quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Envolvimento cuidadoso.


Recebi esta foto de uma amiga, Teresa Fazolo, mestranda na PUC Rio na área de cinema e educação. A imagem fala por si mesma e comprova que mil palavras talvez não sejam suficientes para transmitir, de maneira tão simples, seu significado.




As empresas e a sociedade no seu dia a dia corrido, competitivo e maquinímico se brutalizam sem perceber. Basta olhar as ruas esburacadas, os vagões hiperlotados dos metrôs de São Paulo e do Rio, o trânsito homicida no Brasil ou o caos no atendimento básico da saúde. Ou os serviços prestados que muitas vezes vendem aquilo que não conseguirão entregar.




A falta de cuidado é patente. Talvez uma marca registrada de um país (mundo?) que enlouquece aos poucos e acha tudo normal, aceitando desrespeitos permanentes aos direitos humanos e às regras básicas da civilidade (uma boa reflexão foi feita pelo Prof. Paulo Nassar em seu recente artigo, na ABERJE, sobre a greve dos coveiros em São Paulo).




Por isso, através desta imagem, de delicada importância, vejo que a discussão sobre o crescimento econômico pujante do Brasil ou da opção pelo tal "Desenvolvimento Sustentável" deveria ser substituída pelo "Envolvimento Cuidadoso". Nas relações diárias e nos planos empresarias e governamentais, precisamos ampliar o cuidado. Com as palavras, os atos, as queixas e as discussões inúteis. O cuidado com a segurança, o cuidado com os outros. Precisamos agir para construir um mundo melhor, lembrando que a vida é um bem valioso, sem preço e que só com um real envolvimento cuidadoso poderemos se chamados de civilizados.




Basta perceber o que a mãe natureza nos oferece de ensinamento, a cada novo dia. O que parece apenas um detalhe, na verdade pode revelar grande sabedoria. Difícil é colocar em prática...

Um comentário:

Tecelã disse...

Esta foto me chegou por uma de minhas irmãs e logo me veio à mente esta palavra: CUIDADO.

Sem dúvida, esta consciência de que somos responsáveis por nós mesmos, pelos que nos cercam e pela nossa casa Terra, é indispensável, mas está ficando esquecida nesse ritmo frenético em que vivemos.

Grande abraço!