quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Defesa civil, comunicação e crise.

Como a comunicação pode ser utilizada para facilitar a defesa civil?

Como primeira etapa para uma gestão de crise a questão deve ser preventiva. Atuar de maneira a elaborar cenários possíveis e seus desdobramentos, a partir de informações recolhidas numa permanente leitura de cenários é um trabalho estratégico e de imenso valor. Nas recentes tragédias de Angra dos Reis e agora, nas ciadades serranas do estado do Rio de Janeiro a pergunta que fica é a respeito dos riscos que a população corria. Era possível identificar esses riscos e evitar tantas mortes?

É papel de um comunicador ser proativo. Pela sua formação acadêmica ampla abrangendo antropologia, sociologia, psicologia entre outras disciplinas, o comunicador tem uma visão multidisciplinar extremamente útil para a prevenção de crises. Para o alerta - não de maneira desesperada, mas através de propostas e soluções de comunicação para cada nível de crise mapeado. Mapeados com uma articulação feita com moradores, governantes, técnicos, imprensa, empresas, numa rede de colaboração integrada.

Além disso, no que se refere a defesa civil, não importa se este profissional é de um empresa privada ou de uma secretaria de governo. Se ela trabalha diretamente num jornal ou numa rádio ou mesmo nas redes sociais. Onde estiver ele deve reunir a informação com um olhar cidadão, além da expertise puramente técnica, instrumental. A fúria da natureza desconhece limites políticos, de classe social, de traçados urbanísticos, dos manuais. A catástrofe é coletiva e suas consequências de longo prazo castigarão toda a sociedade.

O que quero compartilhar aqui, também, é um bom exemplo diante da tragédia. Uma boa notícia em meio à tanta desgraça. Tudo indica que em Areal, pequeno município na região serrana fluminense, a comunicação funcionou de maneira simples, eficiente e barata. O uso de um carro de som alertando os moradores próximos aos rios e em áreas de risco para uma imediata evacuação, salvou vidas preciosas. O bom e velho megafone deu o recado: milhões de reais em equipamentos de última geração de nada servirão se gestores e administradores, comunicadores e cidadãos não estiverem preparados para agir preventivamente. Assumindo suas responsabilidades de maneira plena, mesmo que isso signifique a perda de votos. Mesmo que isso signifique abandonar o tom sensacionalista das notícias por um viés mais educativo. Mesmo que isso nos obrigue a uma mudança de estilo de vida.

Veja mais sobre este tema em PLURALE - Artigo:"O flagelo das águas" -
http://www.plurale.com.br/noticias-ler.php?cod_noticia=9974

E em ABERJE - Artigo: "Comunicação para a defesa civil" -
http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=454&ID_COLUNISTA=27

Um comentário:

Anônimo disse...

Luiz, faltou iniciativa, vontade e gestâo de riscos para as outras prefeituras? O que dizer da briga entre a Igreja, a Cruz Vermelha e a Prefeitura de Teresópolis na coordenação da entrega de donativos?
Abçs.
CN