quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mensagem de fim de ano.

Muito obrigado a todos (as) vocês, leitores (as), seguidores (as), anônimos e demais curiosos que visitaram, participaram, opinaram e fizeram com que eu me esforçasse para fazer deste blog, um espaço de conhecimento cada vez melhor, mais útil e interativo.

Em 2010, tem mais - se Deus quiser.

Abraço do Gaulia!

2010.

2010 deve chegar com mais liberdade de expressão. Este é o meu desejo.

Mais liberdade para os oposicionistas do atual governo do Irã, representado pelo Sr. Mahmoud Ahmadinejad, e também para as oposições políticas ao Coronel Hugo Chávez, na Venezuela - cada vez mais cerceada em seu direito à liberdade de opinião.

E que os atuais Presidentes do Equador, Rafael Corrêa; da Bolívia, Evo Morales e o casal Kirchner na Argentina, também respeitem a imprensa livre e as opiniões contrárias às suas.Democracia é isso: conviver com os contrários - o que não é moleza.

Para as empresas públicas, desejo maior respeito ao cidadão - contribuinte, quem paga grande parte da conta das trapalhadas de políticos e dos acertos partidários na administração destas organizações. Que o mérito, a competência e a qualidade sejam a dinâmica evolutiva nestas empresas e não mais a influência política e o "toma lá dá cá" tão comum aos nossos governantes, sejam de esquerda ou de direita (o que no final de contas não passa de rótulo para ataques mútuos em tempos de eleições).

Aliás, que as eleições de 2010 no Brasil não se tornem uma espécie de plebiscito, dividindo o povo brasileiro em prós e contras, entre "eles" e "nós". Que as eleições sejam - mais uma vez, uma salutar troca de modelos administrativos, estilos de governo, idéias e discursos. Lembrando que nada deve ser mais importante do que pensar nas gerações futuras, os que vão herdar os frutos de nossos acertos e também os resultados de nossos tropeços.

Até 2010!Com liberdade, sempre.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O silêncio é um grande tagarela.

Acredite se quiser. O silêncio tem voz. O silêncio fala. O que é perfeitamente normal no universo humano. Ou você pensa que só o nosso falar, comunica? O silêncio também comunica. E muito. O silêncio pode dizer muita coisa sobre um líder, uma organização, uma crise, uma relação.

Mesmo que a mudez seja uma ação estratégica, não adianta. Logo mais, alguém vai criar uma versão sobre aquele silêncio. Interpretá-lo e formar uma opinião. As percepções serão múltiplas. As interpretações vão correr soltas. As opiniões formarão novas opiniões e multiplicarão comentários. O silêncio, coitado, que só queria se preservar acabou alimentando uma rede de conversas a seu respeito. Porque não adianta fingir que ninguém viu, que passou despercebido. Não passou. Nada passa despercebido – nem o silêncio.

A rádio corredor então, é imediata. Na roda do café, no almoço, no happy-hour. Todos os empregados vão comentar o que perceberam com aquele silêncio oficial, com o que ficou sem uma resposta. Com o que ficou no ar. Com a falta da comunicação interna.

E as redes sociais, com suas vastidões de blogs, chats, comunidades e demais canais vão falar, vão comentar e construir uma imagem a respeito do silêncio. Porque o silêncio, que não se defende porque não emite sua versão oficial – perde uma grande oportunidade de esclarecer, de dar a volta por cima e mudar percepções, influenciar. Porque se a palavra liberta, conecta, une; o silêncio perde, esconde, confunde, sonega.

Afinal, não existem relações humanas sem comunicação. Sem conversa. São as pessoas que dão vida e voz às empresas, aos governos e às organizações. Mesmo dois mudos se comunicam por sinais e gestos. Portanto, o silêncio também fala. Mesmo que não queira dizer nada.

Por isso, é preciso conversar. Saber o quê, quando, como falar. Saber ouvir. Saber responder. Interagir. Este é um mundo que clama por diálogo. Que demanda transparência. Assim como os mercados, os clientes e os consumidores. Assim como os cidadãos e os eleitores, mais do que nunca! E o silêncio é uma voz ruidosa. Nunca foi bom conselheiro. Desde a briga de namorados. Até as suspeitas de escândalos financeiros, fraudes, desastres ambientais, acidentes de trabalho.

O silêncio é um canto de sereia. Só parece uma boa solução, porque a voz do silêncio é um grito com enorme poder de eco. E se você não gosta do que está ouvindo, preste atenção no que está emitindo. Pois de qualquer maneira, sempre vai comunicar alguma coisa. Quer queira, quer não. De maneira planejada, sendo previdente. Ou apagando incêndios, com enormes custos para a organização, o valor da marca, a motivação dos empregados e o próprio futuro do negócio.

Enfim, o silêncio nem parece, mas é um grande tagarela.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A base de um bom "feedback".

Comunicação face a face é uma questão fundamental nas empresas. Muitas vezes (na maioria?) é difícil encarar o outro e conversar sobre erros, acertos e oportunidades conjuntas. E é essa dificuldade, entre outras, que gera a rádio-corredor e sua rede de fofocas.

Para iluminar a questão, transcrevo um trecho do livro "Mudar e Vencer" do Dr. Paulo Gaudêncio, terapeuta empresarial. Uma referência necessária para começar um bom feedback. Vejam só o que diz o terapeuta: "(...) Acredito que nenhum fator seja mais importante do que o diálogo, que é, antes de mais nada, uma forma formidável de manifestação afetiva. Se eu tiver um comportamento inadequado, amigo é quem fala para mim, inimigo é quem fala de mim. Se eu tiver a sorte de encontrar um amigo que me aponte a falha e a coragem de ouvir o que ele me diz – consciente de que se trata de um depoimento e não de uma acusação -, a possibilidade de sucesso será bem maior."

Recomendo a leitura do livro do Dr. Paulo Gaudêncio. Quem quiser visitar o site e conhecer mais, eis aí o endereço eletrônico: www.paulogaudencio.com.br

domingo, 13 de dezembro de 2009

A sustentabilidade virou espetáculo?

O site da revista PLURALE e o site NÓS DA COMUNICAÇÃO publicaram meu artigo sobre o espetáculo da sustentabilidade, esse tema-show que não sai mais das manchetes. Ora como apocalipse, ora como a solução e a esperança para empresas, governos e cidadãos planetários.

Porque como disse o escritor e biólogo moçambicano Mia Couto em recente análise publicada no jornal O Globo (12.12.2009): "Acredito no aquecimento global, mas não sei se tem essa dimensão dramática que provém de certezas que não necessariamente temos. Acredito que há variáveis que não sabemos ainda equacionar (...) há muita confusão entre projeção e previsão."

Portanto, caso vocês leitores (as) se interessem, convido a todos (as) a lerem meu texto na íntegra visitando um dos dois sites. Para quem não os conhece, os dois endereços trazem muitos outros colunistas e diferentes reportagens sobre comunicação, sustentabilidade e a diversidade do pensamento humano. Mesmo que não seja pelos meu artigo, a visita será de grande proveito, podem apostar.

Na PLURALE, buscando por colunistas e no NÓS DA COMUNICAÇÃO, hoje, ainda na manchete da página de abertura. Bom domingo!

NÓS DA COMUNICAÇÃO:
www.nosdacomunicacao.com

PLURALE:
www.plurale.com.br

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O guarda-chuva chinês e a sustentabilidade.

Final de expediente. Chove forte. Do nada, surge o vendedor de guarda-chuva ali na esquina. Qual a marca? "Xing Ling Original" - diz o camelô. Para não ficar molhado até a alma eu compro um. Baratinho. Será? Ledo engano.

Três quarteirões adiante, uma lufada de vento mais audaciosa levanta as saias de umas moças na minha frente e mais, levanta o forro do Xing Ling entortando a estrutura e me deixando na mão. E agora? Devo procurar o SAC? O 0800? Posso devolver o produto por completa falta de qualidade? A chuva aperta. O que era "baratinho" ficou caro. Caríssimo.

Largo o monstrinho entortado na lixeira mais próxima. O que antes não tinha marca, agora tem. Chama-se desperdício - um mal da sociedade de consumo. Bem feito para mim! Nada de ser pego desprevenido. Guarda-chuva chinês não tem qualidade - todo mundo sabe. E mais...será que não foram crianças em trabalho semi escravo que costuraram a peça numa dessas fábricas medievais da China? Ou terão sido presos políticos do regime comunista mais capitalista da Terra? O crescimento chinês é pujante: mas a que preço? Nas Olimpíadas, a chuva amarela era de poeira e fuligem, lembram das imagens? Poluição é o custo do crescimento do dragão. Aliás, o dragão é um poluidor colossal. Mas quem se importa, ele mora longe, não é mesmo? Mas eu, aqui, a essa altura totalmente ensopado por causa do Xing Ling que teve vida curta e acabou na lixeira, estou escrevendo sobre isso. Será que o guarda-chuva é reciclável?

Bom, só me resta procurar uma nova e boa opção. Mais cara, mas talvez muito melhor: Knirps, marca alemã que desde 1928 é sinônimo de guarda-chuva. De primeira linha. Não, não é propaganda. A marca faz a diferença. A história por trás da marca também. Mas, antes, só pra garantir, vou mandar um e-mail pra saber se o original alemão não é "Made by Knirps in China". Afinal, consumo é hoje uma questão de extrema responsabilidade para com o planeta.Para com a vida e o futuro.

E chega de guarda chuva "baratinho" e descartável que dura só uma chuvarada, ou duas.Isso não é consumo consciente. Mesmo para um simples guarda-chuva.

No mais, visitem o site - www.knirps.de e também o site oficial da COP 15 - http://en.cop15.dk.

Afinal, guarda-chuva tem tudo a ver com mudança climática, não é mesmo?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A economia mais humana.

Fui hoje ao lançamento do livro da jornalista Elizabeth Oliveira intitulado: "Sustentabilidade - A economia mais humana" e publicado pela Editora
Salesiana de São Paulo.

Beth trabalhou comigo no relatório de sustentabilidade da Vale de 2008 e seu livro traz conceitos básicos sobre sustentabilidade como mudanças climáticas, consumo consciente, economia solidária e economia verde entre outros. Além de abordar o Green New Deal de Barack Obama "disposto a tirar os EUA da crise apostando em grandes investimentos em tecnologias limpas capazes de reduzir impactos ambientais de setores importantes como indústria, transportes e a geração energética".

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Brasil em transformação?

Na próxima quinta-feira, dia 10 de dezembro, especialistas em sustentabilidade, vão se reunir na sede da ESPM - Rio num evento organizado pelos jornalistas Sônia Araripe e Carlos Franco da Revista PLURALE.

Com o tema com o mesmo tema -“Brasil em transformação – como é possível mudar realidades através de programas socioambientais, em rede" o encontro vai reunir Ana Beatriz Patrício, diretora da Fundação Itaú Social; Aspásia Camargo, vereadora pelo Partido Verde e ex-secretária de Meio Ambiente do Governo Federal; Claudia Jeunon, chefe da Assessoria de Responsabilidade Social do Sistema Firjan; Patrícia Almeida Ashley, professora adjunta da Universidade Federal Fluminense e autora de vários livros sobre Responsabilidade Social; Rodrigo Baggio, fundador do CDI (Comitê pela Democratização da Informática) e Saturnino Braga, escritor, ex-senador e presidente da ONG Instituto Solidariedade Brasil.

Saiba mais acessando: www.plurale.com.br/eventos-inscricao.php?cod_evento=26

sábado, 5 de dezembro de 2009

Comunicação interna pra valer.

O modo como a organização conversa internamente se reflete na qualidade de suas relações e nos seus resultados? O que você, leitor (a), acha disso?

Pense. Como a sua empresa conversa? Ela sabe ouvir? Ou ela só sabe falar? Fala alto, grita ou fala e ninguém escuta? Fala demais? Ou é muda e silenciosa?

A comunicação está redescobrindo o básico: se não existe diálogo, não existe relacionamento. E pra começo de conversa, diálogo começa em casa. Porque nenhum jornal, mural, informativo, blog interno ou intranet vai substituir a interação entre pessoas que trabalham na mesma empresa e que fazem a rede de relações da organização ganhar vida. Gerar resultados e criar a tal da “sinergia”.

Simples? Nem tanto. O diálogo com o outro só acontece de maneira transparente, fluída e produtiva se partir do princípio que o ser - humano tem uma comunicação intrapessoal resolvida. Afinal, se eu não me escuto como vou dar ouvidos ao outro? Se eu não me entendo, como vou compreender o que o outro deseja? Portanto, simples e complexo – porque envolve a emoção. E esse item ainda não é bem aceito pelas empresas, pois é confundindo como sinônimo de fraqueza, de desequilíbrio, de falta de maturidade ou seriedade.Ou seja, há mais de psicologia nas relações humanas organizacionais do que podemos imaginar.

Mas então como iniciar um “programa de comunicação face a face” na organização? Novamente, simples e complexo. Simples porque facilitaria sobremaneira a gestão das pessoas aproximando líderes e equipes, quebrando barreiras, integrando times de trabalho através de dinâmicas e conversas capazes de esclarecer percepções, sentimentos, diretrizes e metas e, atenção: cortar de vez a negatividade da rádio corredor. Esse diálogo de bastidor que conspira contra o bom ambiente de trabalho e a produtividade geral.

Complexo porque deveria ter o apoio da liderança. Uma vez que as pessoas não seguem ordens, nem seguem estratégias anunciadas aos quatro ventos. As pessoas costumam seguir comportamentos, estilos de gestão – buscando a inspiração para o seu trabalho na figura do líder. E dessa forma, ao olharem para o exemplo que vem de cima, multiplicar o modo como a organização conversa. Se ela sabe ouvir, sabe falar, se é tagarela ou silenciosa. Assim, se o líder não sabe dialogar, complica.

Ou seja: o diálogo é a base da comunicação interna. E diálogo, para quem está com vergonha de perguntar, também se aprende. Não por decreto ou ordem unida, mas com troca, interação, encontro e paciência. Com uma boa dose de psicologia, um bom coach de comunicação face a face e a abertura mental para seus desafios: receber feedbacks variados, nem sempre positivos, mas que serão extremamente úteis. Tanto para o crescimento de cada pessoa quanto para a evolução do negócio como um todo.

Então, que tal começar a conversar pra valer?