segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Air Baltic...calendar!



Não é só a companhia aérea Air Baltic que faz calendários. Outras empresas já são conhecidas por suas publicações anuais, como a Pirelli. Em 2011, a Air Baltic colocou doze artistas internacionais nos meses de seu calendário, Artistas da Rússia, da Finlândia, da Lituânia e ainda uma cantora da Estônia, outro país do Báltico. Confira!

Air Baltic...shoe!



Pois é...a companhia aérea Air Baltic da Letônia tem um jeitão divertido de ser. No blog deles, dizem que adoram aviões, diversão e sapatos! E não é que os caras lançaram um tênis com a cara da empresa? Confiram.


Num mundo plural e complexo você não precisa ser uma coisa ou outra, subvertendo a lógica do foco do marketing. Você pode ser uma coisa e outra também: dependendo da sua estratégia e do seu poder de fogo para conquistar e manter a fatia de seu market share para garantir suas vendas e de seu mind share, para ser sempre lembrado. Quem sabe o caminho agora também necessite de mais alguma coisa tipo fun share?

Air Baltic.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Comunicação interna para a sustentabilidade.

A comunicação interna já deixou de ser apenas um amontoado de publicações como jornaizinhos, murais e folhetos sem uma periodicidade confiável, com notícias velhas e sem um conteúdo complementar à gestão do conhecimento nas empresas. Atualmente, o olhar inovador sobre a estratégia da comunicação interna, alinhada ao negócio e integrada aos demais movimentos de comunicação empresarial, demanda um posicionamento educativo.


O comunicador não é mais um simples operador de ferramentas e técnicas, mas um estrategista - além de ser um coach da organização. Cabe a ele mapear cenários, planejar e garantir a execução das ações previstas, monitorando seus resultados. Também é de sua responsabilidade orientar e esclarecer que processos permanentes de feedback, diálogo e colaboração fazem parte das habilidades de gestores. Comunicação interna não é tarefa da comunicação. É premissa de uma administração eficiente.


A comunicação interna para a sustentabilidade entra nesta linha. Por tratar-se de tema amplo, a sustentabilidade requer um olhar sistêmico e integral das empresas e de seus relacionamentos com diferentes interlocutores. Nessa ótica, a abordagem da comunicação interna junto aos colaboradores, diretos ou terceirizados, deve ter igualmente um alcance múltiplo e um olhar holístico. Deve ser parte de um planejamento capaz de considerar a gestão de pessoas, as necessidades dos clientes e suas expectativas, o entendimento do que é valor de marca, bem como os modelos operacionais praticados, além de percepção de riscos e oportunidades. Tudo isso sob a delicada costura entre as questões socioambientais e os resultados financeiros.


Certamente, um desafio.


domingo, 18 de dezembro de 2011

A felicidade está na vitrine.




Boas Festas: ao seu alcance na loja mais próxima! Ao custo de um parcelamento no cartão de crédito. Navalha no orçamento doméstico, mas só no mês que vem. Portanto, compre agora e pague depois. A utopia é uma festa de prazer. A realização individual aflora pelo corredor do shopping center. Catedral do consumo, templo de felicidade mágica e passageira.



Esta é a época do ano quando deveríamos refletir sobre a solidariedade, sobre a fraternidade, mas essa é uma propaganda chata e não temos tempo para pensar nos outros. O estacionamento está muito caro, as lojas estão cheias, os vendedores euforicamente simpáticos e desesperados. As vitrines ostentam sonhos. Transformados em mercadorias. O amor se industrializou e os nossos desejos estão materializados em bugingangas de diferentes naipes. Objetos coloridos como remédios de efeito inebriante. Embalados para comer, vestir, perfumar, presentear.



Como você não é feliz? Talvez porque você não veja o lado meio cheio do copo da vida. Mania de ver o lado meio vazio! Mania de não transformar o limão que a vida lhe deu, numa limonada. Você deveria sorrir mais, ser feliz, pois a vida é bela! Como um sapato novo, uma calça nova, um brinco novo, um amor novo. E descartável. Mas e daí?



Dezembro é um mês capenga: corre ensandecido para a noite de Reveillon, quando renovaremos nossos objetivos, nossas promessas, nossas contas a pagar. Vamos em frente! Não reclame, pois o Brasil já é uma potência econômica. A felicidade está em promoção, em cada esquina, em cada enfeite de Natal. Nos sorrisos da área comercial, no décimo terceiro - que chega e vai embora. O consumo oferece tudo. Esqueça a filosofia barata, esqueça os problemas: você merece ser feliz. Pequenas ambições? Sim é possível! Aquela roupa, aquele carro, um celular, uma geladeira com desconto de IPI, uma panela de pressão...



A felicidade está na vitrine, só não enxerga quem não quer ou quem é do contra (e deve ter algum problema). Hoje é dia de gastar, baby. É dia de compras, crédito farto, alegria instantânea. Don´t worry, be happy...now! Porque felicidade não tem preço, mesmo quando a conta for salgada.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A marca do "soco na cara".



Pergunta: se você tem uma empresa socialmente responsável, que busca a sustentabilidade, que elaborou um código de ética e tem uma política de saúde e segurança, você patrocinaria o circo brutal do UFC ou do tal MMA? Porque vamos falar sério: isso não é esporte. É só uma arena de combate, Coliseu moderno (moderno ?) de gladiadores e adoradores do sangue, da dor e da violência.


Qual a mensagem? Soco na cara pode, é esporte "pra macho" e não tem relação nenhuma com os discursos e as políticas de Saúde e Segurança na nossa organização? Defendemos o "respeito à vida", mas o show de cotovelada, fratura exposta, nariz sangrando e costela quebrada é só um entretenimento que está na moda e que o pessoal do marketing disse que é uma boa oportunidade para "divulgar a marca"?


Acho que é melhor começar a rever a estratégia.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Butiques" do bombom Ferrero Rocher.



A italiana Ferrero, dona das marcas Nutella, Kinder Ovo e Tic Tac, além do bombom Ferrero Roche reforçou seu investimento natalino (época mais importante para a indústria de chocolates, depois da Páscoa) e abriu dez “butiques” Ferrero dentro de supermercados na cidade de São Paulo.


A tática de marketing conta com um stand de sete metros quadrados dentro das lojas da rede Pão de Açúcar e o objetivo é criar espaços exclusivos, onde o consumidor deguste o chocolate Ferrero Rocher e encontre caixas do produto embaladas para presente. Ou seja, a questão não é comer chocolate, é comprar presente para os amigos. Presentes com a marca Ferrero.

Pense no design e dê forma ao seu conteúdo.



Muitas vezes uma grande mensagem peca por não ter sido "embalada" de maneira correta. Uma boa ideia ficou sem uma apresnetação visual poderosa e o projeto morreu na mesa da diretoria. Por outro lado, coisas simples, com mensagens aparentemente comuns podem ser valorizadas. Basta chamar um designer, um criativo e dar cor, vida, forma, textura, sensorialidade ao seu recado. Começando por um cartão de visitas...pense nisso.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A beleza de um vício feio.







Surrealista, melancólica e teatral, a fotógrafa Frieke Janssens colocou crianças fumando toda sorte de porcarias relacionadas ao tabaco, para alertar que os adultos não podem ser tratados como crianças que não sabem o que estão fazendo. Os fumantes são hoje como que seres perseguidos pelas proibições ao fumo, cada vez mais repressoras e doutrinárias.




Como se a humanidade nunca tivesse fumado em toda a sua história e como se as pessoas não soubessem que fumar faz mal à saúde (assim como ingerir alimentos industrializados, comidas gordurosas, adocicadas ou salgados demais, beber álcool, tomar energéticos ou remédios para dormir, acordar, ficar feliz etc etc).




Veja com mais detalhes a série de imagens da criançada fazendo fumaça , acessando o link:http://www.ilovebelgium.be/smoking-kids#more-8841

Casamento de marcas.



Hoje a Delta Airlines adquiriu uma parte da Gol, que já tinha adquirido a Web Jet, provavelmente para fazer frente ao casamento entre a TAM e a Lan Chile. Há poucos dias, no mercado de livros, foi a editora Cia. da Letras que teve uma fatia adquirida pela Penguin Books.


É o matrimônio de marcas, uma aliança para concentração de forças e market share. Penso que a livre concorrência sai perdendo, pois as opções que surgem aos olhos do consumidor acabam sendo parte de uma mesma família. Para o RH não é fácil juntar culturas diferentes. Depois da lua de mel chega a conta da festa: downsizing, dança de cadeiras e troca de lideranças. Para a comunicação, idem. Não é fácil construir discursos internos e externos, juntando empresas diferentes e que até ontem eram consideradas concorrentes.


Mas esse é o ritual. Um namoro aqui, com uma operação de parceria. Depois, um noivado ali , com um aprofundamento das relações e da parceria. Até que chega a hora de um casamento de verdade, com uma fusão total e onde um casal de marcas, se torna apenas uma única família. Geralmente, o que acontece é que a nova família mantém o sobrenome do parceiro, digo, da marca mais mais forte.

domingo, 4 de dezembro de 2011

A boa e velha Benetton 2 (capa da COLORS).



A boa e velha Benetton.




A publicidade da marca Benetton nunca foi convencional. Quebrou regras e lançou apelos sociais, trazendo conceitos polêmicos como racismo, homossexualismo e o medo do HIV. O uso comercial desses temas pode ser eticamente questionado, mas a publicidade tem o poder de nos impactar - independente das metas de vendas das empresas ou de quanto a marca quer ser lembrada e desejada.



Recentemente a Benetton voltou ao seu velho estilo "bombástico". Colocou personagens da cena internacional, entre políticos e líderes religiosos, se beijando num novo apelo contra a intolerância e o ódio. Quase um "faça amor, não faça guerra" revisitado, a campanha já deu o que falar. Entre Obama, Chávez, Merckel e Sarcozi, o Vaticano exigiu a retirada de circulação do beijo do Papa Bento XVI com o Imã do Cairo (Egito).



Mas a discussão já deu à Benetton novas luzes no palco da propaganda, com sua moda politicamente engajada e seu modelo criativo. Afinal este é seu jeito de ser. A empresa inclusive possui uma escola de criatividade chamada Fabrica que reúne designers, artistas, comunicadores e marqueteiros para pensar nas suas coleções e dar vida e cor ao negócio. Por falar em cor, a revista trimetral Colors, em sua edição de novembro trouxe como tema,, nada mais nada menos que a "merda". Acreditem: uma reportagem sobre esgotos, falta de saneamento, usos e costumes dessa necessidade biológica humana na China, na Nova Zelãndia, em Londres e em Butare (Rwanda). Senso de oportunidade "ecológica", personalidade da marca ou meramente mais uma polêmica proposital?



Confira a capa da revista no post mais acima e leia mais em: http://www.fabrica.it/press-release/colors-82-shit-a-survival-guide