segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Air Baltic...calendar!



Não é só a companhia aérea Air Baltic que faz calendários. Outras empresas já são conhecidas por suas publicações anuais, como a Pirelli. Em 2011, a Air Baltic colocou doze artistas internacionais nos meses de seu calendário, Artistas da Rússia, da Finlândia, da Lituânia e ainda uma cantora da Estônia, outro país do Báltico. Confira!

Air Baltic...shoe!



Pois é...a companhia aérea Air Baltic da Letônia tem um jeitão divertido de ser. No blog deles, dizem que adoram aviões, diversão e sapatos! E não é que os caras lançaram um tênis com a cara da empresa? Confiram.


Num mundo plural e complexo você não precisa ser uma coisa ou outra, subvertendo a lógica do foco do marketing. Você pode ser uma coisa e outra também: dependendo da sua estratégia e do seu poder de fogo para conquistar e manter a fatia de seu market share para garantir suas vendas e de seu mind share, para ser sempre lembrado. Quem sabe o caminho agora também necessite de mais alguma coisa tipo fun share?

Air Baltic.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Comunicação interna para a sustentabilidade.

A comunicação interna já deixou de ser apenas um amontoado de publicações como jornaizinhos, murais e folhetos sem uma periodicidade confiável, com notícias velhas e sem um conteúdo complementar à gestão do conhecimento nas empresas. Atualmente, o olhar inovador sobre a estratégia da comunicação interna, alinhada ao negócio e integrada aos demais movimentos de comunicação empresarial, demanda um posicionamento educativo.


O comunicador não é mais um simples operador de ferramentas e técnicas, mas um estrategista - além de ser um coach da organização. Cabe a ele mapear cenários, planejar e garantir a execução das ações previstas, monitorando seus resultados. Também é de sua responsabilidade orientar e esclarecer que processos permanentes de feedback, diálogo e colaboração fazem parte das habilidades de gestores. Comunicação interna não é tarefa da comunicação. É premissa de uma administração eficiente.


A comunicação interna para a sustentabilidade entra nesta linha. Por tratar-se de tema amplo, a sustentabilidade requer um olhar sistêmico e integral das empresas e de seus relacionamentos com diferentes interlocutores. Nessa ótica, a abordagem da comunicação interna junto aos colaboradores, diretos ou terceirizados, deve ter igualmente um alcance múltiplo e um olhar holístico. Deve ser parte de um planejamento capaz de considerar a gestão de pessoas, as necessidades dos clientes e suas expectativas, o entendimento do que é valor de marca, bem como os modelos operacionais praticados, além de percepção de riscos e oportunidades. Tudo isso sob a delicada costura entre as questões socioambientais e os resultados financeiros.


Certamente, um desafio.


domingo, 18 de dezembro de 2011

A felicidade está na vitrine.




Boas Festas: ao seu alcance na loja mais próxima! Ao custo de um parcelamento no cartão de crédito. Navalha no orçamento doméstico, mas só no mês que vem. Portanto, compre agora e pague depois. A utopia é uma festa de prazer. A realização individual aflora pelo corredor do shopping center. Catedral do consumo, templo de felicidade mágica e passageira.



Esta é a época do ano quando deveríamos refletir sobre a solidariedade, sobre a fraternidade, mas essa é uma propaganda chata e não temos tempo para pensar nos outros. O estacionamento está muito caro, as lojas estão cheias, os vendedores euforicamente simpáticos e desesperados. As vitrines ostentam sonhos. Transformados em mercadorias. O amor se industrializou e os nossos desejos estão materializados em bugingangas de diferentes naipes. Objetos coloridos como remédios de efeito inebriante. Embalados para comer, vestir, perfumar, presentear.



Como você não é feliz? Talvez porque você não veja o lado meio cheio do copo da vida. Mania de ver o lado meio vazio! Mania de não transformar o limão que a vida lhe deu, numa limonada. Você deveria sorrir mais, ser feliz, pois a vida é bela! Como um sapato novo, uma calça nova, um brinco novo, um amor novo. E descartável. Mas e daí?



Dezembro é um mês capenga: corre ensandecido para a noite de Reveillon, quando renovaremos nossos objetivos, nossas promessas, nossas contas a pagar. Vamos em frente! Não reclame, pois o Brasil já é uma potência econômica. A felicidade está em promoção, em cada esquina, em cada enfeite de Natal. Nos sorrisos da área comercial, no décimo terceiro - que chega e vai embora. O consumo oferece tudo. Esqueça a filosofia barata, esqueça os problemas: você merece ser feliz. Pequenas ambições? Sim é possível! Aquela roupa, aquele carro, um celular, uma geladeira com desconto de IPI, uma panela de pressão...



A felicidade está na vitrine, só não enxerga quem não quer ou quem é do contra (e deve ter algum problema). Hoje é dia de gastar, baby. É dia de compras, crédito farto, alegria instantânea. Don´t worry, be happy...now! Porque felicidade não tem preço, mesmo quando a conta for salgada.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A marca do "soco na cara".



Pergunta: se você tem uma empresa socialmente responsável, que busca a sustentabilidade, que elaborou um código de ética e tem uma política de saúde e segurança, você patrocinaria o circo brutal do UFC ou do tal MMA? Porque vamos falar sério: isso não é esporte. É só uma arena de combate, Coliseu moderno (moderno ?) de gladiadores e adoradores do sangue, da dor e da violência.


Qual a mensagem? Soco na cara pode, é esporte "pra macho" e não tem relação nenhuma com os discursos e as políticas de Saúde e Segurança na nossa organização? Defendemos o "respeito à vida", mas o show de cotovelada, fratura exposta, nariz sangrando e costela quebrada é só um entretenimento que está na moda e que o pessoal do marketing disse que é uma boa oportunidade para "divulgar a marca"?


Acho que é melhor começar a rever a estratégia.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Butiques" do bombom Ferrero Rocher.



A italiana Ferrero, dona das marcas Nutella, Kinder Ovo e Tic Tac, além do bombom Ferrero Roche reforçou seu investimento natalino (época mais importante para a indústria de chocolates, depois da Páscoa) e abriu dez “butiques” Ferrero dentro de supermercados na cidade de São Paulo.


A tática de marketing conta com um stand de sete metros quadrados dentro das lojas da rede Pão de Açúcar e o objetivo é criar espaços exclusivos, onde o consumidor deguste o chocolate Ferrero Rocher e encontre caixas do produto embaladas para presente. Ou seja, a questão não é comer chocolate, é comprar presente para os amigos. Presentes com a marca Ferrero.

Pense no design e dê forma ao seu conteúdo.



Muitas vezes uma grande mensagem peca por não ter sido "embalada" de maneira correta. Uma boa ideia ficou sem uma apresnetação visual poderosa e o projeto morreu na mesa da diretoria. Por outro lado, coisas simples, com mensagens aparentemente comuns podem ser valorizadas. Basta chamar um designer, um criativo e dar cor, vida, forma, textura, sensorialidade ao seu recado. Começando por um cartão de visitas...pense nisso.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A beleza de um vício feio.







Surrealista, melancólica e teatral, a fotógrafa Frieke Janssens colocou crianças fumando toda sorte de porcarias relacionadas ao tabaco, para alertar que os adultos não podem ser tratados como crianças que não sabem o que estão fazendo. Os fumantes são hoje como que seres perseguidos pelas proibições ao fumo, cada vez mais repressoras e doutrinárias.




Como se a humanidade nunca tivesse fumado em toda a sua história e como se as pessoas não soubessem que fumar faz mal à saúde (assim como ingerir alimentos industrializados, comidas gordurosas, adocicadas ou salgados demais, beber álcool, tomar energéticos ou remédios para dormir, acordar, ficar feliz etc etc).




Veja com mais detalhes a série de imagens da criançada fazendo fumaça , acessando o link:http://www.ilovebelgium.be/smoking-kids#more-8841

Casamento de marcas.



Hoje a Delta Airlines adquiriu uma parte da Gol, que já tinha adquirido a Web Jet, provavelmente para fazer frente ao casamento entre a TAM e a Lan Chile. Há poucos dias, no mercado de livros, foi a editora Cia. da Letras que teve uma fatia adquirida pela Penguin Books.


É o matrimônio de marcas, uma aliança para concentração de forças e market share. Penso que a livre concorrência sai perdendo, pois as opções que surgem aos olhos do consumidor acabam sendo parte de uma mesma família. Para o RH não é fácil juntar culturas diferentes. Depois da lua de mel chega a conta da festa: downsizing, dança de cadeiras e troca de lideranças. Para a comunicação, idem. Não é fácil construir discursos internos e externos, juntando empresas diferentes e que até ontem eram consideradas concorrentes.


Mas esse é o ritual. Um namoro aqui, com uma operação de parceria. Depois, um noivado ali , com um aprofundamento das relações e da parceria. Até que chega a hora de um casamento de verdade, com uma fusão total e onde um casal de marcas, se torna apenas uma única família. Geralmente, o que acontece é que a nova família mantém o sobrenome do parceiro, digo, da marca mais mais forte.

domingo, 4 de dezembro de 2011

A boa e velha Benetton 2 (capa da COLORS).



A boa e velha Benetton.




A publicidade da marca Benetton nunca foi convencional. Quebrou regras e lançou apelos sociais, trazendo conceitos polêmicos como racismo, homossexualismo e o medo do HIV. O uso comercial desses temas pode ser eticamente questionado, mas a publicidade tem o poder de nos impactar - independente das metas de vendas das empresas ou de quanto a marca quer ser lembrada e desejada.



Recentemente a Benetton voltou ao seu velho estilo "bombástico". Colocou personagens da cena internacional, entre políticos e líderes religiosos, se beijando num novo apelo contra a intolerância e o ódio. Quase um "faça amor, não faça guerra" revisitado, a campanha já deu o que falar. Entre Obama, Chávez, Merckel e Sarcozi, o Vaticano exigiu a retirada de circulação do beijo do Papa Bento XVI com o Imã do Cairo (Egito).



Mas a discussão já deu à Benetton novas luzes no palco da propaganda, com sua moda politicamente engajada e seu modelo criativo. Afinal este é seu jeito de ser. A empresa inclusive possui uma escola de criatividade chamada Fabrica que reúne designers, artistas, comunicadores e marqueteiros para pensar nas suas coleções e dar vida e cor ao negócio. Por falar em cor, a revista trimetral Colors, em sua edição de novembro trouxe como tema,, nada mais nada menos que a "merda". Acreditem: uma reportagem sobre esgotos, falta de saneamento, usos e costumes dessa necessidade biológica humana na China, na Nova Zelãndia, em Londres e em Butare (Rwanda). Senso de oportunidade "ecológica", personalidade da marca ou meramente mais uma polêmica proposital?



Confira a capa da revista no post mais acima e leia mais em: http://www.fabrica.it/press-release/colors-82-shit-a-survival-guide

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Estádio verde com bancos de açúcar?

O estádio Amsterdam Arena, na Holanda, vai ter bancos feitos de plástico da Braskem. O chamado plástico "verde" da companhia brasileira é fabricado a partir do etanol de cana de açúcar. A imprensa holandesa já apelidou os bancos de "sugar seats" e o estádio está sendo reformado para ser "carbon free". Vamos torcer para que isso aconteça...de fato!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A crise continua.

Não vai ser fácil para a Chevron retomar o ritmo normal de seus negócios, sem sua marca apanhar um pouco mais da imprensa e das redes sociais digitais. A revista Carta Capital é um bom exemplo do que está acontecendo com a imagem da multinacional petroleira norte-americana. Nas bancas, em todo o Brasil, com uma manchete forte e uma capa que vale por mil palavras, a reportagem é contundente: "Quanto mais tenta explicar, mais a Chevron se enrola sobre o vazamento". Não é à toa que o CEO da Chevron, no Brasil, pediu desculpas publicamente.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Vazamento de óleo mancha reputação.



Conheci os escritórios da Chevron no Rio de Janeiro e fiquei muito impressionado com a preocupação com a saúde, a alimentação e a segurança dos colaboradores. A empresa possui um ambiente de trabalho que transmite uma coerência entre o discurso e os valores divulgados corporativamente. O site da Chevron também tem diversos canais de comunicação e diálogo. A empresa está no Twitter, no Facebook e disponibiliza diversos releases, textos e publicações para apresentar seus projetos e sua organização.


Lamentavelmente, mais um acidente aconteceu (a Chevron também é acusada de uma "Chernobyl" ambiental no Equador). O vazamento no Campo do Frade ainda não tem um mapeamento preciso sobre os estragos, na fauna e na flora marinhas e também não há uma clareza de quanto óleo vazou nesse desastre. Outro fato negativo é que a empresa Transocean, que protagonizou com a BP o desastre - sem precedentes, no Golfo do México, é parceira da Chevron nessa extração de petróleo. Ou seja, a marca mais valiosa está apanhando muito mais (assim como aconteceu no Golfo do México).


O bombardeio da mídia e das ONGs, aqui no Brasil, é grande. A reputação da empresa está manchada e até a Polícia Federal entrou no cenário. Crime ambiental pode dar cadeia, além de multa (aliás, multar só não basta). Os negócios, entretanto, continuam, pois o mundo precisa de petróleo correndo nas veias mecânicas de suas indústrias, nos motores das máquinas de guerra dos exércitos e na legião de automóveis engarrafados nas ruas. Alternativas limpas ainda não estão disponíveis para se mudar a matriz energética (lembrem-se que o carvão mineral também é utilizado até hoje). De qualquer maneira, uma crise dessa natureza (literalmente) é um estrago violento para a confiança de uma marca que se pretende admirada, valiosa e confiável.




sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Saúde organizacional. Uma questão de sustentabilidade.




Não vejo como ser possível uma verdadeira mudança na busca da sustentabilidade sem uma revisão de valores e modelos de vida, trabalho, produção e relacionamentos. Nesse sentido, lembro das "Três Ecologias" de Félix Guattari (1990) onde o autor coloca como necessária a inclusão da ecologia ambiental, social e mental como uma base para a recomposição de práticas relacionais capazes de dar conta à crise ambiental de nossa civilização.


Ninguém pode "salvar o planeta" ou "mudar o mundo", entre outros slogans do gênero - tão em pauta atualmente através da propaganda, se não estiver consciente de que a saúde individual e coletiva começa na maneira como nos entendemos, como nos relacionamos com nosso próprio eu e nessa construção, como nos relacionamos com o outro. Não enquanto distantes, separados, mas como interdependentes (do coletivo e da "natureza").


Nas empresas, um movimento básico seria o de construir ambientes de trabalho capazes de refletir o cuidado e a atenção necessária ao colaborador-cidadão. Diálogo, atenção e percepção de afetos costumam ser vistos como perda de tempo ou assuntos que não fazem parte do universo corporativo. Ledo engano, visão arcaica. O desafio é começar a cuidar da saúde integral da organização, não só com oferecimento de benefícios, mas com espaço para trabalhar temas de Direitos Humanos, da diversidade e entre questões mais complexas, até da psicologia ou da realidade social e que afetam a capacidade de uma pessoa em produzir e trabalhar, alcançando suas potencialidades (o que certamente interessa à qualquer organização).


Nesse sentido, temas como racismo, homossexualidade, aborto poderiam ser tratados dentro de programas inovadores de relações humanas e cuidado (seja da área de saúde e segurança, seja da área de sustentabilidade ou mesmo de RH, citando departamentos que poderiam estimular tal abordagem). Certamente, uma proposta inovadora. Contudo, é de inovação que precisamos quando enfrentamos um crise mundial de proporções e consequencias ainda desconhecidas e cujo reflexo ambiental, social e...mental afetará a todos os atores sociais, indiscriminadamente.


Certamente, temas difíceis, mas que não cabem apenas "da porta pra fora" dos negócios. A economia, tão cara aos olhares atenciosos dos gestores financeiros, recebe grande influência dessas dimensões tão pouco discutidas ou comunicadas no espaço empresarial.


Um bom exemplo atual é o da CPFL, com seu Café Filosófico, espaço criado para uma rica reflexão com a troca de vivências através da apresentação de filósofos, artistas, escritores e psicólogos. Bom começo para uma longa caminhada que temos pela frente, se realmente o discurso da sustentabilidade for pra valer.


(Ref. da foto: Women on Waves ORG)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bompreço paga o preço.

As crises são decorrências de falhas humanas. geralmente alguém não fez o que deveria ter sido feito ou alguém fez o que não devia ter feito.


Acontece que este"alguém" pode ser um profissional que da portaria da fábrica ou que ocupa a sala da presidência. Por isso, o comunicador empresarial precisa estar alerta e se adiantar aos fatos. Chamo isso de "gestão de riscos" com permanente leitura de cenários.


Um exemplo: saber das leis. Você sabe? Então uma dica: converse com os advogados da empresa. Procure saber mais sobre o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor. Isso é começar a fazer "gestão de riscos".


Vejamos o caso do Bompreço Supermercados, de Fortaleza (CE). Segundo o site da Jus Brasil, uma consumidora escorregou no piso molhado do supermercado e fraturou o fêmur, dentro da loja. Atenção 1: alguém que deveria cuidar para que o piso estivesse seco, não cuidou. Na ocasião, o gerente da filial socorreu prontamente a consumidora (graças à Deus!) mas cometeu um pequeno deslize: prometeu que o Bompreço arcaria com todas as despesas. Atenção 2: alguém fez o que não deveria ter feito! Resultado inicial: após operações e sofrimentos, a consumidora ajuizou uma ação de indenização material e moral.


Na contestação, o Bompreço sustentou que a culpa foi exclusivamente da vítima e defendeu que a consumidora procurasse seus direitos com a seguradora Unibanco Seguros (ou seja, "lavou as mãos"). Atenção 3: novamente alguém fez o que não deveria ter feito! Resultado: o Bompreço e o Unibanco foram condenados a pagar pelos danos materiais e morais.


Mas e a comunicação com isso? Na hora de fazer um informativo interno sobre o ocorrido ou mesmo redigir uma resposta para os jornais locais, vale a pena conhecer um pouco da Lei. E na próxima ação de comunicação interna, que tal alinhar questões de segurança interna junto ao pessoal responsável? Que tal uma palestra para a equipe da loja, em conjunto com a equipe de treinamento de RH? Garanto que a ação vai ser muito mais em conta do que os 30 mil reais pagos como indenização à consumidora (que nunca mais vai voltar ao Bompreço do bairro, com certeza).


Isso sem falar na imagem do supermercado como um local desleixado nos itens básicos de segurança e cuidados com o cliente. Outra dor de cabeça para quem cuida da reputação e da imagem da organização...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Diversidade, convivência e mercado.



Somos consumidores, tribos, nichos, público-alvo, interlocutores, stakeholders. Quem somos? O mercado dita as regras e segmenta, qualifica, seleciona, exalta, condena, aplaude. Ou não?


Somos livres, desde que economicamente viáveis. Vivemos hoje o espetáculo do individual no coletivo: queremos ser diferentes, mas ser aceitos na sociedade. Precisamos ter nossa personalidade e nossa opinião preservadas, nosso jeito único de ser, mas também queremos torcer pelo timão, fazer parte da nação, viver nessa colméia urbana global.


Nossa diversidade se estranha, mas também se apaixona. Ela se enriquece na troca, no contato, no entender o outro. No dialogar. É um mundo mais amplo e possível que se descortina - mesmo que ainda com incivilidades e violências praticadas, quando o estranhamento desqualifica o outro a ponto de não vê-lo como ser-humano (desqualificar alguém é tentar reduzir sua voz, sua presença, sua existência).


Este é um mundo complexo, plural. Cada vez mais. Nosso desafio e nossa esperança é saber "com viver". Viver com o outro: aquele que é extremamente diferente, extremamente igual. Somos uma mesma espécie que ainda não se percebe como espécie.


Na foto, o zombie boy e modelo Rico Genest na campanha da maquiagem Dermablend, nos provoca a olhar além das aparências e a perceber mais semelhanças do que diferenças, quando a diversidade bater na nossa porta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Jornalismo ambiental na PUC.


Nos dias 17, 18 e 19 de novembro acontece o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental na PUC Rio. Promivido pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental o encontro vai discutir, mais uma vez, questões de interesse para quem trabalha ou interage com temas socioambientais no Brasil. De empresas, a ONGs, da mídia até a Academia, o congresso é uma oportunidade para se pensar sobre o papela do comunicador (imprensa) na construção de uma sociedade sustentável.

domingo, 16 de outubro de 2011

Crise que nasce.



Atenção, atenção, grandes frigoríficos. Esta ganhando força o movimento pela "comida ética" (contra a criação de animais para nossa alimentação) e o movimento vegetariano em substituição ao consumo de carne animal.


O movimento já tinha surgido na Europa e nos EUA e agora ganhou mais uma força, com alguns astros de Hollywood apoiando a causa. Ou seja, uma crise esta nascendo e vai dar muita dor de cabeça para os produtores de carne.


Eu arriscaria dizer que, muito em breve, o hábito de comer carne nas refeições vai ser substituído por outro, como o vegetarianismo. Razões não faltam: desde a maneira torturante e cruel da produção em massa de frangos, bois, vacas e carneiros, para o abate, até as imensas áreas de florestas derrubadas para virar pastagem, o negócio vai ganhando uma imagem ruim. Pouco saudável, cruel, insustentável.


No Canadá, por exemplo, a campanha da ONG Peta (ativa na luta contra o uso de peles animais na indústria da moda) teve o apoio de Pamella Anderson para divulgar sua mensagem. A peça publicitária mostrou a atriz com as mesmas marcas do corte da carne de um bovino. A imagem causou polêmica, sendo acusada de "sexista" por grupos feministas ao comparar a loira com uma vaca.


Mas a causa, justíssima, encontrou adeptos e simpatizantes e o assunto já invadiu as redes sociais. assim, no mapa de riscos dos grande frigoríficos, eu colocaria essa tendência com sinal amarelo. É bom lembrar que o movimento tem forte apoio nos EUA, no Canadá e na Europa, mas se você imaginar que a grande venda de carne animal é para o consumo dos chineses (que costumam comer até gatos e cães), os efeitos econômicos desses protestos vão demorar a chegar.


No Brasil, que possui mais cabeças de gado do que gente, o estrago maior ainda é o da criação de bois. As queimadas na Amazônia - para abertura de áreas de pastagem, confirmam a encrenca e o modelo insustentável dessa criação. Some-se a isso, a criação de frangos fortificados com hormônios do crescimento e reunidos em cativeiro, podemos imaginar que realmente chegou a hora de revermos conceitos. Nós, consumidores, percebendo o que representa o nosso estilo de vida e de alimentação. As empresas, olhando de perto seus processos internos.


Sustentabilidade não é só discurso, tem que analisar o modelo de produção para descobrir os esqueletos no armário, antes que uma ONG o faça.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Crise que rende.



Nem sempre o resultado de uma crise é negativo. Um exemplo disso é a repercussão favorável que a HOPE acabou conquistando, após a polêmica campanha estrelada por Gisele Bundchen. Independentemente da falta de criatividade e lugar comum que a proposta publicitária apresenta, o discurso censor do Governo causou reação imediata. Não para retirar a peça do ar, mas, ao contrário, apoiando a HOPE e a própria Gisele.


As redes sociais digitais, termômetros imediatos dos humores do público e dos consumidores, mostraram a indignação contra a tentativa de censura. O CONAR decidiu favoravelmente e julgou improcedente a orientação "politicamente correta" da Secretaria Especial das Mulheres.


Quem deve decidir o que é correto ou não é a sociedade. Tutela mental de funcionários do Estado é coisa de George Orwell.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A história da água engarrafada.



Annie Leonard já tinha protagonizado o filme "The Story of Stuff" e mais recentemente lançou o "The Story of Bottled Water". Mais uma vez , essa ativista ambiental traz uma reflexão importante sobre nossos hábitos de consumo e modelos de produção industrial. Vale a pena conferir no You Tube e juntar a turma para analisar e conversar a respeito.


Veja mais em:

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Comunicadores para uma sociedade sustentável.

Demorei um pouco para dar retorno sobre o encontro na PUC. Sou suspeito para falar, mas valeu a pena e já vamos pensar numa segunda rodada.


Transcrevo aqui algumas considerações vibrantes e iluminadas que surgiram no evento. A Prof. Dra. Patrícia Almeida Ashley trouxe, entre outras reflexões, a questão da "história do lucro". Qual é a história que o resultado econômico conta e por que um produto com péssima história e preço baixo acaba sendo consumido? A pergunta reflete nossa capacidade de questionar e de "sair da caverna conhecida" para romper paradigmas, transformar atitudes viciadas e criar uma nova realidade. Nossas opções de consumo e nossas escolhas, que muitas vezes passam despercebidas (ou inconscientes?), influenciam no sistema de produção e trabalho do mundo e influenciam também a concretização de uma sociedade sustentável de fato.


Nesse sentido, o Prof. Dr. Leonel Aguiar ressaltou o necessário "saber cuidar" quando eu, humildemente, coloquei a questão do cuidado na prática do comunicador, enquanto um influenciador cultural para uma sociedade sustentável. Leonel apontou que o cuidado é uma atitude permanente não somente nos detalhes técnicos da comunicação, mas na visão de um humanismo ecológico, quando também fez referência às Três Ecologias de Guattari.


Sonia Araripe, da Plurale, trouxe os cases recentes da Arezzo e da Zara para pontuar que a comunicação pode e deve estar presente no modelo de gestão, uma vez que como "profissionais atentos aos movimento do mundo" são capazes de detectar riscos antes que uma crise de reputação venha a acontecer.


A Profa. Marilene citou a questão da qualidade das relações como premissa, para um comunicador que seja atuante e presente na sociedade que busca caminhos para a sustentabilidade, apesar da complexidade do tema. E também da falta de uma definição teórica mais precisa.


O encontro está filmado e disponível no Portal PUC Digital, onde você leitor (a) encontra muito mais conteúdo e detalhes deste evento que faz parte da minha pesquisa de mestrado.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Comunicadores para a sociedade sustentável.





Convido você leitor (a) a participar do encontro "Comunicadores para a sociedade sustentável". Uma reflexão oportuna e necessária para o nosso tempo. Nesta segunda-feira, a partir das 9 horas, na PUC Rio. Com a presença de "pesos pesados" da área de comunicação de diferentes universidades, a discussão pretende provocar um olhar mais apurado sobre os desafios da sustentabilidade e dos discursos midiáticos sobre o tema. A entrada é gratuita e a participação bem-vinda!

domingo, 18 de setembro de 2011

O show do eu e o show de Scarlett.








Em tempos de photoshop nenhuma imagem pode ser considerada de fato verdadeira. A foto que "vazou" na web com Scarlett Johansonn, nua no banheiro de sua casa, parece ser uma destas montagens provocativas de algum fã mais ousado ou coisas do gênero. Em tempos digitalizados e virtualizados, a tecnologia nos permite uma variável criativa inimaginável há alguns anos.




Todo internauta torna-se um autor, distribuidor e comentador de acontecimentos, pesquisas, histórias e, claro, da vida alheia. Não é a ferramenta em si que causa tudo isso, mesmo porque um simples martelo pode servir para pregar madeira ou como arma de combate. É o comportamento do usuário que faz as coisas acontecerem e a tecnologia só facilitou as coisas, para o bem e para o mal.




Se a foto for 100% original, feita pela própria atriz, não há que se dar explicações: no banheiro de casa fazemos o que fazemos e realmente ninguém tem nada a ver com isso. Mas a pergunta é: como vazou? Vazou por quê? Marketing ou invasão de privacidade?




Imaginando que a própria atriz queria que esse momento íntimo se transformasse em discussão pública, temos um belo exemplo do que a Profa. Dra. Paula Sibilia (UFF / ECO UFRJ) escreveu em seu "O Show do Eu" de forma esclarecedora e brilhante. A intimidade tornou-se espetáculo, fazendo da própria personalidade "uma criatura orientada aos olhares dos outros como se estes constituíssem a audiência (...) como se a vida transcorresse sob a lente incansável de uma webcam" (2008, P. 258).




Hoje ninguém precisa ser uma mega celebridade já consagrada pelo cinema, como a bela Scarlett Johansonn, para dar audiência. Basta cair na rede. Mas a questão é gerar permanentemente comentários, hits no site, retweets, postagens. A celebração do eu precisa se alimentar de mais celebração do eu. Tempos hiper narcisos, com certeza, onde "todos nós somos os artistas da vez" numa multiplicação caleidoscópica de egos dos que queriam sair do anonimato das multidões.




A discussão extrapola a torrente de imagens, fotos, vídeos e postagens num volume de informação indigesto para uma sociadade, cada vez mais sem tempo. Na agilidade dessa tecnologia fomos engolidos pelo instante. Na corrida para a próxima estréia, fofoca ou exposição da vida privada de uma novíssima celebridade on line, ficamos sem tempo para parar e refletir, para entender como toda essa cultura web nos aprisiona ou nos liberta.




Este é um tempo devorador de imagens e de informação,de rostos e corpos, onde não há mais segredos, onde tudo é transparente. Até nossa antiga e solitária privacidade, dentro do banheiro de casa...














quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Envolvimento cuidadoso.


Recebi esta foto de uma amiga, Teresa Fazolo, mestranda na PUC Rio na área de cinema e educação. A imagem fala por si mesma e comprova que mil palavras talvez não sejam suficientes para transmitir, de maneira tão simples, seu significado.




As empresas e a sociedade no seu dia a dia corrido, competitivo e maquinímico se brutalizam sem perceber. Basta olhar as ruas esburacadas, os vagões hiperlotados dos metrôs de São Paulo e do Rio, o trânsito homicida no Brasil ou o caos no atendimento básico da saúde. Ou os serviços prestados que muitas vezes vendem aquilo que não conseguirão entregar.




A falta de cuidado é patente. Talvez uma marca registrada de um país (mundo?) que enlouquece aos poucos e acha tudo normal, aceitando desrespeitos permanentes aos direitos humanos e às regras básicas da civilidade (uma boa reflexão foi feita pelo Prof. Paulo Nassar em seu recente artigo, na ABERJE, sobre a greve dos coveiros em São Paulo).




Por isso, através desta imagem, de delicada importância, vejo que a discussão sobre o crescimento econômico pujante do Brasil ou da opção pelo tal "Desenvolvimento Sustentável" deveria ser substituída pelo "Envolvimento Cuidadoso". Nas relações diárias e nos planos empresarias e governamentais, precisamos ampliar o cuidado. Com as palavras, os atos, as queixas e as discussões inúteis. O cuidado com a segurança, o cuidado com os outros. Precisamos agir para construir um mundo melhor, lembrando que a vida é um bem valioso, sem preço e que só com um real envolvimento cuidadoso poderemos se chamados de civilizados.




Basta perceber o que a mãe natureza nos oferece de ensinamento, a cada novo dia. O que parece apenas um detalhe, na verdade pode revelar grande sabedoria. Difícil é colocar em prática...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

"Marcas" da violência?



Agosto trouxe para as ruas de diversas cidades inglesas cenas de vandalismo, pancadaria e violência. Enquanto moradores fugiam em pânico, saques, brigas e incêndios aconteciam numa onda crescente de destruição.


Agora que o sensacionalismo da mídia, característico dos momentos de fúria popular já passou, é hora de analisarmos o risco que algumas marcas correram durante essa convulsão social. Imagens associadas à perigosas identidades, deixaram algumas marcas e seus posicionamentos com mais uma dor de cabeça na hora de mapear riscos e analisar o grau de influência de sua comunicação no apoio a comportamentos e "atitudes de marca" originais.


Num rápido olhar sobre as fotos dos manifestantes e dos criminosos que invadiram as ruas inglesas, podemos perceber as marcas preferidas desse público. A Adidas, aparentemente, saiu na frente como o ícone dos jovens violentos (ainda cabe uma pesquisa mais detalhada sobre isso, mas minha percepção é essa).

O quanto toda essa conexão entre brand & violence vai afetar a imagem e a reputação desse nome, de força global, ainda é uma incógnita. Mas a repercussão foi imediata e continua com seus desdobramentos. A revista Ethical Corporation, por exemplo, promete uma análise mais a fundo.

Se uma imagem vale por mil palavras, a propaganda oficial da Adidas não chega nem perto da propaganda real que os tumultos colocaram nas redes sociais, nos jornais e nas reportagens ao redor do mundo. Talvez a área comercial tenha até atingido suas metas, mas é a área de marketing e de RP quem vai ter que resolver essa crise, com certeza. Vamos acompanhar, porque aqui no Brasil também temos esse mesmo tipo de associação, com outras marcas estimulando comportamentos e representando um jeito de ser e de agir que tem a capacidade de distribuir personalidades, unir tribos, construir nichos de mercado específicos e rentáveis.

Há possibilidade de controle? Provavelmente não. A guerra da comunicação e do marketing é sempre de influência. Para o bem ou para o mal. Se as marcas representam emoções e atitudes, ao menos no caso da Adidas, os jovens ingleses foram para as ruas como jogadores de um único time, que entra em campo com o objetivo de trazer a taça na garra e na marra e sentir o gostinho da vitória. Mesmo que seja numa única partida, onde vale tudo e o fair play não existe...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Guerra do Post-it.




Das janelas da França para o mundo (em breve a onda chegará até nós) surge uma nova frente de batalha do marketing e da propaganda, a custo quase zero.



Trata-se da Guerra do Post-it (http://www.postitwar.com/) uma brilhante ação promocional para se consumir o Post-it, criada pela agência francesa de nome engraçado De Gustibus et Coloribus Agence Conseil en Comminication Digitale - especializada em ações na web e nas redes sociais. A estratégia toda começou com desenhos super transados, feitos com o famoso papelzinho adesivado da 3M e colados nas janelas, incentivando a moçada a fazer suas criações de papel e divulgar tudo pelas redes sociais.




Numa disputa para chamar a atenção, as vidraças foram surgindo cada vez mais apinhadas de mensagens, desenhos e colagens variadas feitas por anônimos atrás de seu segundo de fama virtual.



A ideia colou: a ação já foi divulgada pelos jornais do mundo todo (vamos lembrar que agora os jornalistas são os novos publicitários, achando que estão fazendo reportagem, quando na verdade estão fazendo é propaganda gratuita). E claro, blogueiros, como eu, também estão multiplicando os atributos da marca ao comentar o assunto.



Por certo, uma estratégia que une comunicação e resultado de maneira instantânea: gastando tanto Post-it assim os estoques vão ser reduzidos e o share of mind da marca vai ser alto. Aliás, a idéia desse produto da 3M é genial, assim como o Band Aid da Johnson. Simples e prático, para se usar no dia-a-dia.




Depois, a papelada colorida toda vai pro lixo, mas tudo bem...provavelmente outra novidade já vai estar no ar (ou nas janelas). Vamos aguardar. Num mercado competitivo, de estréias e inovação permanentes, a última novidade já nasce com obsolescência programada.






domingo, 28 de agosto de 2011

Papel de parede com...DDT.



O livro Silent Spring, publicado em 1968, pode ser considerado como um marco na luta por um mundo cujo progresso esteja baseado no desenvolvimento sustentável (mesmo que o termo nem existisse nessa época).


Sua autora, Rachel Carson, foi perseguida pela poderosa indústria química que vendia e "detetizava" casas, ruas e campos com o pesticida destruidor de mosquitos, besouros, baratas e também as entranhas de aves, peixes e seres-humanos. Sabemos hoje que o DDT é cancerígeno e que os pesticidas e os agrotóxicos (hoje chamados de "defensivos agrícolas") trazem enormes riscos à saúde e à vida.


Como tudo é comunicação, a propaganda da época explicava direitinho os benefícios dos produtos e, pasmem, um deles, o papel de parede com DDT também tinha seu anúncio bem ao estilo "família protegida". Naqueles dias, como hoje, poucos são os publicitários que se perguntavam se o produto era realmente inofensivo e se algum perigo poderia estar presente. O princípio da precaução nem existia...muito menos alguma consciência socioambiental.


É por isso que digo nas minhas aulas que os comunicadores não são apenas operadores técnicos de ferramentas e estratégias de comunicação, mas antes de tudo, são cidadãos responsáveis pelo que divulgam, criam, distribuem.


A comunicação fez a cabeça de muita gente durante todos estes anos criando necessidades e induzindo comportamentos, hábitos e estilos de vida que o mundo atual já não comporta mais. O papel de parede com DDT é um desses exemplos.


A pergunta de hoje é saber qual o próximo anúncio irresponsável que está circulando por aí? Seja ele na esfera pública - como propaganda de Estado ou de empresa estatal poluidora ou na esfera privada, com produtos e serviços que não trazem benefício algum e, pelo contrário, são enganosos na sua origem ou mesmo ecologicamente danosos na sua cadeia de valor.


Difícil questão, necessária discussão. Papel de parede com DDT jamais...propaganda irresponsável, idem!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

"Aqui só funciona quando não funciona"

Uma enorme fila num gigantesco supermercado, de marca famosa. Chego no caixa e escuto a conversa entre o gerente e o caixa. A frase do título resume o diálogo e me dá a dica para um novo post.


Bem vindos à comunicação surreal? Calma, nem tanto. Escutar, à queima roupa, um comentário desses de um funcionário, na linha de frente de atendimento aos clientes, sem qualquer pudor ou vergonha me fez concluir que é a crise naquele varejão era grave... Mas, traduzindo a conversa, o que acontecia era uma reclamação do caixa dizendo que as coisas precisavam dar errado, dentro da empresa para que providências fossem tomadas.


Ou seja, só com uma crise (não importa o tamanho) é que a empresa acorda, toma atitudes, resolve, se mexe. Já viu alguma empresa assim?


Resultado: o gerente com outros dois atendentes ficaram com a equipe nos caixas ajudando a ensacar as compras dos clientes e agilizar o atendimento naquele setor do supermercado. A conclusão (brilhante) do funcionário foi a de constatar que naquela empresa as coisas só funcionam...quando não funcionam! Surreal!

domingo, 21 de agosto de 2011

Quem é o "comunicador para a sustentabilidade"?

Nestes tempos onde a sustentabilidade ganha contornos espetaculosos desde que Al Gore estrelou o "Uma Verdade Inconveniente" e que o Protocolo de Quioto estampou folhas e folhas de jornais pelo mundo afora, penso que seja necessário saber, como será o comunicador que essa nossa Era da Sustentabilidade vai demandar?


Sensacionalismos apocalípticos à parte, considero que o momento atual demanda uma olhar mais sistêmico, amplo, humanizado e dialógico entre pessoas, povos e países. O mundo precisa de uma mudança positiva, como diz a ONG POSITIVE CHANGE e os diferentes atores sociais deverão se comunicar cada vez melhor, com mais afeto, atenção e respeito. As mudanças climáticas e os efeitos de catástrofes como a do vazamento de petróleo no Golfo do México, da lama de bauxita na Hungria e da radição pós-tsunami no Japão desconhecem fronteiras políticas, bem como derrubam reputações de marcas e empresas aparentemente bem administradas e organizadas.


Na minha percepção portanto, o comunicador é um comunicador social, antes de ser um manipulador de técnicas e do saber instrumental, deve ser um humanista no conceito amplo do termo: não somos receptores automatizados de inputs mas antes de tudo pessoas que sentem, sofrem, pensam e tem o direito de saber como os produtos, os serviços e as promessas de governos, empresas e produtos são feitos.


Ninguém quer levar gato por lebre (a INDITEX que o diga, com as últimas denúncias sobre uso de mão de obra quase escrava, costurando roupas para a sua marca ZARA no interior de São Paulo) e por isso um comunicador deverá ser capaz de identificar riscos.


Bem como se sua atuação for no Governo, deverá ser capaz de ver o quanto são ridículas as propagandas oficiais que comemoram conquistas sociais inexistentes, usando bordões ufanísticos para iludir eleitores desavisados com um discurso exageradamente nacionalista.


O comunicador para a sustentabilidade deverá ter uma visão sistêmica e ser um influenciador cultural capaz de promover o diálogo, servindo de intérprete e tradutor de conceitos e significados novos e complexos para diferentes interlocutores. Comunicar no sentido de esclarecer e educar.


No conjunto, um profissional a serviço de uma era planetária, onde sua construção diária será a de aproximar essa família que ainda não se conhece direito: a Humanidade. Para que essa família aprenda rapidamente a cuidar melhor de sua casa, morada de todos, a Terra.








terça-feira, 16 de agosto de 2011

As influências sobre a Comunicação Interna.



Diferentes empresas, diferentes negócios. Diferentes modelos mentais e culturais. As influências sobre a qualidade e a eficiência da comunicação interna são variadas. Um negócio de siderurgia é o oposto de uma rede de varejo, que é o oposto de uma fábrica de comida para cachorro.


O desafio, entretanto, parece ser o mesmo no final das contas: fazer a comunicação interna fluir para facilitar os processos de gestão, a integração de equipes, a solução de conflitos ou a aprendizagem organizacional entre outros objetivos estratégicos.


Numa visão mais abrangente, nada melhor do que um mapeamaento das influências que a comunicação interna sofre, incluindo também a qualidade da equipe responsável pela área, sua maturidade pessoal e profissional e, claro, os riscos potenciais que cada empresa possui.


A imagem é de uso livre.







quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Diálogos para a Sustentabilidade.



Esta semana pude participar, mais uma vez, dos "Diálogos para a Sustentabilidade" que o Grupo Rosa Leal, através da empresa Centelha Equipamentos Elétricos está realizando. O ciclo de encontros faz parte de uma proposta de aprendizado sobre questões ligadas ao desenvolvimento sustentável.


O grupo publicou, no ano passado, seu primeiro relatório de sustentabilidade no modelo da GRI, no nível de aplicação C. Para 2011, o desafio é avançar para o nível B. Contudo, para que isso aconteça de fato, muito além da simples impressão de um relato, a proposta busca engajar inicialmente os empregados da sede e de todas as filias (Volta Redonda, Itaguaí, Macaé entre outras localidades) e também os fornecedores, clientes e parceiros comerciais.


Trata-se de uma trajetória onde a integração entre as áreas e os diferentes públicos de interesse começam a interagir cada vez mais para alcançar novos modelos de gestão, baseados em processos sustentáveis. Comunicação e educação, portanto, andam juntas.


Desde o começo do ano, já foram realizados mais de 10 encontros reunindo mais de 250 pessoas, além de ações de comunicação interna.




quinta-feira, 21 de julho de 2011

Forma e conteúdo.



"Use a eletricidade de forma inteligente" diz o anúncio da empresa Eskom, companhia sul-africana responsável pela venda de 95% da energia elétrica naquele país e também para outros países do sul da África. Uma proposta muito bem posicionada para uma mídia outdoor. Excelente exemplo de forma e conteúdo, combinados de maneira criativa para passar o recado.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Golfo do México.




Não só a tragédia da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México, mas o vazamento de um oleoduto no Alasca e uma explosão em Texas City puxaram para baixo o valor da reputação e a confiança na marca da BP.



A empresa diz agora, em seu site, que está passando por mudanças estruturais nas questões de saúde e segurança, análise e prevenção de riscos e modelos operacionais além de revisitar seus "valores e comportamentos".



A tragédia no Golfo é considerada como o pior desastre na história da indústria do petróleo. Um case permanente de estudo e análise, além de alerta e prudência. Não há mais espaço para considerar apenas os resultados econômicos a qualquer preço. Este é um modelo de negócio ultrapassado ainda mais para o segmento do óleo e do gás com seus múltiplos riscos.



A sociedade e a economia ainda dependem de novas e alternativas fontes de energia "limpa" mas a transição é urgente. Estragos e impactos como o da BP nos ecosssistemas das regiões afetadas pelo vazamento monumental de óleo, levam dezenas de anos para serem recuperados. As vidas humanas perdidas na explosão nunca mais o serão.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Che Guevara S.A.



A célebre foto do guerrilheiro argentino Che Guevara tornou-se estampa de camiseta, tatuagem, selo, chaveirinho e foi consumida pelo mundo como ícone da luta pela liberdade. Há 50 anos, Guevara lançava bombas contra a ditadura de Batista em Cuba, tentava organizar uma guerrilha na África e ainda fazer uma revolução na Bolívia. Matou muita gente e acabou preso e fuzilado. Aqueles eram tempos de um mundo bipolar onde a extinta URSS dividia o planeta com o Tio Sam.


A história nos mostra que o mito suplantou o homem, um rebelde que não poderia imaginar como sua imagem seria embrulhada pelo espírito capitalista, sendo idolatrada até por grandes empresas multinacionais. Exatamente contra as quais Guevara lutou.


No mundo de hoje, muita coisa mudou. Somos multiculturais, os BRICs dividem espaço na geopolítica mundial com a Europa e os EUA. Fala-se em responsabilidade social corporativa, fala-se em diversidade...Só mesmo a busca de lucros e de consumidores não mudou. Pelo contrário. Agora, o vale tudo das leis de mercado se supera.


Por falar nisso, recebi da Akzo Nobel , a futura "most meaningful paint company" do mundo, de acordo com a própria visão de futuro da empresa, a última edição da sua revista corporativa A - Tomorrow´s Answers Today. A capa deste mês pinta o Che com cores vivas e vibrantes, num estilo baseado em Andy Wharol . Talvez o primeiro Che Guevara corporativo que se tem notícia.


Para quem não conhece direito a história, o uso da imagem do Che é um clamor à liberdade, ao espírito questionador e inventivo da juventude. Um chamado à quebra de paradigmas, mesmo que pela força das armas. Com gente morta, contra e a favor. Uma mudança muito mais profunda do que a troca das cores nas paredes do quarto de dormir.


Já para quem percebe na ação de marketing a incoerência do seu próprio discurso, estrategicamente embalada para conquistar corações e mentes dos incautos, fica a pergunta: que diabos o cara está fazendo naquela capa? Será que a Akzo Nobel tem esse espírito no seu dia a dia de trabalho? Nas suas fábricas? Nas suas relações comerciais com parceiros e fornecedores?


Não sei. Talvez eu esteja desatualizado, mas não consigo enxergar nada além de um greenwashing cultural nas cores dessa estratégia . Onde o "caminhando e cantando" do discurso está fora da ordem prática da companhia.


Espero estar enganado. Afinal, Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás é uma frase que poderia ser emoldurada nas salas de reunião de grandes corporações. Só para lembrar que o mercado pode ser extremamente selvagem, sempre que colocarmos a ternura, os afetos e o cuidado com a vida das pessoas em último lugar na escala de valores.





segunda-feira, 11 de julho de 2011

Crise de imagem 2.


Quais são os "esqueletos no armário" do seu negócio? Da sua empresa? Um comunicador empresarial estratégico precisa ficar atento aos riscos que podem ferir a marca de uma empresa.E por isso, é preciso descobrir pontos fracos e mapear temas sensíveis.

Um olhar mais amplo sobre possíveis cenários de crise pode, por exemplo, descobrir que fornecedores e parceiros do negócio na cadeia de valor da empresa são capazes de fazer um grande estrago na imagem da empresa.

A Mattel, fabricante da Barbie, descobriu isso da pior maneira possível. Seu fabricante de embalagens de papelão, a APP (Asia Pulp and Paper), é uma das maiores destruidoras de florestas tropicais na Indonésia. Segundo o Greenpeace, essa relação comercial coloca a própria boneca Barbie como responsável pelo desmatamento naquele país.

Resultado: protestos, crise e muita polêmica. Até o Ken, namorado da Barbie, entrou na história e foi parar num banner gigante na sede da Mattel nos EUA.

Nesse caso, perderam todos. A marca institucional Mattel e seu produto mais conhecido, a boneca Barbie: há décadas, sonho de consumo de muitas meninas nos EUA, na Indonésia e no Brasil.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Crise de imagem.


A Light está passando por um momento difícil. Sua marca e sua reputação estão sendo dilapidadas em valor a cada nova explosão, a cada nova fumaça que aparece misteriosa e sinistra de dentro de um bueiro.

As sucessivas explosões estão em todos os jornais de hoje, parecendo uma triste novela que repete capítulos. É grave. Tem solução? Sim. Requer investimento pesado na manutenção da rede - o que não costuma agradar a muitos acionistas e investidores que buscam lucro sem risco e sem investimento.

Mas uma empresa com a tradição da Light não é de um dono só...todos os seus consumidores são donos dessa marca (mesmo porque não há opção de escolha ou concorrente para o cliente tipo pessoa física).

O melhor da empresa ainda é a sua equipe, seu capital humano. O RH continua com um trabalho de excelência, assim como a Comunicação, mas enquanto não se resolvem as questões operacionais nas instalações e nos bueiros da cidade, o moral do time fica baixo. Usar uniforme da empresa nestes dias deve ser bem difícil.

O problema maior: as vítimas humanas feridas nesses desastres. Não tem preço.

Agora, não seria mais do que hora de convocar a última diretoria da Light para dar explicações sobre essa crise?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Coisa de maluco.



Propaganda não resolve nada quando o problema envolve gestão. Propaganda só resolve quando a empresa está estruturada internamente, para dar conta do recado passado pelo marketing. Você só pode cumprir uma promessa se estiver comprometido com ela.

Se você trata mal seus empregados, deixa todo mundo sem saber qual o rumo da empresa, como a estratégia se desdobra e qual o papel de cada um no negócio, não fique surpreso se sua publicidade pintar uma realidade diferente do que rola pelos corredores da sua empresa.

Afinal, se você pensa que cliente é um ser que só existe fora da empresa, acorde para a nova (na verdade, velha) onda: seus principais clientes trabalham ao seu lado! Porque se um empregado não compra o que você vende, cuidado. Sua propaganda é enganosa, na certa!

Quem vai dar conta de atender bem um pedido, dar a merecida atenção a uma reclamação, queixa ou sugestão se não souber como, nem entender o porquê, o significado das coisas que são demandas pela administração? Portanto, lembre-se desse conselho: se você não tem uma comunicação interna eficiente, clara, constante e estimulante, você vai gastar muito budget com os publicitários à toa.

Pode apostar: só deve fazer propaganda quem está preparado para vender e sem comunicação interna é muito provável que o pessoal da entrega esqueça o produto no balcão, porque o pessoal da expedição esqueceu de falar com o motorista, que esqueceu de falar com o coordenador, que sequer sabe quem é o superintendente de área. Onde ninguém se conhece direito e onde provavelmente o gerente de marketing não fala com o gerente de comunicação interna, que não fala com as pessoas da assessoria de imprensa, que não conhecem o pessoal da fábrica, nem do call center etc etc etc.

Tal qual uma cadeia de "telefone sem fio" - igualzinho àquelas brincadeiras de criança onde ao final da fila, a mensagem que chegava estava tão distorcida que parecia uma...coisa de maluco! Alguém já viu este filme?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Retrofit:a modernidade que respeita a história da marca.



O centro da cidade do Rio de Janeiro (assim como de várias capitais brasileiras) possui prédios antigos de empresas cujas marcas se confundem com a história da própria cidade. Nesse sentido, para equilibrar modernidade e tradição, o "retrofit" parece ser uma tendência valiosa no segmento imobiliário.

Trata-se de uma reforma interna, adaptando a alta tecnologia à arquitetura antiga. Uma proposta que preserva a história e o DNA da marca, na busca da harmonia - num mercado sempre competitivo.

Se tudo comunica, a arquitetura de um prédio e o resgate de sua história devem fazer parte da estratégia de comunicação integrada da empresa. A SulAmérica Seguros é uma marca que está fazendo exatamente esse retrofit no seu prédio, inaugurado em 1949 no centro da cidade maravilhosa.

Seguros e Previdência são ramos que exigem como atributos de uma marca a confiança, a solidez e a tradição, alinhadas à modernidade e a tecnologia de ponta. O reftrofit do prédio da SulAmérica deve representar exatamente isso.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O "mascote" da Polícia...japonesa.



Parece brincadeira, mas é sério. No Japão, o mascote da polícia lembra o Pokemón mas simboliza na verdade o espírito do "servir" dos seus policiais. Aliás, só mesmo num país com uma das menores taxas de violência do planeta para vermos um mascote como esse nas entradas dos postos de polícia.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Alex Grey.





Perceber o ser-humano como uma rede de conexões e troca permanente de energia é um outro modo de observar e valorizar a vida. Alex Grey, bem diferente de Fritz Kahn (ver post anterior) traz essa proposta em sua arte.






Sair do racional, do técnico-científico e mergulhar numa essência bio-energética já é um passo além na direção de uma civilização cujos valores não podem mais ser puramente quantitativos. A sustentabilidade traz esse desafio: resgatar valores que a produção a qualquer custo enterrou, em nome de um crescimento puramente econômico, sem preocupação ambiental ou social de seus impactos.




Com Alex Grey, além de tudo, podemos perceber que a vida é mais que troca de energias. É na verdade, uma rede de comunicação.

Fritz Kahn.




O olhar mecanicista sobre a natureza humana tem tentado explicar o funcionamento da vida através da analogia com máquinas, relógios e engrenagens. Como se a vida tivesse um manual de instruções.




Não é à toa que os problemas ambientais que temos hoje são oriundos desse olhar "industrializado". É verdade também que ainda não temos uma alternativa sustentável para nossa atual civilização. Mas é interessante perceber como até na arte, o imaginário foi seduzido pelo racionalismo, pelo cartesiano, pelo técnico frio. A obra Fritz Kahn (1888 - 1968) é um exemplo dessa visão.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pelados e na chuva:"iguais" pela Desigual.



Desigual: uma marca vitoriosa no mercado da moda. Só para complementar: vejam o avanço da turma na hora da abertura das portas da loja. A foto é da filial na Alemanha.

Mas e você? Também ficava de cuecas (ou calcinha) por uma nova peça do seu vestuário?

Veja mais, acessando o site:http://www.blogger.com/www.desigual.com

Pelados e na chuva: "iguais" pela Desigual.


O conceito de um verdadeiro "embaixador" de uma marca vai além da fidelização do consumidor. Pode-se dizer que é algo como uma seita, uma idolatria: quando uma pessoa é capaz de sacrificar-se para possuir a marca desejada - pagando qualquer preço por ela.

Recentemente, a Desigual conseguiu que seus fãs ficassem seminus (somente de cuecas, calcinhas e sutiãs) na fila e na chuva para comprar suas roupas. Uma estratégia de marketing e sedução brilhante: pelado todo mundo fica igual, mas vestido com "Desigual" cada um ganha uma nova pele. Mesmo que a coleção seja a mesma para a legião de fãs (o que os tornará uniformizados e iguais novamente).

Mas quem pensa nesse tipo de questão é intelectual ou pesquisador não é mesmo? Parece que o que mais importa mesmo é fazer parte de uma tribo: sofrendo na rua para alcançar o "mundo mágico" que a experiência da marca promete. É o fascínio e o glamour da moda e dos tecidos, cores, texturas, cortes, estilos. Das marcas fashion!

Roupa é a nossa segunda pele e no plano simbólico, trocar de roupa é como trocar de pele. Apelo psicológico irresistível, num mundo onde queremos ser diferentes, mas também sermos iguais: aceitos em nossas tribos - mantendo nossas individualidades.

domingo, 12 de junho de 2011

Mais uma do Google: Dia dos Namorados.

Já falei aqui da flexibilidade da marca Google mudar de cara a cada nova data comemorativa. Hoje, registro aqui os corações apaixonados do Google em homenagem aos namorados.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O ursinho polar que vende pão de forma.




As marcas institucionais servem como um guarda-chuva de reputação para suas marcas de produtos. Deveria ser assim, se estivessem dentro de uma visão estratégica mais ampla de relacionamentos com seus multi stakeholders. Muitas vezes a marca de um produto é mais forte do que a "marca mãe". Uma Brahma vale mais do que uma AB ImBev - pelo menos aos olhos dos seus brahmeiros.


A Nestlé fez um movimento institucional há tempos e colocou sua marca em todos os produtos. Do Nescau ao Leite Moça, do Alpino ao Neston, todos receberam o nome Nestlé como um valioso carimbo institucional. Nestlé nesse caso é um símbolo tradicional, tão forte quanto a marca dos produtos que vende.


Quem está fazendo algo semelhante na sua linha de pães de forma é a mexicana Bimbo. Dona das marcas Pullman, Plus Vita, Firenzze e Nutrella, entre mais de 5 mil produtos e uma das mais poderosas panificadoras globais, a Bimbo já está estampando seu ursinho branco nas embalagens.


Qual o benefício desta ação? Ainda não percebi, mas o mascote corporativo está chegando para ficar e marcar terreno e mercado. De acordo com o site da empresa, a proposta é mostrar que a família consumidora tem agora um novo parceiro: prático e versátil, além de divertido. Com certeza terão que investir muito nessa comunicação para tornar tanto o simpático personagem quanto o nome Bimbo conhecido e admirado.


A Bimbo não atua somente no B2C mas também no B2B. No Brasil, o ursinho padeiro e polar faz negócios com Bob´s, Burger King e PlayCenter entre outros.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quem está cuidando da lojinha?



Marcas são promessas. Marcas vão além dos nomes, logos, embalagens, design. Transmitem idéias, valores, sonhos. Algumas crises começam quando nos decepcionamos na experiência de contato, de relacionamento com aquela marca em seus diferentes movimentos. No ponto de venda, na entrega do produto ou do serviço, no atendimento do call center, na qualidade, no cuidado e na atenção daquele empregado uniformizado com as cores da marca e a própria marca no peito ou no boné.


O que acontece nessas horas? Falta de treinamento, falta de atenção, falta de respeito, falta de motivação? Falta de comunicação com certeza absoluta. Quem é o responsável pela marca? Esta deveria ser uma mensagem esclarecedora e permanente nos processos de comunicação interna. A resposta seria óbvia: todos os que trabalham na empresa são os responsáveis pela marca. Em diversas palestras e aulas já escutei que "os empregados são os embaixadores da marca" e são eles que fazem a promessa acontecer de fato. O encantamento surgir. A começar pelos sorrisos. Seguidos de uma atenção especial ao que o cliente está dizendo, querendo, desejando.


Lembrando que os clientes são eles mesmos porque se um empregado não compra o produto, o serviço ou a marca da empresa na qual trabalha, alguma coisa está muito fora da ordem, não é mesmo?


A experiência da marca começa lá no projeto, no conversar com os times de trabalho para depois passar pela fabricação do produto, no contato com os fornecedores, despontando no atendimento e na satisfação total do cliente. Lá na "lojinha". Por isso, quando você perguntar quem está cuidando da lojinha, saiba que pode ser tarde demais. A própria pergunta já vai demonstrar que não há nenhum empregado tomando conta da lojinha e da marca da empresa e assim o cliente pode estar tendo uma péssima experiência. O risco é ele nunca mais voltar...




quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um slogan inspirador.



Desculpem meus amigos publicitários, talvez seja pouco criativo (não ganha Cannes, com certeza) mas é uma mensagem poderosa para uma ONG.: Imagine o poder do possível!


A tradução perde um pouco, mas continua com uma pegada poderosa para olhar para a frente e lembrar que tudo o que existe hoje, um dia já foi uma simples idéia. E que muitos não acreditaram nas suas idéias e sonhos, não conseguiram tirá-las do papel ou mesmo nem conversaram a respeito...


Este slogan é sensacional: mexe com nossas potencialidades, nos convida a sonhar e a tentar fazer, tentar crescer. Gostei muito.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Freud na comunicação interna?

“Sua empresa tem sentimentos?” é uma pergunta totalmente fora dos padrões corporativos, não é mesmo? Quantas vezes você já ouviu alguém preocupado com os sentimentos e os afetos nas relações humanas da organização onde você trabalha? Poucas, provavelmente. Talvez, nenhuma única vez.

A boa nova é que essa realidade pode estar mudando. Se as áreas de RH, com seus psicólogos e suas assistentes sociais, não deram conta de cuidar dos sentimentos das pessoas, algumas empresas já estão oferecendo serviços de apoio, por telefone, para empregados com depressão, tristeza crônica, desmotivação. Trata-se de um canal onde o empregado pode falar sobre seus problemas e sentimentos sem se identificar, apenas para “desabafar”. Uma abertura para ser ouvido, para poder falar um pouco de si – como numa terapia, digamos assim.

Se em tudo que fazemos e pensamos existe a influência de nossos sentimentos, vivemos o momento ideal para cuidarmos deles dentro das empresas. Empresas como organismos vivos, feitas pela força de trabalho e de vontade das pessoas que nela convivem, devem perceber que sentimentos individuais influenciam ambientes coletivos, mudam o clima organizacional, interferem nas metas e impactam na saúde e na segurança.

Nossos sentimentos nos tornam humanos e nossas emoções simplesmente surgem, muitas vezes sem controle. Geralmente durante feedbacks ou mesmo nas reuniões. Muitas vezes os sentimentos se exaltam nas rodas de café, escapulindo com mais nitidez na famosa “rádio corredor”.

A fofoca é uma maneira de amenizar sentimentos represados, contidos. Válvula de escape para expressar com mais liberdade um comentário, certamente impactado por alguma emoção. Isso é natural.

É claro que uma empresa tem objetivos e metas racionais, traçadas com lógica, cálculo e frieza diante de um mercado competitivo, balizado pelos resultados quantitativos ou invés de qualitativos. Por isso mesmo, é necessário saber cuidar dos sentimentos humanos. Equilibrar razão e emoção. Saber abrir canais de escuta, de fala, de diálogo dentro das organizações. Nossas metas são racionais, mas somos seres emocionais.

Muitos problemas e muitas crises poderiam ser resolvidos através desse tipo de política de saúde interna: o cuidar dos sentimentos. Problemas como assédios morais, assédios sexuais, racismo e homofobia, por exemplo.

Portanto, vamos falar sobre nossas emoções? Talvez já tenha passado da hora de trazermos Freud para dentro da comunicação interna.

terça-feira, 17 de maio de 2011

"Twitteiros"




Como novo ícone da indústria cultural, a marca Lady Gaga, personificada na voz e nas atitudes da cantora e musa pop é um sucesso estrondoso. Quem poderia imaginar que atributos como extravagância, polêmica e nonsense poderiam ser a fórmula para um negócio tão rentável?


Lady Gaga é agora uma "twitteira" de audiência invejável: 10 milhões de seguidores, fãs, interlocutores. Sua influência como formadora (ou deformadora) de opinião é igualmente inédita na história das redes sociais, especialmente no microblog Twitter. A moça ganha de Justin Biber e de Britney Spears, outras duas verdadeiras empresas de entretenimento, música e espetáculo.


Levando o tema para o mundo corporativo, aqui no Brasil, uma recente pesquisa da Miti Inteligência com 18 das melhores empresas de 2010, escolhidas pela Revista Exame, quem se destaca é a TAM. A companhia aérea é a mais citada no Twitter e no Facebook. Lamentavelmente, de maneira ruim: a TAM se destaca com 58,20% de mensagens negativas, num total de 8.970 postagens monitoradas pela pesquisa.


As redes não perdoam. Ao mesmo tempo que podem endeusar, podem denegrir. A influência contudo, no boca a boca do universo digital, é inquestionável. Uma oportunidade de escuta sobre reclamações e sugestões, de diálogo com consumidores e clientes, simpatizantes ou críticos free lancers.


Um desafio que poucos negócios dominam de maneira favorável. Quem sabe não é hora de seguirmos Lady Gaga para descobrirmos sua fórmula "twitteira" de sucesso?












quarta-feira, 11 de maio de 2011

Comunicação integrada ou "estragada"?



O que faz a sua comunicação ser integrada? Um alinhamento editorial e visual de seus veículos com os valores da empresa e os atributos desejáveis de percepção do valor da sua marca? Ok, concordo.




Comunicação integrada para se fazer uma comparação simples, acontece de fato quando olhamos para a empresa e seus processos, veículos e discursos e reconhecemos neles uma mesma "família".




Todos têm a mesma cara, como pais e filhos. Todos têm, entretanto, características únicas. É como a família Simpson da imagem acima. O pai seria a comunicação institucional, a mãe, a comunicação interna, de RH. Os filhos seriam as redes sociais utilizadas, o stand de vendas daquela feira de negócios ou mesmo uma ação pontual de patrocínio. A marca está na cara, implícita.




Deu para perceber a integração da mensagem? A mesma família: uma mesma origem comum identificada pelo cartão de visitas. Mas cada qual com seu objetivo.




Contudo, apesar do exemplo aparentemente simples, a complexidade de sua implantação atrasa e complica sua execução. Muitas empresas com suas ações e movimentos de comunicação parecem um bando de gente com discurso, jeito, estilo, cara e identidade diferentes. Nada se conecta. É folder em P/B com texto formal, é stand de feira colorido com meninas de saia curta distribuíndo flyers , é o vídeo institucional com flashes em 3D brincando com a marca, é a comunicação interna com mural velho na parede e jornal interno entrevistando campeão de iatismo - numa empresa que vende cimento. Ou seja, nada a ver com nada. Ao invés de uma família, um bando reunido à força.




A boa notícia: enquanto tivermos tantas empresas desse jeito, teremos muito campo para uma atuação estratégica e inteligente de comunicadores atentos, de visão sistêmica e foco no valor da marca e na construção de uma identidade única.

sábado, 30 de abril de 2011

Chegou o "sustainable branding".




Em 2009, quando trabalhava na construção do relatório de sustentabilidade da Vale, junto com a equipe da companhia e o time da Report fiz uma brincadeira com o Estevam, um dos sócios da agência. Disse que iria montar um segmento chamado sustainable branding. Lembro disso como se fosse hoje e mal sabia eu que o conceito já estava no mercado. Óbvio que estaria...

Como o mundo não fica parado, a Sustainable Life Media, agência de comunicação americana, agora em junho, nos EUA, faz acontecer a quinta edição do Sustainable Brands ’11, evento sobre"marcas sustentáveis". O encontro vai abordar temas como a "crescente busca pela felicidade e sua influência sobre os valores individuais, organizacionais e globais" e como o bom humor de algumas ações publicitárias está "reduzindo a culpa" dos cidadãos em relação à questões ambientais, facilitando a construção de negócios sustentáveis.


O evento tem o apoio de marcas poderosas e outros novos entrantes do "mercado verde". No meu entender, entretanto, o branding sustentável só vai acontecer de fato se as questões estéticas e do discurso do marketing tiverem como base questões éticas, bem como modelos de produção comprometidos com o tal discurso verde que essas empresas estão apresentando.






quarta-feira, 27 de abril de 2011

O carro do Facebook.


Não, não é uma nova marca de automóveis, nem a expansão dos negócios de Mark Zuckerberg. Trata-se apenas de uma ação promocional da Porsche para celebrar 1 milhão de interlocutores da sua marca nessa rede social. Diz a montadora, que conquistar este total de fãs foi um recorde de rapidez - bem ao estilo Porsche! Na lataria do carro, entretanto, foram gravados apenas 27 mil nomes.

Veja mais em:http://www.porsche.com/microsite/facebook/international.aspx