quinta-feira, 22 de outubro de 2009

V UFRJ Ambientável.

Fui convidado a falar hoje no V UFRJ Ambientável - Encontro de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Marketing Verde e Consumo foi o tema de minha apresentação e o melhor da palestra foram as perguntas dos estudantes de engenharia sobre marketing, comunicação, valores intangíveis, ética.

Confessei aos ouvintes que como comunicador eu entendia muito sobre meu ofício mas nada sobre matemática e engenharia - o que posso até confessar: falha minha. Porque já vi engenheiros cuidando da área de comunicação, mas ainda não vi comunicadores cuidando da engenharia. Bom, mas não é isso que quero falar aqui.

Rapidamente, um item fundamental na discussão sobre o equilíbrio entre resultados economicos, sociais e ambientais: eles passam necessariamente pelas pessoas. Não há solução via tabela de Excell, processos e fluxos de logística ou produção sem que se coloque em cada ponto de sse as pessoas e suas vontades, mentalidades, hábitos, comportamentos, consciências...

Porque sem gente não vai ter planeta Afinal eu não quero só salvar pandas, baleias e ursos polares ou árvores seculares, mata atlântica ou floresta amazônica. Eu quero salvar as pessoas e a possibilidade de termos planeta para as gerações futuras.

E o "marketing verde" nessa história? Bom, evitando criar um novo bordão e cair no descrédito, precisamos de um novo marketing que não crie necessidades que não precisamos ter para vender produtos cuja obsolescência programada só vai criar mais lixo e descarte (portanto mais problemas). Um novo marketing que estimule e incentive a cidadania ao invés de criar apenas "consumidores". Difícil, mas não impossível.

E se o consumo tornou-se um ato político, de responsabilidade, de reflexão, é a comunicação que vai trabalhar consciências de uma forma responsável e urgente. Porque senão não vai sobrar planeta onde gastar os lucros. Nem gente para conversar, comprar ou vender. Diante disso, estamos falando de novos valores planetários, de uma necessária visão sistêmica e de uma rede global de relações interdependentes.

Fiquei satisfeito de ver a participação da moçada, dos futuros engenheiros que vão trazer mais calor humano às suas tabelas, lembrando que em cada ponto do processo não existe uma máquina, mas uma vida. É nisso que acredito, ainda mais depois do evento de hoje.

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