domingo, 4 de dezembro de 2011

A boa e velha Benetton.




A publicidade da marca Benetton nunca foi convencional. Quebrou regras e lançou apelos sociais, trazendo conceitos polêmicos como racismo, homossexualismo e o medo do HIV. O uso comercial desses temas pode ser eticamente questionado, mas a publicidade tem o poder de nos impactar - independente das metas de vendas das empresas ou de quanto a marca quer ser lembrada e desejada.



Recentemente a Benetton voltou ao seu velho estilo "bombástico". Colocou personagens da cena internacional, entre políticos e líderes religiosos, se beijando num novo apelo contra a intolerância e o ódio. Quase um "faça amor, não faça guerra" revisitado, a campanha já deu o que falar. Entre Obama, Chávez, Merckel e Sarcozi, o Vaticano exigiu a retirada de circulação do beijo do Papa Bento XVI com o Imã do Cairo (Egito).



Mas a discussão já deu à Benetton novas luzes no palco da propaganda, com sua moda politicamente engajada e seu modelo criativo. Afinal este é seu jeito de ser. A empresa inclusive possui uma escola de criatividade chamada Fabrica que reúne designers, artistas, comunicadores e marqueteiros para pensar nas suas coleções e dar vida e cor ao negócio. Por falar em cor, a revista trimetral Colors, em sua edição de novembro trouxe como tema,, nada mais nada menos que a "merda". Acreditem: uma reportagem sobre esgotos, falta de saneamento, usos e costumes dessa necessidade biológica humana na China, na Nova Zelãndia, em Londres e em Butare (Rwanda). Senso de oportunidade "ecológica", personalidade da marca ou meramente mais uma polêmica proposital?



Confira a capa da revista no post mais acima e leia mais em: http://www.fabrica.it/press-release/colors-82-shit-a-survival-guide

Um comentário:

Anônimo disse...

Seria ótimo ver esses líderes fazendo amor ao invés de fazendo a guerra.
Henrique.