domingo, 21 de agosto de 2011

Quem é o "comunicador para a sustentabilidade"?

Nestes tempos onde a sustentabilidade ganha contornos espetaculosos desde que Al Gore estrelou o "Uma Verdade Inconveniente" e que o Protocolo de Quioto estampou folhas e folhas de jornais pelo mundo afora, penso que seja necessário saber, como será o comunicador que essa nossa Era da Sustentabilidade vai demandar?


Sensacionalismos apocalípticos à parte, considero que o momento atual demanda uma olhar mais sistêmico, amplo, humanizado e dialógico entre pessoas, povos e países. O mundo precisa de uma mudança positiva, como diz a ONG POSITIVE CHANGE e os diferentes atores sociais deverão se comunicar cada vez melhor, com mais afeto, atenção e respeito. As mudanças climáticas e os efeitos de catástrofes como a do vazamento de petróleo no Golfo do México, da lama de bauxita na Hungria e da radição pós-tsunami no Japão desconhecem fronteiras políticas, bem como derrubam reputações de marcas e empresas aparentemente bem administradas e organizadas.


Na minha percepção portanto, o comunicador é um comunicador social, antes de ser um manipulador de técnicas e do saber instrumental, deve ser um humanista no conceito amplo do termo: não somos receptores automatizados de inputs mas antes de tudo pessoas que sentem, sofrem, pensam e tem o direito de saber como os produtos, os serviços e as promessas de governos, empresas e produtos são feitos.


Ninguém quer levar gato por lebre (a INDITEX que o diga, com as últimas denúncias sobre uso de mão de obra quase escrava, costurando roupas para a sua marca ZARA no interior de São Paulo) e por isso um comunicador deverá ser capaz de identificar riscos.


Bem como se sua atuação for no Governo, deverá ser capaz de ver o quanto são ridículas as propagandas oficiais que comemoram conquistas sociais inexistentes, usando bordões ufanísticos para iludir eleitores desavisados com um discurso exageradamente nacionalista.


O comunicador para a sustentabilidade deverá ter uma visão sistêmica e ser um influenciador cultural capaz de promover o diálogo, servindo de intérprete e tradutor de conceitos e significados novos e complexos para diferentes interlocutores. Comunicar no sentido de esclarecer e educar.


No conjunto, um profissional a serviço de uma era planetária, onde sua construção diária será a de aproximar essa família que ainda não se conhece direito: a Humanidade. Para que essa família aprenda rapidamente a cuidar melhor de sua casa, morada de todos, a Terra.








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