A sustentabilidade em suas dimensões ambientais, sociais, econômicas, culturais, afetivas e até espirituais é muito mais do que um air bag preventivo de crises nos diferentes segmentos do negócio. Ela é transformação da empresa e dos homens enquanto máquinas, para uma empresa mais humana, coerente e consciente de suas responsabilidades, de seus cuidados para com a vida no planeta.
No delicado equilíbrio entre cada órgão, cada ponto de contato influi no conjunto vivo, assim como uma pequena pedra no sapato machuca e compromete o balanço do caminhar. Diante disso, não é difícil entender que a comunicação interna pode facilitar a identificação de pontos fragilizados, atuando na prevenção de riscos e de crises. Para essa perspectiva se realizar, a comunicação deve fluir espontânea, aberta e participativa. Não há organismo vivo onde a comunicação seja estanque ou fragmentada. Um ser vivo é a prova essencial de que o comunicar renova, anima e constrói, unindo as partes num todo comum indissociável.
Se as lideranças não sabem se comunicar, pois não sabem ouvir, o processo de role-modeling cria uma cultura avessa à comunicação, qual um organismo vivo funcionando com um marca passo de controle artificial e externo. A crise surge (e ressurgirá) como sintoma da doença do silêncio e da arrogância, características perigosas do descaso com uma verdadeira “ética do cuidado”.
Comunicação interna e sustentabilidade devem, portanto, caminhar alinhadas para fazer do discurso um exemplo de prática disseminada por toda a organização. Desde a alta liderança até as bases da operação, passando pelos empregados terceirizados. Ou isso acontece de fato, ou a sustentatbilidade será uma utopia colorida publicada em anúncios na televisão.

1 comentários:
Desabamentos, explosão de bueiros, cracolândia, vazamentos, além da guerra nas estradas brasileiras. O descuido é prática (ou cultura) de nossa terra?
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