domingo, 30 de maio de 2010

Ainda a BP...

Já tinha falado sobre o desastre da British Petroleum, a BP em conjunto com a Transocean e a Halliburton no Golfo do México. O vazamento ainda não parou e já ultrapassou na sua dimensão a tragédia do Exxon Valdéz no Alaska, em 1989.

No site da BP a tentativa "que nunca foi tentada antes em águas tão profundas" de cimentar através de uma injeção de lama pesada o fluxo de petróleo ("top kill") - possui uma ilustração animada para explicar aos visitantes como é feita a operação. Agora, eles vão tentar o uso de submarinos robôs para deter o vazamento.

O mais interessante é que no site Halliburton, ainda existe uma nota explicando que "a complexidade dos desafios (...) nas águas profundas do Golfo do México são imensas ("The complexity of the challenges presented (...) in the deepwater Gulf of Mexico, are immense") mas que a experiência da empresa fala por si ("Our experience speaks for itself"). Arrogância?

E se este desastre fosse no pré-sal brasileiro?

Para saber mais:

Exxon Valdéz (site do Greenpeace) -
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/desastre-do-exxon-valdez-uma/

Folha de São Paulo -
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/742969-bp-sabera-ate-o-final-da-semana-se-novo-plano-conteve-vazamento.shtml

BP -
http://bp.concerts.com/gom/topkill_zoom_frame_26052010.htm

Halliburton -
http://www.halliburton.com/ps/default.aspx?navid=1336&pageid=2721

sábado, 29 de maio de 2010

GRI Conference e Readers Choice Awards.


Terminou ontem a Conferência da GRI sobre Transparência e Sustentabilidade em Amsterdã (Holanda). Destaco aqui que o Bradesco, o Banco do Brasil, a Natura e a Vale tiveram seus relatórios de sustentabilidade apontados na votação do Readers Choice Awards (feito por votação via internet) como vencedores nas categorias: Relatório de Sustentabilidade mais Eficaz (Most Effective Report Award) - Bradesco; Sociedade Civil (Civil Society Award) - Vale; Engajamento (Engage Award) - Banco do Brasil; Prêmio Investidor (Investor Award) - Banco do Brasil; Cadeia de Valor (Value Chain Award) - Natura e Vencedor Geral (GRI Readers’ Choice Award – Best Overall) - Banco do Brasil.
Parabéns às empresas, suas equipes envolvidas e parabéns ao pessoal da Report Comunicação que produziu os relatórios da Natura, Bradesco e Vale.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pluralidade reconhecida.

Plurale em site e Plurale em revista conquistaram o Prêmio João Valiante de Jornalismo na categoria mídia impressa e webjornalismo, que destacou reportagens sobre reciclagem.

A matéria premiada foi "O lixo nosso de cada dia se transforma em negócio lucrativo", publicada em 2009 numa reportagem especial da editora Sônia Araripe.

O prêmio foi entregue pela Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), no último dia 20 de maio, em São Paulo, no encerramento da ExpoAlumínio. Na categoria televisão, os vencedores foram Alissa Farias e Jaderson Pires, da TV e Rádio Jornal do Commércio de Pernambuco (afiliada do SBT), com a matéria "A arte de preservar".

O Prêmio João Valiante de Jornalismo 2010, em sua sexta edição, recebeu, ao todo, 23 reportagens de diferentes veículos nacionais.

Plurale em revista e Plurale em site completam, em outubro, três anos. O projeto foi idealizado por Sônia e Carlos Franco, companheiros de jornada de várias redações jornalísticas. "Plurale nasceu, como o nome indica, para ser palco de um diálogo plural e democrático", lembra Carlos.

Enquanto o site é atualizado diariamente com notícias e artigos, a revista é publicada bimestralmente, 100% em papel reciclado. Na equipe estão grandes nomes do jornalismo socioambiental, como Isabel Capaverde, Nícia Ribas, além de correspondentes internacionais, como Aline Boueri Gatto, na Argentina, Vivan Simonato, na Irlanda e Wilberto Lima Jr, nos EUA.

Visite: www.plurale.com.br

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Redes sociais.

O diálogo caiu na rede. Saiu da boca das pessoas para o universo digital. A conversa não é mais de mão única. É mão dupla, digo, mão múltipla! Conexões infinitas: opiniões, idéias, interatividade e...influência. Muita influência para o bem ou o mal das marcas.

Quero destacar aqui dois exemplos a respeito dessa dinâmica. Um, quem diria, é do Facebook, que viu surgir nesta semana um boicote por causa das polêmicas sobre a política de privacidade da rede. Mark Zuckberg, o jovem e talentoso CEO, criador do Facebook, não prestou atenção nas conversas, nem escutou a opinião dos usuários. Resultado: já temos o "dia de apagar a conta" - um mega protesto contra a rede.

O motivo da discussão é relativo às questões que envolvem a privacidade dos usuários. Recentemente, algumas alterações do Facebook tornaram públicas informações disponíveis apenas para amigos adicionados. O protesto foi imediato, com mobilização instatânea. É crise na rede. A era do diálogo é assim (aliás, bom título para um livro, não é mesmo?).

Outro exemplo, desta vez certeiro e adequado ao mundo em rede veio da Pepsi. Seguindo uma estratégia crida pela BBDO Argentina, a Pepsi valorizou o consumidor local em detrimento de seu padrão global da marca. Explico: na Argentina, o hábito de pronunciar não "Pepsi" mas "Pecsi" se tornou um case inédito, com um mega movimento de comunicação valorizando o sotaque local. Peças publicitárias trouxeram o nome Pecsi ao invés do nome Pepsi em respeito e reconhecimento ao jeito de ser (e falar) dos argentinos. Bom exemplo de escuta dos consumidores não é mesmo?

E quem quiser ver mais sobre o post acima, basta visitar:

www.quitfacebookday.com

www.facebookprotest.com

www.tomaspecsi.com.ar






quinta-feira, 20 de maio de 2010

Por que a rádio peão ganha força nas empresas?

Compartilhando: trechos da entrevista com o Portal RH.Com:

RH: Por que a rádio peão ganha força nas empresas e que fatores colaboram para a sua sobrevivência?

"A rádio peão ou rádio corredor é uma "conversa de bastidores" dentro da organização. Esse tipo de conversa sempre ganha força quando as pessoas não têm acesso ou possibilidade de uma comunicação interna fluida, transparente e madura. Organizações que acreditam que o silêncio é a melhor estratégia, quando o assunto é comunicação interna, correm o risco de ter uma rádio corredor gerando informações distorcidas, boatos e fofocas. O que pode esvaziar a credibilidade da comunicação oficial quando ela acontecer."

RH: Que impactos a presença da rádio peão ocasiona ao meio corporativo?

"Como eu disse, essa rede de informações que correm pelos bastidores têm impacto na qualidade das relações, atingindo a confiança dos empregados diante das lideranças, conspirando para criar um ambiente de trabalho neurótico, de alta ansiedade e receios. O que vai influenciar negativamente a produtividade e o desempenho individual e das equipes."

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Comunicação interna: uso de e-mails.

Cinco dicas para usar bem o e-mail, este veículo de comunicação que muitas vezes é um verdadeiro vilão nos escritórios. Além de um vício: já reparou que algumas vezes convidamos para almoçar o colega de trabalho (aquele ali na baia ao lado) por e-mail?

Bom, mas vamos lá...compartilhando:

01 - Seja simpático.
Lembre-se que a palavra escrita é sempre fria e distante quando enviada por este canal eletrônico. Por isso, busque sempre um tom de gentileza.

02 – E-mail com pressa?
Se o assunto é “para ontem”, use o telefone. Ou seja, tente conversar pessoalmente, sempre. Senão, use o telefone. E-mail não é “Ufa, enviei!” e pode não ser lido no tempo da urgência. Só mandar a mensagem não basta pra resolver.

03 - Nunca escreva o texto todo em letra maiúscula.
Mandar e-mails usando apenas letras maiúsculas não é nada recomendável. As palavras em maiúsculo, na internet, significam que você pode estar gritando. Então, cuidado redobrado. Busque ser gentil (dica 01).

04 - Cuidado com a discussão on-line.
Leia sempre o que escreveu antes de enviar. Confira também para quem você está enviando seu e-mail. A interpretação do texto que você escreveu pode dar a maior zebra.
E se você desconfia que a última mensagem enviada gerou algum conflito, pegue o telefone agora e converse com a pessoa. Nada de deixar mal entendidos pela rede.

05 - Não anexe ppts, músicas ou fotos
Pelo amor de Deus: nada de Power Point com musiquinha e poesias intermináveis, foto de bichinho e corrente religiosa no ambiente de trabalho. Deixe isso para seus e-mails particulares – depois de perguntar ao seu destinatário se ele quer receber este tipo de mensagem.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Chamas da crise.


Quando a arrogância se casa com a crença desenfrada na tecnologia, a dobradinha pode resultar na fórmula da catástrofe. Em 1986, ainda na União Soviética, a explosão de um dos reatores da usina de Chernobyl produziu o maior acidente nuclear da história do planeta. Seus efeitos são sentidos até hoje: na região próxima da usina (hoje completamente "lacrada") uma grande incidência de anomalias genéticas continua ocorrendo.

Parece que a mesma soma aconteceu, agora, no Golfo do México. O vazamento e a explosão de uma plataforma de perfuração semi-submersível operada pela Transocean e alugada pela gigante BP transformou-se no maior desastre desse tipo na indústria mundial do petróleo.

Como a tecnologia disponível é sempre "a melhor possível" e questionamentos sobre a possibilidade de acidentes não combinam com a busca incessante de metas e objetivos - cada vez mais ambiciosos, fico aqui imaginando: quem vai ser responsável por isso no final das contas? Porque muito provavelmente os arrogantes de ontem, que ditavam ordens do alto de seus escritórios, estão perdendo muitos cabelos (e vários milhões de dólares) diante do monumental desastre. E dando entrevistas de maneira bastante humilde. Agora, a conversa e o relacionamento próximo e mais humanizado está valendo ouro.
E o que podemos perceber com o caso enquanto a tragédia ainda não está sob controle?

A BP tem no seu site uma área inteira dedicada ao caso - as fotos são bastante boas (todas dão a sensação de "limpeza" e organização - nota dez pra equipe de comunicação). Já no site da Transocean a nota sobre o acidente é mínima. Parece que querem passar a idéia de que é coisa corriqueira (lamentável).

Volto ao site da BP: dentro das possibilidades, as atitudes estão bem esclarecidas e explicadas. Não ocorreu qualquer demora na tomada de decisões e de mobilização da empresa. Há dados e fotos disponíveis. Releases permanentes também estão sendo publicados e liberados. Há um amplo plano de ação emergencial para "mitigar impactos ambientais" na região. As equipes de campo trabalham sem parar...

Já na Transocean (talvez por acordo com a BP) falta informação. Parece que não querem chamar a atenção para sua marca: deixam que a marca da BP (com uma imagem muito mais conhecida e valiosa) fique com o ônus do desastre. Confesso que não sei os termos do acordo operacional entre as duas empresas - talvez nem haja.

Mas o pior de tudo: foram onze empregados mortos na explosão e no incêndio. Se uma plataforma nova em folha vai poder ocupar o lugar da que afundou e equipamentos novos chegarão do estoque...as vidas humanas não. Elas não tem preço. Foram-se para sempre...
A foto acima - enviada por um amigo meu, revela a dimensão brutal do acidente.

Vejam mais, acessando:



The Progress Report - http://pr.thinkprogress.org/

World Nuclear Association - http://www.world-nuclear.org/


domingo, 9 de maio de 2010

Comunicador é bom gestor?

Um bom gestor é um bom comunicador, com certeza. Mas a recíproca não é necessariamente verdadeira. Lamentável. Já vi muita gente boa de comunicação em palestras e em reuniões com clientes dar show de sedução e receber feedbacks maravilhoso: "Nossa! Quero trabalhar com você" ou "Tem vaga na sua equipe?".

Mas, parece maldição: "Casa de ferreiro, espeto de pau" - diz o ditado popular. E com comunicadores, de agências ou nas empresas, como gerentes-gerais e diretores a história é outra. Além das egotrips e vaidades do cargo e do próprio universo da comunicação com seu glamour, a questão passa muitas vezes por um bom domínio técnico, mas sem preparo para a gestão de pessoas. O que acontece com outras profissões. O sujeito pode ser um bom engenheiro mas não saber como fazer a gestão da equipe. Assim como um bom advogado, médico etc.
Ocorre nas melhores famílias.

Recentemente tivemos no mercado a saída de um grande jornalista de um cargo de liderança por denúncia de assédio moral. Existem outros casos acontecendo por aí. Todo dia. No fundo, tem muito de inteligência emocional, de auto-conhecimento e claro, influência da pressão e do stress de um cargo ou da pilotagem de um negócio próprio onde enfrentar uma folha de pagamento no final do mês é dureza. Só quem já foi empresário pode saber.E só quem já passou por cargo de direção pode entender. Mas nunca justificar...

Lembrando que não basta apontar o dedo na cara de ninguém e sair com ares de acusação. Ver os defeitos dos outros é fácil. Assim, se ninguém sabe como seria estar lá naquela posição, naquela cadeira, a hora é de treino, capacitação, preparação para o futuro.

Quem quer liderar tem que liderar pelo exemplo e não pela hierarquia. Sempre é tempo de cuidar das relações: gente não é mobília que pode ser empurrada de um canto pro outro. Todo mundo sofre, rala, erra, tenta e merece respeito. Gestão de pessoas passa por aí: cobrança no nível técnico, cobrança de resultado e confiança no que se diz e se faz. E permanente processo de feedback - falar "com o outro e não do outro" como já escreveu o psicólogo e terapeuta empresarial Paulo Gaudêncio.

sábado, 8 de maio de 2010

Red Bull no céu do Rio.


Destaque de um cartaz promocional do Red Bull Air Race que acontece hoje e amanhã no céu do Rio de Janeiro: ENTRADA GRATUITA.

Realmente deve ser uma piada. Ver o espetáculo de piruetas vai ser quase que obrigatório para quem estiver ali pelos bairros de Botafogo, Urca, Flamengo e Glória. Afinal, se os aviões estarão pelos ares, sobre as cabeças dos transeuntes - quer desejem ou não participar como espectadores das acrobacias aéreas, como assim "entrada gratuita"? Fora o barulho...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Acreditar para ver.

"Se a analogia é mecânica, a lógica é funcional" disse o professor José Carlos Rodrigues, Doutor em antropologia na aula de hoje, no mestrado da PUC. Minha ficha caiu na hora.

Empresas que tem na sua linguagem uma busca constante pela funcionalidade, traduzida por perguntas como "para que serve isso?" ou "qual a função disso?" acabam transformando-se em locais onde os significados não tem importância. O que tem importância é a função. O que tem valor é a utilidade, geralmente imediata. Porque o resultado de hoje já não vale nada amanhã.

E dentro desse formato, a comunicação, caso exista (sempre existe uma comunicação é bom lembrar, oficial ou não) é um reflexo do jeito de pensar e de agir da organização. Basta observar os termos comuns nas reuniões, nos murais, no discurso ou nos sites: "Vamos alavancar nossa gestão?", "Temos uma engenharia de pessoas...", "Vamos construir um sistema de recursos humanos mais produtivo!" ou ainda..."Nossa máquina ainda não atingiu todo o potencial humano." são alguns exemplos existentes por aí.

Outros exemplos, visuais, podem ser reunidos através dos relatórios anuais e de sustentabilidade publicados e que trazem apenas fotografias de máquinas e equipamentos. De chaminés, instalações e ativos físicos - tudo sem qualquer sinal da presença humana.

E a conclusão fica por conta da lógica válida nestas organizações: mecanicista, cartesiana, baseada em comando e controle, tempos e movimentos. Num cumprir de horas trabalhadas que servem para atestar o custo benefício do salários pagos. Sempre em termos de quantidades. Ganhas ou perdidas.

Para mim, o que vale mesmo é o significado: qual a importância do que você faz para o seu sentido de realização? Para você chegar em casa satisfeito consigo mesmo? Como profissional e como pessoa -duas dimensões inseparáveis. Esse é o "pulo do gato" ou melhor, o salto evolutivo de organizações humanizadas capazes de convocar as pessoas comuns a fazerem coisas extraordinárias.

Mesmo que na rotina dos dias, pois cada novo dia pode revelar uma centelha divina. É acreditar pra ver. Ahn, e não duvide: existem lugares assim para se trabalhar!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A marca do pente.


Nada contra. Marca é marca. Existem nomes que pegam, outros não. Nome bom vende. Se o produto for bom também, vende mais. Ou será o contrário? Este exemplo eu tinha que compartilhar. Não sei qual o market share do produto, mas convenhamos: esse nome é a marca do pente.