quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Casamento de marcas.



Hoje a Delta Airlines adquiriu uma parte da Gol, que já tinha adquirido a Web Jet, provavelmente para fazer frente ao casamento entre a TAM e a Lan Chile. Há poucos dias, no mercado de livros, foi a editora Cia. da Letras que teve uma fatia adquirida pela Penguin Books.


É o matrimônio de marcas, uma aliança para concentração de forças e market share. Penso que a livre concorrência sai perdendo, pois as opções que surgem aos olhos do consumidor acabam sendo parte de uma mesma família. Para o RH não é fácil juntar culturas diferentes. Depois da lua de mel chega a conta da festa: downsizing, dança de cadeiras e troca de lideranças. Para a comunicação, idem. Não é fácil construir discursos internos e externos, juntando empresas diferentes e que até ontem eram consideradas concorrentes.


Mas esse é o ritual. Um namoro aqui, com uma operação de parceria. Depois, um noivado ali , com um aprofundamento das relações e da parceria. Até que chega a hora de um casamento de verdade, com uma fusão total e onde um casal de marcas, se torna apenas uma única família. Geralmente, o que acontece é que a nova família mantém o sobrenome do parceiro, digo, da marca mais mais forte.

3 comentários:

Anônimo disse...

Professor, hoje no Valor Econômico, temos outro exemplo:a biscoitos MARILAN deve passar para as mãos da PepsiCo ou da Bunge (as mais cotadas para levar a empresa de Marília (SP), segundo o jornal Valor.

Anônimo disse...

O jornalista Daniel Piza (falecido há poucos dias) em seu blog, no site do Estadão, escreveu, em 31 de março de 2007, sobre a compra da VARIG pela GOL e os perigos de um "duopólio" da TAM e da GOL nesse mercado. Vale reescrever aqui e perceber como esses riscos se renovam para os consumidores:
"Perguntas sobra a compra da Varig pela Gol:
1. Mesmo que a Gol diga que a Varig continua a operar com esse nome, não passamos a ter um duopólio no setor? O domínio dividido entre Gol e TAM não pode ser prejudicial para o consumidor, que vê a concorrência diminuir, mas não o preço das passagens?
2. Por ser uma concessão pública, a exploração da linha e dos “slots” dos aeroportos não deveria ter sido objeto de leilão? Não há empresas querendo entrar ou crescer no setor?
3. A compra da parte boa da empresa, com VarigLog e tudo, deixando o passivo de lado (dívidas com o INSS em especial), com a participação de fundos sobre os quais existe suspeita, não pode sair caro? A máquina pública não pode acabar assimilando o rombo?"

Anônimo disse...

Mais uma fusão (ou compra): depois da Kirin japonesa adquirir a Schincariol, é a vez do Grupo Heineken comprar a Petrópolis e as marcas Itaipava e Lokal. Tudo bem que é tudo cerveja, mas e a cultura da empresa nessas fusões? Certamente há um impacto e com ele a mudança na comunicação interna.
Abraço, Gustavo.