sábado, 11 de dezembro de 2010

Marca que pensa...e sente!


Acabei de receber da Totem a sua newsletter digital. A Totem é uma marca de moda "que pensa". Excelente posicionamento. Extremo bom gosto dentro de seu estilo praia. Descontraída, com atitude e saúde, beleza com inteligência. Além de um mix de marketing envolvendo música, cinema e literatura - para dar um conteúdo a mais para quem sai vestido de Totem pelas ruas e praias brasileiras.

Nesta última edição da news o artigo que me chamou atenção foi sobre a morte do surfista Andy Irons. O texto instiga leitores a refletir: o cuidado nas relações deve ser verdadeiro. Porque nos momentos de glória muitas celebridades vivem cercadas de falsos amigos. Nos momentos difíceis, eles somem. "Humano, demasiado humano" - mas triste. Talvez o tricampeão mundial de surfe não tivesse morrido solitário num quarto de hotel se seus amigos de festas, drogas e alegrias efêmeras estivessem mais próximos ou mais conscientes sobre a fragilidade de sua vida. Ou se a equipe do hotel onde ele estava hospedado e a Associação Mundial de Surfe (ASP) estivessem mais atentas. Quem cuida de um atleta a ponto de deixar um tricampeão sumido por três dias durante uma competição mundial?

Tenho estudado a sustentabilidade por este viés: a necessidade de saber cuidar de tudo e de todos (e a responsabilidade que isso gera). A necessidade de prestar atenção. Sei que não temos tempo, estamos sobrecarregados de tarefas, trabalhos e obrigações, rotinas que pouco permitem relações mais humanizadas, menos robóticas e neuróticas. Percebo que muitas organizações estão preocupadas em cumprir metas, mais imediatas, sem olhar para o futuro e ver que plantam tempestades no longo prazo. Por isso, a mensagem aqui é um convite para se prestar atenção: na hora de nos relacionarmos, de nos comunicarmos. Ninguém precisa ligar o piloto automático - aquele que nos transforma em andróides estereotipados. Aquele que faz das marcas um símbolo de arrogância ou invés de convivência, coexistência, colaboração.

As marcas e seus criadores (todos que delas participam) podem transmitir esse recado, não só no mundo fashion, mas em todos os setores. Esta mais do que na hora de pensarmos antes de agir, de começar a constuir marcas que pensam. E sentem! Mais humanas, menos mecânicas. Mais conscientes e próximas de seus públicos. Mais cuidadosas.

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