domingo, 16 de outubro de 2011

Crise que nasce.



Atenção, atenção, grandes frigoríficos. Esta ganhando força o movimento pela "comida ética" (contra a criação de animais para nossa alimentação) e o movimento vegetariano em substituição ao consumo de carne animal.


O movimento já tinha surgido na Europa e nos EUA e agora ganhou mais uma força, com alguns astros de Hollywood apoiando a causa. Ou seja, uma crise esta nascendo e vai dar muita dor de cabeça para os produtores de carne.


Eu arriscaria dizer que, muito em breve, o hábito de comer carne nas refeições vai ser substituído por outro, como o vegetarianismo. Razões não faltam: desde a maneira torturante e cruel da produção em massa de frangos, bois, vacas e carneiros, para o abate, até as imensas áreas de florestas derrubadas para virar pastagem, o negócio vai ganhando uma imagem ruim. Pouco saudável, cruel, insustentável.


No Canadá, por exemplo, a campanha da ONG Peta (ativa na luta contra o uso de peles animais na indústria da moda) teve o apoio de Pamella Anderson para divulgar sua mensagem. A peça publicitária mostrou a atriz com as mesmas marcas do corte da carne de um bovino. A imagem causou polêmica, sendo acusada de "sexista" por grupos feministas ao comparar a loira com uma vaca.


Mas a causa, justíssima, encontrou adeptos e simpatizantes e o assunto já invadiu as redes sociais. assim, no mapa de riscos dos grande frigoríficos, eu colocaria essa tendência com sinal amarelo. É bom lembrar que o movimento tem forte apoio nos EUA, no Canadá e na Europa, mas se você imaginar que a grande venda de carne animal é para o consumo dos chineses (que costumam comer até gatos e cães), os efeitos econômicos desses protestos vão demorar a chegar.


No Brasil, que possui mais cabeças de gado do que gente, o estrago maior ainda é o da criação de bois. As queimadas na Amazônia - para abertura de áreas de pastagem, confirmam a encrenca e o modelo insustentável dessa criação. Some-se a isso, a criação de frangos fortificados com hormônios do crescimento e reunidos em cativeiro, podemos imaginar que realmente chegou a hora de revermos conceitos. Nós, consumidores, percebendo o que representa o nosso estilo de vida e de alimentação. As empresas, olhando de perto seus processos internos.


Sustentabilidade não é só discurso, tem que analisar o modelo de produção para descobrir os esqueletos no armário, antes que uma ONG o faça.

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