quarta-feira, 21 de julho de 2010

É tempo de cuidar.


Não importa a mídia: cuidar da vida no trânsito, no trabalho, na família, na cidade - todo dia, toda hora é mais do que urgente. É atenção, é detalhe. Não é moda, é consciência.

O que nos falta diante de tantos acidentes no trabalho e das tragédias diárias no trânsito? A publicidade pode ajudar, mas o esforço para mudar atitudes deve vir das próprias pessoas - e suas escolhas.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Unibanco.


Já estou com saudades do meu banco "que nem parecia banco". Sei que os bancos não têm uma imagem muito boa na sociedade: ninguém gosta de vender seu dinheiro barato e comprá-lo de novo mais caro, que é mais ou menos o trabalho dos banqueiros. Mas todo mundo gosta de ter crédito na praça, cartão e cheque especial para um momento de aperto. Enfim, é o sistema em que vivemos e não é esta a discussão aqui.

Minha "marca" de banco era o Unibanco. Gostava dela. Desde os tempos do "Casal Unibanco" - publicidade que marcou época (criada pela W Brasil). E gostava muito mais porque as agências não tinham aquela maldita porta giratória que o Itaú já está instalando. Aquela porta giratória com dois ou três seguranças atrás da vidraça, com cara nada simpática, fazendo perguntas e pedindo para olhar a mochila, retirar do bolso a chave, o celular, moedas, relógio e o tudo o mais que for de metal ou tiver jeito suspeito. Uma tortura constrangedora.

Se o Unibanco não tinha a porta giratória, por que o Itaú tem que ter? Este é um dos motivos que provavelmente deixarei de ter conta no Itaú.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

No ambiente empresarial, o que é comunicação?

Recebi um pedido de uma aluna da Ceunsp (SP)para responder algumas perguntas sobre comunicação...vamos lá, compartilhando com vocês:

_No ambiente empresarial, o que é comunicação?

No ambiente empresarial, assim como em qualquer organização humana a comunicação é antes de tudo sinônimo de relacionamento, interação. Capacidade de ação conjunta, de diálogo e colaboração. Comunicar neste caso não é informar (entregar dados) – mas possibilitar o contato, o entendimento, a compreensão das opiniões alheias. Comunicação é a construção de pontes entre pessoas que pensam de maneira diferente.

_Qual o papel da comunicação corporativa?

A comunicação corporativa ganha cada vez mais destaque no cenário empresarial: ela é a base que sustenta a reputação da marca, organiza processos relacionais. Utilizada de maneira estruturada e estratégica ela é uma alavanca de geração de valor.

_O departamento de marketing é importante numa grande empresa? Por qual razão?

"Fazer mercado" é uma premissa importante, mantê-lo e expandi-lo pode ser a meta, o objetivo. As ferramentas do marketing são, desta forma, primordiais numa empresa. O marketing é a disciplina que pode permitir a diferenciação de um serviço do outro, de um produto. Na conquista de vantagens competitivas e no encantamento dos clientes.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A crise continua na BP.

Até a presente data a crise continua na British Petroleum - BP: o vazamento de óleo no Golfo do México ainda não foi controlado. O Governo da Inglaterra já trabalha com a possibilidade de falência da BP.

Tony Hayward, o CEO, continua como porta-voz apesar das críticas que recebeu. Para muitos analistas o CEO é muito jovem e muito "british" para o público americano.

Uma das ações da BP foi contratar a agência de RP Purple Strategies: fala-se em uma campanha publicitária para divulgar a proatividade da companhia, suas ações até o momento e seu plano de ação para mitigar impactos e prejuízos. Outra recomendação de um especialista norte-americano é a convocação de empresas que atuam na área de petróleo para estudar soluções e participar de tentativa conjunta de fechamento do poço. Cabe lembrar que nenhuma empresa hoje pode dizer que possui 100% de segurança para a extração de óleo em águas profundas.

Vamos acompanhar e torcer para que o vazamento seja estancado.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O que não se deve fazer numa crise?

Um dos primeiros pontos para quem trabalha ou vai trabalhar com comunicação é a questão que se refere à crise de imagem. Muita gente começa traçando diretrizes do que fazer, esquemas e fluxos de informações, telefones de emergência, manuais. Tudo muito válido. Contudo, gosto de fazer o caminho inverso - por vezes mais simples: o que não podemos, nunca, nunca fazer diante de uma crise? É uma provocação.Pra pensar.

Exemplo: na atual crise da BP no Golfo do México, o CEO Tony Hayward foi visto participando de uma regata náutica (visto na platéia ou num barco - não importa). Numa crise dessa envergadura, o presidente não tira férias, nem descansa, nem é visto tentando se divertir em público (para esquecer um pouco dos problemas). Simplesmente não pode.Nunca.

Outro exemplo, gravíssimo: tentar esconder as coisas do público interno ou mentir. Erro monumental. Coisa de criança (às vezes as organizações se comportam de maneira infantil, você já reparou?).

Então, como eu disse na minha aula na ESPM: "Preparem-se: a crise é permanente. A diferença é apenas o grau de intensidade entre uma crise e outra". Ainda mais num mundo complexo, plural e interligado, onde a privacidade está com os dias contados (tem câmera olhando a gente em todo canto) e onde até a normalidade é suspeita podendo provocar ruídos na comunicação.

O que fazer diante disso? "Investir e valorizar o capital reputacional" - frase feita, quase jargão repetido nos seminários e congressos de reputação , marca e comunicação. Mas como é que se multiplica esse capital? Relacionamento, proximidade, zero de arrogância e muito diálogo, escuta, cumplicidade. Ética e transparência, sempre.

Stakeholders prioritários tornando-se "brand evangelists", defensores fervorosos da marca - como propõe a Microsoft. E assim, amenizando os impactos dos "brand talibans" (termo criado porAndy Green do Flexible Thinking Forum) aqueles que vão sempre odiar a marca da empresa e nunca mudarão de opinião.