sábado, 29 de janeiro de 2011

Onde começa uma crise?

Crises de imagem nâo são resolvidas com propaganda. A comunicação ajuda até o ponto de encontro com a "hora da verdade" sobre a qual fala o norte-americano Karl Albrecht. Quando a promessa feita pela propaganda tem que ser cumprida de fato.

Mas onde começam as crises? Para Mário Rosa,autor de "A Era do Escândalo", por exemplo, a falta de uma "cultura da prevenção" seria o estopim das crises. Na minha opiniâo uma mentalidade focada no curto prazo, a falta de planejamento com possíveis leituras de cenários e um monitoramento permanente de cenários em relação ao projetado no plano são as causas inicias de uma crise.

Diante disso, cabe ao comunicador empresarial, atuar além das disciplinas do jornalismo, da publicidade e das relações públicas e tornar-se um gestor de imagem e reputação. As informações circulam diariamente e um comunicador atento, observador da complexidade do mundo atual, capaz de fazer as conexões entre uma notícia aparentemente isolada e sua relação com um negócio torna-se um analista estratégico fundamental para a empresa.

É um novo campo de atuação para os profissionais da comunicação - lembrando que soluções de comunicação para cada cenário mapeado também deverão ser levadas para a mesa da diretoria. Só notícia ruim ninguém aguenta, apesar de que um plano de gerenciamento de crises começa inevitavelmente pela pergunta: o que pode dar errado?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Defesa civil, comunicação e crise.

Como a comunicação pode ser utilizada para facilitar a defesa civil?

Como primeira etapa para uma gestão de crise a questão deve ser preventiva. Atuar de maneira a elaborar cenários possíveis e seus desdobramentos, a partir de informações recolhidas numa permanente leitura de cenários é um trabalho estratégico e de imenso valor. Nas recentes tragédias de Angra dos Reis e agora, nas ciadades serranas do estado do Rio de Janeiro a pergunta que fica é a respeito dos riscos que a população corria. Era possível identificar esses riscos e evitar tantas mortes?

É papel de um comunicador ser proativo. Pela sua formação acadêmica ampla abrangendo antropologia, sociologia, psicologia entre outras disciplinas, o comunicador tem uma visão multidisciplinar extremamente útil para a prevenção de crises. Para o alerta - não de maneira desesperada, mas através de propostas e soluções de comunicação para cada nível de crise mapeado. Mapeados com uma articulação feita com moradores, governantes, técnicos, imprensa, empresas, numa rede de colaboração integrada.

Além disso, no que se refere a defesa civil, não importa se este profissional é de um empresa privada ou de uma secretaria de governo. Se ela trabalha diretamente num jornal ou numa rádio ou mesmo nas redes sociais. Onde estiver ele deve reunir a informação com um olhar cidadão, além da expertise puramente técnica, instrumental. A fúria da natureza desconhece limites políticos, de classe social, de traçados urbanísticos, dos manuais. A catástrofe é coletiva e suas consequências de longo prazo castigarão toda a sociedade.

O que quero compartilhar aqui, também, é um bom exemplo diante da tragédia. Uma boa notícia em meio à tanta desgraça. Tudo indica que em Areal, pequeno município na região serrana fluminense, a comunicação funcionou de maneira simples, eficiente e barata. O uso de um carro de som alertando os moradores próximos aos rios e em áreas de risco para uma imediata evacuação, salvou vidas preciosas. O bom e velho megafone deu o recado: milhões de reais em equipamentos de última geração de nada servirão se gestores e administradores, comunicadores e cidadãos não estiverem preparados para agir preventivamente. Assumindo suas responsabilidades de maneira plena, mesmo que isso signifique a perda de votos. Mesmo que isso signifique abandonar o tom sensacionalista das notícias por um viés mais educativo. Mesmo que isso nos obrigue a uma mudança de estilo de vida.

Veja mais sobre este tema em PLURALE - Artigo:"O flagelo das águas" -
http://www.plurale.com.br/noticias-ler.php?cod_noticia=9974

E em ABERJE - Artigo: "Comunicação para a defesa civil" -
http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=454&ID_COLUNISTA=27

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Comunicação de impacto.


Bernie Ecclestone, o chefão da Fórmula Um foi assaltado em sua casa na Inglaterra mas não perdeu a chance de fazer um bom marketing em cima do episódio. Mesmo com um olho roxo, tornou-se o garoto propaganda da Hublot, marca de relógios oficial da Fórmula Um.

De gosto duvidoso, vale como um exemplo de anúncio de oportunidade. O texto diz, em tom de humor negro, bem ao estilo britânico: "Veja o que as pessoas fazem por um Hublot." De qualquer maneira, vale pena inovação - nunca vi um executivo se expor desta maneira. Mas, é a tal história de fazer do limão uma limonada...e dar a volta por cima.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Retrospectiva Brasil 2010.


Que Eike Batista sabe se comunicar eu acho que ninguém tem dúvida. Como empresário de sucesso e homem de visão, EB esta no Twitter - onde responde pessoalmente aos seus seguidores. Além disso, recentemente, trocou seu blog por um website. Nele encontramos não só a visão 360º com a qual busca conduzir seus negócios como uma retrospectiva sobre o Brasil destes últimos tempos. Vale a visita: http://www.eikebatista.com.br/