domingo, 21 de novembro de 2010

O corpo objeto e o objeto humanizado.


Para dar vida aos objetos e buscar um elo de ligação cada vez mais emocional com nosso inconsciente, a propaganda transforma coisas em gente. Literalmente. A questão deste post não é se aprofundar nessa análise, mas olhar e perceber o que pode vir além do apelo da compra.

Humanizar objetos talvez carregue em si seu oposto: "objetificar" o ser humano. Coisas não tem vida. A vida não é uma peça feita na fábrica, nem exposta na vitrine.Pelo menos não deveria ser. Se a gente entrar em piloto automático e deixar de perceber a diferença e o valor da vida em relação aos objetos e aos produtos, podemos realmente nos transformar em coisas. Como os andróides, como os robôs. Acima, vejam o carro da Ford, numa campanha publicitária de 2008, e os corpos humanos unindo máquina, carne, aço e coração.

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