sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Síndrome de Jardineiro de Cemitério.

Uma das piores práticas que existem nas organizações é a luta por espaço no organograma. Ao invés de foco na missão da empresa, integração e sinergia, a disputa pelo poder, para saber quem manda mais. Alguém já viu isso acontecer? Eu já.

Recentemente, conversando com uma ex-gerente de uma indústria, há poucas semanas demitida após "sobrar" no organograma, percebi mais uma vez a questão. É a Síndrome de Jardineiro de Cemitério (*) - aquele que tem uma monte de gente debaixo dele. Gente morta, é verdade. Equipes inteiras sem qualquer entusiasmo para cumprir metas, acreditar em desafios, trabalhar com um mínimo de motivação. Gente amedrontada por uma disputa de egos e poder entre os líderes.

Como a comunicação pode atuar nessa questão? Difícil resposta. Tudo vai depender de cada caso e, claro, da cabeça da liderança. Se essa situação acontece, a tendência natural do ser-humano é calar-se, ficar na defensiva. Tornar-se um profissional com "cara de abóbora": que luta para ficar numa caixinha do organograma enquanto "o pulso ainda pulsa" e o pagamento cai na conta.

Mas atenção! As mudanças também podem ser rápidas nesses cenário de crematório de valores. Demitir dois ou três gestores viciados, explicando para a organização o porquê da demissão é o remédio, o elixir eficaz para ressucitar os talentos enterrados nas covas da empresa, digo, baias. Há esperança, podem apostar (ou acender velas, rsrsrs).

(*) Tomei conhecimento dessa síndorme através de um texto do consultor Enilson Espínola Sales, da Sales 7 Consultoria.

2 comentários:

Anônimo disse...

Excelente. Texto curto mas muito bem escrito. Direto ao ponto! Continue escrevendo!

alessandro disse...

Estive morto durante uns oito anos numa grande empesa de comunicação. Pedi demissão e nasci de novo. rs. Se os jardineiros não mudam, que mudem os mortos.