quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A marca do "soco na cara".



Pergunta: se você tem uma empresa socialmente responsável, que busca a sustentabilidade, que elaborou um código de ética e tem uma política de saúde e segurança, você patrocinaria o circo brutal do UFC ou do tal MMA? Porque vamos falar sério: isso não é esporte. É só uma arena de combate, Coliseu moderno (moderno ?) de gladiadores e adoradores do sangue, da dor e da violência.


Qual a mensagem? Soco na cara pode, é esporte "pra macho" e não tem relação nenhuma com os discursos e as políticas de Saúde e Segurança na nossa organização? Defendemos o "respeito à vida", mas o show de cotovelada, fratura exposta, nariz sangrando e costela quebrada é só um entretenimento que está na moda e que o pessoal do marketing disse que é uma boa oportunidade para "divulgar a marca"?


Acho que é melhor começar a rever a estratégia.


3 comentários:

Anônimo disse...

Apesar de não ter aparentemente uma relação, o Brasil alcançou uma cifra trágica de mais de 1,1 milhão de assassinatos nos últimos 30 anos. A pergunta que deve ser feita deveria ser "Onde começa a cultura da violência?".

Anônimo disse...

Caro Gaulia, assim como coloquei no texto "A Felicidade está na vitrine", sugiro leitura de Elmar Altvalter. Registro aqui mais um pequeno trecho esclarecedor para sua colocação sobre o patrocínio da violência:
"a natureza não produz mercadorias para vender no mercado. Não há mercado na natureza. O mercado é uma construção social e econômica. O mais formoso dos pássaros ou uma velha árvore em uma selva tropical ou o ferro em uma mina não são mercadorias; somente se convertem em mercadorias por meio de um processo de valorização (Inwertsetzung; mise-em-valeur)."
No caso citado, a mercadoria valorizada é a gora a violência e seu espetáculo de horrores.
H Bruder.

Health & Sustainability disse...

Excelente colocação. Coerência para um discurso de engajamento com foco claro de atuação.