quinta-feira, 29 de abril de 2010

Prêmio Top Blog: conto com seu voto!


Doe palavras.

Palavras têm energia, são como gestos: de amor ou raiva, de aproximação ou separação, de carinho, afeto, apoio.

Uma proposta socialmente responsável e solidária no uso das palavras está no ar através do endereço: www.doepalavras.com.br

Trata -se de um espaço criado pelo Hospital Mário Penna, em Belo Horizonte (MG), que cuida de doentes com câncer. A idéia é que enquanto os pacientes fazem quimioterapia eles possam ler num telão frases de conforto, esperança, estímulo.

Dê uma visitinha e doe "boas palavras" por lá. Eu achei sensacional. Afinal, como escreve o psicólogo e escritor Carlos Rodrigues Brandão: " Somos seres que nos prendemos à palavra, a tal ponto que a palavra é o que nos faz".

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Publicidade "social".


Não, não se trata de festa ou evento promocional,mas um exemplo que considero de boa publicidade. Forte, emocional e de impacto, com certeza, mas por uma boa causa: ajudar adolescentes que sofrem de anorexia e bulimia. Recebi a imagem de uma amiga.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nova marca da Eletrobras.

Marca Eletrobrás - antiga.

Nova marca da Eletrobras.

Realmente a evolução e a modernização da marca da Eletrobras, criada pela Ana Couto Branding é um projeto de destaque. Tive o privilégio de trabalhar na comunicação interna para o lançamento da nova marca e movimentos dessa grandeza mexem com a motivação e o entusiasmo das equipes .

Confiram acima a marca antiga e a nova.

E visitem: www.eletrobras.gov.br

Marketing e Comunicação.

As ferramentas do marketing como o nome diz são apenas ferramentas. São os homens que as utilizam de maneira correta ou incorreta.

Já escutei que "Fulano é um marketeiro" ou que "Isso tudo é puro marketing" para destacar o lado negativo da disciplina, por vezes até desonesto. Meu último post pode ter passado esta noção. Mas quero deixar bem claro que acredito no marketing e na comunicação como alavancas válidas e fundamentais para fazer acontecer bons negócios, para construir marcas confiáveis e realizar projetos úteis para sociedade.

Afinal, acredito que o marketing mais valioso é o que parte do princípio básico de se atender bem o cliente, conseguindo seu encantamento diante de um bom produto ou um excelente serviço e o deixando plenamente satisfeito. O que parece óbvio é entretanto difícil na prática. Na "hora da verdade" (termo criado por Karl Albrecht, se não me engano), quando o cliente está no balcão de vendas ou em contato com a empresa e a experiência de vivenciar a marca e sua promessa, é que se comprova se a estratégia de marketing e comunicação está válida. Porque no final das contas, o cliente vai ter sempre razão - ou não?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

AVATAR E BELO MONTE. QUANDO A FICÇÃO CONSTRÓI A REALIDADE?

James Cameron, diretor de cinema canadense e criador do épico ambientalista Avatar – monumental sucesso de bilheteria nos cinemas, colocou o Brasil na rota do lançamento da versão em DVD de seu filme. Cameron já tinha participado como palestrante do 1º Fórum Internacional de Sustentabilidade, em Manaus (AM). No Brasil, mais uma vez, plantou árvore em São Paulo e em seguida juntou-se a uma manifestação em Brasília contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Como vivemos numa democracia, ainda bem, até visitantes estrangeiros podem fazer barulho para demonstrar sua insatisfação contra um projeto que, com certeza, é polêmico desde sua concepção. A obra vai gerar impacto ambiental de peso, alagando uma área da floresta amazônica equivalente a 70 mil campos de futebol, segundo previsão da ONG Greenpeace.

Cameron veio acompanhado da atriz Sigourney Weaver que atua em Avatar como uma cientista ambiental e politicamente correta, que defende os “bons selvagens” que vivem numa floresta exuberante do distante planeta de Pandora. Ou seja, nada mais comercialmente válido para o lançamento de um produto de entretenimento do que misturar realidade e ficção. Com todo respeito à causa (eu concordo que vale a pena chamar a atenção para os riscos de uma obra da envergadura de Belo Monte) pergunto, entretanto o quanto de oportunismo não existe nesse tipo de estratégia de marketing e promoção. Aonde quer chegar o famoso cineasta com todo esse espetáculo – dentro e fora dos cinemas?

Numa entrevista para a revista Veja (edição de 14 de abril, 2010) James Cameron coloca: “Avatar 2 e Avatar 3 precisam responder: a humanidade pode ser salva? (...) Os seres humanos serão capazes de absorver as idéias poderosas de Pandora e aplicá-las à própria vida, de maneira a recuperar tudo o que perderam? (...) O primeiro Avatar é apenas um tiro inaugural de uma gigantesca batalha de idéias e civilizações”. Ou seja, nunca foi tão atual ter “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça” como armas de convencimento e sedução.

E Avatar tem um enorme apelo emocional. A começar pela nova tecnologia empregada. Além de produzido com sensacionais efeitos visuais, traz a mais recente tecnologia em terceira dimensão e alta definição. Na sala escura do cinema qualquer espectador vivencia a ficção quase como a própria realidade. Se não fosse a passividade com que recebe as mensagens do filme, a experiência seria completa.

Como Hollywood já fez muitas vezes, Avatar coloca mocinhos e bandidos em confronto numa nova fronteira do velho oeste. O bang bang entre os bons e os maus é recheado com um singelo e puro romance de um soldado e uma nativa de Pandora. Uma repetição da conhecida história de amor entre a índia Pocahontas e o Capitão John Smith ou, para os brasileiros, uma releitura modernosa de “Iracema – A Virgem dos Lábios de Mel”. Com a diferença: a Iracema de Avatar guarda os segredos das exuberantes florestas de Pandora ao invés dos segredos do licor de Jurema, da tribo Tabajara.

Assim, mais uma vez, a ficção nos enche de esperança e sonhos, a imaginação quer conquistar o poder e nas três horas de filme ganhamos a primeira batalha na defesa da natureza. Como prega James Cameron em sua entrevista, meio que fascinado com sua criação e inebriado com sua missão salvadora.

Maravilha. Mas voltemos para Belo Monte. Deixemos o espaço sideral e mergulhemos nas terras e na vida real do Brasil. Sei que o impacto das mudanças climáticas não pode mais ser negado ou desmerecido. Entendo que a Amazônia - se não é o “pulmão do mundo”, é com certeza um grande condicionador de ar, influenciando temperaturas e regime de chuvas. Contudo, percebo que o discurso da defesa do meio ambiente pode ser usado para o bem ou para o mal e que questões econômicas e políticas embalam todo esse movimento.

Também devemos reconhecer que obras feitas através de um estilo “Pra Frente Brasil”, muito semelhante aos tempos do regime militar, buscando o crescimento econômico a qualquer preço são geradoras potenciais de conflitos e ações jurídicas após sua execução. Lembremos da Transamazônica e da usina de Balbina, além das centrais nucleares construídas entre dois centros populacionais urbanos como o Rio de Janeiro e São Paulo, num dos mais belos litorais do Brasil.

Impossível ainda fugir da constatação de que é preciso dar conta das demandas energéticas que o país precisa para manter seu crescimento econômico. Todo mundo quer ligar sua televisão, seu computador, sua geladeira, não é mesmo? Até mesmo muitas tribos indígenas da Amazônia já querem esse tipo de progresso.

Por isso, o que busco pontuar nessa análise é que o projeto de Belo Monte deve ser discutido com muita atenção por parte do Congresso Nacional, do Ministério Público, dos órgãos reguladores e fiscalizadores, do IBAMA, do MMA, do MME e das universidades. A imprensa deve fazer sua parte na divulgação dos diferentes pontos de vista. E as comunidades locais devem ser ouvidas – pois serão diretamente afetadas. Os riscos são grandes de se produzir energia com um impagável custo sócio-ambiental.

Dessa forma, o que menos precisamos é de show, espetáculo e “marqueteiros” em torno de um assunto tão sério. Porque filme a gente vê no cinema e em obra de ficção cabe de tudo. Já a vida fora do telão e da telinha é totalmente diferente. Não vamos confundir as coisas para não correr o risco de ficarmos com a cabeça e os pés nas nuvens.

Além do mais, o Brasil já tem muito diretor de cinema para subir em palanque. Não precisamos de mais um vendedor de sonhos “bem intencionado”. Com uma caixa de DVDs made in Pandora debaixo do braço, repleta de delírios espetaculares.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Conversa de sindicato.

Quer um exemplo de eficiência na comunicação? Escute a conversa e leia os boletins dos sindicatos. Separe os panfletários - aqueles excessivamente politizados e repare principalmente na linguagem dos informativos sindicais. Quem já passou por uma negociação de acordo coletivo sabe que, geralmente, a empresa sai da mesa de negociação e demora para emitir seu informativo interno, sua versão "oficial" do processo de negociação. Enquanto isso, o sindicato já foi para a porta da fábrica, da usina, da mina, do escritório e com carro de som passou toda sua versão sobre a reunião do acordo coletivo. Além disso, o sindicato também sabe repassar um informativo quase que instantâneo, com texto simples e direto. Ou seja, eficiência e agilidade para comunicar-se com seu público-alvo.

E a empresa? Perdida num mar de burocracia e aprovações de texto, quando solta seu boletim já é tarde e a massa de empregados já tem uma idéia do que está acontecendo: através da comunicação do sindicato! E o texto do informativo da empresa? Na maioria das vezes é super complicado, cheio de termos difíceis (inseridos por conta dos advogados) e que acabam por comprometer a eficiência e a clareza da mensagem. Em comparação, o texto do sindicato é objetivo, rápido, claro, fácil e na linguagem que aproxima, que convoca os empregados a apoiarem suas ações ao invés de apoiarem a empresa onde trabalham.

Apesar de ser assunto sensível para um comunicador interno (muitas empresas nem podem ouvir falar em sindicato) é preciso mostrar como a conversa do sindicato é eficiente. Os sindicatos dão aula de comunicação...

Hoje, entretanto, aqui na cidade do Rio de Janeiro, há uma greve de motoristas de ônibus. Nem bem a cidade saiu de uma tragédia causada pela chuva e surge essa greve, pegando de surpresa uns três milhões de trabalhadores fluminenses e cariocas. Ou seja, erro completo de estratégia de comunicação: a causa pode ser justa mas o timming da ação é completamente indecente.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Comunicação para a Defesa Civil.

Meu pai me dizia que no Brasil não existiam terremotos nem vulcões, desastres naturais que atingiam outros países. Cresci com essa imagem na cabeça. Contudo, não é uma imagem real. Depois do reveillon trágico de Angra dos Reis, e após ficar três horas preso dentro do Túnel Rebouças - por causa da mega tempestade que inundou o Rio de Janeiro é óbvio que a chuva é uma verdadeira catástrofe nacional. São Paulo teve no início do ano 40 dias de chuva e a cidade entrou em colapso. Ontem (e hoje) - o Rio também enfrentou o dilúvio bíblico.

A pergunta que quero fazer é: onde fica a comunicação para a defesa civil - para facilitar a vida do cidadão diante do caos? Para dizer qual caminho seguir, saber onde ficar, o que fazer?

Vamos falar sobre isso?

Comunicação e Defesa Civil são assuntos inseparáveis. Ou a tragédia pode ser maior.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

ABERJE - 10º Mix de Comunicação Interna e Integrada.

Dia 15 de abril acontece o 10º Mix ABERJE de Comunicação Interna e Integrada em São Paulo, SP. Entre os temas desta edição estão:Comunicação & Mensuração em Mídias Sociais; Comunicação da Sustentabilidade para o Público Interno e Ativos Intangíveis. Além de uma oficina de Comunicação Interna e Prevenção do Assédio Moral.

Mais detalhes, acesse: www.aberje.com.br

ABERJE - 10º Mix de Comunicação Interna e Integrada.

Gestão de pessoas.

Começa amanhã, em São Paulo, o Fórum HSM - Gestão & Liderança 2010. O evento traz "gurus" de peso como Ram Charam e o filósofo Mário Sérgio Cortella, entre outros.

O que me chamou atenção - e não posso deixar de comentar aqui, foi o texto do material de propaganda, na parte que diz: "A gestão de pessoas e a maneira de liderá-las podem representar o diferencial para o sucesso nos negócios."

Convenhamos, essa não é exatamente uma idéia nova para um evento do porte do HSM, nem para nenhum executivo ou especialista no assunto. Acredito que isso é o óbvio ululante (para citar Nelson Rodrigues) e a essa altura do campeonato da competitividade global seria preciso trazer algo realmente inovador para o debate.

Algumas sugestões:"Gestão de Pessoas: as pessoas querem ser lideradas?" ou "Gestão de Pessoas: o que é ter sucesso nos negócios? Redefinindo valores na busca da sustentabilidade" ou "Gestão de Pessoas: a relação dos afetos faz diferença para o sucesso nos negócios?".

Bom, estas são apenas provocações para não ficarmos na mesmice dos chavões (ops, rimou). O HSM é um evento fantástico, merece ser visto e acompanhado.

Acessem:http://br.hsmglobal.com