planilhas de controle.

Ou você acha que vigiar tempos e movimentos, entregar um contra-cheque ao final do mês e mandar aumentar a carga de trabalho resolve? Porque se fosse só isso provavelmente a Torre de Babel tinha sido construída e entregue na data. E a história seria outra...