quarta-feira, 11 de maio de 2011

Comunicação integrada ou "estragada"?



O que faz a sua comunicação ser integrada? Um alinhamento editorial e visual de seus veículos com os valores da empresa e os atributos desejáveis de percepção do valor da sua marca? Ok, concordo.




Comunicação integrada para se fazer uma comparação simples, acontece de fato quando olhamos para a empresa e seus processos, veículos e discursos e reconhecemos neles uma mesma "família".




Todos têm a mesma cara, como pais e filhos. Todos têm, entretanto, características únicas. É como a família Simpson da imagem acima. O pai seria a comunicação institucional, a mãe, a comunicação interna, de RH. Os filhos seriam as redes sociais utilizadas, o stand de vendas daquela feira de negócios ou mesmo uma ação pontual de patrocínio. A marca está na cara, implícita.




Deu para perceber a integração da mensagem? A mesma família: uma mesma origem comum identificada pelo cartão de visitas. Mas cada qual com seu objetivo.




Contudo, apesar do exemplo aparentemente simples, a complexidade de sua implantação atrasa e complica sua execução. Muitas empresas com suas ações e movimentos de comunicação parecem um bando de gente com discurso, jeito, estilo, cara e identidade diferentes. Nada se conecta. É folder em P/B com texto formal, é stand de feira colorido com meninas de saia curta distribuíndo flyers , é o vídeo institucional com flashes em 3D brincando com a marca, é a comunicação interna com mural velho na parede e jornal interno entrevistando campeão de iatismo - numa empresa que vende cimento. Ou seja, nada a ver com nada. Ao invés de uma família, um bando reunido à força.




A boa notícia: enquanto tivermos tantas empresas desse jeito, teremos muito campo para uma atuação estratégica e inteligente de comunicadores atentos, de visão sistêmica e foco no valor da marca e na construção de uma identidade única.

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