quarta-feira, 29 de junho de 2011

Retrofit:a modernidade que respeita a história da marca.



O centro da cidade do Rio de Janeiro (assim como de várias capitais brasileiras) possui prédios antigos de empresas cujas marcas se confundem com a história da própria cidade. Nesse sentido, para equilibrar modernidade e tradição, o "retrofit" parece ser uma tendência valiosa no segmento imobiliário.

Trata-se de uma reforma interna, adaptando a alta tecnologia à arquitetura antiga. Uma proposta que preserva a história e o DNA da marca, na busca da harmonia - num mercado sempre competitivo.

Se tudo comunica, a arquitetura de um prédio e o resgate de sua história devem fazer parte da estratégia de comunicação integrada da empresa. A SulAmérica Seguros é uma marca que está fazendo exatamente esse retrofit no seu prédio, inaugurado em 1949 no centro da cidade maravilhosa.

Seguros e Previdência são ramos que exigem como atributos de uma marca a confiança, a solidez e a tradição, alinhadas à modernidade e a tecnologia de ponta. O reftrofit do prédio da SulAmérica deve representar exatamente isso.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O "mascote" da Polícia...japonesa.



Parece brincadeira, mas é sério. No Japão, o mascote da polícia lembra o Pokemón mas simboliza na verdade o espírito do "servir" dos seus policiais. Aliás, só mesmo num país com uma das menores taxas de violência do planeta para vermos um mascote como esse nas entradas dos postos de polícia.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Alex Grey.





Perceber o ser-humano como uma rede de conexões e troca permanente de energia é um outro modo de observar e valorizar a vida. Alex Grey, bem diferente de Fritz Kahn (ver post anterior) traz essa proposta em sua arte.






Sair do racional, do técnico-científico e mergulhar numa essência bio-energética já é um passo além na direção de uma civilização cujos valores não podem mais ser puramente quantitativos. A sustentabilidade traz esse desafio: resgatar valores que a produção a qualquer custo enterrou, em nome de um crescimento puramente econômico, sem preocupação ambiental ou social de seus impactos.




Com Alex Grey, além de tudo, podemos perceber que a vida é mais que troca de energias. É na verdade, uma rede de comunicação.

Fritz Kahn.




O olhar mecanicista sobre a natureza humana tem tentado explicar o funcionamento da vida através da analogia com máquinas, relógios e engrenagens. Como se a vida tivesse um manual de instruções.




Não é à toa que os problemas ambientais que temos hoje são oriundos desse olhar "industrializado". É verdade também que ainda não temos uma alternativa sustentável para nossa atual civilização. Mas é interessante perceber como até na arte, o imaginário foi seduzido pelo racionalismo, pelo cartesiano, pelo técnico frio. A obra Fritz Kahn (1888 - 1968) é um exemplo dessa visão.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pelados e na chuva:"iguais" pela Desigual.



Desigual: uma marca vitoriosa no mercado da moda. Só para complementar: vejam o avanço da turma na hora da abertura das portas da loja. A foto é da filial na Alemanha.

Mas e você? Também ficava de cuecas (ou calcinha) por uma nova peça do seu vestuário?

Veja mais, acessando o site:http://www.blogger.com/www.desigual.com

Pelados e na chuva: "iguais" pela Desigual.


O conceito de um verdadeiro "embaixador" de uma marca vai além da fidelização do consumidor. Pode-se dizer que é algo como uma seita, uma idolatria: quando uma pessoa é capaz de sacrificar-se para possuir a marca desejada - pagando qualquer preço por ela.

Recentemente, a Desigual conseguiu que seus fãs ficassem seminus (somente de cuecas, calcinhas e sutiãs) na fila e na chuva para comprar suas roupas. Uma estratégia de marketing e sedução brilhante: pelado todo mundo fica igual, mas vestido com "Desigual" cada um ganha uma nova pele. Mesmo que a coleção seja a mesma para a legião de fãs (o que os tornará uniformizados e iguais novamente).

Mas quem pensa nesse tipo de questão é intelectual ou pesquisador não é mesmo? Parece que o que mais importa mesmo é fazer parte de uma tribo: sofrendo na rua para alcançar o "mundo mágico" que a experiência da marca promete. É o fascínio e o glamour da moda e dos tecidos, cores, texturas, cortes, estilos. Das marcas fashion!

Roupa é a nossa segunda pele e no plano simbólico, trocar de roupa é como trocar de pele. Apelo psicológico irresistível, num mundo onde queremos ser diferentes, mas também sermos iguais: aceitos em nossas tribos - mantendo nossas individualidades.

domingo, 12 de junho de 2011

Mais uma do Google: Dia dos Namorados.

Já falei aqui da flexibilidade da marca Google mudar de cara a cada nova data comemorativa. Hoje, registro aqui os corações apaixonados do Google em homenagem aos namorados.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O ursinho polar que vende pão de forma.




As marcas institucionais servem como um guarda-chuva de reputação para suas marcas de produtos. Deveria ser assim, se estivessem dentro de uma visão estratégica mais ampla de relacionamentos com seus multi stakeholders. Muitas vezes a marca de um produto é mais forte do que a "marca mãe". Uma Brahma vale mais do que uma AB ImBev - pelo menos aos olhos dos seus brahmeiros.


A Nestlé fez um movimento institucional há tempos e colocou sua marca em todos os produtos. Do Nescau ao Leite Moça, do Alpino ao Neston, todos receberam o nome Nestlé como um valioso carimbo institucional. Nestlé nesse caso é um símbolo tradicional, tão forte quanto a marca dos produtos que vende.


Quem está fazendo algo semelhante na sua linha de pães de forma é a mexicana Bimbo. Dona das marcas Pullman, Plus Vita, Firenzze e Nutrella, entre mais de 5 mil produtos e uma das mais poderosas panificadoras globais, a Bimbo já está estampando seu ursinho branco nas embalagens.


Qual o benefício desta ação? Ainda não percebi, mas o mascote corporativo está chegando para ficar e marcar terreno e mercado. De acordo com o site da empresa, a proposta é mostrar que a família consumidora tem agora um novo parceiro: prático e versátil, além de divertido. Com certeza terão que investir muito nessa comunicação para tornar tanto o simpático personagem quanto o nome Bimbo conhecido e admirado.


A Bimbo não atua somente no B2C mas também no B2B. No Brasil, o ursinho padeiro e polar faz negócios com Bob´s, Burger King e PlayCenter entre outros.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quem está cuidando da lojinha?



Marcas são promessas. Marcas vão além dos nomes, logos, embalagens, design. Transmitem idéias, valores, sonhos. Algumas crises começam quando nos decepcionamos na experiência de contato, de relacionamento com aquela marca em seus diferentes movimentos. No ponto de venda, na entrega do produto ou do serviço, no atendimento do call center, na qualidade, no cuidado e na atenção daquele empregado uniformizado com as cores da marca e a própria marca no peito ou no boné.


O que acontece nessas horas? Falta de treinamento, falta de atenção, falta de respeito, falta de motivação? Falta de comunicação com certeza absoluta. Quem é o responsável pela marca? Esta deveria ser uma mensagem esclarecedora e permanente nos processos de comunicação interna. A resposta seria óbvia: todos os que trabalham na empresa são os responsáveis pela marca. Em diversas palestras e aulas já escutei que "os empregados são os embaixadores da marca" e são eles que fazem a promessa acontecer de fato. O encantamento surgir. A começar pelos sorrisos. Seguidos de uma atenção especial ao que o cliente está dizendo, querendo, desejando.


Lembrando que os clientes são eles mesmos porque se um empregado não compra o produto, o serviço ou a marca da empresa na qual trabalha, alguma coisa está muito fora da ordem, não é mesmo?


A experiência da marca começa lá no projeto, no conversar com os times de trabalho para depois passar pela fabricação do produto, no contato com os fornecedores, despontando no atendimento e na satisfação total do cliente. Lá na "lojinha". Por isso, quando você perguntar quem está cuidando da lojinha, saiba que pode ser tarde demais. A própria pergunta já vai demonstrar que não há nenhum empregado tomando conta da lojinha e da marca da empresa e assim o cliente pode estar tendo uma péssima experiência. O risco é ele nunca mais voltar...




quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um slogan inspirador.



Desculpem meus amigos publicitários, talvez seja pouco criativo (não ganha Cannes, com certeza) mas é uma mensagem poderosa para uma ONG.: Imagine o poder do possível!


A tradução perde um pouco, mas continua com uma pegada poderosa para olhar para a frente e lembrar que tudo o que existe hoje, um dia já foi uma simples idéia. E que muitos não acreditaram nas suas idéias e sonhos, não conseguiram tirá-las do papel ou mesmo nem conversaram a respeito...


Este slogan é sensacional: mexe com nossas potencialidades, nos convida a sonhar e a tentar fazer, tentar crescer. Gostei muito.

quarta-feira, 1 de junho de 2011