sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz 2011. O ano do MENOS.

Em 2010 participei de uma ação de comunicação interna da Natura, com planejamento de Nádia Rebouças, criação da Tools e produção da Broadcast (SP) cujo conceito era o do MENOS. Minha mensagem de fim de ano para meus leitores e leitoras se baseia nesta mesma idéia.

Que 2011 seja o ano do menos: menos poluição na terra, na água e no mar e menos poluição nos corações e nas mentes dos homens. Menos incoerência: menos promessas que não serão cumpridas. Menos greenwashing, menos propaganda enganosa. Menos injustiças, corrupção, hipocrisia. Menos soberba dos poderosos, menos arrogância de chefes de qualquer espécie. Menos falta de comunicação, menos palavras vazias. Menos violência, menos guerras, menos brutalidades. Menos queimadas, menos tráfico de animais, menos caça ilegal. Menos desperdício de água e menos pesca com isca viva. Menos CO2 saindo pelas chaminés. Menos químicas nos produtos, menos vazamentos de óleo e de lama de bauxita (não queremos mais uma BP ou qualquer outra empresa jorrando petróleo no mar, nem o Rio Danúbio prestes a ser afogado em lama vermelha da Ajka, empresa da Hungria). Menos omissão das autoridades. Menos autoritarismos de coronéis, líderes religiosos e fanáticos, intolerantes. Menos impostos.Menos desrespeito ao cidadão comum. Menos ignorância...menos, menos, menos.

Como se lê, o ano novo será um grande desafio. Mas vai valer a pena.

No mais? Muita saúde! Mental, física e espiritual.

Feliz 2011!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A nova onda de uma velha fórmula.


Extra, extra! Extra? Chega aos cinemas o filme Tron - O Legado. A estréia acontece na próxima sexta-feira trazendo efeitos especiais em 3D, na continuação do filme original do já longínquo ano de 1982. Um verdadeiro fóssil cibernético.

Em 82, o filme trouxe a tecnologia banda larga para as telas do cinema antevendo o mundo ultraveloz da web. Cumpriu seu papel. Inovou.

Mas, em 2010, a novidade é velharia...reembalada. Mais do mesmo para uma nova geração de desavisados espectadores. A estratégia do entretenimento é essa: requentar velhos roteiros e não arriscar uma inovação. A mesma linha segue a Playboy ao colocar mulheres nuas pra vender revistas aproveitando a onda de Tron II - A Missão...ops! Digo, O Legado.

Duas velharias juntas. Nada mais arcaico que mulher nua em calendário de parede da borracharia da esquina. Corpos pelados & tecnologia: esta parece ser a nova onda de uma velha fórmula.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Marca que pensa...e sente!


Acabei de receber da Totem a sua newsletter digital. A Totem é uma marca de moda "que pensa". Excelente posicionamento. Extremo bom gosto dentro de seu estilo praia. Descontraída, com atitude e saúde, beleza com inteligência. Além de um mix de marketing envolvendo música, cinema e literatura - para dar um conteúdo a mais para quem sai vestido de Totem pelas ruas e praias brasileiras.

Nesta última edição da news o artigo que me chamou atenção foi sobre a morte do surfista Andy Irons. O texto instiga leitores a refletir: o cuidado nas relações deve ser verdadeiro. Porque nos momentos de glória muitas celebridades vivem cercadas de falsos amigos. Nos momentos difíceis, eles somem. "Humano, demasiado humano" - mas triste. Talvez o tricampeão mundial de surfe não tivesse morrido solitário num quarto de hotel se seus amigos de festas, drogas e alegrias efêmeras estivessem mais próximos ou mais conscientes sobre a fragilidade de sua vida. Ou se a equipe do hotel onde ele estava hospedado e a Associação Mundial de Surfe (ASP) estivessem mais atentas. Quem cuida de um atleta a ponto de deixar um tricampeão sumido por três dias durante uma competição mundial?

Tenho estudado a sustentabilidade por este viés: a necessidade de saber cuidar de tudo e de todos (e a responsabilidade que isso gera). A necessidade de prestar atenção. Sei que não temos tempo, estamos sobrecarregados de tarefas, trabalhos e obrigações, rotinas que pouco permitem relações mais humanizadas, menos robóticas e neuróticas. Percebo que muitas organizações estão preocupadas em cumprir metas, mais imediatas, sem olhar para o futuro e ver que plantam tempestades no longo prazo. Por isso, a mensagem aqui é um convite para se prestar atenção: na hora de nos relacionarmos, de nos comunicarmos. Ninguém precisa ligar o piloto automático - aquele que nos transforma em andróides estereotipados. Aquele que faz das marcas um símbolo de arrogância ou invés de convivência, coexistência, colaboração.

As marcas e seus criadores (todos que delas participam) podem transmitir esse recado, não só no mundo fashion, mas em todos os setores. Esta mais do que na hora de pensarmos antes de agir, de começar a constuir marcas que pensam. E sentem! Mais humanas, menos mecânicas. Mais conscientes e próximas de seus públicos. Mais cuidadosas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MBA da ABERJE


Uma excelente oportunidade para quem quer se aperfeiçoar na Gestão da Comunicação Empresarial. MBA da ABERJE!