sábado, 30 de abril de 2011

Chegou o "sustainable branding".




Em 2009, quando trabalhava na construção do relatório de sustentabilidade da Vale, junto com a equipe da companhia e o time da Report fiz uma brincadeira com o Estevam, um dos sócios da agência. Disse que iria montar um segmento chamado sustainable branding. Lembro disso como se fosse hoje e mal sabia eu que o conceito já estava no mercado. Óbvio que estaria...

Como o mundo não fica parado, a Sustainable Life Media, agência de comunicação americana, agora em junho, nos EUA, faz acontecer a quinta edição do Sustainable Brands ’11, evento sobre"marcas sustentáveis". O encontro vai abordar temas como a "crescente busca pela felicidade e sua influência sobre os valores individuais, organizacionais e globais" e como o bom humor de algumas ações publicitárias está "reduzindo a culpa" dos cidadãos em relação à questões ambientais, facilitando a construção de negócios sustentáveis.


O evento tem o apoio de marcas poderosas e outros novos entrantes do "mercado verde". No meu entender, entretanto, o branding sustentável só vai acontecer de fato se as questões estéticas e do discurso do marketing tiverem como base questões éticas, bem como modelos de produção comprometidos com o tal discurso verde que essas empresas estão apresentando.






quarta-feira, 27 de abril de 2011

O carro do Facebook.


Não, não é uma nova marca de automóveis, nem a expansão dos negócios de Mark Zuckerberg. Trata-se apenas de uma ação promocional da Porsche para celebrar 1 milhão de interlocutores da sua marca nessa rede social. Diz a montadora, que conquistar este total de fãs foi um recorde de rapidez - bem ao estilo Porsche! Na lataria do carro, entretanto, foram gravados apenas 27 mil nomes.

Veja mais em:http://www.porsche.com/microsite/facebook/international.aspx

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Na falta de conversa...pancada.


O Gentlemens Fighting Club é uma criação bizarra surgida como válvula de escape para o estresse de profissionais da Apple, Google, Yahoo e HP, entre outras empresas, no chamado Vale do Silício na California (EUA).

As "atividades sociais" do clube são feitas numa garagem, sobre um enorme tatame preparado para uma pancadaria de lutadores leigos armados de teclados e porretes, caneleiras e chutes perdidos no ar. Um bando de nerds, profissionais estressados com o dia-a-dia do business da informática que resolveram ter um happy hour diferente na base da truculência. Ou seja, gente que, na falta de canais oficiais de conversa, de qualidade de vida e biofeedback nos ambientes de trabalho, partiu para a pancadaria entre amigos. Literalmente a desmoralização das práticas de gestão de RH.

Espero que a moda não chegue por aqui.

Confira mais fotos e informações, acessando:
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en|pt&u=http://www.usatoday.com/tech/news/2006-05-29-fight-club_x.htm

terça-feira, 12 de abril de 2011

A boa, velha e incorreta propaganda do cigarro...


1946...1947...tempos idos, passado remoto (quase pré-história para a geração Y...Y?). Tempos de propaganda liberada, para fazer corações e mentes mergulharem em sedução e informação numa verdadeira guerra de mercado.


O cigarro - esse vilão moderno, perseguido e banido dos bares, cafés e casas noturnas, proibido e quase ilegal no Brasil, quem diria, era o astro do momento. Puro charme. Até os médicos o elogiavam, dando-lhe credibilidade para esfumaçar pulmões e narinas. Tempos que já se foram. A peça publicitária parece arqueologia, item de museu. Confiram, me deu até vontade de fumar...(brincadeirinha).

quarta-feira, 6 de abril de 2011

"Envolvimento" sustentável?

Algumas palavras têm a capacidade de perder sentido e cair muito rapidamente num imenso vazio. Desconfio que “sustentabilidade” é uma delas. Bem como o tal “desenvolvimento sustentável” que carrega em si mais perguntas do que respostas.

Numa análise mais crítica, vamos perceber que não existem empresas sustentáveis. Mesmo porque ninguém atingiu o perfeito equilíbrio entre as dimensões sociais, ambientais e financeiras que fazem o tripple bottom line e sua nova contabilidade para uma geração de valor de longo prazo. Por certo, temos boas práticas em construção e uma saudável busca por novos modelos de gestão. A questão, contudo, permanece cheia de interrogações.

Diante delas, faz-se necessário não somente um novo modelo mental, como defende o Prof. Evandro Ouriques, mas também um permanente pensar sobre a ética e a responsabilidade nos negócios, como já escreveu a Profª Patrícia Almeida Ashley. Lembrando que responsabilidade significa ter habilidade de resposta. E nós ainda não temos habilidade suficiente para responder questões que envolvem o aquecimento global, processos de produção industrial menos danosos ao meio ambiente e ao homem, soluções globais para a miséria, a corrupção, a agressão ao direitos humanos fundamentais, entre outras.

Talvez nem tenhamos consciência de que nos falta tal habilidade.

Quer ler este texto na íntegra?

Te convido a acessar: http://www.plurale.com.br/noticias-ler.php?cod_noticia=10474