quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A comunicação móbile.

A comunicação atual está cada vez mais baseada em plataformas móveis capazes de nos alcançar em diferentes espaços e situações, de forma muitas vezes até invasiva. O tempo também modificou-se diante destas novas arquiteturas comunicacionais. O imediatismo de um SMS me exige uma resposta rápida. A agilidade frenética de um e-mail, um post ou tweet se multiplicam de forma voraz, num tempo cada vez mais dominado pelo "agora".

Neste cenário, a delicada rede se expande, se molda. Influencia e é influenciada.  Mas não é desta mobilidade que eu quero falar aqui, nesta postagem.




Móbile é uma escultura que tem peças móveis e suspensas no espaço, interligadas por fios capazes de sustentar, de maneira delicada, todo um equilíbrio dinâmico. Neste equilíbrio reside a beleza de um sistema sensível: frágil e forte ao mesmo tempo, integrado e interdependente.

A imagem de um móbile me remeteu imediatamente  à comunicação organizacional. Pessoas interagindo entre si com departamentos inteiros conectados uns aos outros

Redes ligadas por uma linha imaginária e poderosa traçada pelos processos internos de relacionamento, diálogo e ação comum. Certamente, a comunicação organizacional é como um móbile gigante, muitas vezes invisível, muito além de plataformas ou veículos. Com impactos além das mensagens aparentes entre cada departamento.

Um sistema inteiro que sofre abalos a cada movimento de uma única peça: de sua energia, movimento e interação.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Marcas

Criada há mais de 40 anos, a Natura deu mais um passo para ampliar suas fronteiras mercadológicas no mundo. A marca brasileira de cosméticos e estilo de vida (por que não?) anunciou a compra de 65% da Emeis Holding, empresa australiana, dona da marca Aesop que produz cosméticos com ingredientes botânicos.


Além de ser a primeira vez que a Natura faz uma aquisição como parte de sua estratégia de crescimento, o movimento da companhia foca num objetivo de longo prazo: o futuro da cosmética e da chamada indústria da beleza.



Um caminho que aponta para um encontro cada vez maior entre ciência, tecnologia, atitude e design. Na verdade, a proposta de valor das duas marcas me parece alinhada no que elas transmitem de inovação, originalidade e branding.

 

As abordagens diferenciadas e as mensagens capazes de dialogar com as pessoas num planeta cada vez mais complexo fazem parte da estratégia das duas marcas. E para comunicadores empresariais, ambas me parecem um case de construção de imagem, sedução e posicionamento de marketing a ser estudado.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Comunicação interna e "presenteísmo".

De tempos em tempos surgem tendências, nomes, modismos e rótulos aparentemente inéditos. O que se chamava de desmotivação há alguns anos, agora chama-se "presenteísmo". Mais ou menos como se o corpo estivesse presente, sentadinho diante da tela do computador mas a mente, a imaginação e a vontade estivessem muito, muito longe do trabalho.



Como resolver esse tipo de situação? Ora, sou suspeito, mas defendo a boa, velha e, sim, ainda difícil, comunicação interna. Se há problemas é "conversando que a gente se entende" (urgh, outro jargão batido nas corporações).

Melhor: se há questões mal resolvidas, percepções equivocadas e sentimentos mal compreendidos vamos lembrar do diálogo interno. Da capacidade da organização de conversar sem medos, receios ou pressupostos (sem preconceitos fica mais desafiador, mas também vale!).

Para acabar com a rádio corredor ou pelo menos diminuir suas vibrações e maledicências só com diálogo, só com a comunicação interna funcionando com frequencia, coerência, sintonia e...significado. E para acabar com o tal presenteísmo, a desmotivação e o automatismo das ações,também: comunicação!

Comunicação interna é a válvula de escape das neuroses corporativas. É a fórmula mágica para a cooperação. É a boca e também são os ouvidos da organização prontos para escutar a voz dos empregados, num fiar da confiança e num esclarecer de rumos, objetivos e expectativas.

Posso até estar enganado. Talvez o tal "presenteísmo" não se resolva com comunicação interna. Mas sem ela, com certeza, nada na organização funciona como deveria. Podem apostar!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Papa no Twitter.

Liderança religiosa em 140 caracteres? Bento XVI está on line no microblog Twitter e tudo indica que a Igreja Católica Apostólica Romana quer dialogar com uma nova geração de fiéis conectados na rede. Certamente uma nova estratégia em termos de comunicação.


De qualquer forma, esta é uma boa nova para comunicadores que tem problemas em convencer seus líderes de que as redes sociais na web já fazem parte inevitável do cotidiano das marcas e das empresas.

Mesmo que uma empresa não queira estar na redes, ela já é parte desse universo, com uma única diferença: sua opinião não é divulgada, apenas as opiniões de seus admiradores ou seus detratores.Aqueles que defendem a marca e aqueles que denigrem a imagem da marca, ambos formando opinião.

Leia mais sobre o Papa no Twitter clicando aqui.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O que a sua marca precisa?

Algumas dicas sobre branding para gestores de marca e reputação, compartilhando alguns insights:

1 - A sua marca deve saber conversar com diferentes stakeholders mantendo a coerência entre esse discurso e as práticas empresariais;

2 - A sua marca deve representar a credibilidade do seu negócio a partir das percepções de seus stakeholders;

3 - Sua marca deve ser admirada a ponto de atrair talentos, potencializar novos negócios e conectar-se emocionalmente com seus clientes já conquistados;

4 - A sustentabilidade deve ser inserida nos valores  da marca de forma alinhada ao seu negócio e seus desafios futuros: produtos e serviços devem ser (re) pensados a partir da busca da sustentabilidade nas dimensões econômicas, sociais e ambientais de sua organização.

5 - Qualquer movimento da sua organização impacta no valor da sua marca: na soma ou na substração de valor. Pense nisso.


domingo, 2 de dezembro de 2012

Marca e sustentabilidade.

Como a sustentabilidade está inserida nos valores que a marca de sua organização simboliza?
 
Pergunta difícil, resposta complexa. Em primeiro lugar, precisamos entender que a marca é mais do que a sua estética. Ela busca representar significados existentes em cada ponto de contato entre cada stakeholder e a empresa.
 
Ou seja, construir a imagem de uma marca é relativamente fácil. Designers competentes podem traçar essa arquitetura com cores, logos, tipologias e aplicações de uma forma inteligente dentro de uma proposta de valor diferenciada. Contudo, a reputação, a credibilidade e a percepção do valor dessa marca não é de propriedade da empresa ou de seus criadores. Estas variáveis estão nas mãos dos stakeholders e são eles que decidem se uma marca tem valor e se os seus discursos (sua comunicação) são coerentes, confiáveis e merecedores de crédito e admiração.
 
Portanto, a partir dessa análise, podemos ver que a sustentabilidade nas suas dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais e éticas está necessariamente atrelada ao valor de uma marca. Cada vez mais, os negócios serão pontuados por sua capacidade de dar conta dos desafios de mercado de forma a reduzir impactos ambientais, riscos financeiros e a contribuir para a sociedade no longo prazo.
 
Respeitando as diferenças culturais nacionais ou globais - incluindo-se aqui a capacidade colaborativa e inovadora entre times de trabalho, bem como dialogando com cada público de relacionamento de forma transparente, segmentada e permanente. E isso vale não só para empresas privadas, mas serve para qualquer organização. Seja ela uma ONG, um sindicato ou mesmo o Governo, seus mandatários eleitos temporariamente para cargos públicos, seus  ministérios e as empresas estatais.
 
Falar de sustentabilidade e marca não se limita ao universo empresarial. Este casamento ultrapassa fronteiras com seus temas igualmente amplos e desafiadores: mudanças climáticas, poluição, direitos humanos, combate à corrupção, transparência nas contas públicas, respeito ao cidadão (em seus diferentes papéis: contribuinte, eleitor, consumidor) e governança corporativa. Além da coerência dos discursos, fator elementar para relações de qualidade nas quais a comunicação possui papel definitivo na construção da sustentabilidade.
 
Aprender e saber cuidar destas variáveis está se tornando cada vez mais o grande desafio da humanidade neste novo século.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Azul: a marca apaixonada pelo Brasil.

No Brasil e no mundo, a Azul vem sendo reconhecida como uma marca que consegue conectar-se emocionalmente e dialogar com seus diferentes públicos de relacionamento. 

Criada por David Neeleman, a Azul já é uma das 30 mais desejadas e admiradas marcas do planeta (segundo a The World´s Hottest Brands).


No trecho a seguir (*), Gianfranco Beting, Diretor de Comunicação e Marca da Azul, fala sobre a maneira inovadora com que a empresa administra sua marca:

"Ao contrário da maioria das companhias aéreas, a Azul internalizou a área de Comunicação , Design, Eventos, Branding e Produto, além de manter a gerência de Publicidade e uma pessoa focada em Sustentatbilidade. Esse grupo, que está sob minha responsabilidade, chamamos de "Departamento de Ideias". Nosso foco está em inovar o tempo todo, pensar fora da caixinha. Por exemplo, quando desenhamos as embalagens de nossos snacks e incorporamos frases bem humoradas ás embalagens dos produtos: tudo foi feito dentro de casa".

É bom lembrar que sendo uma companhia que presta serviços, a imagem e a credibilidade da marca Azul é construída a cada dia através do trabalho, do esforço e do talento coletivo dos colaboradores da Azul.

Para ser admirada, respeitada e valiosa, uma marca nâo pode ser apenas bem desenhada.Ela precisa transmitir energia, ter alma própria e isso só se consegue com um time de trabalho alinhado com uma cultura organizacional que seja onipresente e vivenciada a cada dia, em todos os pontos de contato da marca com seus públicos de relacionamento.

Um grande desafio da marca Azul é a continuidade desse valioso processo de branding, agora com a união da Trip, outra empresa aérea brasileira.

(*) Leia a entrevista completa clicando aqui.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Compromisso.



Coerência e credibilidade são fatores fundamentais para que a comunicação atinja seus objetivos. Pensando nisso, para reforçar compromissos assumidos, a Chevron está com nova campanha institucional de comunicação. Vale a pena conhecer.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Dê adeus às superstições.

O  calendário 2013 da Campari traz a estonteante atriz Penelope Cruz vestida de vermelho e em fotos que simulam a total indiferença às superstições mais temidas pelas crendices populares.Uma estratégia provocativa de marketing e comunicação? Com certeza!

A atriz e a bebida (também de cor vermelha, assim como as roupas e alguns detalhes dos cenários) surgem entre espelhos quebrados, gatos pretos e saleiros espalhados pelo chão, entre outras situações de arrepiar. Confira!




A mensagem que fica é a de que a vida é para ser curtida. Se os desejos são mais fortes do que as proibições, com Campari qualquer donzela e também muitos marmanjos podem se transformar e cruzar as fronteiras rumo a um universo desconhecido.

O mundo dos desejos proibidos cuja origem é sempre a sexualidade humana. Não é por menos que Penélope veste-se de vermelho, a cor do desejo, da volúpia, do sangue e das paixões. E como todo mundo sabe, o álcool tem efeito inibidor das nossas auto censuras, não é mesmo?Concordemos ou não, a ação é extremamente sedutora na sua abordagem pois é impossível não prestar atenção nas imagens.

Este é o fascínio da publicidade e da estratégia do escândalo em ação.Tiro certeiro em corações e mentes, ávidos por uma dose de estímulo para buscarem, na vida real, aquilo que só a imaginação permite.

Confiram o making off da produção e parte da festa de lançamento do calendário. Parece que o sonho é real, mas é tudo marketing e comunicação!



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Estratégia do escândalo?

Algumas marcas têm como estratégia provocar comentários, opiniões e discussões através de uma comunicação que privilegie escolhas polêmicas. Acho válido, pois num mercado onde se disputa a atenção do consumidor segundo a segundo, a busca da diferenciação e da originalidade muitas vezes vai requerer o uso dessa artimanha.

Isto é o que eu chamo de uma "Estratégia do  Escândalo": ações de comunicação e marketing propositadamente polêmicas para atrair a atenção de consumidores para algumas marcas.

Mas, ônus e bônus, como o mercado se autoregula, o próprio consumidor, cada vez mais bem informado e crítico, saberá escolher e decidir suas melhores opções de compra. A liberdade de escolha é fundamental, sempre, assim como a liberdade da marca em optar ou não por um posicionamento de mercado que lhe dê esta ou aquela vantagem competitiva. Não é mesmo?



O problema é se a tática gerar um ruído tão grande que transforme o movimento inicial numa bela crise. Uma crise com custos altíssimos junto ao CONAR, à Defesa do Consumidor ou pior, junto aos censores do Governo - que muitas vezes acreditam ter a verdade nas mãos. Ou seja, além de destruição de valor da marca, gastos consideráveis dos departamentos jurídicos, com um Termo de Ajuste de Conduta ou uma multa, por exemplo.

Tudo é possível, afinal, "não existe almoço grátis" como escreveu Milton Friedmann. 

Criatividade, transformação e redesign.


O CRIO, que será realizado entre os dia 21 e 25 de novembro, no Píer Mauá. Em sua primeira edição aqui no Brasil,  receberá o 9º Fórum Mundial da Criatividade, encontro anual da Rede de Distritos da Criatividade (DC Network) e a Bienal Mundial da Criatividade,   em torno do tema: Redesign e Transformação Urbana.

Serão dois dias de palestras, workshops, feira de negócios e exposiçãões que reunirão profissionais e pensadores da criatividade de todas as partes do mundo. Quem trabalha com comunicação deve ir, porque criatividade é uma exigência do pensamento estratégico e uma habilidade vital na entrega de soluções inovadoras aos clientes!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Visão sistêmica e estratégia.




Uma questão fundamental para um plano integrado de comunicação é a visão sistêmica. O olhar mais amplo sobre os diferentes pontos de contato entre os stakeholders e os valores de marca das empresas e das organizações.

Entender cenários e contextos, perceber as necessidades e as características de cada público de interesse é um passo essencial para criar a base de uma estratégia vitoriosa de comunicação. Lembrando que estratégia não é um amontoado de veículos e tarefas pontuais de comunicação sendo produzidas e distribuídas sem unidade, frequência ou coerência.

Na foto acima, uma conversa com a equipe da Approach de São Paulo, nesta segunda-feira passada lá na Rua Helena, no Itaim Bibi sobre Comunicação Integrada e suas premissas: a visão sistêmica e a estratégia.

Nova marca da Approach.

 A Approach ganhou uma nova marca  e assumiu o posicionamento de "comunicação integrada" para o mercado. Agora, a agência  oferece serviços multidisciplinares no portfólio e amplia a capacidade de atendimento ao cliente, em todos os movimentos e relacionamentos numa abrangência multistakeholder.
 


 É um prazer participar dessa trajetória, em conjunto com um time de trabalho que conta com pessoas de grande talento.

sábado, 3 de novembro de 2012

Brilho no olhar.

Quanto vale uma marca? Qual o preço da admiração e do orgulho? Ontem, voltando de um evento no Rio Grande do Norte, conversei com uma equipe de bordo que não se encontra todo dia. Traziam um brilho no olhar e um orgulho de pertencer que transmitia não só a energia no trabalho realizado, mas o cuidado e a atenção aos passageiros e a simpatia elegante de quem defende sua empresa, sua marca. A tripulação da WebJet no trajeto entre Natal e Rio de Janeiro, literalmente, vestia a camisa, com um orgulho contagiante pelo seu uniforme. A marca da empresa não estava no peito, estava no coração!
 
Com empregados assim, uma marca ganha muito em reputação pois estes "embaixadores" da WebJet estavam praticando o melhor das relações públicas. Gente que faz a diferença porque supera expectativas no atendimento ao cliente, defendendo com garra a marca da companhia. Importante: a Web Jet vai deixar de existir em dezembro. A empresa será fechada.
 
E o que fazer com tanta motivação por parte destes empregados? Uma coisa é certa: um RH atencioso não deixava equipes dedicadas assim irem para os concorrentes ou mudarem de ramo. Perder boas pessoas é mandar pelos ares o valor fundamental de um colaborador: o brilho no olhar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Potencialidades.


O pequeno Max Geissbuhler, nos EUA,  teve a ideia de mandar uma câmera digital para o espaço e filmar a Terra. Ele convenceu Luke, seu pai e juntos mostraram que conhecer o espaço não é uma coisa do outro mundo, restrita à NASA.
Pelo contrário: a tecnologia cada vez mais simples e acessível, junto com um pouco de imaginação, curiosidade e iniciativa podem mudar perspectivas, ampliando nossas potencialidades. Mas o que essa história tem a ver com Comunicação Integrada?
Ora, primeiro: eu acredito que pensar fora da caixa (ou fora deste planeta) ou mesmo dentro da caixa - mas de maneira inovadora, propondo soluções diferentes em comunicação é um jeito de pensar e trabalhar que vai trazer conquistas significativas para todos (as).
 
 
 
Segundo: imaginem quando o Max e os amiguinhos da geração dele chegarem para trabalhar numa empresa e a organização tiver formatos e diretrizes de comunicação cujos prazos de aprovação sejam demorados, burocráticos e contrários ao espírito criativo, empreendedor e sem fronteiras do Max! Que desafio, hein? Estamos falando de modelos mentais, cultura organizacional, conhecimentos compartilhados...comunicação!
 E o que nós temos a ver com tudo isso, então? Como comunicadores precisamos perceber as mudanças aceleradas do mundo e descobrir as soluções ideais de comunicação de acordo com cada público de maneira diferenciada. Para o Max, para o pai dele, Luke, para vocês e para um planeta repleto de PESSOAS únicas e originais. Com projetos muitas vezes iguaizinhos aos de um menino sonhador.

domingo, 30 de setembro de 2012

Comunicação integrada ou estragada?

  A comunicação organizacional é um movimento permanente, muito maior do que os limites impostos pelos informativos entregues, as revistas e seus anúncios publicados, os releases disparados. Se é organizacional é relativa a um organismo, um ser vivo.
 
  Portanto, a comunicação não tem controle. Ela está acontecendo agora naquele telefonema entre um consumidor e o SAC da empresa; entre o vigilante do terreno da futura fábrica e os moradores vizinhos; entre o empregado terceirizado e que não fez concurso para trabalhar naquela estatal e seu companheiro de baia - que é concursado; entre a área de suprimentos e o fornecedor de parafusos durante uma negociação estressante e no próprio visual da recepção da empresa além, é claro, de acontecer também nos veículos de comunicação estruturados para dentro e para fora da organização. Tudo isso, num círculo, numa espiral sem fim e sem limites.Um universo ainda mais potencializado pelas redes sociais que se multiplicam na web.
 
  Diante deste cenário, pensar a comunicação integrada para melhorar a qualidade das relações entre esses públicos envolvidos e  tentar reduzir ruídos em todos estes contatos, influenciando a roda gigantesca dessa conversa é uma questão estratégica fundamental. Uma preocupação que  não pode ser responsabilidade somente da equipe de comunicadores. Aqueles profissionais que muitas vezes se dividem em jornalistas, publicitários, designers e RPs e só enxergam as necessidades da empresa através de uma única lente: a da sua disciplina técnica com seus vícios e virtudes.
 
  Para uma comunicação integrada acontecer de fato, a estratégia maior deve ser a da sintonia com cada público interlocutor. Porque não adianta uma linguagem apenas tentando impor a sua fala, o seu tom de voz e a sua mensagem. Comunicação organizacional tem que ter uma abordagem múltipla, com objetivos que reforcem as relações através de valores e de respeito mútuo.
 
  Como numa orquestra onde cada instrumento e seu músico trabalham em harmonia com o músico ao lado, numa mesma nota dirigida para cada stakeholder de maneira específica.
 
 
 
  Não adianta tentar impor a mesma mensagem, entregue num mesmo formato para todos os públicos com os quais a organização se relaciona. Isso pode até parecer uma integração, mas é uma imposição baseada na redução de custos no curto prazo e que não incentivam a qualidade das relações no longo prazo. A figura de um emissor e de um receptor, ligados por uma mensagem disparada em mão única é coisa totalmente ultrapassada.Cada stakeholder quer atenção e comunicação com relevância e respeito.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Comunicação interna e integrada.


  Acredito que as empresas de sucesso, de sólida e valiosa reputação,  não têm gente muito diferente das pessoas das outras companhias. Talvez um punhado a mais de MBAs, uns talentos diferenciados ali e aqui mas nada tão extraordinariamente diferente do profissional de outras grandes companhias. Qualquer equipe tem potencial para brilhar e fazer brilhar a marca da empresa. Realizar a entrega da promessa que a marca simboliza e entregar os resultados que os acionistas e a liderança demandam.
 
  As pessoas precisam acreditar na missão e nos valores da empresa e entender qual seu papel na organização. Ter plena consciência de como sua atividade se insere no modelo de sustentabilidade do negócio, sobre qual é sua responsabilidade em relação ao cliente, à comunidade, ao fornecedor, aos outros departamentos da empresa.
 
  Neste sentido, o que as grandes empresas e suas marcas admiráveis possuem, entre outras questões, é certamente um modelo de comunicação interna estruturado, sistêmico, ágil e...criativo, inovador, relevante. Que não finge que funciona só porque possui toda sorte de veículos como jornais, murais, intranets etc. Mas que coloca o empregado no centro das questões através de múltiplas aberturas para fazer fluir a comunicação.
 
  É por isso que num cenário de complexidades cada vez maiores, num mundo cada vez mais plural, a comunicação interna trona-se essencial, parte do dia a dia da gestão e de relacionamentos, produtivos – do tipo ganha-ganha (para repetir uma expressão conhecida e mas ainda difícil de ser praticada).
 
  E a comunicação interna deve ser integrada: com seus veículos, com os movimentos de comunicação das áreas de imprensa, de marketing, de RH e de RI, atenta à riscos, antenada com as expectativas dos empregados e dos terceirizados, pronta para inovar e romper sua fronteira "interna" através das redes sociais que a web oferece. Tudo isso sem esquecer que antes de tudo, nada vai substituir uma boa conversa com as equipes, através de um bom diálogo face a face.
 

domingo, 16 de setembro de 2012

Comunicação e reputação corporativa.

Estive no encontro promovido pela ABERJE na Casa do Saber, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira dia, 14 de setembro, quando as agências S2Publicom e Weber Shandwick (EUA) compartilharam com o público presente o tema da Reputação Corporativa.

Um platéia atenta de profissionais de empresas como EBX, Rolls Royce, Transpetro, Petrobras, TBG e Murgel Life, entre outras marcas, teve a oportunidade de refletir sobre questões como a força das redes sociais digitais na construção (ou destruição) de uma reputação corporativa; o papel dos CEOs e o engajamento dos empregados na proteção da imagem da marca e da reputação institcional, dos produtos ou dos serviços das empresas; os riscos relativos aos crescentes movimentos regulatórios de governos e à influência da reputação de países na fabricação e comercialização de produtos.

Ao final, foram apresentados 7 passos básicos para a proteção da Reputação Corporativa:

1 - Tell your Story - Saiba contar a sua história;
2 - Internalize - Comunicação interna e criação de uma cultura organizacional são fundamentais para a Reputação Corporativa;
3 - Unify - Integrar marca institucional com a marca dos produtos e dos serviços é outra questão valiosa;
4 - Thought Leasdership - Pense em liderar o setor e inovar através da sua reputação;
5 - Credentialize - Tenha credibilidade;
6 - Be prepared - Esteja pronto para a crise on line e off line;
7 - Socialize - Comunique-se e saiba manter relacionamentos permanentes com diferentes stakeholders!



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Reputação na Casa do Saber (Rio).


A ABERJE e a CASA DO SABER no Rio de Janeiro promovem hoje (sexta) um encontro sobre Reputação Corporativa com Leslie Gaines-Ross, CRO - Chief Reputation Officer da agência norte-americana Weber Shandwick.

domingo, 9 de setembro de 2012

Que tal trabalhar no Twitter?




Os 800 empregados do Twitter, o microblog mais conhecido das redes sociais digitais, já estão de casa nova, em São Francisco (EUA). Há três meses, a empresa transferiu sua sede para um novo endereço e o espaço conta com uma decoração diferente dos tradicionais e sisudos escritórios corporativos.
 
O escritório corporativo possui espaços de lazer e reflexão com sofás, pufes e cadeiras azuis, além de jardins, sala de yoga, aulas de pilates, cobertura com área de jogos e uma lanchonete (Birdfeeder). E Tudo isso para tornar o local de trabalho mais humanizado, transmitindo uma sensação de bem-estar e conforto. No Twitter, cada empregado faz o seu horário de trabalho: a filosofia da empresa é estimular a liberdade e a responsabilidade de cada um, incentivando assim a criatividade. E também o alto astral para dar conta dos desafios e das metas globais da empresa.
 
Ou seja, a cultura de um negócio que vive de comunicação, colaboração e relacionamento, não poderia ser outra. O jeito aberto, transparente e confiável de trabalhar do time da casa é o combustível de um negócio fascinante que conecta milhões de usuários pelo mundo. Aliás, no meu entender muitos outros negócios poderiam seguir essa filosofia...não é?
 
 
 
 
 

domingo, 2 de setembro de 2012

Como reverter uma crise de imagem.

A Spoleto conseguiu reverter o que seria uma crítica pesada ao seu estilo de atendimento, publicada pelo site Kibe Loco utilizando-se do bom humor e do senso de oportunidade. Sem colocar dinheiro nas mãos de seus advogados, para mover um processo judicial, a empresa "comprou" a crítica de maneira inteligente. Os donos da Spoleto entraram como patrocinadores da Kibe Loco e da série "Porta dos fundos" na qual o vídeo com a crítica ao sistema de atendimento da Spoleto está publicado.
 
 
 
 
Mas nada disso seria possível se não fosse a equipe de comunicação monitorar as redes digitais sociais e numa rápida leitura de cenários, perceber riscos e dar o alarme à liderança da Spoleto para o que poderia se tornar uma mega crise de imagem e reputação. Um exemplo de como uma postura inovadora e uma comunicação inteligente podem utilizar-se de maneira positiva da dinâmica com que o mundo digital atual trabalha a imagem das marcas. Nota 10 para a Spoleto!
 
Confira a repercussão:
 
 
 
 
 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Propaganda com apelo ao "natural".

Orgânico, verde, natural, integral, diet, light, green, ecofriendly são atributos diferenciados que apelam para consumidores conscientes e suas exigências por produtos que impactem menos a saúde humana e o prórpio meio ambiente. Apesar de simbolizarem características diferentes eu os enquadro numa mesma categoria uma vez que na maioria dos casos, os rótulos das embalagens pouco explicam o que realmente significa cada um desses atributos. De qualquer forma, a propaganda se utiliza desses apelos para promover marcas e lançamentos.
 
No exemplo acima, um inseticida torna-se super eficaz e "natural" como a língua de um camaleão para acabar com insetos indesejados. A química da fórmula, torna-se assim inofensiva e integrada ao meio ambiente - ao menos no mundo imaginário desta peça publicitária.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

II Prêmio Universitário Aberje.

A Aberje e a Agência de Comunicações ECA Jr., com patrocínio do McDonald’s e apoio da Maxpress realiza o II Prêmio Universitário Aberje.A premiação é voltada para estudantes universitários de todo o Brasil e possibilita aos participantes a aplicação de conhecimentos acadêmicos, por meio da resolução de um case voltado para a área de comunicação.



sábado, 25 de agosto de 2012

TV Corporativa.

O STJ inaugurou o primeiro núcleo de produção de TV digital do Judiciário e trouxe mais qualidade para o seu canal de televisão corporativo. Com equipamentos de última geração adquiridos da japonesa Sony, além de um estúdio de gravações com cenários adaptáveis para diferentes programas e entrevistas, o projeto inaugurado na última sexta-feira, em Brasília, vai valorizar a divulgação dos trabalhos do STJ para a população.

O "STJ Cidadão", por exemplo, é uma revista eletrônica produzida semanalmente e que apresenta e explica processos julgados pelo STJ, dando mais transparência para os trabalhos da Casa.


Na foto, da esquerda para a direita: Noa Abe, Alisson bruno, Murilo Pinto, Suelene Rosa, eu, Cristine Genú, Rosana Valéria e Hélio Ramos. A foto é de Luiz Antônio Ribeiro.

O STJ também está no Twitter e no Facebook.

 
 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Se beber não dirija.

Boa mensagem para conscientizar os motoristas beberrões. "Quanto vai custar a sua próxima rodada?" é a pergunta da campanha de comunicação estimulando evitar males maiores na combinação entre  bebida x direção, lá na Inglaterra.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Comunicação e relações governamentais.

As relações governamentais são hoje um campo de crescente atuação do comunicador empresarial. Grandes empresas brasileiras já perceberam que entender o funcionamento do Estado e conhecer sua dinâmica é uma necessidade permanente na defesa legal, ética e transparente dos interesses empresariais e da imagem da marca,.

Nesse sentido, vale a pena conhecer o mais novo trabalho da ABERJE e de Gilberto Galan, através do lançamento do livro "Relações Governamentais & Lobby" que acontece no dia 13 de agosto em São Paulo, lá na Livraria Cultura.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Uma empresa com alma e beleza.

A marca O Boticário tem uma grande admiração por diferentes públicos de relacionamento e carrega atributos invejáveis para a grande maioria de empresas: transparência, confiança, inovação, relações responsáveis e cuidado, além da beleza. Uma beleza que transcende seus produtos e se expande através do jeito de fazer seus negócios. Uma marca assim é o reflexo de uma empresa com alma, fruto do exemplo e do empreendedorismo de seu fundador e da atual gestão, com certeza.

Existem muitas incoerências nos discurso e na comunicação empresarial em relação às práticas adotadas, principalemente nas questões ligadas à sustentabilidade. No Grupo O Boticário este não é o caso. A vontade de acertar, o pioneirismo e a preocupação com a responsabilidade ambiental, social e o respeito sempre pautaram as atitudes da empresa desde o começo da sua história e assim, fica fácil ter resultados financeiros invejáveis e continuar numa valiosa trajetória de crescimento.O valor desta marca, portanto, é apenas um espelho luminoso da beleza não só de seus discursos, mas de sua filosofia e atitude empresarial.


sábado, 21 de julho de 2012

Um bom mau exemplo.

Depois do post sobre o caso FIAT/Bandeirantes x ALANA, uma amiga minha me enviou o caso dos ovos de Páscoa da Skol, este sim, um verdadeiro mau exemplo de estratégia para conquistar clientes "desde criancinha". Como chocolate e ovos de Páscoa são guloseimas irresistíveis, um ovinho redondo como um Ovo de Páscoa da Skol traz risco certo para a criançada começar a gostar de cerveja (e álcool) desde pequeninos.


Vejo aqui uma decisão coerente do CONAR : exigir da cervejaria a retirada do produto de circulação e com ele o seu apelo abusivo ao consumo. Me parece muito mais correto do que a perseguição do Alana contra a Fiat. Aliás, o CONAR por ser órgão autoregulador da publicidade é o canal mais indicado para orientar fabricantes, consumidores e comunicadores nessa questão.

Mas, podemos  imaginar que em breve o próprio período da Páscoa vai ser questionado no seu "apelo comercial abusivo" para a criançada com seus coelhinhos de brinquedo, embalagens coloridas, formatos e sabores. Já pensou?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Instituto Alana e o caso FIAT.

O Instituto Alana tem no seu Projeto Criança e Consumo um iniciativa na busca de uma orientação valiosa a respeito de práticas  "consumistas" e de possíveis efeitos abusivos da publicidade e do marketing  sobre as crianças. Defender a infância de predadores de plantão é uma causa nobre, inquestionável. Quem seria contra?

Acontece que a bandeira da "causa nobre" e de  lutas do tipo o "Bem" (nós) versus o  "Mal" (os outros) pode criar fanatismos e extremismos que ultrapassam limites e nutrem-se apenas da sua visão de mundo particular, transformando o que seria uma proposta de reflexão, debate e educação, numa política ideológica contra inimigos como "as grandes corporações", "o sistema capitalista", "a livre iniciativa", entre outros. Nessa linha, conhecida como politicamente correta, com um discurso de defesa da infância, temos mais um exemplo de exagero por parte do Instituto Alana e do seu Projeto Criança e Consumo.

Trata-se do caso dos carrinhos de brinquedo da Fiat e da Brinquedos Bandeirantes cuja estratégia de lançamento e de publicidade foi considerada abusiva e lesiva à infância, no entender dos especialistas do instituto. A denúncia se espalhou pela mídia digital e, como não poderia deixar de ser, é assunto também deste blog.



Creio que nessa linha de pensamento, vamos acabar chegando num momento no qual as  fábricas de brinquedos não poderão mais fazer qualquer tipo de propaganda pois, como todas seriam voltadas para crianças, todos serão considerados lesivos, uma vez que estimulam o desejo de comprar este ou aquele brinquedo. Também chegaremos a uma época, possivelmente em algum Natal, onde nada poderá ser publicado, noticiado ou estimulado uma vez que  qualquer mensagem de incentivo ao consumo de brinquedos, roupas ou comida poderá ser enquadrada na categoria "abusiva".

Ou seja, além da Fiat e da boneca Barbie, outra vítima permanente dos especialistas da Alana, o tal consumismo poderá se tornar, em breve, sinônimo de consumo e ser rotulado como injusto, negativo, perigoso ou prejudicial à saúde. Aliás, vamos lembrar dos fumantes (outro grupo de perseguidos pelos que proclamam saber o que é melhor, bom e verdadeiro para a saúde das pessoas) para percebermos melhor o risco que estamos correndo quando os "especialistas" de plantão, arautos da verdade e da justiça social, ganham poder de polícia para denunciar este ou aquele "inimigo".

Importante: a atual Presidente do Instituto Alana é a Sra. Ana Lucia Villela, acionista do Banco Itaú - ícone do capitalismo brasileiro e cuja prática "lesiva e abusiva"  de juros (no entender de qualquer endividado) atinge pais e filhos igualmente. O Alana tem feito denúncias contra a propaganda do banco e a sua publicidade, sempre que crianças são utilizadas nas estratégias de comunicação do Itaú - o que me parece bastante coerente. Contudo, o que me assusta são os xiitas de plantão e suas palavras de ordem unida.

E você leitor (a) qual sua opinião sobre esse tema? Comente este texto para dialogarmos a respeito!









quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sustentabilidade está na moda.Mas o que é ser sustentável mesmo?


Nas últimas décadas, o termo “sustentabilidade” tem sido citado, publicado, veiculado e reproduzido com intensa frequência e sem qualquer critério na mídia televisiva, impressa e digital.

A sustentabilidade está na moda, está nas páginas dos jornais, nas redes sociais, nos discurso dos políticos, nas mensagens de marketing e na publicidade dos produtos, bem como na comunicação empresarial. Sustentabilidade virou espetáculo reunindo índio, mulher nua, ativista político, socialite, modelo, artista, intelectual de esquerda, intelectual de direita...Ninguém mais quer "ficar fora dessa" e ser "sustentável" é a ordem do dia, tendência do momento.

Mas o que é ser sustentável, mesmo? Entre todas as (in) definições e conceitos já repetidos, penso que essa abstração do "ser sustentável" pode ser traduzida e tangibilizada de maneira simples. Ser sustentável é querer e saber cuidar. O cuidado é uma premissa de quem se pretende ser responsável pela economia, pelo ambiente onde vive e nas relações sociais que tecem a delicada rede de convivência. Querer e saber cuidar de si e do outro me parece o passo inicial para quem está chegando agora e quer entender do que trata a questão.

Portanto, nada de novo. Ter cuidado, enquanto uma necessária e permanente prudência, atenção e afeto ao outro é uma proposta simples, além de postura ética vital para tempos complexos - como o que vivemos.

Para o comunicador, também, a questão do cuidado se faz presente na coerência do discurso em relação à prática (walk the talk) e na percepção sistêmica das redes de relações. Comunicar-se com cuidado e em prol de um cuidar integral, demanda atenção ao outro interlocutor, respeito às diferenças culturais e, por que não, gentileza. Palavras são energias em movimento e tem o poder de construir universo mentais que podem aproximar, motivar e entusiasmar, assim como denegrir, caluniar, distanciar.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

O envolvimento responsável e a prática do cuidado.

Algumas palavras têm a capacidade de perder sentido e cair muito rapidamente num imenso vazio. Desconfio que “sustentabilidade” é uma delas. Bem como o tal “desenvolvimento sustentável” que carrega em si mais perguntas do que respostas.

Numa análise mais crítica, vamos perceber que não existem empresas sustentáveis. Mesmo porque ninguém atingiu o perfeito equilíbrio entre as dimensões sociais, ambientais e financeiras que fazem o tripple bottom line e sua nova contabilidade para uma geração de valor de longo prazo. Por certo, temos boas práticas em construção e uma saudável busca por novos modelos de gestão. A questão, contudo, permanece cheia de interrogações.

Diante delas, faz-se necessário não somente um novo modelo mental, como defende o Prof. Evandro Ouriques, mas também um permanente pensar sobre a ética e a responsabilidade nos negócios, como já escreveu a Profª Patrícia Almeida Ashley. Lembrando que responsabilidade significa ter habilidade de resposta. E nós ainda não temos habilidade suficiente para responder questões que envolvem o aquecimento global, processos de produção industrial menos danosos ao meio ambiente e ao homem, soluções globais para a miséria, a corrupção, a agressão ao direitos humanos fundamentais, entre outras. Talvez nem tenhamos consciência de que nos falta tal habilidade.

Neste sentido, vejo que uma nova terminologia poderia ser muito mais útil para tratar de dimensões ainda tão distantes da nossa realidade, de nossas rotinas coletivas e individuais. A começar pelo Desenvolvimento Sustentável. Pergunto se des - envolver não seria exatamente a contramão do que prega a sustentabilidade, enquanto rede de conexões e interdependências de diferentes atores sociais? Des-envolver, neste sentido, seria um termo que alavanca a fragmentação e que vai contra a visão sistêmica necessária ao entendimento dos impactos de nossas ações sobre as variáveis sociais, ambientais e econômicas. Além das variáveis culturais, emocionais e por que não, espirituais.

Precisamos de um movimento cada vez mais interativo, colaborativo e integrado de...envolvimento! Envolvimento como sinônimo de cuidar. O envolver-se com questões globais mas também com a sociedade local, com a diversidade de ideias, numa relação permanente entre múltiplos atores. Uma proposta de maior responsabilidade por nossos atos diante da vida, de hoje e de amanhã.  Portanto, que o envolvimento responsável torne-se a prática do cuidado, verdadeira construção da sustentabilidade pois antecipação criteriosa de projetos futuros e prudência vital na administração de projetos (individuais ou coletivos) em curso.

domingo, 27 de maio de 2012

V Congresso da Indústria da Comunicação.


   O V Congresso da Indústria da Comunicação acontece a partir desta segunda-feira, de 28 a 30 de maio no World Trade Center, em São Paulo (SP) e pretende ser um marco para a comunicação brasileira. Em sua quinta edição, seu foco deixa de ser apenas a publicidade e a propaganda e ganha abrangência sobre as principais questões que afetam a indústria da comunicação brasileira: liberdade de expressão, corrupção, sustentabilidade, mídias digitais, tecnologia, consumo, privacidade e claro, criatividade e qualidade de serviços e de atendimento ao cliente.

Veja mais em:http://www.vcongresso.com.br/#comissoes

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Publicidade: planta carnívora engole sapo.

Eparema é um produto tradicional, no mercado desde 1934, e sua nova campanha publicitária traz num tom bem-humorado um sapo, que faz par com a "garota" propaganda da marca, uma planta carnívora.

Criada pela agência NBS, a mensagem reforça os lançamentos dos novos sabores e embalagens deste medicamento fitoterápico. O filme com versão de 30 segundos e de 15 segundos, utiliza a computação gráfica e a tecnologia 3D para produzir animações divertidas e traduzir um discurso descontraído para abordar a má digestão.

sábado, 19 de maio de 2012

Tylenol para os atletas.

Seis horas de pura energia, sem dor. Apenas disposição. É o Tylenol líquido - não o remédio, mas a bebida energética criada para estimular a turma da malhação. Uma estratégia de marketing que insere o remédio na categoria de alimentos funcionais ou vice-versa (aliás, a Nestlé, a Danone e outras empresas também estão mergulhando nesse mercado).



Na verdade é um retorno às origens, agora embalado devidamente pelo marketing e por um design sempre diferenciado e sedutor. Afinal quantas comunidades indígenas não tinham conhecimento de chás, ervas e raízes que, na medida certa, eram alimentos capazes de curar dores, doenças ou mesmo estimular os membros da tribo nos seus rituais ou na suas longas caçadas pelo meio do mato?

quinta-feira, 17 de maio de 2012

  
A comunicação organizacional precisa ser integrada, permanente e criativa. Precisa representar os valores da marca e engajar empregados para cativar clientes, consumidores, mídia, fornecedores e investidores. Precisa ser estratégica, planejada, segmentada e ter senso de oportunidade, sempre atenta aos cenários de risco. Precisa educar para a construção da sustentabilidade e refletir, com coerência, as práticas existentes, como o reflexo de uma gestão inovadora - exigência da dinâmica de um mundo globalizado e competitivo.

  É preciso contar a história da empresa, da marca, do negócio ou do produto, bem como dos sujeitos que fazem as promessas acontecerem: de maneira cativante e verdadeira. A simplicidade da verdade é a chave de uma sedução confiável, que fortalece vínculos e relações, sabendo cuidar de detalhes e de sonhos. Sabendo respeitar as pessoas.

  Esta é a comunicação na qual acredito e com a qual trabalho.Esta é a comunicação que faz sentido, revelando significados, motivações e potencialidades.

sábado, 5 de maio de 2012

A marca chamada "Você".

Em 1997, Tom Peters publicou um artigo na revista Fast Company falando sobre uma tendência: a marca chamada "Você". Um novo modelo de marketing individual, onde cada pessoa é como um produto que precisa ter atributos e qualidades únicas e diferenciadas dos demais. Como seria a sua marca no mercado?

Aqui no Brasil, a revista Você S.A. surgiu nesse movimento, trazendo conteúdos e informações sobre essa tendência que navegava nas ondas do neoliberalismo da época. Tendência que se espalhou entre executivos e colocou a carreira profissional como sinônimo de sucesso de vendas de um produto inédito: a capacidade de cada profissional se manter "vendável" nas prateleiras das empresas.

Os anos se passaram e percebo que a tendência, na verdade, se sedimentou. Fincou raízes nos comportamentos e atitudes individuais num mundo onde o "Show do EU" está em cartaz permanente - que o digam as redes digitais sociais. Onde a consciência (ou responsabilidade?) pelo cuidado com o bem público se esvaziou. Quem cuida do bem público, aquilo que é de todos? Quem faz esse discurso, pelo que é público, ainda são os políticos - classe cada vez mais desacreditada.

Nas empresas, quem estimula o trabalho conjunto na busca dos objetivos comuns é a comunicação interna, direcionada pela liderança. Mas, no fundo no fundo, o que vemos é uma intensa competição de egos, vontades e indivíduos buscando agregar valor a sua marca pessoal. O vírus da marca VOCÊ S.A. ( "A Brand called You") se propagou em escala global. E veio para ficar...

terça-feira, 1 de maio de 2012

A explicação da Delta.

Interessante...no final da mensagem, a Delta apela para seus 30 mil empregados (que agora correm um risco alto de verem seus empregos sumirem por conta do mau exemplo de seus líderes), para vencer a mega crise que foi plantada ao longo dos últimos anos.


Está na hora de se perguntar: quanto vale hoje seu emprego na Delta, estampado no seu curriculum vitae?

O exemplo do líder.

Em qualquer organização é o líder quem mostra o exemplo, o verdadeiro "jeito de ser e de agir" da empresa, aquele que dá um rosto  aos valores preconizados.  Um líder deve transmitir coerência com seu discurso.

Quando a liderança descamba para a hipocrisia e o sarcasmo, a organização percebe a falta de sintonia entre aquilo que se diz e aquilo que se faz. A rádio corredor é imediata. O que não se diz oficialmente, se comenta nas rodas de café, no almoço, no happy hour. Se o líder está em débito com a legalidade, os empregados sabem e comentam.

O Brasil vive mais uma CPI envolvendo uma grande empresa (operacionalmente falando, é claro) e vários políticos. Em tempos de internet, quem perde a linha, mesmo que seja lá fora, logo logo aparece nas redes sociais: a imagem nesse caso vale por mil palavras. A explicação, se existe, fica esvaziada.

Amigos, amigos, negócios à parte diz o velho ditado. Na gestão do patrimônio público, então, completa-se: não basta ser honesto. É preciso também perecer honesto. Regras básicas para quem deveria manter ao menos as aparências. É grave a crise.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O novo comunicador empresarial.



Um mundo mais complexo, com novos atores globais como os BRICs e a explosão comunicacional produzida pela internet e suas redes sociais 24 horas on line, entre outras questões, colocaram desafios estratégicos amplos para os comunicadores empresariais. Um olhar mais holístico, "fora da caixa", percebendo conexões e riscos potenciais permite uma atuação multidisciplinar. Além disso, uma inteligência social - fruto do equilíbrio emocional de cada indivíduo se faz necessária para criar e manter relacionamentos de qualidade.
No esquema acima, ilustro de maneira simples o meu entendimento a respeito desse novo profissional-cidadão, certamente um influenciador cultural.

domingo, 15 de abril de 2012

Pedir desculpas. Ainda uma excessão...


"Herrar é umano" está escrito numa dessas mensagens de caminhão. Contudo, reconhecer o erro e pedir - humildemente, desculpas não é uma ação comum. Em momentos de crise de imagem pode até ser uma estratégia para aliviar parte da culpa e buscar uma atenuante jurídica. A Chevron, gigante multinacional do petróleo, recentemente pediu desculpas pelo vazamento de óleo na bacia de Campos e ainda na semana passada, o coordenador da Lei Seca no Rio de Janeiro, protagonizou um pedido de desculpas exemplar.
Atitudes assim, humanizam as relações, resgatam o respeito ao cidadão ou ao stakeholder (como querem agora as empresas) sem contudo retirar a merecida punição pelo erro. Se errar é humano, pedir desculpas é o primeiro ato para se resgatar o convívio civilizado e a gentileza, valores tão preciosos e raros no turbulento dia a dia das cidades e dos negócios.