terça-feira, 6 de abril de 2010

Comunicação para a Defesa Civil.

Meu pai me dizia que no Brasil não existiam terremotos nem vulcões, desastres naturais que atingiam outros países. Cresci com essa imagem na cabeça. Contudo, não é uma imagem real. Depois do reveillon trágico de Angra dos Reis, e após ficar três horas preso dentro do Túnel Rebouças - por causa da mega tempestade que inundou o Rio de Janeiro é óbvio que a chuva é uma verdadeira catástrofe nacional. São Paulo teve no início do ano 40 dias de chuva e a cidade entrou em colapso. Ontem (e hoje) - o Rio também enfrentou o dilúvio bíblico.

A pergunta que quero fazer é: onde fica a comunicação para a defesa civil - para facilitar a vida do cidadão diante do caos? Para dizer qual caminho seguir, saber onde ficar, o que fazer?

Vamos falar sobre isso?

Comunicação e Defesa Civil são assuntos inseparáveis. Ou a tragédia pode ser maior.

7 comentários:

Hein, rique disse...

Foi criado o twitter da defesa civil, para divulgar alertas das pessoas que passam por situações de emergência ou que queiram relatar algum alerta para a defesa civil.

O endereço é
www.twitter.com/alerta199

Anônimo disse...

Não há qualquer informação no meio do caos, por parte das autoridades. As pessoas ficam como "órfãs" - é o que parece.

vitorcasimiro disse...

Não "haviam" não existe mesmo

Luiz Antônio Gaulia. disse...

Obrigado pelos comentários. Acredito que este assunto dev ser capaz de mobilizar a cidadania num moneto de dor e sofrimento como o que estamos vivendo. Bom receber a dica do twitter, mas tem gente que nem celular possui - como essas pessoas podem se informar? Quanto ao "ófão" - é um sentimento natural de abandono diante do que se espera de autoridades, não é mesmo?
Obrigado também Vitor pela dica, já foi corrigida. Mas o estrago maior mesmo é o da chuva e da insensatez humana quando contribui para que tais tragédias aconteçam.

Anônimo disse...

Acabo de ler no seu blog a pertinente observação
sobre a ineficiencia da comunicação da Defesa Civil
do nosso estado do Rio e do municipio de Niteroi, aonde moro.
Todos sabem, ja ocupamos o 4o. lugar em qualidade de vida mas,
à despeito de pagarmos também um dos IPTUs mais altos
do país, assistimos, estupefatos, a ineficiencia do poder público
em todas as esferas! A cidade está triste e abandonada, paira
uma energia de abandono no ar.
Acabo de chegar, com meus dois filhos masi velhos, de um clube aqui da zona sul
da cidade,Niteroi, aonde fomos levar nossa contribuição em alimentos e roupas
para os desabrigados.Assistimos a inumeros cidadãos encharcados
de solidariedade estendendo as mãos para os desafortunados e tentando
organizar o caos instalados por conta de tantas doações! Mas, pouca
gente para organizar, coordenar e se comunicar.
Voltei pra casa com uma sensação de alivio parcial, sim, parcial. A outra
parte, ficou no vazio. Um vazio silencioso, como de quem cala,de quem
não ouve e de quem pouco fala: a Defesa Civil.
Voltei pra casa e li seu blog. E gostei.
Abração,
CP

Tatiana disse...

na segunda dia 05/04 passei várias horas para chegar em casa depois do trabalho. Moro em Botafogo e trabalho na Barra. Um pouco depois da praça Sibelius, em um dos cruzamentos completamente alagados antes de chegar a Lagoa, vi dois guardas de trãnsito que tentavam organizar o caos. Eles só autorizavam os carros a passarem um de cada vez no meio da grande poça e do lado que estava com menos água e davam dicas de caminhos com menos água. Confesso que fiquei surpresa em ve-los.
Além disso, acho que a mídia fez um ótimo trabalho durante esse caos aqui no Rio.

Luiz Antônio Gaulia. disse...

Sobre Niterói, realmente a tragédia é muito maior do que no Rio e vamos precisar de muita solidariedade nessa reconstrução. Sobre os dois guardas municipais - estes são exemplos. Que bom saber deles. Contudo, o que questiono e gostaria de ajudar a implementar seria um plano de comunicação mais integrado, estruturado e permanente. Desconheço se existe e se funciona (acho que não pelo que vivi nas ruas alagadas).A mídia fez um ótimo trabalho com certeza mas muita gente - presa nos túneis, por exemplo, ficou sem acesso a celular ou a qlq informação.

Obrigado pelos comentários, este assunto merece mais atenção, não dá para deixar esquecer até a próxima chuva.

Abçs.
GAULIA