domingo, 26 de setembro de 2010

A comunicação pelo cuidar?

Uma comunicação baseado no cuidado? Imaginem: se o cuidar é uma forma de comunicação, que tal comunicar cuidando? Que tal a "comunicação pelo cuidado"? Uma comunicação coerente entre o discurso e a prática e portanto verdadeiramente voltada para a construção da sustentabilidade.

Fica aqui, neste domingo chuvoso a provocação. Falaremos mais disso nos próximos posts. E a Revista Plurale vai trazer um artigo meu sobre o tema. Afinal, é hora de "cuidar"! Boa semana!

sábado, 18 de setembro de 2010

Mídias sociais?


"Precisamos entrar nas mídias sociais!" disse o diretor da grande indústria Y como quem diz: "É preciso ser moderno". Ninguém na empresa sabia direito o que eram as tais mídias ou redes sociais, mas ordens são ordens. Foram em frente seguindo o lema: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

E a grande indústria Y mergulhou no mundo digital, virtual, on line pra valer. Só que esse era um mundo desconhecido, um emaranhado de conexões e influências,

manifestações...descontrole. Uau! Descontrole? Sim, senhor diretor, não basta parecer moderno, tem que pensar o novo, mudar percepções e mentalidades! Tem que ser 100% moderno.

A web não é fixa como um jornal impresso - que demora um mês para ser aprovado pela direção. Ela é dinâmica, veloz, questionadora e deixa rastro, registro, históricos interligando corações e mentes num mundo sem fronteiras. Mundo que não dorme, que não tem ponto final, apenas expansão, interface, conversa, interpretação...

E como é que fica a grande indústria Y que queria ser (ou só parecer) moderna e da boca pra fora, num surto de arrogância, resolveu ir além da publicação de um endereço eletrônico e lançou sua intrépida nau em mares nunca navegados? Orkut, Facebook, Twitter, Linkedin & Cia. só para citar os mais famosinhos. Não, não é moleza. É muito complicado e requer a palavra mágica: maturidade. Para aprender, para enfrentar riscos, inovar, traçar novas rotas...

Qual o grau de maturidade de sua organização para começar este movimento? No meu ponto de vista deve ser o mesmo grau de maturidade para começar a falar de sustentabilidade, por exemplo. O que as duas possuem em comum? A "transparência". Um atributo inquestionável para o mundo web e para o novo mundo da sustentabilidade.

Por isso: atenção! Alô, lideranças: só dá para ingressar nas "mídias socias" se for para valer, sabendo que este ainda é um oceano de interrogações. Águas que precisam ser cartografadas com seus recifes escondidos e suas correntezas mutantes, iguaizinhas como a tal da sustentabilidade, outra tendência bacana e atualmente na crista da onda.

Por isso, engraçadíssima e certeira a tirinha do Dilbert, que recebi de um amigo. E precisava compartilhar. Não sem antes escrever este post, deixando registrada minha opinião e meu rastro de comunicação nesse permanente redemoinho que é a web e suas "mídias sociais".

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A polêmica como estratégia.


Publicidade e propaganda, atenção, impacto, repercussão. Num dos meus posts passados falei da DIESEL e da campanha BE STUPID que se espalhou pelo mundo com suas provocações.

A polêmica era proposital para criar diferenciação. Funcionou? Não sei. O manifesto deles ainda está no site da marca e tem até sentido. Mas na minha opinião o material ficou apelativo demais, ao menos aqui no Brasil (com uso de modelos nuas num estereótipo já batido e de...mau gosto).

E polêmica é o que não falta no mundo da publicidade. Agora, foi a vez de uma fábrica de sorvetes da Inglaterra apelar para todos os santos e arrumar encrenca com a Igreja Católica (às voltas com denúncias de pedofilia de alguns padres). Confiram o cartaz: se sorvete é a religião deles, o posicionamento de comunicação segue a bíblia do escândalo.

Mas nem por isso precisava sair do ar (a peça já foi proibida). A polêmica sobre proibir ou não muitas vezes dá mais audiência e chama ainda mais atenção sobre a marca. O que pode servir para estimular comentários e manifestações espontâneas nas redes sociais. Como este meu post, por exemplo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Produto com a cara do consumidor.


Não conhecia a história da Jones Soda, empresa canadense de bebidas que no distante ano de 1999 ( o tempo voa ) colocava fotos, enviadas pelos consumidores, incorporadas aos rótulos de suas garrafas. Um atributo de identidade da marca, além dos curiosos sabores ( lima-limão, framboesa e uva, morango com limão entre outros ).

Na época, o executivo que comandava a empresa chamava-se Peter Van Stolk e defendia que não adiantava tentar convencer o público da necessidade de seu produto, mas sim "ouvi-lo", criando um vínculo emocional com o consumidor.

Visite o site e confira, a estratégia continua mais personalizada do que nunca. Vale a pena conhecer essa empresa: http://www.jonesoda.com/