segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sustentabilidade:Edgard Morin na ABL.

Amanhã estarei na Academia Brasileira de Letras para ouvir Edgard Morin. Formado em Direito, História e Geografia, autor de dezenas de livros, Edgard Morin é um filósofo cuja força de seu pensamento influencia diferentes áreas do conhecimento humano.

Sua abordagem sobre a "complexidade" é, no meu leigo entender, a defesa de que não há solução para nossos desafios globais (econômicos, ambientais, sociais, culturais e religiosos) senão através de um pensar complexo. Um pensar capaz de reunir conhecimentos transdisciplinares - que nosso modelo educacional atual não resolve, pois ao invés de agregar disciplinas, pelo contrário, mantém sua fragmentação. Assim, profissionais formados em psicologia, em economia, sociologia ou matemática entre diversas outras disciplinas, acabam por ficar independentes e distantes uns dos outros, com "mentes míopes" (veja entrevista na Revista Cult 111 feita por Marcelo Fiorini - http://www.revistacult.com.br/). Ora, o mundo atual demanda uma visão complexa, holística e em rede para que possamos dar conta de seus problemas.

Ou seja, entendo que Edgard Morin defende a sustentabilidade utilizando outras palavras, mas defendendo a mesma causa: nosso futuro comum através de uma visão do todo, transdisciplinar. Afinal, sustentabilidade é o equilíbrio entre diferentes dimensões das atividades humanas que impactam no meio ambiente, nas relações sociais e na economia influenciando para o bem ou para o mal o legado que vamos deixar para as futuras gerações.

Sobre esta necessidade de expandir fronteiras culturais e visões de mundo, escrevi sobre o novo perfil dos comunicadores a que chamei de "novos renascentistas" em artigo publicado recentemente no site da ABERJE (http://www.aberje.com.br/). Mas, o post aqui é sobre Edgar Morin na ABL e diante de quem eu recolherei minhas pretensões filosóficas e ficarei quietinho ouvindo da platéia, como humilde aprendiz.

Vejam mais em: http://www.academia.org.br/

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